Coelba avisa que energia do Aeroporto de Barreiras foi restabelecida

O pessoal da assessoria de imprensa da Coelba ligou hoje pela manhã para avisar que, depois de 48 horas, foi restabelecida a energia no terminal aeroportuário de Barreiras. Segundo fontes fidedignas, o Aeroporto é concedido à empresa São Francisco – Administração Aeroportuária e Rodoviária Ltda, responsável pelo pagamento da conta de energia. Ontem, por volta do meio-dia, a cessionária providenciou um gerador para substituir a fonte externa de energia.

Ainda não temos confirmação oficial de que a falta de energia não prejudicou a fonia e a iluminação da pista no período.

Em abril deste ano, o Ministério Público estadual e o Ministério Público Federal ajuizaram ação civil pública contra a São Francisco Administração Aeroportuário e Rodoviário Ltda. e a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) devido ao fato do aeroporto de Barreiras não atender aos padrões mínimos de segurança contra incêndio e pânico.

Administrado pela empresa, sob concessão da agência reguladora, o local não contava com Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Além disso, o projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) elaborado somente no final de 2017 ainda não foi executado. Em caráter liminar, o promotor de Justiça André Garcia de Jesus e o procurador da República Rafael Borba Costa solicitaram, então, que a Justiça determinasse a regularização de todas as áreas do aeroporto, com obtenção do AVCB e execução do projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP), como também das certificações exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Pablo Barrozo diz que governo estadual é omisso em relação ao aeroporto de Barreiras

O deputado Pablo Barrozo (DEM) lamentou a decisão do governador Rui Costa que, mais uma vez, deixou o aeroporto de Barreiras em segundo plano. Na solenidade de início das obras de modernização do aeroporto de Salvador, o governador afirmou que vai licitar obras nos terminais de Vitória da Conquista, Ilhéus e Porto Seguro.

“Desde o primeiro governo Jaques Wagner a administração estadual promete realizar obras de requalificação no aeroporto de Barreiras, mas as promessas nunca saíram do papel. É claro que Ilhéus, Porto Seguro e Vitória da Conquista merecem as obras, mas Barreiras, que é uma das principais cidades da Bahia e um dos maiores polos agrícolas do Brasil jamais poderia ser excluída”, disse Barrozo.

O parlamentar acrescentou que a omissão do governo estadual é prejudicial à cidade. “Se tivéssemos um aeroporto mais moderno, certamente Barreiras atrairia mais empresas, por exemplo. E mais empresas funcionando na cidade significa mais emprego e mais distribuição de renda não somente para Barreiras, mas também para outras cidades do Oeste”, disse Pablo Barrozo.

De acordo com o vice-líder da oposição, o governo federal já elegeu o aeroporto de Barreiras como prioridade para a execução de obras de modernização. “O problema é que o governo estadual, que controla o terminal, parece que não está interessado nas obras, o que é lamentável”, concluiu Pablo Barrozo.

Moreira Franco, Wagner e Tonhão anunciam, que afinal, acontecem reformas do aeroporto de Barreiras

Por Yonara Alves, para O Mural do Oeste
Barreiras foi a primeira cidade do Brasil contemplada com os investimentos do programa de ampliação de aeroportos regionais. O prefeito Antonio Henrique se reuniu na última quarta-feira, 16, com o Ministro da Aviação Civil Moreira Franco e o Governador Jaques Wagner para falar da abertura das licitações que definirão as empresas responsáveis pela construção do novo terminal e expansão da pista de pouso e decolagem.
“Passada a Copa do Mundo, nossa prioridade agora é a aviação regional. Aqui na Bahia, 20 aeroportos receberão intervenções deste programa. E temos pressa. Aqui no caso de Barreiras, falta apenas a publicação do edital e colocar a licitação na rua. Desenvolver a aviação no interior do país é integrar e dar possibilidade aos brasileiros de usar o avião como meio de transporte”, disse Moreira Franco durante o evento.
A pista para pousos e decolagens, que atualmente possui 1600x30m, será ampliada em 295m e alargada em 15m. O pátio passará a ter 11.425 m2 e o terminal de passageiros será de 2.160 m2.
“Esse era um anseio da nossa comunidade, com as obras avançaremos em muito na logística da cidade e região oeste. Além de podermos atrair mais investimentos e dar qualidade ao público do aeroporto com novas ofertas de vôos”, disse o prefeito Antonio Henrique.
Barreiras e outros 19 municípios baianos estão contemplados no Programa de Investimentos em Logística de Aeroportos, que investirá R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais no Brasil. Na Bahia o investimento será de aproximadamente R$ 548 milhões na ampliação, construção ou melhoria dos terminais aéreos dos seguintes municípios: Barreiras, Bom Jesus da Lapa; Cipó; Feira de Santana; Guanambi; Ibotirama; Ilhéus; Irecê, Itaberaba; Jacobina; Jequié; Lençóis, Maraú; Paulo Afonso; Porto seguro; Santa Maria da Vitória; Santo Antônio de Jesus; Sento Sé; e Vitória da Conquista.

MFP suspende demolição da casa antiga do aeroporto de Barreiras

casa do aeroporto

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, no dia 8 de março, que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) suspenda o procedimento licitatório para contratação de empresa para a demolição da última casa original da construção do aeroporto de Barreiras (BA).

O objetivo é investigar se o imóvel faz parte do acervo histórico-cultural brasileiro e se deve ser preservado para que presentes e futuras gerações façam uso dele como parte do meio ambiente cultural.

Segundo representação encaminhada ao MPF pelos moradores da cidade, a construção erguida em 1940 era utilizada como residência do gerente da base aérea, servindo como base militar das autoridades norte-americanas, durante a Segunda Guerra Mundial, e como ponto de apoio para reabastecimento dos aviões que faziam a rota Miami/Rio de Janeiro/Buenos Aires.

No local onde o imóvel foi construído havia uma vila de funcionários do aeroporto, um terminal de passageiros e diversos prédios onde funcionavam o grupo gerador de eletricidade e outros serviços.

O procurador da República José Ricardo Teixeira Alves já solicitou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se manifeste sobre a possibilidade de tombamento do bem em questão que, de acordo com os munícipes, é o único marco histórico da construção original de um dos primeiros aeroportos do interior do Brasil a ser estação internacional.

A Infraero recebeu cinco dias úteis para se pronunciar sobre a recomendação, contados a partir do seu recebimento.

Se forem recuperar a antiga casa, o cachorrinho da foto vai curtir muito fundo de marmita dos operários. Estará preservado o patrimônio histórico e a vida do companheiro peludo.

gacea cortado 

Aeroporto de Barreiras: notícias e perguntas.

Foi noticiado ontem que a empresa Concreta Tecnologia em Engenharia Ltda. é a vencedora da licitação do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), no valor de R$ 958 mil, para a elaboração do projeto de reforma e ampliação do aeroporto de Barreiras, município localizado a 857 km da capital baiana. A empresa terá o prazo de 150 dias, contatos a partir do ultimo dia 1 de setembro.

O investimento total da reforma é da ordem de R$ 30 milhões. A obra consiste em ampliação da pista de pouso em 700 metros, que hoje tem 1600 e alargamento de 30 para 45 metros. Também está prevista a ampliação do terminal de passageiros e do prédio do corpo de bombeiros, e a construção da área de segurança no prolongamento das duas cabeceiras.

O mais interessante da notícia vem a seguir. Leia com atenção:

“Com a ampliação, o aeroporto contará com uma pista em condições de operar aeronaves de grande porte, a exemplo dos Boeing 737/800, 300 e do Air Bus 319, possibilitando o embarque de cargas. Após as obras, a cidade terá vôos para Salvador, São Paulo, Brasília, Porto Seguro, Petrolina e Recife.”

Comenta-se: será construída uma nova estrada para o embarque de cargas? Ou o acesso será feito pela mesma estrada, com rampas de até 30%? Vôos para São Paulo, Porto Seguro, Petrolina e Recife não seriam feitos via conexão em Salvador, como já é realizado? Ou a demanda reprimida para vôos para São Paulo, por exemplo, já é suficiente para lotar um Boeing 737/800? Quem escreveu a matéria não entende nada de Oeste baiano, muito menos da progressista cidade de Barreiras.

Barreiras quer ampliar aeroporto.

O movimento organizado pela Comissão Voluntária pela Segurança e Paz em Barreiras, que visa chamar a atenção das autoridades quanto à necessidade da ampliação do aeroporto regional de Barreiras, paralisou as principais avenidas da cidade na manhã de ontem, 24.
Inaugurado em 1940, o aeroporto de Barreiras era considerado pelas tropas aliadas como ponto estratégico durante a segunda guerra mundial. Daqui saiam aviões cargueiros carregados de charque e embutidos industrializadas no Matadouro Sertaneja, que abasteciam os exércitos em guerra na Europa e Norte da África.
Infelizmente os últimos governos que comandaram a Bahia deixaram o então estratégico aeroporto relegado a segundo plano. Com aproximadamente 800m de altitude, há 12 Km do centro da cidade, o aeroporto possui uma pista de 1,6 Km, o suficiente para pouso de aeronaves de pequeno e médio porte, como os aviões Brasília, da Passaredo, única empresa a realizar vôos comerciais na região.
Para que aviões com maior capacidade de transporte pousem em Barreiras, é necessário a ampliação da pista em mais 700 metros, obra orçada em R$ 22,5 milhões.
Na opinião de Gil Areas, presidente da Comissão da Paz, a falta de vontade política é o principal entrave para a ampliação do aeroporto. “O que falta ao governo do estado, não só a atual administração, como também os governos passados, entender que o aeroporto de Barreiras é prioridade para dinamizar a economia regional. Estamos falando apenas de R$ 22,5 milhões para solucionar o problema e essa não é uma grande quantia para o Estado, muito menos para o Governo Federal. Estamos a cinco anos nos reunindo com o Governo da Bahia e durante esse período não percebemos qualquer avanço, por isso, infelizmente tivemos que fazer esse manifesto para ver se as autoridades tomam alguma medida”, disse Gil, enfatizando que a falta de representatividade política da região é crucial no descaso com o Oeste. “Tenho certeza que em função da ausência de obras do Governo do Estado na região estimulou na população o anseio da criação do Estado do Rio São Francisco”.
Segundo Célia Sampaio Kumagai, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Barreiras, após inúmeras reuniões, a CDL, em parceria com outras entidades de classes de Barreiras e região, achou por bem fazer essa manifestação e mostrar a necessidade da ampliação do aeroporto. “Por trás dessa obra está a melhoria na área da saúde, educação, turismo, comércio, indústria, serviço, agronegócio, entre outros setores fundamentais para o progresso do Oeste da Bahia”. Texto e fotos de Eduardo Lena. Leia mais no jornal Nova Fronteira
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A verdade é que a construção do novo aeroporto de Luís Eduardo, por iniciativa de mais de 30 empresários e a posterior concorrência da Prefeitura e do Governo do Estado, assustou os barreirenses. Pensam eles que se Barreiras não se mobilizar pela ampliação e Luís Eduardo possuir um aeroporto moderno, o centro de interesse das companhias aéreas pode mudar. O crescimento de Luís Eduardo sempre causou problemas para a cidade-mãe. Já existe uma disputa velada em torno da localização da capital, na eventualidade da aprovação do novo estado do São Francisco.

E a disputa política não deixa de envolver represálias: antes de ontem, 23, a empresa empreiteira da construção da pista de Luís Eduardo foi multada e a obra ameaçada de embargo pelo IBAMA.