Paixões e cambichos mal sucedidos no passado de Almerinda

Almerinda quando jovem, um pitéu.
Almerinda quando jovem, um pitéu.

Sim, Madame Almerinda, a circunspecta senhora que tem uma vida pública respeitável, a pitonisa de todos os saberes, já teve uma vida pregressa de loucuras e paixões. Ela frequentava uma casa de prazeres mundanos, discretamente, com uma mascara veneziana, até que se apaixonou pelo Paulão dos Teclados, músico do lupanar.

Paulão, descendente de um escravo Angola, era muito grande, tanto que nem tinha certidão de nascimento, tinha memorial descritivo: “Começa no marco tal rumo norte…”

Diziam até que o umbigo de Paulão era o centro geodésico das américas, mas isso é um exagero. A bunda de Paulão, esta sim era grande, não tinha ânus, tinha seculus.

Almerinda se apaixonou perdidamente até que apareceu Zezão, outra grande decepção amorosa da profetisa, pois, mais tarde, a largou para ser motorista na fazenda do pai de uma tal Juju Balagandã.

Zezão aprontou todas: vendeu a casa e o Simca Chambord de Almerinda e ficou com o dinheiro, roubou os teclados de Paulão e deixou contas a pagar até na pasteleria da esquina. Cheque sem fundo de terceiros era uma especialidade sua. Almerinda passava as noites em pranto dorido, dando explicações para os credores durante o dia.

O cara chata de Celão: na cabine começou um grande caso de amor.
O cara chata de Celão: na cabine começou um grande caso de amor.

A ressaca amorosa durou até que apareceu um charmoso motorista de caminhão. Ele chegou a bordo de um Mercedão da Cara Chata, aqueles LP 321, que estava parado no posto do seu Arnaldo, com o motor quase fundido, à espera de um frete adiantado para pagar o conserto. Outro trambiqueiro!

Celão, como era conhecido,  se apaixonou por Almerinda, assim dizia, e usou de suas vastas relações na cidade até que conseguiu financiar uns micro-ônibus e botar uma empresa de transportes. O primeiro contrato de Celão veja só, foi com a administração de Zezão, que já era político influente e tinha sido “escolhido” prefeito da Vila.

Depois, Almerinda ainda teve paixões de verão, uma delas, tórrida, com um rábula que desfilava de loira no bloco das Nigrinhas, em Barreiras. O tal Ricardão era meio veado, mas Almerinda, como toda mulher, sempre gostou de um efeminado. Ela só não gostava quando ele roubava suas mini-saias e meias arrastão para sair à noite.  Hoje é colega de Almerinda: mexe com religiões e outros afins.

A vida erótica de Almerinda não cabe apenas em um post, mas voltaremos ao assunto.

Madame Almerinda foi às ruas, junto com suas colegas

almerinda

A pitonisa da rua Irecê anda desaparecida. Mas é por um bom motivo. Está organizando o Coletivo Nacional da Prestidigitação. Hoje ela estava em Brasília, mas parece que não está acreditando nesta lenda das oposições sobre “governo transitório”. A foto que ela mandou é da sua amiga íntima ( sim, Almerinda é up-to-date) Mãe Prix.

Madame Almerinda entende até de futebol.

Um mineiro vai à cartomante.

Vendo os três times de Minas na rabeira e um deles era o dele, ele pergunta para a cartomante: 

“Madame Almerinda quem vai descer para a segunda divisão?

“Madame Almerinda sem pestanejar diz:

 “Meu filho são quatro times que terminam com í”

Sem entender, o mineirinho retruca:   

Como assim? Só tem o Avaí que termina com i!

A experiente pitonisa responde imediatamente:

“Meu filho tem o Avaí e os três daqui!”