Indústria de energia eólica traz fábrica para Jacobina

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A cidade de Jacobina, no centro norte baiano, deve ganhar uma fábrica de torres eólicas. As multinacionais Andrade Gutierrez (brasileira) e Alstom (francesa) anunciaram a indústria nesta sexta-feira (22). A joint venture (empreendimento conjunto) vai atuar no mercado de produção de torres de aço para geradores e equipamentos utilizados em parques eólicos. Segundo o Estadão, as empresas devem investir aproximadamente 300 milhões de euros, com 51% vindos da Andrade Gutierrez e 49% da Alstom. O nome do empreendimento conjunto das multinacionais deve se chamar Torres Eólicas do Nordeste e terá capacidade para produzir anualmente 200 torres metálicas, com previsão de ser inaugurada ainda neste ano. A estimativa das empresas é que sejam gerados 250 empregos diretos e 600 indiretos.

 

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Ferrovia para de novo. A.Gutierrez manda peãozada pra casa.

O atraso na construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) levou à demissão de 2,3 mil homens, segundo a coluna Tempo Presente do jornal A Tarde desta quarta-feira (2). De acordo com a publicação, a Andrade Gutierrez ficou apenas com 200 dos 2,5 mil trabalhadores iniciais ao perceber que as obras não engrenavam, como prometeu o governo.

Ainda segundo informações da coluna, o superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, afirmou que o órgão concedeu a licença de instalação correspondente a mais de 500km, mas teve que suspendê-la porque a Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias, não conseguiu seguir o Plano Básico Ambiental.

O fato desagradou bastante o secretário estadual de Indústria e Comércio, James Correia. “Se a Valec não tem capacidade de coordenar a Fiol, admita. A Fiol é a maior que ela tem, a única ferrovia que já nasce superavitária. E não dá para imaginar que tudo fique emperrado por incompetência. Está na hora da Bahia brigar pela presidência da Valec”, protestou.

A Coluna destaca ainda que, após um ano e meio de iniciadas, as obras da Fiol estão somente 5% prontas. O atraso na construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) levou à demissão de 2,3 mil homens, segundo a coluna Tempo Presente do jornal A Tarde desta quarta-feira (2).

Editada pelo Mural do Oeste e por este jornal.

Construtoras brasileiras somam prejuízos enormes na Líbia.

As perdas das empresas brasileiras na Líbia são importantes. Só a Odebrecht interrompe duas obras de porte, como o novo terminal de passageiros do aeroporto internacional e o terceiro anel viário de Trípoli, somando 2,3 bilhões de dólares. Também a Queiroz Galvão e a Andrade Gutierrez têm obras importantes interrompidas. As negociações para a retomada das obras no caso da queda de Muammar Kadafi não tem prazo para iniciar e podem levar um longo tempo. Os prejuízos pela interrupção dos trabalhos são incalculáveis.

Se ganhar, o tempo urge; se perder, o tempo ruge.

Caieiras: um vale no meio de serranias. Com as vantagens do trem e da rodovia Bandeirantes.

A briga intestina pelo poder  do Partido dos Trabalhadores e no chamado “núcleo duro” da Presidência da República é de tal intensidade e com interesses financeiros enormes, que nós, simples mortais, jamais poderíamos imaginar.

Segundo o jornalista Leandro Mazzini, da coluna eletrônica Informe JB, dois grupos duelam para que o governo federal ressuscite, depois da eleição, a idéia de concretizar o projeto de um terceiro aeroporto em São Paulo – o projeto dorme numa gaveta da Casa Civil. A briga é tão forte que a Andrade Gutiérrez criou um braço na holding só para cuidar de assuntos aeroportuários, um setor com demanda crescente, e comprou uma mega-área em Caieiras, município no interior paulista, para projetar o seu aeroporto privado para carga e passageiros, mas espera uma PPP (Parceria Público Privada). Outro grupo, ligado a sindicalistas do setor, esboça um projeto para o Guarujá, no litoral paulista. Ambos querem que o presidente Lula dê o aval até dezembro.

O que podemos imaginar é o plano emergencial colocado em prática se os vermelhos vierem a perder a eleição. Tudo será decidido em 60 dias: grandes obras, grandes parcerias, compra de equipamentos bélicos como os do plano FX-2, grandes concessões como as dos Correios. Imagine só a azafama na Casa Civil. Além das decisões emergenciais, ainda vai ter a importante tarefa das equipes apagadoras de rastros e pistas. Os computadores perderão seus winchesters, os incineradores de papel funcionarão noite e dia e os corações e mentes petistas receberão um indelével revestimento à prova de memória passada.