Aiba toma posse no Conselho Gestor da APA da Bacia do Rio de Janeiro

Representantes da AIBA. Abaixo, todos os empossados.

Com o objetivo de implementar a gestão e planejamento para a Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio de Janeiro, tomou posse, nesta quarta-feira (07), o Conselho Gestor da Unidade de Conservação (UC) localizada entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) elegeu seus representantes: a diretora de Meio Ambiente, Alessandra Chaves (Titular); e o analista Ambiental, Eneas Porto (Suplente).

Após a etapa de reuniões e inscrições, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), gestor desta UC, organizou a eleição direta que definiu os 30 membros que tratarão das questões ambientais, sociais, econômicas, culturais e políticas da área. O Conselho é constituído por representantes da sociedade civil, do poder público e do Inema, além de empreendedores locais.

Segundo Alessandra Chaves, a participação da Associação demonstra a preocupação do produtor rural em garantir a sustentabilidade da região.

“Com a formação do Conselho Gestor desta Unidade de Conservação, dispomos de uma Gestão Participativa onde o fomento ao ordenamento territorial e, a condução de ações voltadas a conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais, serão essenciais. Lembramos que nesta APA encontram-se as Cachoeiras do Acaba Vida e do Redondo, importantes atributos ambientais da região. Desta maneira, ganham todos, a coletividade e o meio ambiente. Destacando ainda que esta é a primeira Unidade de Conservação com Conselho Gestor na região oeste, e as ações para a consolidação do Plano de Manejo encontram-se em andamento”, ressaltou Alessandra.

A APA da Bacia do Rio de Janeiro ocupa uma área de aproximadamente 350 mil hectares e engloba toda a bacia hidrográfica do Rio de Janeiro. É uma área de importância ambiental, social e cultural para a região. O projeto tem a supervisão do governo do Estado, por meio do Inema, e conta com o apoio do Instituto Aiba, através do Centro Ambiental da Aiba, e é executado pela empresa Greentec. O Plano de Manejo e o Conselho Gestor são financiados pela Fundação Solidaridad e Idh – The Sustainable Trade Initiative.

Chácaras dentro das APPs do rio de Janeiro estão irregulares

Cerca de 80% das chácaras que ocupam a Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio de Janeiro, zona rural  de Barreiras, estão irregulares. Depois da fiscalização e notificação, no mês passado, das propriedades que ocupam a APP, a Secretaria de Meio Ambiente e Turismo (Sematur) está trabalhando em parceria com o Ministério Público para resolver as irregularidades ambientais.

“Nosso objetivo é regularizar estas áreas, contando com a parceria do Ministério Público, que irá nos ajudar a cobrar esse passivo e assim delimitar o espaço que será do Parque Municipal de Proteção Integral”, informa o secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo, João Bosco da Silva Junior. Ainda segundo o secretário, novas fiscalizações serão feitas para verificar se a lei está sendo cumprida, caso contrário, haverá notificação, embargo de construção e multa, como já foi feito no passado. Informações de A Tarde.

A verdade é que estão morrendo muito de nossos rios, mais por ignorância dos agentes públicos e privados, do que por maldade. É só dar uma olhada nos cortes profundos, com objetivo de carrear material de aterro, que foram feitos às margens da rodovia do Anel da Soja, para chegar a conclusão que a abertura da estrada causou danos inestimáveis, por burrice dos engenheiros. Aliás, o Ministério Público tem a obrigação de entrar com ação para minimizar esse dano, pedindo que o Estado conserte o que estragou. Outro detalhe que não cansamos de repetir: ou os grandes plantadores aderem ao plantio direto ou a devastação vai continuar. O plantio direto salvou os pequenos e grandes rios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Talvez seja mais oneroso, talvez seja mais difícil de implantar, mas não podemos abrir mão do plantio na palha sem prejudicar-se com a responsabilidade pelo assoreamento de nossos rios. A iniciativa de recomendar a implantação deve ser de responsabilidade da AIBA, da ABAPA, do Sindicato Rural e de todas as entidades governamentais ligadas ao setor. É uma questão também de auto-preservação política e institucional.