Ariston, bravo que nem cascavel na cria.

Encontro o vereador Ariston Aragão e logo vou perguntando pela campanha.

Ele responde desconfiado:

-Está tudo bem.

Como sou muito amigo do Jaime Cappellesso, brinquei, provocando Ariston, que é bravo que nem abelha silvestre bulida:

-O Jaime só está preparando os candidatos para vender para o Humberto.

E ele, de primeira e sem pulo:

-E eu lá sou cabrito pra ser vendido.

E se mandou, enfezado como cascavel na cria.

PSC de Luís Eduardo dividiu-se pelas três frentes.

Vai levar um longo tempo até que o PSC reencontre a sua unidade partidária em Luís Eduardo Magalhães. O presidente Ondumar Marabá optou pela terceira via, mas outros se bandearam para Oziel Oliveira e uma grande parte dos dirigentes mais ativos ficou nas hostes de Humberto Santa Cruz, inclusive Wanderson dos Santos Santana, que pretendia candidatar-se com o apoio de alguns líderes religiosos e de Michel Brito. Na foto acima, no início de 2011, Ondumar Marabá e Américo Soares Júnior preenchiam as fichas para organizar o Partido em Luís Eduardo. Na imagem abaixo, a atual composição da comissão provisória do PSC, que deverá sofrer profundas alterações após as eleições.

 

Dia 20 de setembro entra em circulação o “Pila”.

PORTO ALEGRE, RS – Aprovada pelo Presidente Tarso Genro, entra em vigor no dia 20 de setembro a nova moeda do RS. O já conhecido “pila” terá modelos de notas exclusivos que exaltarão as riquezas do RS.

De acordo com o Presidente do Banco Central do RS, Marlon Hopner Borowski, as cédulas não poderão ser falsificadas e serão extremamente resistentes: – O material utilizado na confecção das notas é indestrutível.

É feito com couro de búfalo e uma mistura de erva mate e sal grosso. Se uma bomba nuclear cair sobre o RS apenas as baratas e as notas de pila sobrariam.

Além do material ultra-resistente o câmbio será ajustado.

Agora todas as outras moedas do mundo girarão em torno do pila: – Agora que o Banrisul ajudou os EUA e eles tão com dinheiro o dólar vale algo como RS$ 0,57 de pila. A nossa moeda é a mais valiosa do RS e do mundo – encerrou Borowski.

O vereador Ariston Aragão já se prepara para lastrear sua poupança em pilas, de olho na valorização da moeda. Aragão pode ser xenófobo, mas não é bobo.

Paternidade exacerbada.

É o primeiro caso em que muitos querem ser o pai da criança. O Estado do São Francisco durante mais de uma década teve apenas Gonzaga Patriota e o profeta Marlan Rocha na sua defesa, os dois pregando no deserto.

Agora, está cheio de pais e mães de última hora. Vamos ter que apelar para o Programa do Ratinho para descobrir a paternidade.

Certo mesmo está o vereador Ariston Aragão, de Luís Eduardo, que para não ofender ninguém propôs a criação do Estado do São Francisco da Bahia. Assim, teríamos baianos do Leste e baianos do Oeste. Uii!

Ariston na tribuna, bravo e mal-humorado.

Apesar de apenas seis vereadores terem comparecido à sessão de ontem na Câmara de Vereadores (Ondumar, Janete e o licenciado Geraldo Morais não compareceram), o clima esquentou quando Ariston Aragão subiu a tribuna e em crítica ao Governo Municipal, desancou os colegas:

“O povo diz que nós estamos dormindo. Os vereadores estão dormindo.” E repetiu: “Nós estamos dormindo”. Aconteceram réplicas, mas Ariston fechou a cara e, por via das dúvidas, não quis repetir a afirmação a este Editor depois da sessão: “Eu prefiro não falar”, asseverou Ariston.

Antes, Ariston ainda tinha voltado à tribuna, nas comunicações finais e como tinha visto, pelas janelas da Câmara, que um motorista de um carro que passava, ou navegava, pela avenida JK havia perdido a placa do carro numa grande lagoa que se formou naquela via, afirmou:

“Estão vendo, o rapaz perdeu a placa lá na rua. Agora vai ter que pagar 25 reais por uma placa nova”.

A NOVA LÍDER

A suplente de vereador, no exercício do cargo, Cleidi Bosa, foi tão elogiosa ao Governo Municipal, tão laudatória e entusiasmada em seu primeiro pronunciamento, ontem, na tribuna da Câmara, que o vereador Alaídio Castilho, um emérito gozador, não resistiu à piada:

– Eu gostaria de, em primeiro lugar, parabenizar a nova líder do Governo da Câmara.

Todos olharam de imediato para o verdadeiro líder do Governo, Sidnei Giachini, que num muxoxo fez pouco caso da piada do colega. No plenário, alguém murmurou: “Deve ter recebido uns carguinhos do Governo Santa Cruz”. Ao que outro opinou: “Quero ver na hora de votar as contas de Humberto, quando Oziel ligar, se ela vai ter a mesma atitude.”

NÃO APÓIO

O vereador Valmor Mariussi fez um longo discurso para rebater afirmação de um jornal local (isso mesmo, aquele do qual ninguém quer mesmo falar o nome), que afirmou que o vereador do PMDB estava apoiando o Governo Municipal. Afirmou Mariussi: “O fato do Prefeito ter nomeado minha esposa como Secretária de Educação não significa que tem o meu apoio ou do Presidente do PMDB local, que me solicitou que afirmasse, aqui na tribuna, que o Partido não apóia Humberto Santa Cruz.”

Mariussi fez ainda um forte protesto sobre a liberação de alvarás municipais, que segundo sua denúncia estariam sendo represados na Prefeitura a espera de licenças ambientais, que não seriam devidas, segundo a lei complementar 002/2009, que institui o tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte do Município.

O inteiro teor da denúncia será publicado ainda hoje, em matéria especial, pois no intuito de preservar o bom jornalismo, fomos ouvir a outra parte, a secretária de Meio Ambiente, Fernanda Aguiar, que face ao compromisso de ontem no lançamento de campanha de sua pasta, no Forum da Comarca, não pode reunir documentos para nos atender.

TROCANDO O ITR PELO IPTU

O presidente da Câmara, vereador Cabo Carlos, sugeriu uma troca na cobrança de impostos dos terrenos urbanos de Luís Eduardo, seguindo as denúncias de Alaídio Castilho e Valmor Mariussi:

“Acho que não temos mais que pagar IPTU. Vamos trocar pelo ITR – Imposto Territorial Rural, pois as ruas de Luís Eduardo são só lama e capim, como se fossem estradas rurais”. Cabo Carlos mostrou-se indignado, pois soube que alguns funcionários da Prefeitura estavam afirmando que o aumento do IPTU foi proporcionado por lei aprovada pelos vereadores. “Eles estão colocando a culpa nos vereadores por aumentos de até 1.000% quando os contribuintes reclamam. Isso não está certo”.

Atenção para a grafia do novo gentílico.

Mimoso do Sul, no Espírito Santo, onde moram os mimosenses do Sul.

Pois agora, por força de projeto de lei de autoria do legislativo municipal, aprovado por unanimidade em primeiro turno, na última sessão, deixamos de ser eduardenses para sermos mimosenses. Vai acontecer de conterrâneos escreverem com “Z” e até com dois “SS”. Só não pode enganar-se radicalmente e grafar “mimados”. Aí vai ficar difícil de digerir. Já temos até concorrentes: os habitantes de Mimoso do Sul, pequena cidade de 27 mil habitantes, ao Sul do Espírito Santo. Para não haver confusão, teremos que ser os mimosenses do Oeste, futuros habitantes do Estado da Bahia do São Francisco, como quer o vereador Ariston Gomes de Aragão.

Oziel ganha de novo aprovação às suas contas, mesmo com a maioria da Câmara votando contra.

Foi uma tarde tensa hoje na Câmara: a presença de Oziel de Oliveira para assistir à votação das contas de sua gestão, no ano de 2008, talvez tenha sido o principal motivo. Os mesmos vereadores repetiram seus votos pela rejeição: Geraldo Morais (presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Contas), Valmor Mariussi (relator), Sidnei Giachini, Domingos Carlos Alves (Cabo Carlos) e o presidente do Legislativo, Eder Fior. Alaídio, Janete, Ondumar Marabá e Ariston Aragão votaram contra o relatório e a favor da aprovação das contas de Oziel de Oliveira.

“Na realidade votaram contra a cidade e contra a comunidade, contra cada cidadão que não quer ver desmandos de gestão se repetirem”, disse um observador político, presente ao plenário.

O vereador Mariussi repetiu que “as contas padecem de vários questionamentos e o ex-prefeito não respondeu a esses questionamentos.”

Já o Cabo Carlos foi mais agudo, lamentando a necessidade regimental de 2/3 dos votos para a rejeição das contas:

“Se a aprovação dessas contas fosse submetida a uma consulta popular, 20 mil dos 22 mil eleitores de Luís Eduardo votariam contra. A cidade vai julgar os vereadores daqui a 2 anos e meio por essa aprovação. Ganhamos duas vezes e não levamos. Vamos encaminhar ao Ministério Público nossas denúncias.”

Giachini: sem medo das próximas eleições.

O vereador Sidnei Giachini foi um dos mais incisivos:

“Não vou aprovar as contas. Voto pela rejeição. Não vou abraçar o diabo para ser novamente candidato.”

Giachini referia-se ao fato de que se elegeu na legenda da coligação que foi a base de Oziel de Oliveira, em 2008, o que pode lhe trazer problemas se a mesma coligação estiver nas eleições de 2012, comandada por Oziel.

Alaídio Castilho, a única voz a se alinhar a Oziel, já que o discurso de Ariston Aragão foi inintelegível e o de Ondumar Marabá tímido, afirmou que “não quero que meus amigos e meus filhos reprovem meu comportamento na Câmara”.

Foi a vez de Mariussi rebater, junto com o Cabo Carlos, a posição de Alaídio: os dois trouxeram até a tribuna jornais e boletins do legislativo em que Alaídio reprovava de maneira contundente a atuação de Oziel à frente da Prefeitura.

O vereador Mariussi fez referência ainda à atuação da assessoria jurídica da Câmara que o ajudou na construção do relatório, condenando as contas de Oziel, uma peça legislativa perfeita e que certamente servirá de base para a proposição, pelo Ministério Público, de ação condenatória às contas do ex-prefeito.

Sentenças definitivas.

Ariston Aragão, esta semana, no átrio da Prefeitura, questionado sobre em quem votava para Presidente da Câmara na próxima legislatura, respondeu com a sabedoria da simplicidade:

Voto em mim.

Valmor Mariussi, sobre investimentos a fundo perdido propostos ao Executivo no assentamento Rio de Ondas:

Estamos criando não um país de desempregados. Mas de pessoas que querem ficar desempregadas para aproveitar o Bolsa Família.

Mariussi rebateu de pronto a notícia dada por Geraldo Morais sobre obras do DNIT na 242:

Isso é ficção. Não se podem licitar obras em período eleitoral. São notícias plantadas pelo PT.

Ariston Aragão lamentando a estagnação do projeto Balde Cheio para o assentamento Rio de Ondas:

Sei o que é faltar o pão na mesa do pobre.

O pior, vereador, é faltar até mesmo a mesa!