Se trata apenas de uma questão de negócios

judiciário

Ninguém ousa falar que o funcionalismo público federal não merece aumento, inclusive quando a inflação está por volta de 7% ao ano.

dilmaNinguém poderia sequer pensar que Dilma Rousseff partiu num rabo de foguete porque negou-se a criar uma casta de privilegiados com o País imerso em uma crise econômica sem precedentes, em que no mínimo 25 milhões de pessoas estão sem a renda dos seus salários.

Ninguém pode citar que o aumento do funcionalismo vai trazer um impacto de R$52,9 bilhões em quatro anos aos cofres do Tesouro Nacional. Com a Saúde, a Segurança e a Educação plenamente atendidas em todo o País, nada justificaria que este aumento não acontecesse agora.

Michel Temer tinha compromissos de “campanha” e os está cumprindo. Afinal, no setor de negócios o cumprimento da palavra empenhada é imprescindível.

Wagner recua e diz que aumento dos servidores pode ser maior.

O recuo do governador Jaques Wagner na questão do aumento salarial era esperado. Hoje o jornal A Tarde noticia que Wagner admitiu, nesta quarta-feira que que pode conceder aos servidores estaduais um reajuste superior aos 2,5% propostos inicialmente.

“Eu mandei o projeto de lei, mas suspendi a votação para abrir espaço para a negociação. É óbvio que quando você abre um processo como este, é preciso estar disposto a ceder”, declarou o petista, após reunião com servidores, secretários e representantes da base aliada. Outra alternativa, segundo o jornal A Tarde, é a de parcelamento do reajuste – cujo índice seria maior – com a primeira parte agora e outra no segundo semestre deste ano.

Para um ex-sindicalista, Jaques Wagner tem se mostrado mais duro, na negociação com servidores, do que poderia imaginar a vã consciência proletária baiana. A greve da PM no ano passado foi emblemática. Jaques Wagner perdeu e muito com o endurecimento das negociações.

CASAS-BAIANA3

Proposta de aumento dos funcionários do Estado é rechaçada

Ao que parece, o governador Jaques Wagner está mesmo disposto a enfrentar uma série de greves com seu aumento de 2,5% ao funcionalismo, ao contrário dos seus colegas de outros estados. No Pará, por exemplo, o reajuste concedido foi de 9%; na Paraíba, varia de 5 a 16%; no Ceará foi de 5,58; e no Acre, onde o governador também é do PT, o aumento foi de 5,2%. Já em Alagoas ainda não foi votado, mas o governo sugere 5,3%.

O Sindicato da Polícia Militar diz que uma aumento menor que a inflação de 5,84%, registrada no ano passado, é inadmissível.

Ontem foi aprovado, na Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães, em segundo turno, o aumento dos funcionários municipais, com a alíquota de 8%. Pelo sorriso dos sindicalistas, se não foi satisfatório, o aumento não deve gerar nem um tipo de reação classista.

Antonietta 600x300