Humberto assina convênio pela arrecadação e segurança

Começo de uma parceria entre Luís Eduardo Magalhães e Banco do Nordeste. Foto Claudio Foleto

speed domeO prefeito Humberto Santa Cruz assinou convênio com o Banco do Nordeste, para facilitar a arrecadação tributária em cinco novos pontos da cidade. Mas o mais importante é o projeto de instalação de um sistema de vídeo com 29 câmeras filmadoras modelo speed dome, que serão instaladas em pontos estratégicos (com raio de alcance de 600m) para monitorar determinados locais da cidade. Um reforço especial para os órgãos de segurança de Luís Eduardo Magalhães.

Arte Blog Sol Nascente 2 (1)Clique na imagem para ampliar

 

E a cadeia para os corruptos? Quando chegaremos lá?

Cláudio Humberto, hoje em seu site:

O bandido, na plenitude de sua pompa e circunstância

O presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, não resistiu à denúncia de que um cheque de R$ 100 mil para financiar kits sanitários em casas pobres de Ipu (CE) teria parado, em 2009, na conta de um posto de gasolina do qual era sócio com um engenheiro da prefeitura.

Um pouco de lucidez no processo é necessária, dada a avalanche insana da corrupção no País. Ao menos alguns tem que tombar do lado de lá também. Não podemos ser sempre as vítimas silenciosas, os cordeiros rumo ao altar do sacrifício sem ao menos um balido de protesto.

Falta agora é cadeia para os corruptos. Como um “aviãozinho” vai para a cadeia por portar 10 pedras de crack e um ricaço desses permanece impune? Cadeia neles, com o requinte da marmitinha de 400 gramas que o Governo oferece, uma vez por dia, à guisa de alimentação. Como diz o Sigisvaldo Vilares, “vamos botar esses bandidos na cadeia”. Os nordestinos que fazem cocô na moitinha agradecem.

A cornucópia sem limites do dinheiro público.

Reportagem da revista “Época” informa que a Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste. A pergunta que paira no ar é sem dúvida: se esse dinheiro fosse aplicado em iniciativas privadas e governamentais contra a seca, talvez o contribuinte não necessitasse, agora, financiar, com o dispêndio de bilhões de reais, obras emergenciais para minimizar o estio?

Agricultores do Oeste baiano vão a Brasília para tentar manter financiamento de custeio da lavoura.

O agronegócio do Oeste da Bahia, e de uma parte considerável do cerrado do Nordeste brasileiro, corre o risco de ver contingenciada a maior fonte de custeio da atividade agrícola regional, os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE.

O Fundo é responsável hoje por aproximadamente 50% do custeio bancário, operado pelo Banco do Nordeste. A mudança atende à orientação do Governo Federal para aumentar o percentual de recursos do orçamento do FNE para atender aos mini, micro e pequenos produtores/empresas, em detrimento dos grandes.

Preocupados com a situação, os produtores do cerrado baiano, um dos maiores e mais importantes pólos de produção de alimentos e fibras do país, tentam reverter o quadro.

Fernando Bezerra Coelho vai receber produtores pela manutenção do percentual de financiamento. Foto de Roberto Pereira.

Na quarta-feira (14), eles se reúnem em Brasília com o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para expor o problema. O encontro acontece na véspera da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene – Condel, em Recife, tendo na ordem do dia a homologação das alterações.

A mudança proposta para aprovação pelo Condel visa a reduzir o percentual de 35% do orçamento do FNE, originalmente destinado a grandes empresas e produtores, para 20%.  O orçamento do FNE para 2011 é de 10 bilhões. Esta mudança reduzirá R$1,5 bilhão dos recursos destinados a grandes empresas e produtores.

Os produtores baianos defendem a manutenção dos atuais 35%, além da mudança nos parâmetros de classificação por porte, seguindo a regra adotada pelo BNDES.

No dia 6 de setembro, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reuniu em sua sede em Barreiras representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), Sindicato dos Produtores de Luís Eduardo Magalhães, Sindicato dos Produtores de Barreiras, Associação dos Produtores de Café do Oeste da Bahia (Abacafé), Acrioeste, Assomiba e Fundação Bahia para discutir a situação com o superintendente estadual do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, Nilo Meira Filho, e os gerentes das agências de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Correntina.

De acordo o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, mudar a distribuição dos recursos do FNE não é suficiente para tornar os mini, micro e pequenos empresários e produtores mais competitivos. “É preciso rever a forma de aplicação desses recursos e capacitar os mini, micro e pequenos a utilizar o crédito a que têm direito. Só na Bahia, estão disponíveis e ociosos mais de R$500 milhões alocados para este público. Por outro lado, mantidos os 35% para a agricultura empresarial, esta continuará transformado estes recursos em desenvolvimento econômico e social, com a criação de novos postos de trabalho, distribuindo renda, e principalmente, tornando o Nordeste auto-sustentável na produção agrícola”, afirmou. O BNB é responsável pela aplicação de mais de 65% dos recursos do PRONAF no Nordeste.

O presidente da Aiba, Walter Horita, ressalta que a performance dos produtores do Oeste confirma os princípios do FNE. “O Fundo tem como principal objetivo desenvolver a região Nordeste do país e é isto o que estamos fazendo. Transformamos uma região desacreditada em uma referência mundial no cultivo agrícola, que hoje ocupa o posto de segundo maior produtor de algodão brasileiro, um dos maiores produtores de soja, e está na liderança mundial da produtividade em suas três principais culturas, soja, milho e algodão. Frear esse desenvolvimento é um contra- senso”, disse Horita. 

AIBA e Banco do Nordeste investem em projetos sociais.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – Aiba e o Banco do Nordeste investem, em parceria, este ano, R$555 mil, a fundo perdido, em projetos sociais da região Oeste da Bahia, beneficiando 14 instituições. A Aiba, através do Fundesis, aportará R$395 mil e o Banco do Nordeste, R$159 mil.

As primeiras quatro entidades beneficiadas pelo Fundo, em 2011, receberam na semana passada R$92 mil, referentes à primeira parcela dos investimentos. Estas quatro instituições atendem diretamente a 464 pessoas, oriundas das classes mais necessitadas da região Oeste do estado.

Entre as entidades beneficiadas, está o Centro de Promoção Humana Eugênia Ravasco, localizado na Vila dos Funcionários, em Barreiras. O Centro atende crianças e adolescentes do sexo feminino. São 100 meninas atendidas diretamente e 200 famílias, indiretamente. A primeira parcela liberada, no valor de R$ 18 mil, é parte dos R$ 50 mil contratados com a instituição. Com estes recursos, o espaço físico será ampliado, com a construção de um piso superior, no qual serão instaladas sala de arte, biblioteca, uma sala de dança, sala de atendimento psicológico, banheiros e dispensa.

Outra instituição contemplada é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Luís Eduardo Magalhães, que atende 214 pessoas com idades variando entre dois meses 53 anos, portadoras da síndrome de down, deficiência mental e múltipla. A primeira parcela liberada no valor de R$ 40 mil é parte dos R$50 mil contratados do Fundesis. Esses recursos foram aplicados na continuação do Complexo Desportivo e Hidroterápico para práticas de atletismo e fisioterapia terapêutica, que auxiliam na reabilitação de diversas patologias. Assim, a entidade poderá melhorar o atendimento, ao incluir mais uma modalidade de atividade.

A Associação de Proteção às Crianças Pobres, localizada na Vila do Papelão, em Barreiras, recebeu a primeira parcela de R$20 mil, de um total de R$45 mil contratados, para iniciar a reforma do prédio da creche, assim como a conclusão do galpão que pertence à Associação. A entidade atende atualmente 100 crianças da periferia de Barreiras, especificamente, da Vila Brasil e Santa Luzia, com idades entre zero e quatro anos. Os recursos disponibilizados serão investidos na creche, na reforma dos banheiros, troca das portas e forro, troca do revestimento cerâmico das áreas interna e externa, divisão do berçário, cobertura de área que liga as duas salas e o refeitório, além do retelhamento. O galpão também será reformado para ser alugado, e, assim, poder gerar renda para a instituição. Além disso, será realizada a reforma do piso, o reboco, com investimento na ventilação, pintura, calhas, reforma do banheiro, além da instalação elétrica e hidráulica.

Por fim, também foi beneficiada a Associação de Moradores da Vila Buriti. Localizada no município de Luís Eduardo Magalhães, a instituição atende atualmente 50 crianças, além de beneficiando mais 130 famílias. Dos R$50 mil do projeto contratado, foi liberada a primeira parcela de R$ 14 mil reais. Os recursos serão aplicados na reestruturação da creche, com equipamentos e móveis necessários para o desenvolvimento das atividades e serviços de qualidade.

“Tanto a escolha das entidades, quanto a aplicação dos recursos, passam por um minucioso processo de triagem para garantir a segurança e eficiência na aplicação dos recursos. A cada ano, o Fundesis se consolida como uma iniciativa de resultados positivos e duradouros, que está ajudando a melhorar a vida de milhares de pessoas na nossa região”, diz a coordenadora do Fundesis, Makena Thomé.”