PF marca novos depoimentos de investigados do caso Master para a próxima semana.

O maior escândalo financeiro do País nos últimos anos ainda permanece encoberto. A tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília permanece como uma tentativa de golpe de primeira grandeza.

A Polícia Federal marcou a colheita de novos depoimentos na investigação do Banco Master para o início da próxima semana, na segunda, 26, e na terça-feira, 27. As defesas estão sendo intimadas para essas novas datas.

A PF vai tomar os depoimentos de ex-diretores do Master e do Banco Regional de Brasília, para apurar suspeitas de irregularidades no negócio de venda do Master, objeto da primeira fase da Operação Compliance Zero. Estão previstos depoimentos de nove pessoas, como os ex-dirigentes do Master Augusto Lima e Antônio Bull e gestores do BRB que participaram do negócio.

Inicialmente, a PF também previa tomar novos depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que já tinham sido ouvidos em uma acareação, mas os investigadores decidiram que não iriam tomar novos depoimentos deles, ao menos por ora.

Esse cronograma foi alterado após uma ordem do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, que determinou que os depoimentos deveriam ser realizados durante dois dias consecutivos em uma sala do próprio tribunal.

A PF pretendia ouvi-los ao longo da última semana de janeiro e da primeira de fevereiro, mas teve que alterar o planejamento por causa da ordem do ministro.

Foi mais uma rusga de Toffoli com os investigadores. O ministro também determinou que os celulares apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero deveriam ficar acautelados somente na Procuradoria-Geral da República, restringindo o acesso da PF.

Na sua decisão inicial, Toffoli tinha determinado que a PF enviasse todos os itens apreendidos para que ficassem acautelados no STF, antes de decidir como seria feita a análise.

O recuo para que a PGR tivesse acesso ocorreu após a PF e a Procuradoria pedirem a reconsideração da decisão, sob o argumento de que havia risco de perda dos dados obtidos nos celulares se não fosse feita a extração em curto período de tempo, por causa de características envolvendo os aparelhos telefônicos.

Da Agência Estado e Money Times, com edição de O Expresso.

O Brasil está afundando-se no brejo do crime organizado.

Bacellar

Contemple três cenários diferentes e tire suas próprias conclusões:

Cenário 1 – O ministro do STF, Dias Toffoli pega uma carona no avião do Banco Master para assistir a final da Copa Libertadores em Lima, Peru. Alguns dias depois avoca a si o processo de fraude e prisão de Daniel Vorcaro e determina sigilo absoluto sobre os autos.

Cenário 2 – O ministro do STF, Gilmar Mendes, restringe à Procuradoria Geral da República, através de decisão monocrática, o pedido de impechment de membros da Suprema Corte. O motivo é blindar os ministros sobre iminentes decisões que poderiam levar à prisão mais de meia centenas de parlamentares do Congresso por envolvimento com organizações criminosas.

Cenário 3 – A famigerada Assembleia Legilsativa do Rio de Janeiro, pelo dobro de votos, 42×21 decide pela soltura do presidente Rodrigo Bacellar, claramente envolvido na tentativa de frustrar a prisão do deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, envolvido com o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Em sessão extraordinária, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu por 42 votos favoráveis a 21 contrários pela soltura do presidente afastado da Casa Rodrigo Bacellar (União Brasil). Houve duas abstenções, dos 65 deputados presentes.

O deputado estadual Rodrigo Bacellar foi preso preventivamente na manhã de quarta-feira (3), durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF), para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que prendeu o deputado estadual TH Joias. TH Joias está preso, desde setembro, acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.

A ação ocorreu enquanto Bacellar prestava depoimento na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Bacellar é suspeito de envolvimento no repasse de informações que teriam antecipado detalhes da operação que mirava o deputado estadual TH Joias.

Segundo a PF, o vazamento comprometeu o andamento das investigações que resultaram na prisão de TH Joias. 

PF prende dono do banco Master em tentativa de fuga do País

A Polícia Federal prendeu na segunda-feira (17) Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no aeroporto de Guarulhos. Ele estava tentando fugir do país em um avião particular para Malta.

Ele foi alvo de uma operação que mira a venda de títulos de crédito falsos. Após ser preso, Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo. 

Na manhã desta terça, o Banco Central emitiu um comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Uma solução para o Master? Entenda o que está em jogo na compra do banco pela Fictor com investidores árabes

O negócio com o grupo Fictor, anunciada ontem, teria a participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos e previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar o caixa do Master, que passa por dificuldades financeiras. A compra ainda precisaria da aprovação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.

Operação da PF

A PF tinha uma operação prevista para esta terça, mas a prisão de Vorcaro foi antecipada diante da possibilidade de fuga dele.

Segundo investigadores, Vorcaro estava no banco na segunda-feira à tarde. Depois que saiu o comunicado da venda, ele pegou um helicóptero e foi para o aeroporto de Guarulhos.

Ele seguiu direto do terminal da aviação executiva pra pegar um avião particular com destino a Malta. Para a PF, não há dúvidas de que ele estava em fuga – não porque soubesse da operação desta terça, mas porque queria estar longe depois que a notícia da venda do Master fosse tornada pública.

No total, a operação Compliance Zero cumpriu sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Durante algum tempo o Master tentou vender seu controle acionário para o BRB – Banco Regional de Brasília, com intenso lobby do governador do DF, Ibaneis Rocha. A reação popular e dos meios políticos à aquisição de um banco quebrado evitou o desastre.

Com informações do g1.globo.com