Pannunzio retira blog do ar para não arcar com despesas judiciais.

O jornalista Fábio Pannunzio, repórter da Band encerrou o Blog do Pannunzio, após perder em primeira instância uma ação judicial e ter mais prejuízos para se defender. “Liberdade de expressão é muito cara no Brasil. É um luxo que a Justiça ainda não permite aos jornalistas no país”, disse o jornalista, que em 2011, por exemplo, ele gastou cerca de R$ 53 mil só em honorários. 

O espaço e acervo continuarão disponíveis e Pannuzio diz que, eventualmente, pode voltar a “dar pitacos”, mas que a produção sistemática de textos está encerrada. “Espero voltar ao blog, quando perceber que o País está maduro a ponto de não confundir críticas políticas com delitos de opinião”, escreveu. 

Insurgência – Obrigado pela Justiça a retirar um post do ar e com novos custos para arcar, analisou e decidiu interromper a atividade na última quarta (26). “Este é o último post do Blog do Pannunzio. Escrevo depois de semanas de reflexão e com a alma arrasada — especialmente porque ele representa uma vitória dos que se insurgem contra a liberdade de opinião e informação”, assim começa o relato. 

Em seu texto, ele afirma que no Brasil é preciso ter “estrutura” para exercer o direito constitucional e lamenta a “morte” do blog e que seja preciso pagar tão caro por levar informações para a população e por “denunciar esses malfeitores”. Pannuzio não se mostra muito otimista com mudanças que possam ocorrer na legislação brasileira e diz que a questão da censura judicial é cultural no Brasil. “O país só vai mudar e amadurecer na medida em que a crítica for considerada positiva e parte do debate”, finalizou.

Ministério Público quer evitar exposição de presos na TV

Entrevistas e imagens com exposição ilegal de presos não devem mais ser exibidas em programas veiculados pela TV Bandeirantes Bahia. Isso é o que requerem os Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) em ação civil pública ajuizada contra a emissora, que está sendo acusada de, por meio do programa ‘Brasil Urgente Bahia’, apresentar matérias jornalísticas com grave violação à ordem jurídica e ofensa a diversos princípios constitucionais e a tratados internacionais de direitos humanos. “As violações perpetradas atentam contra os direitos dos presos, atingindo a dignidade da pessoa humana, a presunção de inocência e o direito de imagem”, assinalam os autores da ação, promotores de Justiça Márcia Virgens, Edmundo Reis e José Emannuel Lemos e o procurador da República Domênico D’Andrea Neto.