Shopping de Barreiras tem projeto em fase final.

Guadagnin, à direita, no lançamento da segunda fase do Jardim das Oliveiras, junto com diretores, familiares e funcionários da Deltaville.
Guadagnin, à direita, no lançamento da segunda fase do Jardim das Oliveiras, junto com diretores, familiares e funcionários da Deltaville.
A notícia do Brasil Econômico
A notícia do Brasil Econômico

Barreiras vai ter finalmente o seu shopping center. Ao menos é o que está anunciando o colunista Gilberto Nascimento, em sua coluna Mosaico Político, do jornal Brasil Econômico. O empreendimento é capitaneado por Antonio Guadagnin, diretor-presidente da Deltaville, empresa que tem investimentos pesados, na área imobiliária, em Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Marabá e mais uma dezena de cidades da Bahia.

Engenheiro agrônomo e agricultor, nascido no Paraná, Guadagnin voltou seu foco para a área imobiliária no início dos anos 2.000, tornando-se um dos maiores investidores no setor.

O Shopping está sendo projetado dentro de uma área de 20 hectares, na “esquina” da estrada do Angical com a BR 242.

Passaredo luta para fugir do destino das aéreas regionais

O pedido de recuperação judicial da companhia aérea Passaredo, presidida por José Luiz Felício Filho, na última sexta-feira, não foi bem uma surpresa para o mercado. “As mudanças ocorridas no setor de 2008 para cá, com a crise e a entrada de novos competidores no mercado de aviação, jogou uma pressão muito maior sobre as aéreas regionais”, afirma Felipe Queiroz, analista da Austin Ratings. Como resultado dessas mudanças,nos últimos tempos, não foram poucas as empresas que atuam com rotas regionais que tiveram destino parecido com o da Passaredo. “O custo fixo de manter uma aérea, mesmo que de pequeno porte, é muito elevado e com a pressão por preços que tem marcado o setor, é difícil para as menores sobreviverem”, diz Queiroz.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que, em outubro de 2010, 10 companhias aéreas regionais atuavam no país. N os dados de agosto deste ano, mais recentes disponibilizados pela agência, restavam cinco empresas atuando neste tipo de rota, sendo que a Trip foi recentemente incorporada pela Azul. “O aumento da renda tem feito com que as empresas de maior porte olhem com atenção para cidades de médio porte, onde está a base de operação dessas companhias regionais. Isso foi mais um elemento de pressão sobre elas”, afirma Queiroz.

Apesar de ter entrado com pedido de recuperação judicial, a Passaredo não acredita que entrará para o grupo das que deixaram de operar. Segundo a empresa, em um primeiro momento nada mudará e os planos futuros de crescimento estão mantidos. “Apresentaremos um plano viável, que contemplará todos os credores e contribuirá para a reorganização do caixa. Depois disso, a empresa voltará a crescer como antes”, diz Aires Vigo, advogado da Passaredo.

No comunicado em que anunciou que havia entrado com pedido de recuperação judicial, a Passaredo apontou fatores considerados temporários como os maiores causadores do aumento da dívida, hoje estimada em R$ 100 milhões. Segundo a empresa, entre os fatores que contribuíram para o pedido, estão “o alto preço do combustível, o atendimento das demandas regionais utilizando jatos e, inclusive, uma concorrência específica, momentânea e predatória”.

Histórico 

Por mais que a companhia se esforce para demonstrar otimismo com a possibilidade de recuperação, as perspectivas históricas não estão entre as mais animadoras. Desde que a nova lei de recuperação de empresas começou a vigorar, em 2005, nenhuma das companhias aéreas que entrou com pedido de recuperação judicial conseguiu escapar da falência ou da incorporação por alguma das gigantes do setor. “No caso da Passaredo temos elementos suficientes para acreditar que o destino será diferente”, afirma Vigo. Entre os elementos citados por ele, está o forte crescimento do PIB da região de Ribeirão Preto, no interior paulista, onde a empresa tem sua base, e o fato de a dívida da Passaredo, estimada em R$ 100 milhões ser muito menor do que a registrada por companhias como Varig, que após entrar em recuperação judicial, em 2005, acabou vendida à Gol. Do Brasil Econômico.

Uma história de imprensa e política, com roteiro de novela.

O Dia, transformado em tablóide, com circulação em queda.

A corporação portuguesa Ongoing adquiriu, através da sua companhia no Brasil, Empresa Jornal Econômico, o grupo “O Dia”, que publica três jornais diários.Em comunicado, a Ongoing, com interesses em vários meios de comunicação de Portugal e que edita desde outubro o “Brasil Econômico”, ressalta que com esta compra se transforma no “terceiro maior grupo brasileiro de imprensa, com uma audiência diária de 3,5 milhões de pessoas”. A empresa portuguesa afirma que este acordo permite estar em “todos os segmentos do mercado da imprensa” no Brasil, com as publicações agora adquiridas – “O Dia” e “Meia Hora” e o jornal esportivo “Campeão”

A história desse grupo adquirido dos herdeiros de Ary de Carvalho começa num remoto 1º de abril de 1964. Ary dirigia a Última Hora em Porto Alegre, na condição de funcionário de Samuel Wainer, apoiador de João Goulart. No dia 2 de abril largou o jornal Zero Hora nas ruas, com a chancela dos militares, anunciando a “revolução vencedora”. E assumiu, com uns trocados, o ativo e passivo do jornal.

Em 1971, tendo construído o grande prédio da avenida Ipiranga, Ary de Carvalho, pressionado pelo volume dos investimentos, que incluía uma rotativa Goss Urbanity, teve que ceder parte e depois o todo do controle acionário aos irmãos Sirotsky, donos da Rádio Gaúcha, que hoje forma o poderoso grupo RBS.

Chagas Freitas: no final da vida, um presente para Ary de Carvalho.

Desenrolou-se neste episódio um enredo de novela, onde não faltaram lances apimentados, como um festim homossexual realizado num apartamento do centro da cidade, flagrantes policiais e até uma aposta errada de Ary na sucessão de Peracchi Barcelos no governo do Rio Grande do Sul. Ary apostou no chefe da casa civil, João Dêntice, mas o escolhido, pela indicação direta de Médici, foi o engenheiro, ex-militar e ex-prefeito de Caxias, Euclides Triches.

Gigi de Carvalho, líder dos herdeiros de Ary de Carvalho.

Ary de Carvalho transferiu-se então para o Rio de Janeiro e comprou o então pequeno jornal “Última Hora”, novamente por uma pequena quantia. No início dos anos 80, Ary de Carvalho caiu nas graças do ex-governador Chagas Freitas, que dominou a política carioca durante anos, como líder do partido MDB, fisiológico e admitido pelos militares como oposição branda. Apesar dos protestos dos herdeiros, Ary de Carvalho ganhou de Chagas Freitas, por uma importância também irrisória, o controle de O Dia, então o jornal de maior circulação no Rio de Janeiro e Estado, maior até que o Jornal do Brasil e O Globo. Com o falecimento de Ary, em 2003, o jornal passou para o controle das três filhas, Ariane, Gigi e Eliane de Carvalho, que agora transferem o controle ao grupo português, que tem participação também na Portugal Telecom e na operadora Vivo.

Zero Hora, nos seus primeiros dias: lances rocambolescos

Os novos controladores apressaram-se a negar a participação da eminência parda do Governo Lula, José Dirceu, deputado cassado pela Câmara em 2005 por sua participação no esquema do Mensalão. Mas a verdade é que ele está ligado aos portugueses, seja como sócio ou lobista, e não deixou a articulação política de Luiz Inácio, fazendo isso com especial discrição, que poucas vezes vaza para a grande imprensa. Com o negócio, Lula ganha uma imprensa popular simpática ao seu governo, e à sua eventual sucessora, Dilma Rousseff, no segundo maior colégio eleitoral do País.

Lucro da Vale cresce 7,7% no quarto trimestre de 2009.

O jornal Brasil Econômico anunciou ontem à noite que o lucro líquido da Vale cresceu 7,7% no quarto trimestre de 2009 em relação ao ano anterior, atingindo R$ 2,629 bilhões, segundo balanço divulgado pela mineradora na noite desta quarta-feira (10). Na comparação com o terceiro trimestre, houve retração de 12,4%. No acumulado do ano, o ganho líquido da maior produtora global de minério de ferro atingiu o valor de R$ 10,249 bilhões, versus R$ 21,279 bilhões em 2008 – 51,8% menor.

Esta é a empresa que o Governo Lula queria rever a privatização. O fato é que o BNDEs mais lucro agora, quando acionista minoritário, do que o Governo ganhava quando majoritário na empresa. US$10 bilhões quando o mundo estava em crise não deixa de ser um feito digno de nota.

Mínimo brasileiro só ganha da Bolívia, Peru e Uruguai na América do Sul

Mesmo com as conquistas recentes dos últimos anos – um aumento real de 53,4% desde 2003, primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, o mínimo de R$ 510 que passa a vigorar no dia 1º de janeiro ainda deixa o país à frente apenas de Peru, Uruguai e Bolívia no valor do benefício calculado em dólares. Tomando como base o critério da Paridade do Poder de Compra (PPC) – que leva em conta os diferentes preços de produtos em países diversos -, o Brasil terá um mínimo equivalente a US$ 376, com uma taxa cambial média de R$ 1,72.

Esse valor é quase igual ao mínimo da Venezuela (US$ 377) e fica atrás dos benefícios concedidos pelo Paraguai, Colômbia, Chile e Equador. E ainda é 80% menor que o mínimo da Argentina (US$ 676), que possui o salário mais alto da região. Quando se compara com as nações desenvolvidas, o quadro é ainda pior. Frente aos EUA (US$ 1.207), por exemplo, o mínimo brasileiro atinge apenas um terço do valor do americano.

Comparado aos europeus, o Brasil só fica à frente de nações que até poucos anos atrás faziam parte do bloco socialista, como Letônia, Lituânia e Bulgária. O salário brasileiro ainda é metade do português (US$ 751) e cinco vezes menor que o francês, de US$ 1.889. Frente ao líder do continente, Luxemburgo (US$ 2.348), o valor do benefício nacional representa apenas um sexto.

Para o coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, os ganhos mais recentes ainda não compensaram a perda do poder de compra do salário mínimo nas últimas décadas. Segundo ele, caso seja mantido um crescimento anual de 5% da economia, ainda seriam precisos mais de quinze anos para que o país voltasse ao pico histórico de valor real do benefício, ou seja, o equivalente a R$ 1.589 atingido em janeiro de 1959. Com informações do jornal Brasil Econômico.

Exportação de milho entra embalada em 2010

As exportações de milho do Brasil crescerão mais de 10% neste ano em relação a 2008, superando 7 milhões de toneladas, e começarão 2010 embaladas, disseram fontes do mercado nesta segunda-feira.

Até meados deste mês, o Brasil havia exportado em dezembro 635 mil toneladas, segundo traders. Isso resulta em um volume exportado no acumulado do ano de 7,13 milhões de toneladas, contra 6,36 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro do ano passado.

As exportações em 2009 foram fortemente baseadas nos programas de subvenção ao frete interno promovidos pelo governo.Se dependessem apenas das condições de mercado, com um câmbio desfavorável em boa parte da temporada, as vendas externas estariam praticamente inviabilizadas, observaram as fontes. As informações são do jornal Brasil Econômico.