O Brasil e os jesuítas

Por Victor Sena

Não deve existir no mundo um povo mais displicente com sua própria história do que o povo brasileiro. Na edição do Jornal Hoje desta quarta-feira, (14), na rede Globo de Televisão, fiquei estupefato ao ver uma matéria que dissertava sobre “Como os Jesuítas ajudaram o Brasil”. 
A matéria, claro, é fruto da escolha de um novo papa (escrito em minúsculo de propósito). Um papa argentino e jesuíta. Só me questiono se o acéfalo que produziu a fatídica matéria leu algum livro de história na vida. Pois bem, aprofundemos um pouco na história.
550 mil índios. Era só o que havia na, até então, Ilha Brasil, antes dos portugueses chegarem, com uma carrada de degredados e algumas dúzias de prostitutas. Mas, em 1549 uns tais seguidores de Jesus foram convocados para servir à Coroa na missão de humanizar índios; seres preguiçosos e sem almas. A humanização seria conseguida através da catequização e a imposição do trabalho escravo, é claro.
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Assim que chegaram, os jesuítas se espalharam pelo território nacional e amontoaram grupinhos de índios para catequização/escravidão. A Companhia de Jesus criou inúmeras vilas, que segundo o Darcy Ribeiro, maior antropólogo brasileiro, só serviram de demarcação de terra para verdadeiros abatedouros – palavra minha, não do professor Darcy Ribeiro – de índios. 
Vejam que quero chamar atenção não à estada dos primeiros jesuítas no Brasil, mas, sim, como nossa história é tratada.
Até hoje livros de história tratam o descobrimento do Brasil como um acidente de percurso, chamam a América do Sul de Ilha, à qual primeiro deram o nome de terra da Santa Cruz, e assim formamos uma nação de analfabetos funcionais, que são mantidos assim pela voracidade da mídia consumerista e pelas péssimas políticas públicas oferecidas pelos canalhas que governam a nação.
Se curvar diante de um novo papa, que se faz santo em alguns minutos de eleição, é totalmente aceitável. Já que não ligamos para o fato de a Igreja ter sido fiel primeiro à Colônia, depois à monarquia (ao passo que era contra a abolição da escravatura), depois à ditadura em nossas terras, por que ligaríamos para os 14 séculos de trevas que assolou o mundo? Por que questionaríamos o fato de ter sido escolhido papa um cara que colaborou com a ditadura argentina? Um cara acusado de delatar padres e civis contra a ditadura e de raptar crianças, diga-se de passagem.
Como diria o general De Gaulle, “o Brasil não é um país sério”, pessoas chegam à faculdade sem saber ler e interpretar, o país é o líder mundial no ranking de homicídios – pois é, morre mais gente no Brasil do que no Afeganistão -, e a ideia que nos é vendida é de que tudo está no caminho certo.
Senhores, peço encarecidamente que eduquem seus filhos com bons livros. A maioria das pessoas deste país só consegue pegar um ônibus se ele passar devagar, se passar muito rápido não consegue ler a linha. Somos uma nação de analfabetos funcionais, que desprezamos nossa história e por isso vivemos num futuro merda petista.

Os novos pássaros da morte custarão US$400 bilhões aos EUA.

F 35 Lightneen

O The Washington Post relata, hoje, que o mais dispendioso projeto bélico dos Estados Unidos, o do F-35, já tem um custo estimado de US$ 400 bilhões. As Forças Armadas prometem comprar 2.400 unidades de três modelos do pássaro de guerra para viabilizar o projeto. Enquanto isso, na longínqua América do Sul, a grande nação brasileira hesita, há mais de  4 anos, em investir US$ 8 bilhões para o projeto FX-2, que deve adquirir 36 aviões de supremacia aérea.

Tem razão dona Dilma em hesitar no investimento. Nossos grandes inimigos estão localizados internamente: corrupção, analfabetismo, pobreza, (in)segurança pública e saúde deficiente.  

Na primeira guerra do Iraque, em 1991, o País tinha mais de 1.050 aviões, e pilotos treinados em mais de 10 anos de guerra com o Irã. Pois ficaram todos no chão durante a guerra, sem coragem de combater com seus antigos instrutores. Então para que queremos mais aviões: para evitar uma invasão boliviana?

Locare Mod 2 

Os resultados macabros da festa

A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) registrou 85 acidentes nas rodovias da Bahia durante o Carnaval. O número representa um aumento aproximado de 13% em relação ao ano passado, quando ocorreram 75.

Oito pessoas morreram nas estradas de quinta até as 16h desta quarta-feira. Outras 48 pessoas sofreram ferimentos leves, e 27 ficaram gravemente feridas. Um das vítimas morreu ao ser atropelada por volta de 19h30 de sábado, na BA-099. O acidente ocorreu no km 23, entre Arembepe e Guarajuba, segundo a polícia. O nome da vítima não foi divulgado.

O balanço da PRF ainda não foi informado, mas os mortos devem passar dos 20 até o final do dia de hoje, quando se encerra a operação carnaval. Entre as dezenas de feridos com gravidade, outros devem morrer nos próximos dias, nos corredores infectos dos hospitais. Este é o País que prefere investir em carnaval, a  fazer sua obrigação nas áreas de saúde, educação e segurança.

Ontem, viajando de Brasília para Luís Eduardo, no contrafluxo dos turistas que voltavam à Capital Federal tivemos outros exemplos de como se comportam os motoristas de final de semana: audazes, temerários, com carros carregados ao máximo, em alta velocidade, formando comboios no qual o mais importante é seguir a bobagem do motorista da frente.

Solyda campos elíseos

No carnaval o Brasil é bôbo e alienado.

Carnaval, ontem à noite, em Salvador, no circuito Ondina. Faltou energia, escuridão total. Imagine só os assaltos e a violência.
Carnaval, ontem à noite, em Salvador, no circuito Ondina. Faltou energia, escuridão total. Imagine só os assaltos e a violência.

Manchete da Folha Online:

“História do preservativo será contada pela Tom Maior no Carnaval.”

Você, caro leitor, estaria interessado nesta bobagem? Nem eu. Acho que o Carnaval é o momento mais sublime da imbecilidade brasileira.

Quem gosta de carnaval? Estrangeiros, bêbados, pedófilos e homossexuais, além de um bandão de maria-vai-com-as-outras, que sofre até se danar nas pipocas da vida ou gasta todo o dinheirinho que tem numa bobagem chamada abadá.

A cultura negra, o samba de verdade, de há muito deixaram o carnaval.

Líder formato outdoor

Hoje vamos ter um Grande Prêmio de F1 com muitas alternativas

Os tempos do qualifying de ontem.

Se chover hoje às 13 horas (14 horas), na largada do GP Brasil de Fórmula 1, veremos uma boa competição. Se chover depois de uma meia-hora de corrida, vamos ter uma grande competição.

Explico: com pista molhada todos largam com o pneu apropriado e aqueles que fizeram um carro de suspensão mole e muita carga aerodinâmica vão pressionar os que largam na frente, com suspensão dura e pouca asa. Mas se chover no meio da corrida, a troca de pneus vai ser uma loteria e correr com suspensão de tempo seco e pouca asa será muito arriscado.

As alternativas são muitas. E pode acontecer até que Felipe Massa ganhe seu primeiro GP dos últimos dois anos, depois do Alonso, na ânsia de ganhar o campeonato, faça uma grande bobagem.

Brasil é recordista em assassinatos

A cada 9 minutos e 48 segundos uma pessoa é morta no Brasil. É o que diz o Relatório da Violência Mundial divulgado esta semana pelo Instituto Avante Brasil. O país possui o “cronômetro” mais acelerado entre os dez maiores PIBs do planeta. Nos EUA, por exemplo,  é registrada uma morte a cada 34 minutos; no Japão, uma a cada 813 minutos e no Canadá, uma a cada 861 minutos.

O ranking foi dirigido pelo jurista Luiz Flávio Gomes, com base em dados do Ministério da Saúde e da ONU. O Brasil, que ocupa a 20ª posição no ranking mundial da violência, deve fechar o ano com 53,8 mil homicídios, de acordo com projeção do instituto, 27 por grupo de 100 mil habitantes.

Nos números das dez maiores economias do mundo, projetados e compilados pelo IAB, a Rússia, que aparece na 67ª posição mundial de violência, registra 11 homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

A cada 11 minutos e 21 segundos uma morte é registrada no trânsito brasileiro.

O relatório completo pode ser acessado aqui. Do Jornal Extra.

Produção recorde de soja pode fazer Brasil assumir liderança mundial, diz Conab

A safra de soja do Brasil na temporada 2012/13 foi estimada em um recorde nesta quinta-feira pelo Ministério da Agricultura, com produtores plantando a oleaginosa como nunca se viu no país, no embalo dos preços recordes registrados no mercado internacional após a quebra de produção nos Estados Unidos.

A colheita foi prevista entre 80,08 milhões e 82,99 milhões de toneladas, praticamente estável na comparação com a previsão divulgada em outubro, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na projeção do mês passado, a estatal havia estimado a safra em um intervalo de 80,06 milhões a 82,8 milhões de toneladas.

O Brasil está em processo de plantio da safra de soja. Se for confirmada a previsão, o país terá uma safra que superará o recorde anterior, de 75,32 milhões de toneladas de 2010/11. Além disso, poderá superar os EUA na produção na temporada 2012/13, assumindo a liderança global.

Na temporada passada (2011/12), quando a seca afetou a produção no Sul do país, o Brasil produziu 66,3 milhões de toneladas de soja.

O segundo levantamento de intenção de plantio confirmou a tendência de aumento de área registrada no levantamento anterior, disse a Conab. O cultivo foi previsto entre 26,43 milhões e 27,38 milhões de hectares, crescimento entre 5,5% e 9,3% ante a safra passada.

“Esse crescimento (da área plantada) se deve aos excelentes preços de comercialização observados na safra 2011/12, que bateram recordes históricos decorrentes da quebra de produção nos principais países produtores”, afirmou a Conab.

Segundo a estatal, o incremento de área é observado em todas as unidades da Federação que produzem a oleaginosa, destacando-se o Estado de Mato Grosso, onde se prevê um crescimento de 7% a 12%.(Com informações da Reuters)

O Santa Cruz, na terceira divisão do futebol, é campeão de torcida no estádio

O Mundão do Arruda lotado para ver o Santa Cruz jogar.

O time de futebol pernambucano Santa Cruz, que disputa a terceira divisão do campeonato brasileiro, apareceu no ranking da Pluri Consultoria como o clube do país que registra o maior público em seu estádio, o Mundão do Arruda.

Na última partida, o time apresentou uma média de 36.916 torcedores por jogo, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 59%, frente aos 62 mil lugares que a arena oferece.

O primeiro lugar do ranking ficou com o alemão Borussia Dortmund, que no ano passado recebeu uma média de 80.552 torcedores, com 100% de ocupação de seu estádio, o Signal Iduna Park.

O Borussia, que se consagrou campeão do último campeonato alemão, teve os ingressos esgotados por antecipação em todos os jogos da temporada passada.

Entre os 100 primeiros colocados, após o Santa Cruz, o próximo brasileiro é o Corinthians, com média de 29.424 torcedores, e ocupação de 73% do Pacaembu.

Ainda entre os 100 está o Bahia, com uma média de 22.741 torcedores, e ocupação de 71% do Pituaçú.

O São Paulo é apenas o 112° no ranking de clubes de futebol com maior média de público em seu estádios. O Flamengo é o 135°, e o Internacional, o 143°. Do Brasil Econômico.

O Brasil do jeitão

Perguntar não ofende: e se durante a Copa, quando o volume de tráfego aéreo deve dobrar no País, um DC-10 cargueiro como este da Centurion, quebra no meio da pista, como aconteceu em Campinas? No caso específico, tem uma segunda pista planejada para este aeroporto. Mas daí surge outra pergunta: vai ficar pronta?

PANE GERAL NO CHECK-IN DA TAM

Após pane mundial em seus sistema de check-in na manhã desta segunda-feira (15), a TAM informou que, por volta das 8h25, a operação voltou ao normal. De acordo com nota da empresa, “o sistema Amadeus (utilizado nos procedimentos de check-in), sofreu uma instabilidade global” e “o ocorrido deve impactar na pontualidade da malha da companhia durante o dia de hoje”.

A instabilidade provocou longas filas nos guichês da TAM nos aeroportos e atrasou voos hoje de manhã.

A pane impediu a impressão de cartões de embarque e etiquetas de bagagem em todos os terminais em que a companhia aérea opera no mundo, então o procedimento teve de ser feito manualmente.

No aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, dos 32 voos previstos até as 8 horas, sete estavam atrasados ou haviam sido cancelados, considerando todas as companhias, segundo a Infraero. Em Cumbica, com 52 voos previstos para o horário, quatro foram cancelados e um estava atrasado. No Aeroporto Santos Dumont, na zona sul do Rio de Janeiro, dos 25 voos previstos três estavam atrasados e três foram cancelados também até as 8 horas. (Com Estadão Conteúdo)

A infraestrutura do Brasil não aguenta nem resfriado. Quanto mais acidentes sérios. 

Com indústria estagnada, independência do País é feita pela lavoura

A produção de grãos na safra 2011/12 deve alcançar recorde de 165,9 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 1,9% (3,09 milhões de t) em comparação com a safra anterior 2010/11 (162,8 milhões de t). Os dados fazem parte do 12º e último levantamento sobre a 2011/12, divulgado nesta quinta-feira (6/9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O próximo levantamento sobre safra de grãos ocorrerá no dia 9 de outubro e será o primeiro relativo ao período 2012/2013. 
A última pesquisa sobre a safra 2011/12 confirmou o destaque para a segunda safra de milho, cuja produção deve crescer 73%, ou o equivalente a 16,4 milhões de toneladas sobre a última safra, alcançando 38,86 milhões de toneladas. No ano passado foram colhidas 22,46 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. A estimativa para as safras consolidadas de milho (primeira e segunda safras) cresceu 26,7%, o que corresponde a 15,32 milhões de toneladas, totalizando 72,73 milhões de toneladas do cereal. 
O levantamento também confirmou a queda da soja, cuja produção deve recuar 11,9% (-8,9 milhões de t), para 66,38 milhões de t. A safra de arroz deve cair 14,8%, para 11,6 milhões de t (-2 milhões de t). “As condições climáticas desfavoráveis foram as principais causadoras desta redução, principalmente nas fases de desenvolvimento das culturas, quando as mais prejudicadas foram as lavouras de milho e de soja nos Estados da região Sul, parte do Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul”, informa a Conab. Do site Globo Rural.

Milho americano dividido entre o etanol e a produção de carne.

A queda de 25% ( mais de 80 milhões de toneladas) na produção do milho americano criou um dilema de fato: ou se rebaixa a quantidade de etanol adicionada à gasolina (10%) ou vai se deixar a produção de carne sem ração para os seus mega confinamentos. A solução seria importar do Brasil. Mas os preços da soja estão mantendo as perspectivas da produção brasileira de milho nos mesmos patamares do ano passado.

Se o Brasil possuísse uma infraestrutura decente de exportação (armazéns, ferrovias e portos) poderia ganhar esse mercado. Mas o País está afundando no marasmo de seus gestores públicos e envenado pelos miasmas da incompetência. Nem a produção do etanol brasileiro, a base de cana de açúcar, está conseguindo sair do atoleiro.

The Economist: a corrupção e a justiça lenta.

A má reputação historicamente não tem sido impedimento  para uma longa carreira na política brasileira. Fernando Collor, ex-presidente cassado em 1992 e considerado culpado de corrupção durante seu mandato, está de volta ao Senado. Paulo Maluf, que foi acusado nos Estados Unidos com o roubo relacionado a um esquema de propina durante seus mandatos como governador e prefeito de São Paulo, é agora um congressista. 

Assim a revista semanal inglesa The Economist começa um detalhado retrato da política brasileira. O artigo foi escrito pela oportunidade do início do julgamento do mensalão. Veja o artigo na íntegra, clicando no link.

Caminhoneiros fazem manifestações em todo o País.

Em Santo Estevão, na Bahia, Km 461 da BR 116, foi iniciada uma manifestação de caminhoneiros. A Polícia Rodoviária Federal monitora a situação no local. Em Mucuri, na BR-101, km 942, a manifestação já foi encerrada.

Em todo o País, manifestações relâmpago estão parando transportadores nas estradas. Em São Paulo e em toda a Região Sul o movimento é forte.

O presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas) de Franca e região, Jonas Elias Ferreira, afirmou que os protestos fazem parte do Movimento União Brasil.

Ele diz que os caminhoneiros reivindicam aumento no valor do frete, redução no preço dos combustíveis, queda nos valores das tarifas de pedágios e revisão da determinação do Contran que estabelece ao trabalhador repouso diário de 11 horas.

“Se o caminhoneiro ficar esse tempo sem trabalhar, por dia, não existe renda. Não há como obter lucro”, disse Ferreira.

Soja atinge cotações nunca dantes vistas


Lá se vai a soja subindo a ladeira: a saca foi vendida ontem a R$70,00 em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, com a leguminosa ultrapassando os US$17 o bushel, em Chicago, apesar de leves movimentos de baixa, bem como de uma cotação do dólar também em leve queda.

Se os agricultores previdentes estiverem travando suas vendas para março de 2013, ainda podem fazer com cotação acima dos US$ 15 o bushel em Chicago. E isso pode significar ganhar terreno de milho, feijão, algodão e até da cana, com expectativa de área de plantio e produção muito grande no País.

Com isso pode se prever também comida mais cara na mesa do brasileiro. Entre eles, frango, porco, embutidos, óleo comestível e até a ração do seu cachorrinho de estimação vai aumentar.

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11 das 47 cidades mais violentas do País estão na Bahia.

As estatísticas do Instituto Sangari  e Ministério da Justiça apontam que, das 47 cidades mais violentas do País, 11 estão na Bahia: além de Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Lauro de Freitas, Eunápolis, Simões Filho, Santo Amaro, Ilhéus, Valença, Itabuna, Itamaraju e Jacobina.

No gráfico, a linha vermelha demonstra o crescimento dos homicídios no País; a linha vinho, a capital e a região metropolitana de Salvador. A linha verde, o crescimento dos homicídios no interior do Estado. E a linha amarela, o crescimento do número de homicídios em todo o Estado. Os números são de homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

O Mapa da Violência 2012 do Instituto Sangari pode ser acessado completo, em pdf, clicando aqui.

A tragédia brasileira: 38% dos universitários são analfabetos funcionais

Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade.

Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto.

O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo. Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações.

Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita.

“A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas”, diz Ana Lúcia. “Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade.”

Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado.

“Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência”, comenta. “Se houvesse demanda por conteúdos mais sofisticados, elas se adaptariam da mesma forma.”

Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a “popularização” do ensino superior sem qualidade. “No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8.ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso.”

Segundo Vera, o número de analfabetos só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. “Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização”, afirma.

Jovens e adultos. Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, consultor da organização Alfabetização Solidária (AlfaSol), isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor.

“Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária”, diz o especialista.

Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País. Ele cita que, levando em conta os 60 milhões de brasileiros que deixaram de completar o ensino fundamental de acordo com dados do Censo 2010, a oferta de vagas em EJA não chega a 5% da necessidade nacional.

“A EJA tem papel fundamental. É uma modalidade de ensino que precisa ser garantida na medida em que os indicadores revelam essa necessidade”, diz Novelli. Ele destaca que o investimento deve ser não só na ampliação das vagas, mas no estímulo para que esse público volte a estudar. Segundo ele, atualmente só as pessoas “que querem muito e têm muita força de vontade” acabam retornando para a escola.

Ele cita como conquista da EJA nos últimos dez anos o fato de ela ter passado a ser reconhecida e financiada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Considerar que a EJA está contemplada no fundo que compõe o orçamento para a educação é uma grande conquista.”

Conta da Copa já passa do R$27 bilhões

Os gastos estimados da Copa do Mundo do Brasil subiram de R$ 25 bilhões para R$ 27,4 bilhões, segundo estudo divulgado nesta semana pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A principal novidade do levantamento é a previsão de gastos federais de R$ 371 milhões em telecomunicações.

O último estudo consolidado do TCU foi divulgado em março. Desde então, as cidades-sede que registraram o maior salto de investimentos foram São Paulo (R$ 4,9 bilhões em março para R$ 6,2 bilhões em junho), Natal (de R$ 1 bilhão para R$ 1,7 bilhão) e Curitiba (R$ 318 milhões para R$ 863 milhões).

Wen Jiabao: 10 mandamentos para o Brasil mudar.

O Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, visitou o Brasil recentemente pela primeira vez e supreendeu pelo conhecimento que tem sobre nosso país, segundo ele, devido o aumento da amizade e dos negócios entre Brasil e China.

Ele vem estudando nossa cultura, nosso povo, desenvolvimento e nosso governo nos últimos 5 anos e, por isso aproveitou a visita de acordos comerciais para lançar algumas sugestões que, segundo ele, foram responsáveis pelas mudanças e pelo crescimento estrondoso da China nos últimos anos.
Durante uma de suas conversas com a Presidente Dilma e seus ministros, Wen foi enfático no que ele chama de “Solução para os paises emergentes”, que é o caso do Brasil, China, Índia e outros países que entraram em grande fase de crescimento nos últimos anos, sendo a China a líder absoluta nessa fila.
O que o ministro aponta como principal ponto para um país como o Brasil desponte a crescer fortemente?
Mudanças imediatas na administração do país, sendo a principal delas, a eliminação de fatores hipócritas, onde as leis insistem em ver o lado teórico e não o prático e real de suas consequèncias, sendo que, para isso o país terá que sofrer mudanças drásticas em seus pontos de vista atuais, como fez a China nos últimos 20 anos, sendo os 10 principais os que se seguem: Continue Lendo “Wen Jiabao: 10 mandamentos para o Brasil mudar.”

Aumenta taxa de brasileiros presos

Uma pessoa em cada grupo de 262 adultos está presa no Brasil, de acordo com informações publicadas pela Folha, neste domingo (25). Com um quinto da população brasileira e um terço dos presos, São Paulo tem um em 171 na cadeia.
Segundo a publicação, entre 1995 e junho de 2011, a taxa de encarceramento (número de presos para cada cem mil habitantes) no Brasil quase triplicou: 1 para 627 em 1995.
O índice é o terceiro maior entre os dez países mais populosos e põe em questão custos e benefícios de ter tantos presidiários. Do Bocão News.

O etanol brasileiro ganha os EUA mas perde o Brasil.

Pela primeira vez em mais de três décadas de forte apoio governamental à produção doméstica e elevadas tarifas contra importações, o mercado dos Estados Unidos finalmente vai se abrir para o etanol brasileiro de cana-de-açúcar. A legislação americana vigente, que inclui altos subsídios para a indústria do etanol e uma pesada tarifa contra o produto importado, expira no dia 31 de dezembro. Mas, com o fim das atividades no Congresso americano para 2011 nesta sexta-feira (23/12), não haverá mais oportunidade para qualquer medida que impeça a abertura para o etanol brasileiro, a partir do primeiro dia de 2012, do maior mercado consumidor de combustíveis do mundo. 

Liberdade para exportar ao maior mercado consumidor de energia do mundo é importante. Mas onde está o álcool brasileiro? Há poucos dias viajamos 2.300 kms e não encontramos um único posto onde a relação do preço do etanol fosse igual ou menor que 70% do preço da gasolina. O projeto brasileiro de produção do combustível verde deverá levar mais uma década  para se recuperar, fornecendo apenas o percentual de etanol que obrigatoriamente deve ser misturado à gasolina.

Mais de 35 mil brasileiros morrem a tiros em 2010

Dados armazenados no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde indicam que 35.233 brasileiros foram mortos com armas de fogo em 2010.

O número corresponde a 70,5% do total de assassinatos registrados na base de dados do ministério: 49.932.

O número de soldados americanos mortos no Iraque, desde a invasão inventada por Bush em 2003,  recém ultrapassou 3.500.

A indústria no Brasil cresce como rabo de vaca.

A indústria no Brasil tem 15% de participação no PIB, depois de ter mais de 25%. A China tem 35%, a Coréia 29%, a Alemanha, 25%. As taxas de câmbio flutuantes, a carga tributária feroz e a péssima gestão pública transformaram a indústria no setor que cresce como rabo de vaca no País.

É por essas e outras que já usamos guarda-chuvas importados da China. A 7ª economia do mundo vai se transformar num país de agricultores, exportador de produtos de baixo valor agregado. A posição de celeiro do mundo só nos interessará se a indústria e o mercado interno crescerem às mesmas taxas do agronegócio.

De que adianta retirar 10% do PIB da linha branca de eletrodomésticos, se a sanha dos impostos se reproduz como gatas no cio no ICMS e nos impostos indiretos?

Nordeste aumenta participação no PIB

As regiões Nordeste e Centro-Oeste aumentaram a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2008 para 2009, enquanto as demais tiveram redução. A participação do Nordeste passou de 13,1% para 13,5% no período, enquanto a do Centro-Oeste aumentou de 9,2% para 9,6%.

Já a Região Sudeste, que concentra mais da metade do PIB nacional, reduziu a participação na economia brasileira de 56% em 2008 para 55,3% em 2009. As reduções nas regiões Norte e Sul foram mais sutis. A participação do Sul caiu de 16,6% para 16,5% e a do Norte, de 5,1% para 5%.

Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos de crescimento econômico, as regiões Centro-Oeste e Nordeste registraram expansão de 2,5% e 1%, respectivamente, no período. As outras regiões tiveram queda no PIB: Sudeste (-1%), Sul (-0,6%) e Norte (-0,3%).

Entre os estados, Rondônia apresentou o maior crescimento econômico no período: 7,3%. Já o pior desempenho ficou com o Espírito Santo, com queda de 6,7% no PIB.

ANP determina suspensão da atuação da CHEVRON no País.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e também sejam restabelecidas as condições de segurança na área do acidente. A ANP suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil Ltda. em território nacional.

A ANP informa, em nota que,  rejeitou o pedido da empresa de perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal, pois poderia causar “riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”.

Os países emergentes se reúnem na China para falar de agricultura.

O bloco de países emergentes chamado de Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, Rússia, Índia, China e África do Sul, terá a segunda reunião dos ministros da Agricultura. O encontro iniciou nesta sexta-feira, 28 de outubro, e segue até o próximo dia 1º de novembro, terça-feira, em Chengdu (China). 
O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, representa o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no evento. Na pauta de assuntos abordados estão questões relacionadas à segurança alimentar, mudanças climáticas, meio-ambiente e agricultura, além da promoção do comércio internacional entre os países membros do grupo.
“Investir no aumento da produtividade nas lavouras e na recuperação de áreas degradadas são temas comuns entre os países que participam da reunião, além da segurança alimentar, que é outro ponto de consenso entre o grupo”, ressalta o secretário Célio Porto. “O Brasil tem muito a acrescentar nas discussões por ser o país que tem a maior capacidade de aumentar a oferta de produtos agrícolas em curto prazo”, explica.
Os países do Brics representam 43% da população e 18% do comércio mundial. O Brasil é líder mundial na produção de grãos, açúcar, café e suco de laranja. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Rússia é destaque na produção mundial de trigo e a Índia é líder na produção de arroz. Já a China é a principal produtora de carne suína.

Economistas dizem que se forem aproveitadas apenas os 30 milhões de hectares do Mato Grosso que se encontram com pastagens degradadas para a produção de grãos, o Brasil dobra sua produção de 160 milhões de toneladas em curtíssimo prazo. Com 320 milhões de toneladas, o País torna-se uma potência do setor primário do porte dos Estados Unidos.

É de Correntina o recordista de produção de soja do Brasil.

Roberto é o primeiro à esquerda

O agricultor Roberto Pelizzaro, de Correntina, foi anunciado ontem, em evento realizado no Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, o “melhor produtor de soja do Brasil”. Na safra deste ano, Pelizzaro fechou média de 100,69 sacas de soja por hectare, sem auxílio de irrigação.

No ano passado o recordista de produção foi Leandro Ricci, de Mamborê-PR (108,4 sacas/ha), enquanto o recordista mundial é Kip Cullers de Missouri-EUA (174 sacas/ha). O produtor americano usa irrigação pelo sistema de pivot central.

A distinção é concedida pela Oscip Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Segundo representantes da CESB, estão entre as características dos recordistas as seguintes estratégias:

1. Buscar intensamente suporte técnico e informações através de órgãos de pesquisa e/ou agrônomos experientes;

2. Utilizar um programa de adubação robusto e ajustado para seu manejo;

3. Testar e selecionar as variedades mais produtivas para sua região e adaptadas para a população desejada;

4. Sistema de plantio adensado (500 a 600 mil plantas/ha): linhas duplas (EUA) ou plantio cruzado (BR);

5. Aplicar defensivos eficientes e sempre de maneira preventiva;

6. Monitoramento intenso na área;

7. Utilização de máquinas e equipamentos calibrados e regulados;

8. Escolha de regiões com solo com boa fertilidade e estruturação;

9. Contar com clima favorável (temperatura e pluviosidade)

10. Muita determinação e inovação.

O CESB é uma entidade sem fins lucrativos formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras em prol da sojicultura nacional.

O CESB é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.

Soja cresce na Argentina. Aqui, temos ONGs e ambientalistas segurando a produção.

A produção de soja na Argentina deverá crescer 60% até 2020. A projeção do governo local, mesmo considerada muito ambiciosa pelo próprio segmento produtivo, estima que neste período o volume produzido passe dos atuais 50 milhões de toneladas para 80 milhões. Até o final desta década, a expectativa é de que a produção agrícola totalize mais de 150 milhões, ante aos atuais 82 milhões entre soja, milho e trigo.
Fôlego para sustentar a meta eles têm, como destaca o gerente da Nideira Semilla – a maior sementeira da Argentina e que também atua como trading – Gabriel Pierre. Ele lembra que em 1992, por exemplo, a produção de soja era de cerca de 10 milhões de toneladas avançando em quase uma década para 50 milhões.
No ranking mundial de produção, os Estados Unidos lideram com 83,9 milhões de toneladas, seguido do Brasil com 75 milhões e da Argentina. No entanto, apenas os dois últimos têm condições de expandir a área agrícola.
Na Argentina, a região no entorno de Rosário, na província de Santa Fé, é a maior produtora e exportadora do grão, porém, a produção começa a ganhar terras mais ao norte de Santa Fé, tendo na região do Chaco, uma nova fronteira. Movimentação essa já em curso no Brasil, com a ocupação de hectares na região batizada como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). De Marianna Peres, do Diário de Cuiabá.

Este é o principal motivo da atuação das ONGs exóticas no Brasil: o domínio do mercado de proteína vegetal no mundo. Por detrás do conservacionismo bem intencionado existe uma cortina de fumaça criada pelos grandes players do mercado.

Agronegócio, de novo a locomotiva da economia.

A agropecuária foi a principal responsável pelo crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre de 2011, com salto de 3,3% no período, a maior taxa de expansão entre todos os setores da economia. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o aumento foi puxado, principalmente, pelos ganhos de produtividade, que devem levar a uma safra de grãos e fibras estimada em 159 milhões de toneladas.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado do primeiro trimestre, por causa da colheita no período, estão algodão, arroz, milho e soja.

Na comparação com os três primeiros meses de 2010, a agropecuária apresentou crescimento de 3,1%. A Superintendência Técnica da CNA avaliou que os próximos levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do produto interno, devem apresentar resultados ainda mais positivos para o setor agropecuário, pois, além do resultado final da safra de grãos, vai contemplar o período em que se deu a recuperação de preços do agronegócio. A estimativa da confederação é que o PIB do setor feche 2011 com elevação de 9%. O informe é da Agência Brasil.