
Da Agência Sertão, de Guanambi

Da Agência Sertão, de Guanambi

O governo federal tenta retomar ainda em 2018 a produção nacional de urânio, paralisada em 2014 após o esgotamento da mina de Caetité, a 100 km de Brumado.
Dono da sexta maior reserva mundial, o país vem gastando cerca de R$ 100 milhões por ano com a importação do minério para abastecer as usinas nucleares de Angra.
De acordo com o presidente da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Reinaldo Gonzaga, uma nova mina no município baiano já está praticamente pronta para começar a operar, mas depende ainda de licenciamento.
A expectativa é que a retomada da produção ocorra até o fim do ano. “Neste momento, estamos trabalhando com a Cnen [Comissão Nacional de Energia Nuclear] para montar um cronograma e definir quando daremos partida na mina”, disse Gonzaga ao jornal Folha de S. Paulo, que inaugurou nesta quinta (30) ampliação da unidade de enriquecimento de urânio em Resende (RJ).
A nova mina tem capacidade para produzir 400 toneladas anuais, mesma capacidade da mina anterior. Após a mineração, o urânio é transformado em um pó chamado de “yellow cake”, que passa pelo processo de enriquecimento para a produção do combustível nuclear.
O Brasil é um dos 12 países que detém tecnologia para enriquecer urânio, mas ainda importa grande parte de seu consumo. Após a etapa de ampliação inaugurada nesta quinta, a fábrica de Resende tem capacidade para enriquecer volume equivalente a 50% da recarga anual de Angra 1, a menor usina nuclear do país.
A primeira fase do programa de enriquecimento de urânio, que prevê a instalação de dez cascatas —sete delas já em operação —a capacidade chegará a 70% de Angra 1.
A INB precisa, porém, de mais R$ 500 milhões para concluir o projeto, o que espera fazer até 2021. Uma segunda fase, com a instalação de 33 cascatas, está orçada em R$ 2 bilhões, e garantiria o abastecimento todo o complexo nuclear de Angra sem depender de importações.
Gonzaga admite que a crise fiscal dificulta a aprovação dos recursos, mas defende que o enriquecimento de urânio no país gera “economia significativa” na produção com combustível nuclear.
O projeto considera o abastecimento de Angra 3, cujas obras estão paralisadas desde 2015 – atualmente, há um grupo de trabalho no governo estudando a retomada, que depende de aumento da tarifa de energia da usina. “Pelas discussões que temos acompanhado e pela importância que a usina tem, estou bastante otimista [com a retomada]”, afirmou o presidente do INB.

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) vai retomar a produção de urânio da mina de Caetité, na Bahia, em condições de atender à demanda do país, informou o presidente da INB, Aquilino Senra. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a ideia é que, em 2017, a mina esteja preparada para atender à demanda atual de Angra 1 e 2, avaliada em 400 toneladas de urânio por ano, e a de Angra 3, cuja entrada em operação comercial está prevista para dezembro de 2018. Quando Angra 3 entrar em funcionamento, a demanda subirá para 780 toneladas/ano.
Continue Lendo “Empresas planejam retomar produção de urânio em Caetité”
Uma quadrilha atacou uma agência do Banco do Brasil em Caetité, sudoeste do estado, na madrugada desta quinta-feira (12). O fato ocorreu por voltas das 2h30. 
O Nordeste poderia estar sob racionamento se não fossem as fazendas de energia do vento. Falta, ainda, infraestrutura de transmissão.
A fonte eólica bateu o recorde de geração no subsistema Nordeste, com 3.689 MW, às 08:24 horas da última segunda-feira (12/10), o que representou 46% da demanda da região no momento, com um fator de capacidade de 84%. O novo marco ocorre em um momento de esvaziamento dos reservatórios hídricos do subsistema Nordeste, cujo nível de armazenamento está em 11,7%.
O percentual, por sinal, é menor do que o verificado um ano antes. O recorde, que superou o anterior de 3.495 MW no dia 22/9, reforça a contribuição da fonte para a segurança energética na região, segundo a Abeeólica. O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, declarou que, não fosse a geração eólica e a térmica, o Nordeste provavelmente passaria por um racionamento neste ano.
Em todo o sistema interligado, o recorde de geração eólica é de 4.432 MW, alcançados no dia 9 de agosto deste ano, às 22:47 horas, quando representou 8% da carga de todo o sistema, com um fator de capacidade de 78%.
A entrada em operação de novos parques também contribui para os recordes alcançados pela fonte. Atualmente, a capacidade eólica instalada em todo o país é de 7.657 MW e deve chegar a pouco mais de 9 mil MW até o fim do ano.
Transmissão
O Nordeste concentra a maior parte das usinas eólicas contratadas no país, em operação ou em construção, e reserva os melhores aproveitamentos de vento. Entretanto, a falta de uma estrutura de transmissão na região é uma preocupação para a expansão da fonte.
Na última segunda-feira, por exemplo, a Aneel revogou a concessão de uma linha de transmissão no Rio Grande do Norte, por atrasos na implantação da obra, que seria destinada para a expansão da fonte no estado. Além dos atrasos, os leilões de transmissão pouco atrativos influenciam diretamente as chances de contratação de usinas eólicas nas próximas concorrências de geração, porque os parques só podem ser negociados se houver conexão contratada.
Bahia
Em 2014, a Bahia terminou o ano na liderança da corrida pela energia eólica, sendo o único estado a ter mais de quatro GW contratados, distribuídos em 165 empreendimentos. Desse total, 33 estão em operação, o que representa 841 MW espalhados em diversos municípios baianos – Brotas de Macaúbas, Sobradinho, Guanambi, Igaporã, Caetité, Sento Sé, Casa Nova, Bonito, Morro do Chapéu, Cafarnaum, Pindaí, Gentio do Ouro, Licínio de Almeida, Campo Formoso, Riacho de Santana, Itaguaçu, Umburanas, Mulungu do Morro e Xique-Xique.
A expectativa para este ano é que seja superada a marca de um GW em operação. Em 2015, caso projetos eólicos contratados venham a se equiparar aos de hidrelétricas em funcionamento, os ventos se tornarão a maior fonte da matriz energética da Bahia até o ano de 2020”.

O governo baiano anunciou que vai implementar um centro especializado em tratamento de câncer no município de Caetité, na Bahia, onde está em atividade a única mina de exploração de urânio em toda a América Latina. A previsão, segundo a diretora da atenção especializada da Secretária de Saúde da Bahia, Alcina Romero, é de que a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) esteja em operação no ano que vem. Serão investidos cerca de R$ 2 milhões em equipamentos e o custo mensal da unidade é estimado em R$ 1 milhão. O local vai oferecer desde cirurgias até tratamento por quimioterapia.
“A média de casos de câncer nesta região está acima da que vemos em toda a Bahia”, disse Alcina Romero. “Enquanto o câncer é a terceira causa de óbitos no Estado, nessa região é a segunda causa. Temos de reconhecer que é o momento de ampliar o tratamento ao câncer.”
A mineração de urânio de Caetité ocorre a apenas 20 quilômetros do local onde foi detectada a presença de alto teor de urânio na água de um poço, no município vizinho de Lagoa Real, conforme denúncia publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo em 22 de agosto. Desde então, o governo baiano tem se mobilizado para dar início a um programa de monitoramento constante da qualidade da água consumida pela população rural do município.
Na reportagem, o secretário municipal de Meio Ambiente de Lagoa Real, Willike Fernandes Moreira, disse que os casos de câncer passaram a ser tão frequentes, que hoje absorvem a maior parte dos recursos da prefeitura para saúde. A estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que explora urânio na região, afirma que realiza os procedimentos de segurança necessários ao tratamento do metal e que não há nenhuma relação com os casos de contaminação e suas atividades na região.

Da Agência Brasil, com foto da Wikimedia Commons
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) vai retomar a produção de urânio da mina de Caetité, na Bahia, em condições de atender à demanda do país, informou o presidente da INB, Aquilino Senra. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a ideia é que, em 2017, a mina esteja preparada para atender à demanda atual de Angra 1 e 2, avaliada em 400 toneladas de urânio por ano, e a de Angra 3, cuja entrada em operação comercial está prevista para dezembro de 2018. Quando Angra 3 entrar em funcionamento, a demanda subirá para 780 mil toneladas/ano.
As reservas brasileiras de concentrado de urânio, estimadas em 309 mil toneladas, “são mais do que suficientes para atender às demandas das duas usinas nucleares existentes e da usina em construção (Angra 3), podendo atender também à demanda de até quatro novas usinas. E ainda sobra”, garantiu Senra. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), o Brasil detém a sétima maior reserva de concentrado de urânio do mundo.
O que ocorre, de acordo com o presidente da INB, é que o urânio está no solo e tem que ser extraído. “Essa é a prioridade do país, no momento”. Explicou que para abrir uma mina de urânio, são necessários entre seis a oito anos, segundo experiências mundiais. “Nós aqui estamos tentando fazer isso o mais rápido possível”.
Nesse sentido, disse que outro projeto importante é o da mina de Santa Quitéria, no Ceará, parceria com o setor privado (Galvani e Yara), em que o produto principal é o fosfato, utilizado na produção de fertilizantes, e o urânio é um subproduto.
A INB desenvolveu uma técnica junto com o setor de engenharia nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para separar urânio do fosfato “e, com isso, viabilizar a produção do fosfato de que o Brasil é dependente do mercado internacional”. Quase 50% desse material são importados pelo país para a produção de fertilizante, junto com o potássio, importado em maior quantidade. Continue Lendo “Exploração de Urânio em Caetité será retomada em 2016”
A Bahia será o primeiro estado do país a receber um complexo híbrido de geração de energia eólica e solar, que será construído pela Renova Energia em Caetité, no Sudoeste baiano. Com investimentos de R$ 130 milhões, o empreendimento terá capacidade instalada de 26,4 megawatts (MW), sendo 21,6 MW de eólicas e 4,8 MWpico de energia solar. A Renova já recebeu a primeira parcela de R$ 6 milhões do financiamento de R$ 108 milhões firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para iniciar a construção da usina, que está prevista para entrar em operação no início de 2016.
O complexo prevê a instalação de cerca de 20 mil placas fotovoltaicas, que serão ligadas a quatro inversores e, em seguida, a uma subestação. A estação também receberá a energia que será produzida pelos parques eólicos.
Segundo o presidente da Renova Energia, Mathias Becker, o objetivo é encontrar uma forma economicamente viável de explorar a energia solar no Brasil. “Na região de Caetité, as duas fontes são complementares. Na prática, a produção de energia eólica é maior no período noturno, quando a geração de energia solar é praticamente nula. A combinação das duas fontes garante o fornecimento contínuo de energia do projeto e reduz o custo da fonte solar, que separadamente ainda é elevado”, afirmou Becker. Continue Lendo “Com investimentos de R$ 130 milhões, Bahia terá primeiro complexo de energia solar-eólica do Brasil”
A demanda de energia no País cresceu 11,8% em janeiro, com relação ao mesmo mês do ano passado, principalmente no sul e sudeste, que enfrentam forte onda de calor. A média atingida foi 68.828 megawatts (MW). Na comparação com dezembro de 2013, o crescimento ficou em 7,2%, com alta de 4,4% no acumulado do ano.
Enquanto isso, a CHESF começa a dar datas para o ligamento das centrais eólicas paradas por falta de linhas de transmissão e centrais transformadoras, no Rio Grande do Norte e na Bahia. O conjunto Igaporã 2, na Bahia, da Renova Energia, com 230 aerogeradores, deverá colocar quase 400 MW nas linhas de transmissão ainda este mês.
Localizado nos municípios de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí, no sudoeste da Bahia, o complexo teve investimentos de R$ 1,4 bilhão e gerou 1,3 mil postos de trabalho diretos durante o pico da construção.
Quatro pessoas da mesma família morreram e mais 11 ficaram feridas em um acidente envolvendo uma van e um caminhão-cegonha na madrugada desta quinta-feira (19), entre os municípios de Caetité e Guanambi, localizado respectivamente a 757 e 796 quilômetros de Salvador. Segundo informações do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a colisão aconteceu por volta da 1h na altura do km 7 da BR-030. Uma van, transportando 15 pessoas da mesma família, saiu da cidade de Quixabeira e estava a caminho de São Paulo.
As vítimas iam visitar parentes no Estado durante o recesso de Natal. O condutor da van, Mariosvaldo Oliveira Lima, 40 anos, relatou para a polícia que ele transitava na rodovia no sentido Guanambi quando o caminhão invadiu a contramão. Ao perceber a manobra, ele teria dado sinal de luz e ido para o acostamento, mas ainda assim foi atingido pelo veículo. Do Correio*, com foto do Caetité Notícias.
Deu no Valor Econômico: a Bahia Mineração, empresa controlada pela Eurasian Natural Resources Corporation, do Cazaquistão, está investindo 3 bilhões de dólares no minério de ferro de Caetité. E quer extrair 20 milhões de toneladas de minério por ano, a partir de 2016. Atualmente a produção brasileira está em 350 milhões de toneladas.
A questão que fica no ar: teremos estrada oeste-leste e porto de Ilhéus em 2016?
Pronto, aconteceu de novo: depois da vergonha pública do complexo eólico de Caetité, o jornalista André Borges, do Valor Econômico, denuncia que erros de projeto levaram a um cronograma onde a ferrovia Oeste-Leste ligará as zonas de produção de grãos e minérios a lugar nenhum, pois o Porto Sul só ficará pronto em 2018, enquanto a via férrea estará completa, até Barreiras, em 2015.
Diz André Borges:
“Isso significa que a Fiol, depois de concluída, ficará sem utilização – ou com nível de operação desprezível – por um período entre três anos e meio e quatro anos.”
Mais de mil famílias de posseiros dos municípios de Ilhéus, Jequié, Brumado, Ibiassucê, Tanhaçu e Caetité, que ocupam terras no traçado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, (Fiol), já foram indenizadas pela Valec pelas áreas desapropriadas para implantação da ferrovia. Para garantir que os posseiros fossem indenizados tanto pelas benfeitorias como pela terra, o governo estadual reconheceu o direito de posse e emitiu as escrituras. Essa solução foi encontrada depois que o assunto foi debatido com a Procuradoria Geral do Estado, Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) da Secretaria da Agricultura, e com a Valec Construção, Engenharia e Ferrovia, (Valec). De acordo com a assessora da empresa pública, Cecília Cafezeiro, todo processo está sendo realizado com forte conotação social.
Na tarde desta quinta-feira, (27), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, assinou centenas de escrituras, finalizando o processo que contempla os posseiros das terras localizadas no traçado da Fiol entre Ilhéus e Caetité. Para ele, “a desapropriação e indenização pelas áreas por onde a ferrovia vai passar é um passo fundamental para a concretização da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, cujas obras continuam no ritmo esperado”.
O ato de assinatura das escrituras contou com a presença da representante da Valec, Cecília Cafezeiro. O secretário Eduardo Salles lembrou que a faixa de domínio da Ferrovia de Integração Oeste-Leste é de 80 metros, (40 de cada lado), afirmando que o governo da Bahia olha com atenção a situação das propriedades ao longo do traçado da ferrovia
A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) anda em ritmo lento. O trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 536 quilômetros de extensão e custo estimado em R$ 2,4 bilhões, é o único em construção. O trecho seguinte, de Caetité a Barreiras, apesar de ter sido contratado em diferentes lotes, ainda não foi iniciado em função de pendências com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus (BA) e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.
Josias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.
Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. “O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente”, disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. “Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra.”
Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. “O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras.” Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.
Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso. (FG e CS)
A expectativa de inaugurar pelo menos a primeira etapa do Porto Sul, na localidade de Aritaguá, no município de Ilhéus, até o final de 2014 foi descartada pelo governo da Bahia. O Estado recebeu a licença prévia (LP) do empreendimento na última quarta-feira, mas a construção do complexo, cuja primeira etapa tem prazo de obras de 24 meses, só deverá ser iniciada no próximo ano, depois que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) liberar a licença de instalação.
Pelo menos agora a ferrovia já poderá ligar dois pontos no mapa: por enquanto, Caetité e o novo porto de Ilhéus.
Uma falha durante uma operação no processo de embalagem na mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada no município de Caetité (distante a 757 km de Salvador), resultou em um vazamento do material no último dia 18 de outubro.
Segundo Lucas Mendonça dos Santos, funcionário da INB – que trabalha na área do painel de controle da mina – e um dos diretores do Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião, cerca de 120 kg de urânio vazaram. O incidente aconteceu quando era realizada a última etapa do processo de beneficiamento do material, na Área 170, onde ocorre a embalagem do produto. Nesta etapa, o urânio é colocado em tambores, que suportam cerca de 400 a 450kg do material, conforme o funcionário.
Após serem pesados e atingirem a capacidade máxima, um mecanismo veda os recipientes de forma automática, conforme o funcionário. “A falha aconteceu porque a válvula foi colocada no modo manual. O operador se confundiu e retirou o tambor do equipamento com a válvula ainda aberta”, afirmou Lucas. Editado pelo Política Livre. Leia mais em A Tarde.
Os 184 aerogeradores dos 14 parques eólicos construídos na região de Caetité, no sudoeste baiano, estão parados há dois meses por falta de conexão. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste domingo (30), mostra que a ausência de um sistema de transmissão impede o escoamento da energia gerada. O sistema, maior complexo eólico da América Latina, foi inaugurado no último dia 9 de julho e contou com cerca de 400 personalidades do meio político, técnicos do setor elétrico e moradores da região. Segundo o diário paulista, o problema deve continuar pelo menos até julho do ano que vem.
No lugar onde deveria existir uma subestação para conectar a usina ao sistema nacional há apenas mato e cupinzeiros. Com isso, quase 300 megawatts (MW) – suficientes para abastecer uma cidade do tamanho de Brasília – são desperdiçados por falta de planejamento. Construído pela Renova Energia, empresa com participação da Light e da Cemig, o complexo “Alto Sertão 1” custou R$ 1,2 bilhão e demorou 17 meses para ser concluído.
Embora a Renova tenha cumprido o prazo para entrega do complexo eólico, a estatal Chesf, do Grupo Eletrobrás, não honrou o compromisso para a construção do sistema de transmissão. Procurada, a empresa não respondeu ao pedido de entrevista. Mas, nos bastidores, executivos afirmam que ela costuma jogar a culpa do atraso na demora do governo para realizar o leilão de transmissão.
Por conta disso, quem pagará a conta é o consumidor brasileiro. Pelas regras do edital de licitação, as geradoras que concluíram os parques eólicos até 1.º de julho deste ano têm direito a receber uma receita fixa prevista no contrato. No total, são 32 usinas prontas e paradas em todo o Brasil, que somam R$ 370 milhões de receitas a receber. Ou seja, o consumidor terá de pagar por uma energia que não está sendo produzida porque a Chesf nem começou a fazer a sua obrigação. Com edição do Bahia Notícias.
Apontado como o maior complexo de produção de energia eólica da América Latina, com 14 parques distribuídos pelos municípios de Caetité, Igaporã e Guanambi, no sudoeste da Bahia, o Alto Sertão I, da Renova Energia, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira, com um evento em Caetité, a 757 quilômetros de Salvador.
Com 184 aerogeradores, capazes de produzir 294,4 MW – segundo a empresa, volume suficiente para abastecer uma cidade com 540 mil residências -, o complexo consumiu R$ 1,2 bilhão, mas ainda não vai distribuir a energia gerada ao Sistema Integrado Nacional (SIN).
O problema está na instalação de 115 quilômetros da rede de transmissão no trecho entre os municípios de Igaporã e Bom Jesus da Lapa, a cargo da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que não foi concluída. De acordo com informações da estatal, os trâmites para o licenciamento ambiental para a instalação da rede atrasaram a execução das obras, que foram liberadas no fim de abril. A expectativa é que a rede esteja funcionando apenas no ano que vem.
O atraso deve refletir em prejuízo para o governo federal, que se comprometeu, no contrato assinado no Leilão de Energias Renováveis de 2009, a pagar por uma parcela da energia gerada dentro do cronograma estabelecido – que está sendo cumprido pela Renova. A conta aos cofres públicos deve ultrapassar R$ 15 milhões mensais.
Apesar do contratempo, o governo baiano está confiante na consolidação do Estado como pólo de produção de energia eólica no País. Segundo dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração , a Bahia tem previsão de instalação de 57 projetos de energia eólica, com investimento total de R$ 6,5 bilhões, que vão acrescentar 1.418 MW à rede elétrica. Em janeiro, o Estado licenciou outros 133 projetos para implantação de complexos eólicos, que somam mais cerca de 3.200 MW de potência à rede. Conteúdo produzido pela Agência Estado.
Um novo apelo para que os professores da rede estadual de ensino retomem suas atividades foi feito pelo governador Jaques Wagner no programa de rádio desta terça-feira (5). “Vamos dar a tranquilidade a pais e alunos, voltando à sala de aula. Espero que a gente possa ter a normalização imediata para que os estudantes não sofram ainda mais”.
No Conversa com o Governador ele reafirma o reajuste que resultará na melhoria salarial para os docentes de 22 a 26%, incluindo os 6,5% já concedidos este ano. Wagner explica que isso representa a antecipação – do que seria concedido em novembro de 2013 e novembro de 2014 – para novembro de 2012 e abril de 2013, “agora na forma de promoção dentro da carreira dos professores”.
Ele diz que sua maior preocupação é com o sofrimento dos pais de alunos e estudantes. Em razão disso, na tentativa de evitar a greve, “apresentei uma proposta, que não foi aceita. Depois de 55 dias, essa proposta está recolocada para apreciação do sindicato e dos professores. Quero deixar bem claro que estou adiantando o que estava previsto para novembro de 2013 e novembro de 2014”, reforça.
Reposição dos dias parados
De acordo com o governador, com a nova proposta e mais os 6,5% concedidos a todo o funcionalismo, em 1º de janeiro deste ano, no mês de abril de 2013, os docentes vão acumular ganho salarial entre 22 e 26%. Wagner destaca, principalmente, a ansiedade dos estudantes do 3º ano do ensino médio, que farão vestibular e não podem ser prejudicados. “Esse é mais um esforço no sentido de que a gente retorne, imediatamente, à sala de aula e programe a reposição dos dias parados, para que os nossos alunos não tenham o ano letivo perdido”.
Jaques Wagner enfatiza que, todos os anos, o Governo da Bahia concede reajuste. “Desde janeiro de 2007, quando assumi o governo, são 71,5% de reajuste geral para os professores, o que corresponde ao ganho de 30% acima da inflação. Por isso, o meu apelo, o meu esforço, mas tem uma hora que a gente precisa bater o martelo, fazer a negociação, ter o acordo para não sacrificar a nossa juventude com a perda de aulas”.
Greve Mantida
Os professores da rede estadual de ensino da Bahia decidiram manter a greve da categoria em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, em frente à Secretaria de Educação em Salvador. A paralisação já dura 56 dias. A decisão foi tomada um dia depois da realização de uma reunião entre representantes do Sindicato dos Professores (APLB-BA) e o secretário de Administração do Estado, Manoel Vitório, contando com a intermediação do Ministério Público. Os participantes discutiram a reabertura das negociações pelo governador Jaques Wagner na segunda-feira, quando foi proposto um reajuste entre 22% e 26% em novembro deste ano e abril de 2013 em forma de progressão na carreira. ”A proposta que foi apresentada ontem ainda não é de acordo com o que nós queremos. Estamos aguardando o governo nos enviar uma nova proposta, reformulada, que atenda todas as questões da categoria”, pontua Rui Oliveira, presidente do sindicato dos professores.
”O problema dessa proposta é que ela não contempla todos os professores, excluindo os aposentados e os em estado probatório [recém concursados]“, avalia Marilene Betros, vice-coordenadora do sindicato.
Adutora do Algodão
Outro assunto de destaque no programa é a visita às obras da Adutora do Algodão (região de Guanambi), na última sexta-feira, que o governador fez em companhia do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, quando autorizaram a extensão do sistema até o município de Caetité.
A água será captada no Rio São Francisco, trecho do município de Malhada, e a previsão é que até setembro deste ano a obra seja entregue à população. “Fomos comemorar, em Caetité, a liberação de mais R$ 42 milhões, que vão corresponder à extensão da adutora”. Ele fala também de outras obras estruturantes para levar água à população como as adutoras do Feijão, de Pedras Altas e de Ponto Novo.
Lei do Meio Ambiente
O governador Jaques Wagner fala ainda do decreto que assina nesta terça-feira (Dia do Meio Ambiente) sobre mudanças na Lei Estadual do Meio Ambiente. Segundo ele, o objetivo é dar mais agilidade ao processo de licenciamento, separando o que é a concessão de licença de um empreendimento de baixo impacto do licenciamento para projetos de médio e alto impacto. Por último, ele cita a Rio+20, evento que reunirá no Rio de Janeiro mais de 100 presidentes de vários países para refletirem sobre a proteção e a preservação do meio-ambiente.
Acusada de promover um “colapso no sistema de abastecimento de água” em Caetité (município a 757 km de Salvador), a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) responderá na Justiça a uma ação civil pública, com pedido de liminar, proposta pelo Ministério Público estadual.
Segundo o promotor de Justiça Jailson Trindade Neves, autor da ação, a Embasa implantou um sistema de “rodízio” no fornecimento de água na cidade – em certos dias da semana, alguns bairros recebem água e outros não –, medida que, além de reduzir a oferta do produto, implica na descontinuidade e interrupção de um serviço público essencial. “A Embasa, como concessionária do serviço público, não está fornecendo água suficiente aos consumidores, mas com interrupções sistemáticas, mesmo sabendo que o produto a ser servido constitui bem essencial à vida humana”, informa o promotor.
Na ação, o Ministério Público requer liminarmente que a Embasa seja obrigada a restabelecer, dentro de seis meses, a contar da data da decisão judicial, o fornecimento diário e contínuo de água; que contrate caminhões-pipa para suprir o abastecimento de água nas residências servidas pela rede pública de abastecimento quando o sistema de distribuição apresentar problemas; e a promover o abatimento proporcional do valor da fatura, permitindo-se, apenas, a cobrança baseada no menor valor consumido dos últimos dozes meses. O não cumprimento da decisão implicaria multa diária de R$ 10 mil. Do site do MP/BA.
Os deputados Bruno Reis (PRP), Targino Machado (PSC) e Augusto Castro (PSDB) apresentaram um requerimento conjunto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa solicitando a formação de uma comissão para acompanhar in loco a situação das 90 toneladas de material das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) que estão estacionadas no Batalhão da Polícia Militar de Guanambi. “O fato é que existe um grande problema de opinião pública e não adianta o governador Jaques Wagner dizer que o material transportado pelas carretas é urânio. A população precisa estar convencida, mas não está porque o governo da Bahia já deu mostras de sua leniência”, afirmou.
O deputado cobrou um laudo independente sobre o conteúdo do material transportado pelas carretas. Ele lembrou que o Brasil já testemunhou tragédias nucleares, como a provocada em Goiânia em setembr de 1987, quando dois catadores de lixo encontraram cápsulas de césio 137 e, poucas horas depois, dezenas de pessoas foram contaminadas, provocando a morte de mais de 600 pessoas.
Bruno Reis encerrou o discurso com um questionamento. “Cabe uma pergunta: a INB tem a sua sede localizada no Rio de Janeiro e está presente na Bahia, Ceará, Sâo Paulo e Minas Gerais. Por que esta carga tem de vir para a Bahia? Por que não vai para São Paulo ou outros estados?”.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou empréstimo de R$ 588,9 milhões para a construção de nove parques eólicos na Bahia. Os empreendimentos serão instalados nos municípios de Igaporã, Guanambi e Caetité. O financiamento do banco corresponde a 74,35% do investimento total, estimado em R$ 792,2 milhões. De acordo com o banco, o projeto contribuirá para a criação de 2.970 empregos diretos e indiretos. As usinas são controladas pela Renova Energia e terão potência instalada total de até 195,2 MW. Os projetos foram vencedores do Leilão de Energia de Reserva de 2009. Isso permitiu que fossem fechados contratos de compra e venda de energia entre cada usina e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o que assegura a compra da energia elétrica gerada por um prazo de 20 anos.
As usinas contarão com 122 aerogeradores (gerador que converte energia eólica em energia elétrica) fornecidos pela subsidiária da General Electric INC no Brasil. A Renova Energia foi constituída em 2006. A empresa tem foco no desenvolvimento de projetos de energia elétrica a partir de fontes alternativas renováveis, como PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e parques eólicos. Ela conta com três PCHs em operação na Bahia. No ano passado, o BNDES já tinha investido na empresa por meio de um dos fundos ambientais dos quais participa, o FIP Caixa Ambiental. Com informações da Folha de São Paulo.
Ambientalistas criticaram nesta quinta-feira, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a intenção do governo de instalar usinas nucleares no Nordeste. Além da conclusão de Angra 3, o programa nuclear brasileiro prevê a construção de quatro usinas para gerar energia elétrica até 2030. Duas delas ficariam no Nordeste, possivelmente na Bahia, Sergipe, Alagoas ou Pernambuco. Continue Lendo “Ambientalistas criticam usinas nucleares do Nordeste.”
O consumo de água em três pontos de Caitité foi suspenso por ter sido detectada a presença de radioatividade alfa e beta acima do permitido pela portaria 518/04 de potabilidade de água, do Ministério da Saúde. Dos três, apenas um ponto é utilizado para abastecimento humano com radioatividade alfa acima do limite permitido.
O Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) e a Secretaria de Saúde do Estado notificaram a prefeitura, por um poço do povoado Barreiro, da zona rural de Caetité, que abastece cerca de 15 famílias desde 2007, com o índice de radioatividade alfa 0,30, quando o padrão é 0,1bg/litro na água.Com informações do portal IBahia.
De acordo com denúncias encaminhadas ao Greenpeace, em novembro do ano passado, 30 mil litros de concentrado de urânio podem ter contaminado solo e água dos arredores da mina. Moradores de Caetité (BA) – onde está situada a mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que abastece as usinas Angra I e II – procuraram o Greenpeace para denunciar o vazamento de 30 mil litros de concentrado de urânio. De acordo com informações levantadas pela própria comunidade, o vazamento teria atingido 200 metros de profundidade e pode ter contaminado rios e lençóis freáticos. A operação da mina, ainda segundo os moradores, está suspensa.
Procurada pelo Greenpeace, a assessoria de comunicação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão governamental responsável pela fiscalização das atividades nucleares no país, disse que o vazamento aconteceu no dia 28 de outubro. A assessoria, no entanto, não informou detalhes sobre os impactos e as medidas que serão tomadas. A INB não quis se pronunciar.
“Como nos vazamentos anteriores, esse acidente expõe a fragilidade da segurança nuclear e a falta de transparência dessa indústria. O acidente aconteceu há 13 dias e até agora ainda não há uma posição oficial da INB e da CNEN”, diz André Amaral, coordenador da campanha de energia nuclear do Greenpeace. “A população ainda não sabe a extensão da contaminação do solo, da água e quais os riscos para os moradores da redondeza.”