

Hoje, em visita à Capital do Oeste Baiano, fui comer um pastel no Bar do Zezão, na Ruy Barbosa. Zezão não fala sobre política, apenas nas glórias do Botafogo de Nilton Santos, Didi, Zagalo, Garrincha e outros. O Botafogo era a seleção de 58 e 62, com o enxerto do negão Pelé. Ouvi pela rádio Guaíba a epopeia da Suécia e, quatro anos mais tarde, a festa no Chile. Um arraso. Um time memorável.
Como dizia, Zezão não fala de política, mas seus clientes, falam: a rejeição de Antonio Henrique é alta, assim como é alta a aceitação de Zito, entre várias pessoas de várias classes sociais.
Alguns eleitores citam Jusmari e Kelly Magalhães. Mas ninguém fala de Tito, de Moisés ou Dó Miguel.
É a cuia dobrando a esquina no “cuião”.
Andando de carro pela cidade, chego à conclusão de que quem paga a prestação de um veículo, novo ou velho, modesto ou luxuoso, não vota em Antônio Henrique. As regiões centrais da cidade continuam com o asfalto com características lunares. É muito buraco. Tantos como nos tempos de Saulo e de Jusmari.
