Cachoeira chama Governador de Goiás para a briga

Andressa

A notícia é do Globo: Uma carta do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, publicada na edição desta terça-feira no “Diário da Manhã”, em Goiás, desafia o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em tom de ameaça. “Em bom brasileirês (sic) falo com a cabeça erguida e com o peito arfante: cai pra dentro quem quiser que eu sustento o desafio”.

A declaração de guerra ocorreu porque Cachoeira sentiu que sua mulher, Andressa Mendonça, teria sido tratada com desrespeito em um evento beneficente no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano e também residência oficial do governador. Andressa é empresária e foi a um desfile beneficente na última sexta-feira no Palácio. O convite custou R$ 350 e toda a renda seria revertida para a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.

Se o Cachoeira precisar de mais amigos para defender dona Andressa, ainda vão aparecer muitos, tenha certeza.

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A censura de novo.

Do jornalista e blogueiro paranaense Fábio Campana:

O governador tucano Marconi Perillo, de Goiás, conseguiu uma liminar na Justiça proibindo uma jornalista de seu estado de escrever seu nome, sob pena de pagar multa diária. A decisão é da juíza Luciana Silva. Marconi se sentiu ofendido por textos de Lênia Soares, críticos à sua gestão e às relações obscuras com o contraventor Carlos Cachoeira.

O PT chama de controle social da mídia, mas o nome popular é mesmo censura. E a censura togada é a pior delas. Ainda bem que na magistratura os influenciáveis são uma pequena parte.

Atente para os detalhes, meu caro leitor!

Cachoeira, a esposa e uma amiga numa praia baiana, neste final de semana.
Cachoeira, a esposa e uma amiga numa praia baiana, neste final de semana.

Notou o detalhe dos óculos espelhados e da rasteirinha dourada de dona Andressa Mendonça, agora senhora Carlos Cachoeira? Não? Pois o Cachoeira notou. Foto de  Rodrigo Nunes/Folhapress (reprodução). Clique na imagem para ampliar.

Cachoeira é solto por receber pena pequena.

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi condenado hoje (20) a cinco anos de prisão como consequência da Operação Saint-Michel, que apurou irregularidades no sistema de transporte público no Distrito Federal. Como a pena é inferior a oito anos, o regime inicial da prisão deve ser semiaberto e o empresário foi solto hoje à noite. A decisão é da juíza Ana Cláudia Barreto, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O Empresário estava há 9 meses na cadeia.

Paulo César Pereio, o ator, tascou no tweeter: “Cachoeira, à caminho de casa, parou na farmácia. Sacana, o farmacêutico foi logo perguntando: – Viagra, pomada para hemorróidas ou os dois?

Cachoeira recebe alvará de soltura. Mas permanece preso.

O empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos Cachoeira, Carlinhos Cachoeira, obteve decisão liminar que determina sua imediata libertação da prisão. A decisão foi tomada pelo juiz Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que concedeu ontem (15) a liminar. O magistrado tomou a decisão monocrática determinando a “imediata soltura do réu, se por outro motivo não estiver preso”.

Cachoeira está preso preventivamente há mais de sete meses, no Centro de Detenção Provisória do Distrito Federal, a Penitenciária da Papuda. Em caso de recurso, a medida será analisada pela Terceira Turma do TRF1, composta por três magistrados. As reuniões ocorrem às segundas e terças-feiras.

Cachoeira foi preso por decisão da 11ª Vara Federal de Goiânia devido ao seu envolvimento com uma série de irregularidades identificadas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF). No mês passado, a defesa pediu o relaxamento da prisão, mas o habeas corpus foi negado pelo juiz Daniel Guerra Alves, no último dia 28.

A ação judicial ainda está em fase de instrução na primeira instância. A pedido da defesa, o juiz Tourinho Neto determinou que as operadoras telefônicas forneçam as senhas que deram aos policiais federais e informem quando foram dadas, assim como quando e quem as acessou.

A medida, segundo o TRF1, é necessária para definir a legalidade e legitimidade das interceptações telefônicas feitas pela PF. O cumprimento dessa diligência ainda não ocorreu. Tourinho Neto disse ser “inadmissível que a liberdade do paciente esteja nas mãos das operadoras”. Apesar da ordem de soltura, outro mandado de prisão contra Cachoeira, feito pela Justiça de Brasília, no processo da Operação Saint-Michel, que apura fraude em licitações na capital federal, vai complicar a imediata liberdade do bicheiro.

Como diz um juiz conhecido, só pobre permanece na cadeia. Tem razão o Magistrado.

Ex-mulher de Cachoeira só fala em sessão secreta

Andréa Aprígio, ex-esposa de Carlinhos Cachoeira negou, em depoimento à sessão da CPMI que investiga a vida do contraventor e suas ligações políticas, na manhã desta quarta-feira, ter ligação com o esquema do contraventor. Andréa fez uso da palavra por cerca de 15 minutos e somente aceitou responder às perguntas dos parlamentares quando a sessão foi transformada em reunião secreta, que seguiu até o início desta tarde.

Resguardadas as maldades que os anos cometem, denota-se que Cachoeira nunca teve mau gosto para escolha de suas companheiras.

Porque Cachoeira permanecerá calado.

A equação é simples e Andressa Mendonça, a mulher de Carlos Cachoeira, que parece estar forçando a barra por iniciativa própria não entende: se o contraventor é hoje um arquivo vivo, abrindo a boca passar a ser um arquivo morto.

A manutenção da saúde de Cachoeira oscila na razão indireta do tamanho de sua língua.

Agora, se ele falar, leva junto uma porção de bacanas que se locupleta na periferia do Poder. Jogo e aposto dobrado que não fala. Até porque entende que a manutenção do assunto CPI do Cachoeira é manobra diversionista e muito bem engendrada para o Mensalão do PT.

Cachoeira certo de que vai ser libertado. Justiça certa de que ele fica na cadeia.

O juiz federal responsável pelo inquérito da Operação Monte Carlo quer decisão rápida. O Bicheiro pode ser condenado por quatro crimes. Concluída ontem a fase de depoimentos das testemunhas, a Justiça Federal de Goiás espera apresentar, em 30 dias, a denúncia contra Cachoeira. O Ministério Público disse que vai pedir 20 anos para “il capo de tutti il capi”. Enquanto isso, Cachoeira promete, em audiência, casamento para a namorada, assim que for libertado.

A Justiça está certa da condenação e da permanência do indiciado na cadeia. O indiciado acredita que será libertado logo. Entre essas duas leituras, existe uma grande distância. E a diferença pode estar na pressão, que aqueles que podem ser denunciados por pronunciamento de Cachoeira, exercerão sobre a Justiça para colocar panos quentes na situação.

 

Confusão no primeira visita de Cachoeira à Justiça Federal em Goiânia.

A bela Andressa Mendonça foi a estrela da tarde. Foto de Sérgio Lima da Folha Press

O primeiro dia de audiência da Justiça Federal de Goiás sbre a operação Monte Carlo, da Polícia Federal –que prendeu em fevereiro o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira– foi encerrada por volta das 18h45 desta terça-feira (25), em Goiânia.

A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, que acompanhou a sessão ao longo do dia, pediu em voz alta para falar com o companheiro por 30 minutos. O juiz autorizou o encontro por 15 minutos, e os dois se retiraram do auditório acompanhados de policiais federais que fazem a escolta e segurança da audiência.

Houve correria na saída de Cachoeira da audiência. O carro da Polícia Federal que levava o contraventor bateu em outro veículo da corporação, quase atropelando jornalistas. Um cinegrafista teve o equipamento danificado. Relato de Lourdes Souza e Rafhael Borges, do UOL, em Goiânia. Veja a íntegra da matéria no UOL.

STJ nega soltura de Carlos Cachoeira

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, negou nesta segunda-feira (23), pedido de Carlos Cachoeira para que fosse solto. Os advogados do contraventor tentaram suspender liminar do ministro Gilson Dipp que o mantém preso. O argumento é que o julgamento de recurso já apresentado pela defesa do contraventor, iniciado pela Terceira Seção, foi interrompido por pedido de vista e, na melhor das hipóteses, só será retomado em 8 de agosto, após o recesso do Judiciário. Sendo assim, diz o pedido, os “graves efeitos” da liminar perdurariam por prazo excessivo. Ao negar o pedido, Pargendler argumentou explicou que o juiz de plantão não pode revisar decisão do juiz natural, que “relatou e decidiu durante o período normal de atividades do tribunal”, e nem avocar a competência já submetida à Terceira Seção. “A avocação é via de uma só direção, partindo do órgão colegiado para o singular, e não o contrário”, explicou, na decisão.

O Judiciário tem que ter em vista o fato de que não deve estivar muito a borrachinha que prende a língua do Cachoeira. Se rebentar, a República para por dois anos.

 

 

Garotinho entrega documentos a CPI sobre Cachoeira, Delta e Governo do Rio

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) entregou hoje à CPI do Cachoeira documentos reunidos pelo parlamentar nos últimos dois anos que comprovariam irregularidades de contratos firmados pelo governo do Rio de Janeiro com a construtora Delta. Garotinho disse que os documentos mostram indícios de pagamentos efetuados à empresa em obras não realizadas pelo governo estadual, obras superfaturadas e aditivos contratuais além dos valores necessários à sua execução.

“É uma documentação muito forte, tudo oficial. Há um consórcio entre o Carlos Cachoeira e o Cavendish [presidente da Delta]. Só não sei porque um foi preso e o outro não foi”, disse Garotinho. Veja mais na Folha.

Cachoeira ganha habeas corpus mas ainda ficará detido.

O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), do Distrito Federal, concedeu nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus ao bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No entanto, o contraventor não deixará a Penitenciária da Papuda por enquanto. O advogado Augusto de Arruda Botelho, que trabalha no escritório contratado pela defesa de Cachoeira, disse à reportagem do iG que uma juíza da 5ª Vara da Justiça Estadual de Goiás indeferiu nesta sexta pedido da defesa de revogação da prisão do contraventor referente à Operação Saint-Michel. Charge de Frank.

Essa é uma das restrições relacionadas a outros processos a que responde o bicheiro – e que impedem sua soltura neste momento. A assessoria do TRF1 não informou quais são as outras restrições. 

Nesta semana, o mesmo Tourinho Neto considerou ilegais as interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou o grupo do contraventor. Do IG, onde o leitor pode ler mais sobre o assunto clicando no link.

Agora a chanchada vai estar completa. Convocaram Andressa Mendonça.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira convocou para depor Andressa Mendonça, mulher do empresário goiano Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. O empresário é apontado pela Polícia Federal como chefe de uma organização criminosa envolvendo políticos e empresários.

Além de Andressa, a comissão decidiu hoje (14) convocar o jornalista Carlos Bordoni, que coordenou as campanhas eleitorais no rádio do governador de Goiás, Marconi Perillo. Bordoni disse que recebeu R$ 40 mil como pagamento por serviços prestados na campanha.

O dinheiro teria sido depositado na conta da filha do jornalista por uma empresa apontada pela Polícia Federal como integrante da organização supostamente comandada por Cachoeira.

A comissão também aprovou a convocação do ex-assessor de Perillo Lúcio Fiúza, do policial civil aposentado, Alcino de Souza, apontado como laranja do esquema de Cachoeira, e do contador Rubmaier Ferreira de Carvalho. Eles também tiveram seus sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados.

Entre os convocados hoje para prestar depoimento estão o ex-segurança do senador Demóstenes Torres Hillner Ananias, o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires e o arquiteto responsável pelo projeto da casa vendida por Perillo, Alexandre Milhomem.

Também foi aprovado requerimento que pede a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico da empresa de confecções Excitant, que emitiu os três cheques para o pagamento da casa do governador Perillo, no valor de R$ 1,4 milhão. Além da Excitant, tiveram sigilos quebrados as empresas Rental Frota Logística, GM Comércio de Pneus e Peças, Faculdade Padrão, e Mestra Administração e Participações. Da Agência Brasil.

Acordo prévio deixa Cachoeira mudo

Tenho quase certeza de que essa história de não falar para não produzir provas contra si, foi imposta a Carlos Cachoeira. Mas ou menos assim:

“Você fica calado e continua com o couro liso lá na Papuda. Daqui a uns 60 dias  a gente consegue um habeas corpus e tu vai anotar as apostas do bicho. Certo? Afinal tu és nosso e nós somos de ti.”

Como diz o Boris Casoy, “isto é uma vergonha!”

Queremos sangue na CPMI

O fato do STF conceder, sob liminar, o adiamento do depoimento de Carlos Cachoeira, amanhã, na CPMI, por cerceamento de defesa, significa que, ou estamos na democracia plena, ou que, aos olhos da Justiça, ainda não estamos aptos a ouvir as declarações proféticas do campeão do jogo ilegal no Planalto Central.

Afinal, quando o espetáculo das cachoeiras sussurrantes vai encantar nossos ouvidos? Já estão dando na vista esses segredinhos trocados entre deputados, senadores, policiais e inquisidores de todos os matizes. 

Só não joguem a culpa da traição no sofá. Isso não!

A orquestração de um processo de desmoralização da maior revista no País tem motivos. Primeiro é um movimento diversionista do grande processo de corrupção que atinge governos estaduais do PT e o Governo Central; segundo, capitaliza-se a figura do grande trauma como cortina de fumaça para o resgate de um mínimo de moralidade na Justiça com o julgamento do Mensalão.

Ninguém poderia imaginar que o homem mais poderoso da república nos últimos 10 anos, José Dirceu, fosse sofrer o ataque sistemático da Veja sem retaliar. Para isso servem os jornalistas a soldo, como Mino Carta e Paulo Henrique Amorim. O que José Dirceu quer é, primeiro, retomar os governos de São Paulo e da capital paulistana ao PT. Depois, derrubar a imprensa que faz oposição à camarilha.

O problema do PT é a autofagia entre seus pares. José Dirceu jantou seus principais opositores nos governos do PT. Agora quer jantar a Veja e o resto da Oposição do País. O problema é que São Paulo ainda comanda quase a metade da economia do País. E a Capital tem um orçamento muito maior que a maioria dos estados do Nordeste.

Afirmar que Policarpo Junior, editor da Veja em Brasília, pertencia ao quadro de “arreglados” de Carlos Cachoeira é no mínimo uma temeridade. No caso, é óbvio, Cachoeira encarnou apenas uma boa fonte, que denunciava os malfeitos no Governo Dilma, com o objetivo de substituir malfeitores decaídos. E já que a Veja e Policarpo não têm a Polícia Federal e a ABIN ao seu dispor, porque esses servem ao poderoso de plantão, por que não servir-se das informações de Cachoeira?

Combater a Veja e a imprensa livre do País é seguir o exemplo do marido traído que troca o sofá. Continuando com a ilação, o que o Governo precisa é de livrar-se das ferozes disputas internas, não dos seus opositores, que são minoria no Congresso, minoria nos órgãos de informação, minoria na Justiça.

Diz o jornalista gaúcho Políbio Braga, o mais acessado blog independente do Rio Grande do Sul:

“Esta campanha sórdida contra a liberdade de imprensa tem o objetivo de colocar sob proteção os bandoleiros políticos do Mensalão, além de suprimir do noticiário as referências diárias sobre as patifarias que ocorrem com o dinheiro dos contribuintes.” 

Que se acendam as fogueiras que queimarão Marconis, Cabrais, Demóstenes, Agnelos, Leréias e Mabéis. Que se queime o arquivo vivo, Carlos Cachoeira. Só não joguem a culpa dos chifres morais da Nação no sofá. Isso não.

A defesa apaixonada da mulher de Carlinhos Cachoeira.

Andressa Alves Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira – preso pela Operação Monte Carlo e acusado de comandar um esquema de jogos ilegais – disse que o empresário se considera um “preso político”.

“Ele acha que fizeram ele de bode expiatório. Fiquei muito chateada quando um senador, acho que Pedro Simon [PMDB-RS], disse que ele é o futuro PC [Farias]. Pegaram o Carlinhos, julgaram, condenaram e agora querem matar”, afirmou Andressa.

Ao ser perguntada se sabia das atividades do marido, ela minimizou as denúncias e disse que o bicheiro batalhava somente pela legalização do jogo. “Lá fora, Carlinhos seria considerado um grande empresário. Aqui, é contraventor. Na Copa, milhares de estrangeiros vêm ao Brasil. Onde irão se divertir? Ele está batalhando. Ninguém quer ficar na informalidade. Ele também não”, argumentou.

Andressa ainda disse sentir “revolta e tristeza” ao ver o marido retratado como líder de quadrilha. “O Carlinhos que eu conheço faz caridade, doa caminhão de macarrão para creche, doa caminhão de brinquedo. É humano, comprometido e responsável”, declarou.

Da Folha de São Paulo, editado por Bahia Notícias, com foto de Carlos Costa, da Agência Estado.

Ninguém me tira da minha cabeça perversa que a debacle de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes começou pela troca de maridos de Andressa. A situação do suplente do Senador, Wilder Pedro de Morais, poderia transitar entre a mágoa de ter perdido a mulher e a oportunidade de assumir a titularidade do Senador. É óbvio que a Polícia Federal começou o controle de Demóstenes depois que ele caiu na rede de escuta de Cachoeira. Mas informações adicionais, no curso das investigações, seriam de muita utilidade.  Perder um piteuzinho como esse e ficar conformado, ninguém fica. 

 

Veja conta como a Delta Engenharia espalhou propina por todo o País.

Fernando Cavendish, José Dirceu, José Sérgio Gabrielli, Carlos Cachoeira, o que podem ter esses nomes em comum? O leitor precisa dar uma olhada no portal da Veja, para compreender como funciona a grande corrupção no País, em especial como a Delta Engenharia aumentou, em 10 anos, 1.653% seu faturamento em obras governamentais, chegando à astronômica cifra de 884,5 milhões de reais em 2011. Vai ser o sucesso de audiência na próxima CPI do Cachoeira. (Fotos Dida Sampaio/AE; Eduardo Knapp/Folhapress, publicadas por Veja).

Cachoeira já está em Brasília

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já está no presídio da Papuda, em Brasília, desde as 8h30m de hoje, transferido do presídio de segurança máxima de Mossoró. Pelo jeito, fica por lá durante o período da festiva CPI e depois vai para casa, como costuma acontecer com os grandes arquivos vivos da corrupção no País. 

Tiro no pé: CPI do Cachoeira já respinga nos governadores do Rio e do DF.

A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o empresário Carlos Cachoeira e suas relações com políticos começou a preocupar a presidente Dilma Rousseff e rachou o PT, seu partido. Petistas disseram à Folha que a presidente não gostou de a CPI ter sido anunciada durante sua viagem aos EUA, nem da participação de alguns de seus principais ministros em reunião na semana passada que tratou do tema.

Na ocasião, petistas como Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) se encontraram com a cúpula do partido e decidiram apoiar a investigação. A adesão do PT à CPI foi incentivada pelo ex-presidente Lula com o objetivo de fragilizar a oposição no ano do julgamento do mensalão, escândalo que abateu toda a cúpula do partido em 2005. Segundo petistas, Dilma proibiu seus ministros, porém, de se manifestar sobre CPI logo que retornou de Washington, anteontem. Da Folha, editado por Congresso em Foco.

 

Governo corre riscos calculados com a CPI do Cachoeira.

Seguro de que a CPI do Cachoeira vai ficar entre meia dúzia de nomes, o Governo pode autorizar a instalação do processo inquisitório. Eles seriam,  além do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) cinco deputados. Quatro de Goiás: Carlos Leréia (PSDB), Leonardo Vilela (PSDB), Sandes Júnior (PP) e Rubens Otoni (PT). E um do Rio: Stepan Nercessian (PPS).

No entanto, o cavalo pode tomar o freio nos dentes durante o processo e o feitiço causar prejuízos ao feiticeiro. Fica óbvio ao mais comum dos mortais que a CPI seria uma cortina de fumaça ao julgamento do Mensalão. Mas se a investigação ganhar características de abrangência, pega o PT e outros governistas no contrapé.

ACM Neto defende CPI para investigar Carlos Cachoeira

O líder do Democratas na Câmara Federal, deputado ACM Neto, defendeu a instauração de uma CPI para investigar os denunciados pela operação Monte Carlo, que desmontou um esquema de jogos de azar envolvendo o empresário Carlos Cachoeira. “Queremos que todos os citados no caso sejam investigados, independente de partido”, disse Neto. Ele ressaltou que o Democratas agiu de forma rígida no caso do senador Demóstenes Torres (GO).  “Vivemos um momento importante na história do nosso partido. Agimos de forma forte e robusta para superação de obstáculos que se colocam no nosso caminho. Não passamos a mão na cabeça de quem comete erros“, enfatizou Neto, em discurso no plenário. 
O Democratas decidiu abrir processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres “pelo seu notório envolvimento com a operação Monte Carlo e com o contraventor Carlos Cachoeira”. Ontem, no entanto, Torres comunicou ao presidente da legenda, senador Agripino Maia (RN), sua desfiliação. “O Democratas não tem duas éticas, dos aliados e da oposição. A ética é uma só, independente de coloração partidária”, reforçou ACM Neto. 
Segundo o deputado, a bancada do Democratas, com 27 deputados, apoia, com unanimidade, a criação da CPI. “Queremos que tudo seja apurado e queremos ver a postura dos outros partidos em relação a esse caso”, disse. O líder ainda ressaltou que o partido está dando exemplo ao tomar atitudes firmes contra casos de corrupção, mesmo que implique sacrifícios. “O mesmo não se pode falar de outros partidos”, disse, listando uma série de escândalos recentes de corrupção que envolve o PT. 
ACM Neto citou, por exemplo, o caso Waldomiro Diniz, CPI dos Bingos, o caso dos “aloprados”, as denúncias contra o ex-ministro Antônio Palocci e o ministro Fernando Pimentel (MDIC), além do mensalão, classificado pelo líder como o maior escândalo de corrupção da história recente do país. “Poderia ficar a tarde inteira falando de uma sucessão de escândalos que levaram a corrupção para membros do PT”, acrescentou o deputado.
ACM Neto criticou a falta de investigação de punição dos envolvidos nesses casos do PT e mostrou repúdio a comemoração de integrantes desse partido à reintegração de Delúbio Soares, um dos denunciados do mensalão. “Conseguimos preservar a nossa biografia e isso não tem preço. O Democratas sai de cabeça erguida”, concluiu o líder.

“Bem vindo ao clube Nextel”

O jornal O Globo de hoje relata fato inusitado: a rede de informações e favores do bicheiro Carlinhos Cachoeira chegava bem perto do gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Cachoeira usou sua equipe de infiltrados na Polícia Federal para obter informações sobre operações e repassá-las para o chefe de gabinete de Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro. Ela também ganhou de Cachoeira um rádio Nextel que seria à prova de grampo. Cachoeira usava o mesmo esquema para repassar à construtora Delta informações sobre ações da PF.
‘Tava em Brasília? Roubando ou o quê?’
Ao receber um rádio de Cachoeira, o delegado da PF, Deuselino Valadares foi saudado com um “bem-vindo ao clube Nextel” por um sócio do bicheiro. Na conversa, Valadares pergunta: “Tava roubando aí?”

“Carta Capital” está sumindo das bancas.

A revista Carta Capital deve esgotar rapidamente sua edição. Segundo o deputado federal baiano Jean Wyllys, em mensagem do Twitter, carros sem placa estão recolhendo a edição nas bancas em Goiânia. Ele não informa se as pessoas encarregadas estão pagando o preço de capa da revista, antes de recolher, ou se estão levando na “marra” mesmo.

Já o site 247 afirma que as denúncias que se multiplicaram na manhã/tarde deste domingo, 1, dão conta de uma verdadeira ‘razzia’, em Goiânia, sobre a revista Carta Capital que acabara de chegar às bancas. Carros sem placa de identificação percorreram as bancas de jornal de Goiânia, capital de Goiás, com homens comprando, de uma só vez, todos os exemplares disponíveis. Suspeita-se que a ação ocorra por grupos políticos ligados ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, que está preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. O assunto já é do conhecimento de políticos de expressão nacional.

O deputado federal Ricardo Berzoini, do PT-SP, foi bem humorado no Twitter ao se manifestar sobre o caso: “Alô, Mino Carta, mande um estoque extra da Carta Capital pra Goiania, tem gente comprando todas as edições pra coleção particular”. Já o ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh chamou de “bandidos” os homens que promovem a retirada da revista das bancas e deu um link da reportagem na íntegra (acesse aqui).

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Serra ganha na convenção de SP por larga margem.

José Serra será o candidato do PSDB às eleições municipais da Capital paulista. Ele conseguiu 60% dos votos de um colégio de 6.000 convencionais. O deputado José Anibal conseguiu apenas 35%.

No final da tarde, os piadistas do PT já faziam das suas:

A Oposição se divide entre a Serra (José) e a Cachoeira (Carlos Cachoeira, o bicheiro de Goiás).

Como num milagre, eles, os petistas, esqueceram que Carlos Cachoeira transitava lépido entre os assessores de José Dirceu, na Casa Civil, no primeiro mandato de Lula.