Marcos Valério entrega Lula numa bandeja, com maça na boca e tudo o mais

Foto de Dida Sampaio, da Agência Estado
Foto de Dida Sampaio, da Agência Estado

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse no depoimento prestado em setembro à Procuradoria-Geral da República que o esquema do mensalão ajudou a bancar “despesas pessoais” de Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio a uma série de acusações, também afirmou que o ex-presidente deu “ok”, em reunião dentro do Palácio do Planalto, para os empréstimos bancários que viriam a irrigar os pagamentos de deputados da base aliada.

Valério ainda afirmou que Lula atuou a fim de obter dinheiro da Portugal Telecom para o PT. Disse que seus advogados são pagos pelo partido. Também deu detalhes de uma suposta ameaça de morte que teria recebido de Paulo Okamotto, ex-integrante do governo que hoje dirige o instituto do ex-presidente, além de ter relatado a montagem de uma suposta “blindagem” de petistas contra denúncias de corrupção em Santo André na gestão Celso Daniel. Por fim, acusou outros políticos de terem sido beneficiados pelo chamado valerioduto, entre eles o senador Humberto Costa (PT-PE). Veja a íntegra da matéria no site de O Estado de São Paulo, com foto de Dida Sampaio.

 

cidade do automóvel 600x400

Celso Daniel: um crime sem solução 11 anos depois.

Jornalista Cláudio Humberto, hoje em sua coluna:

“Segredo bom mesmo não era saber quem matou Max em “Avenida Brasil”, mas quem matou o prefeito petista Celso Daniel…”

Celso Daniel foi sequestrado, torturado e morto com 8 tiros em janeiro de 2002, portanto há mais de 10 anos. Ao seu assassinato, seguiu-se uma série de mortes típicas de queima de arquivo, onde os depoentes no inquérito acabavam sumindo do cenário e aparecendo mortos. Os irmãos de Celso Daniel denunciaram o crime político até o momento em que tiveram de autoexilar-se, depois de também ameaçados de morte.

Uma mácula sem precedentes na arquitetura da Justiça brasileira.

O fantasma de Celso Daniel ronda as cidadelas do PT.

Na última quinta-feira, enquanto no STF o ministro relator Joaquim Barbosa votava pela condenação dos primeiros quatro dos 37 réus da Ação Penal 470, o quinto dos sete acusados pelo assassinato do então prefeito de Santo André Celso Daniel ouvia a sentença que lhe imputou 22 anos de prisão. O caso, que também tem ligações com caixa 2 para campanha eleitoral, assombra tanto ou mais o PT do que o escândalo do mensalão.

Leia o artigo de Mary Zaidan, no blog do Ricardo Noblat.

Três matadores de Celso Daniel são condenados

Foram condenados na noite de ontem, em Itapecerica da Serra, grande São Paulo, três acusados de participar do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Após o juri decidir pela condenação, o juiz Antonio Augusto Hristov estipulou pena de 24 anos de prisão para Ivan Rodrigues da Silva, 20 anos para José Edison da Silva e 18 anos para Rodolfo Rodrigues da Silva, que teve a pena atenuada por ser menor de 21 anos à época do crime.

Celso Daniel foi executado com oito tiros em janeiro de 2002. Ela havia sido sequestrado quando saía de um de um jantar com o amigo empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que não foi levado pelos bandidos. Seu corpo foi encontrado dois dias depois na Estrada das Cachoeiras, em Juquitiba, cidade vizinha de Itapecerica da Serra.

Durante o julgamento,o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho sustentou que o ex-prefeito foi morto por ter descoberto que o esquema de corrupção instalado na prefeitura estava sendo utilizado para enriquecimento pessoal dos acusados. Segundo Carvalho, inicialmente o desvio de verbas era usado, com o conhecimento de Daniel,  para abastecer o caixa 2 da campanha eleitoral do PT.

Os advogados de defesa, no entanto, afirmam que não havia provas no processo de que o assassinato foi cometido pelos réus. Antes do começo da sessão, que começou com duas horas de atraso, às 11h30,  os advogados de Elcyd Oliveira Brito, o John, e de Itamar Messias Silva dos Santos deixaram o juri alegando que não teriam tempo suficiente para a defesa de seus clientes, pois cada um teria apenas meia hora para a explanação. O julgamento dos dois foi remarcado para 16 de agosto.

Vai passar um longo tempo na história futura deste País para que sejam conhecidos os mandantes deste crime bárbaro.

As provas da conspiração para sepultar o caso Celso Daniel.

O corpo de Celso Daniel permanece insepulto, enquanto toda a história não for desvendada.

Sabe o que foi o Caso Celso Daniel, o cadáver que insiste em sair do armário do PT? Sabe quem é Gilberto Carvalho e o que ele faz hoje? Se tem alguma dúvida leia e ouça com atenção o artigo de Augusto Nunes, na Veja. É de arrepiar.

Passar-se-ão muitos anos e os dirigentes do PT ainda estarão devendo uma explicação plausível sobre a morte anunciada de Celso Daniel. E inclusive a sequência de mortes havidas no caso. Como também o exílio de seus irmãos no Exterior.

Morte misteriosa do escritor que deu bengaladas em José Dirceu.

Foto de Beto Barata, da Agência Estado.

A blogosfera toda está repercutindo a notícia da morte do escritor  curitibano Yves Hublet, que  ganhou destaque no Brasil no dia 29 novembro de 2005 ao atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu,  processado por envolvimento no “mensalão”. Hublet era escritor e morreu na segunda-feira, dia 26, na capital federal em circunstâncias estranhas, segundo relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto.

Hublet completou 72 anos em abril passado. Segundo o editor, depois do episódio da bengalada, o escritor enfrentou vários problemas no país e mudou-se para a Bélgica, pois tinha dupla cidadania.

”Voltou em maio último para Curitiba a fim de tratar de um livro a ser publicado por minha editora e para tratar de papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na Europa”, revela Zamoner.

Segundo este, para retornar à Bélgica , Yves Hublet foi até Brasília. “Ao descer do avião foi preso em Brasília e ficou incomunicável”, segundo o editor. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta.

“Alegou-se que estava com câncer. Ele teria falado com uma assistente social e passou o telefone de uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange. Foi ela quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. O corpo dele foi cremado por lá”, informa o editor Zamoner.
A morte do escritor precisa ser apurada de maneira rígida e efetiva, sob pena de ser contabilizada naquela conta dos crimes insolúveis do País, como do assassinato do prefeito Celso Daniel.