Executivos da Chevron proibidos de deixar o País.

Liminar concedida pelo juiz Vlamir Costa Magalhães, da 4ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, impede a saída do país de 17 executivos e profissionais da Chevron Brasil e da Transocean Brasil, sem que haja autorização judicial. Entre os nomes está o do presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Raymond Buck III, de origem americana. A decisão atende a pedido do procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira.

Na próxima semana, informou a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, os 17 executivos e profissionais ligados à companhia petrolífera serão denunciados à Justiça e processados.

Eles terão que entregar os passaportes em Campos. Segundo o MPF, isso é importante para que eles respondam ao processo no Brasil. A Polícia Federal já foi comunicada.

Uma vez por ano, um valor mais alto se alevanta entre os tupininquins, fazendo com que criminosos d’além mar paguem pelos crimes cometidos aqui na aldeia

Sustentabilidade energética é tema de conferência em Brasília.

Começou hoje, 6, em Brasília, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU) a Conferência Brasileira de Energia. O evento tem como organizadores a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados e a Academia Brasileira de Filosofia, cujo tema é “Sustentabilidade Energética no Século 21”,

O deputado federal Oziel Oliveira (PDT-BA), que é vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, presidiu um dos painéis que tratou de “Sustentabilidade e Cidadania”. Oziel disse que a conferência tem como objetivo discutir fontes de energia limpa para o país. “O Oeste da Bahia já é um grande produtor de energia eólica, biomassa e oriundas de hidrelétricas e devemos explorar essas matrizes para que possamos produzir cada vez mais sem agredir o meio ambiente” enfatizou.

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, participou da abertura da conferência e foi interpelado pelo o deputado Oziel Oliveira que o questionou sobre o vazamento de óleo na Bacia de Campos provocado pela empresa Norte-Americana, Chevron.

O evento que se estende até amanhã  é voltado para parlamentares, gestores públicos, membros dos órgãos de fiscalização, engenheiros, pesquisadores, técnicos do setor elétrico, servidores públicos, setor privado, terceiro setor e estudantes e contará com a participação de representantes de todo o setor produtivo energético brasileiro: energia eólica, solar térmica e fotovoltaica, carvoeiro, petroleiro e de biomassa, além do setor hidroelétrico e nuclear.

ANP determina suspensão da atuação da CHEVRON no País.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e também sejam restabelecidas as condições de segurança na área do acidente. A ANP suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil Ltda. em território nacional.

A ANP informa, em nota que,  rejeitou o pedido da empresa de perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal, pois poderia causar “riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”.

Histórias da carochinha.

Você, caro leitor, que acredita em Papai Noel e no coelhinho da Páscoa, também acredita que a Chevron vai pagar esses quintilhões de multas que os jornais estão anunciando? Essas cifras astronômicas que significam quase meio bilhão de reais, somando assim por cima, vão se transferir para os cofres públicos somente quando o Sargento Garcia prender o Zorro. Isto é: nunquinhas de pitibiribas.

 E o pior: vai ter muita gente se locupletando com uma comissãozinha para esquecer a multa.

Chevron poderia estar tentando atingir pré-sal no poço que vaza.

A possibilidade de a petroleira Chevron estar tentando indevidamente alcançar a camada pré-sal do campo de Frade começou a ser discutida internamente na Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 11 dias.

A Polícia Federal confirmou que investiga a informação de que a empresa teria perfurado além dos limites permitidos. O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e responsável pelo inquérito, disse que “uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”, disse o delegado.

Os especialistas da ANP suspeitam de que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar a até 7.600 metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo. Além de investigar a hipótese de que haveria em curso, antes do acidente, uma ação exploratória em direção ao pré-sal, a ANP pretende apurar falhas na construção do poço, o emprego de material inadequado e a falta de realização de testes de segurança antes do início da perfuração. Do Estadão.

Onde está escrito Chevron, leia-se Texaco+Standard Oil. É uma das sete irmãs petrolíferas que mandam no mundo, fazem guerras, depõem presidentes e arrasam economias. A Petrobras, que detém o monopólio da exploração,  e a ANP são as responsáveis pela irresponsabilidade.

Desastre no poço da Chevron, em Campos, pode estar subestimado a 10% da magnitude real

De Bruno Calixto, da Revista Época.

O Brasil está enfrentando o que pode ser o primeiro grande derramamento de petróleo em águas profundas, com o anúncio de que um poço da Chevron, na Bacia de Campos (RJ), está vazando mais de 300 barris de petróleo por dia.

O vazamento é semelhante ao ocorrido na plataforma da BP Golfo do México em 2010, mas em uma dimensão bem menor, e não houve explosões ou mortes. Segundo a Chevron, o problema está em uma fenda, e não na plataforma. A empresa anunciou o fechamento do poço e espera controlar o vazamento nos próximos dias.

Em nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou que o vazamento pode chegar a 330 barris por dia, o que significa mais de 50 mil litros de petróleo. Mas organizações ambientalistas como o Greenpeace estão divulgando uma estimativa que indica que o dado pode estar subestimado. O cálculo foi feito pelo blogSkyTruth, mantido pelo geógrafo John Amos, especializado em interpretação de fotos de satélite (como a que esta acima, feita pela da Nasa, a agência espacial americana, e usada por Amos), e indica que o derramamento pode ser até dez vezes maior.

Assumindo que o derramamento começou ao meio dia de 8 de novembro, 24 horas antes das primeiras imagens de satélite detectarem o vazamento, nós estimamos uma taxa de vazamento de 3,7 mil barris por dia. Esse número é dez vezes maior do que a estimativa da Chevron, de 330 barris por dia.

Amos disse ao jornal The Washington Post que o vazamento levanta novas questões sobre os riscos da exploração de petróleo em águas profundas. O geógrafo foi um dos primeiros a analisar o tamanho do vazamento no Golfo do México em 2010. O seu cálculo não é oficial, e pode não ser preciso, já que foi feito apenas com as fotos da Nasa, mas ele evidencia a falta de transparência de como o caso vem sendo tratado pela ANP. O derramamento aconteceu no dia 8, mas apenas na terça-feira (15) a agência fez um comunicado oficial do caso, responsabilizando a Chevron pelo vazamento. Segundo a ANP, a causa do vazamento ainda é desconhecida.

 

A Chevron acionou seu Plano de Emergência e é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão na área: 8 da própria Chevron e outros 10 cedidos pela Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell.

A causa do vazamento ainda é desconhecida. A principal hipótese, levantada pela concessionária, é de que uma fratura provocada por procedimento estabilização do poço tenha liberado fluido que vazou por uma falha geológica, formando a mancha identificada no dia 8.

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para apurar o vazamento. Segundo a delegacia do Meio Ambiente da PF, se for comprovada culpa, os operadores da plataforma poderão ser indiciados por crime de poluição, com pena prevista de até três anos de reclusão e multa.