Uma ponte cara demais.

O governo da China  inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que  liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.
Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre , uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:

Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.

O email com o material acima está circulando na internet e nos foi enviado pelo leitor Marco Antonio Sampaio.

Jornal chinês mostra vantagens de investir na Bahia.

Um dos mais importantes jornais da República Popular da China, o Shangay Daily, com circulação diária de um milhão de exemplares, vai publicar reportagem sobre a Bahia, apontando as oportunidades de investimentos no Estado. Uma das áreas de interesse dos chineses é a produção de alimentos, e para focar o que a Bahia tem nesse setor, enviou a Salvador o correspondente Xingfu Zhu, que entrevistou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.

“Os empresários chineses virão investir aqui, porque eles sabem que a Bahia oferece muitas oportunidades de negócios, e eles podem gerar muitos empregos no Estado”, afirmou o jornalista Xingfu Zhu, depois de entrevistar o secretário e assistir a uma apresentação das oportunidades de investimentos no Estado. A vitivinicultura, a avicultura, a cotonicultura e a fruticultura, dentre outras, são as áreas que mais despertaram o interesse do jornalista.

Eduardo Salles relatou que a Bahia, com 750 mil propriedades rurais, produz praticamente tudo. É líder nacional na produção de coco, manga, cacau, guaraná, banana, sisal e mamona, e ostenta o segundo lugar na produção de algodão e laranja, aparecendo sempre nos cinco primeiros lugares no ranking nacional. “Nós sabemos como produzir com qualidade e regularidade, e os chineses têm experiência na industrialização”, disse o secretário, afirmando que os produtores baianos têm interesse em formar joint venture com os empresários chineses.

Umas das prioridades do governo baiano é a implantação de um pólo têxtil. Apesar de ser o segundo maior produtor de algodão do País, o estado não possui ainda uma grande agroindústria para agregar valor a este produto. Foto de Heckel Júnior, editada por este jornal.

IBGE mostra que Brasil cresceu, em 2011, pouco mais que 1/3 daquilo que cresceu em 2010.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, agora, às 9h, o desempenho da economia do país em 2011. A expectativa do mercado financeiro é que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha uma expansão de 2,82% – bem abaixo do desempenho de 2010, quando o crescimento foi de 7,5%.

Enquanto Dona Dilma estiver com medo da inflação, garantindo juros altos para os banqueiros, deixando de investir em inovação e produção, o País vai crescer assim, como rabo de vaca, para baixo.

E este ano de 2012? A China anunciou crescimento de 7,5% para este ano, 2,5 pontos percentuais abaixo do ano passado. Como soubemos, quando venta sul na China nós contraímos um resfriado.

Vítimas de acidente de trens na China saltam, na escuridão, de altura de 30 metros.

O governo chinês demitiu dois executivos do departamento de trem de Xangai e chefe do Partido Comunista da cidade, em represália ao acidente que ocorreu ontem entre dois trens de alta velocidade, na província de Zhejiang, que causou pelo menos 43 mortos mais de 200 feridos. Autoridades já questionam a segurança deste tipo de transporte na China. As três pessoas serão submetidas também a uma investigação, segundo o Ministério das Ferrovias disse em um comunicado. 

 O acidente ocorreu às 20,27 hora local, no sábado, 10h27m em Brasília, quando o trem D301, que estava viajando entre Pequim (norte) e Fuzhou (sudeste) e carregando cerca de 500 passageiros, colidiu com a traseira do trem D3115, que transportava 900 passageiros. Esta último viajava de Hangzhou (sul) para Fuzhou, na mesma direção que o D301, mas no momento do acidente foi detido depois de ser atingido por um raio, já que grande parte da província sofreu uma pesada tempestade de verão com elétrica de alta .

Uma conseqüência do impacto, os dois últimos vagões descarrilaram  e os quatro primeiros do D301 caíram  de uma altura de 30 metros, perto da cidade de Wenzhou. 

Os dois trens são da classe Dancho (trem bala), que viaja a velocidades de até 250 quilômetros por hora, e embora não a mais rápida da rede de chineses, que inclui trens de até 350 km/h, e seu preço é mais caro que os convencionais.

Um viajante citado pela agência de notícias Xinhua informou que, após o impacto, e completamente no escuro, passageiros quebraram janelas e saltaram para fora deles sem saber  que estavam a uma altura de 30 metros. A equipe de resgate disse à televisão estatal CCTV que alguns carros tinham sido tão deformados que teve que cortar corpos para  resgatar vítimas presas em seus lugares como pilhas de malas e que muitos mal podia falar. Alguns, no entanto, conseguiram por meio de telefones celulares se comunicar com a família e amigos para pedir ajuda. Traduzido de reportagem do El País, de Madri. Foto de agências noticiosas publicadas em El País.

No acidente da TAM em Congonhas, que matou 199 passageiros e tripulantes, só agora saiu o indiciamento de autoridades e diretores da empresa. No acidente da GOL, sobre a Serra do Cachimbo, – com 158 mnortos – um controlador de vôo foi demitido e condenado em primeira instância. Os dois pilotos americanos, causadores do acidente, foram condenados, mas como encontram-se nos Estados Unidos jamais adentrarão os portais de um presídio. Marco Aurélio “Top-Top” Garcia, que zombou da responsabilidade do Governo no episódio da Gol, ainda está no Governo do PT.

A China tem mais de 9 mil km de linhas de trem de alta velocidade.

China já produz 100 vezes mais energia eólica que o Brasil.

“A China possui 42,3 gigawatts de energia eólica e superou os Estados Unidos em termos de capacidade total instalada”, indicou em comunicado a secretária-geral da associação chinesa de energia renovável, Li Junfeng, que assegurou que o país, que já se tornou o maior produtor mundial de instalações, está no caminho de alcançar os 200 gigawatts em 2020.

Para se ter uma idéia, a produção eólica total da China é quase a metade da capacidade instalada no Brasil. Enquanto isso, por aqui, no País de 8 milhões de quilômetros de costa, patinamos com menos de 0,4 GW. Energia renovável e limpa é base de desenvolvimento. Alguma coisa está errada por aqui. Deve ser a consagrada incapacidade brasileira de gestão pública. É por isso que os chineses continuam importando soja e minério de ferro e exportando pen-drives e computadores para nós.

Importações chinesas de soja podem aumentar ainda mais.

A China, o maior consumidor de soja do mundo, pode importar mais do que as 46 milhões de toneladas da oleaginosa previstas para este ano por conta do aumento da demanda por óleo vegetal, ração e amido no país.

O país asiático compra mais da metade das exportações mundiais de soja e pode, também, se tornar um grande importador de milho este ano. O desempenho da demanda chinesa, que foi melhor do que o esperado, impulsionado pelo crescimento do país, somado ao embargo chinês ao óleo de soja argentino, têm dado sustentação às cotações em Chicago e contribuído para o rally dos preços. Continue Lendo “Importações chinesas de soja podem aumentar ainda mais.”

China vai aumentar importação de grãos

A China, maior consumidor de grãos do mundo, irá manter os altos níveis de estoques para garantir a segurança alimentar no país e pra isso deve aumentar as importações de soja, disse Bao Kexin, presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China.

“Manter de 150 milhões a 200 milhões de toneladas de grãos a mão é necessário”, por conta do balanço apertado entre estoques e demanda na China, além de aspectos logísticos e de infraestrtura atuais, disse Bao.

A China, nação mais populosa do mundo, consome cerca de 500 milhões de toneladas de grãos por ano, com o governo mantendo os estoques equivalentes a 40% da demanda para assegurar o abastecimento alimentar e controlar os preços, explicou Bao. O premier Wen Jiabao disse na semana passada que o governo vai procurar aumentar a produção de grãos, oleaginosas, algodão e açúcar, aumentando o preço mínimo dos grãos e continuado a estocar commodities agrícolas.

“O Premier Wen tem muitos anos de experiência no setor da agricultura, então tem um julgamento de que o mercado de grãos ficará muito apertado se os estoques caírem a menos de 150 milhões de toneladas”, explicou.

Segundo o presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China, o governo comprou soja, milho, trigo e arroz para serem estocados em silos por todo o país para uso em casos de emergência e para prevenir mudanças excessivas de preços. O país possui as maiores reservas de grãos do mundo. Da Bloomberg, com tradução de Carla Mendes, para o site Notícias Agrícolas.

Os americanos lamentam posição brasileira sobre o Irã.

Foto da agência Reuters para a Time.

A revista Time publicou esta semana uma matéria incisiva sobre o alinhamento diplomático brasileiro com as posições chinesas sobre a escalada nuclear do Irã. O presidente Luiz Inácio foi também firme na posição de que não se deve colocar o Irã contra a parede, reforçando sua posição de interlocutor privilegiado.  E a chanceleria brasileira negou qualquer alinhamento ideológico das posições brasileiras. O texto da revista Time:

A secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, enfrenta uma batalha difícil para conquistar o apoio do Brasil das Nações Unidas para sanções contra o Irã. Hillary esteve em Brasília na quarta-feira para conversações
destinadas a persuadir altos funcionários brasileiros, com o intuito de votar na ONU novas sanções contra o Irã, por ignorar pedidos para provar que seu programa nuclear é pacífico e não visa o desenvolvimento de armas.
O Brasil é membro votante do Conselho de Segurança e seu apoio será fundamental para solidariedade internacional contra o assunto.Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um opositor ferrenho de sanções e está buscando estreitar os laços com o Irã. Ele acolheu o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad no ano passado e definiu a visita ao Irã em maio. Como o Brasil se afirma como uma potência crescente nas Américas e no cenário mundial, os funcionários americanos querem convencer Lula à assumir uma maior responsabilidade pela segurança global, particularmente na questão iraniana.

Antes de chegar ao Brasil na terça-feira à noite, Hillary disse que ia explicar a posição americana ao presidente Lula. Que o Irã tem o direito à energia atômica, mas não à armas. “A recusa do País em confessar tudo sobre seu programa nuclear  têm intenções de violar as resoluções do Conselho de Segurança e deve ser punido”, disse ela.


“Ele foi encontrado violando as regras pela Agência Internacional de Energia Atômica e pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estes não são problemas encontrados pelos membros dos Estados Unidos.São problemas da comunidade internacional .
“E a discussão sobre o programa nuclear do Irã é nas Nações Unidas.  Será o tema do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Então eu quero ter certeza que ele (Lula) tem o mesmo pensamento que temos sobre a forma como este assunto vai acontecer. ”
O governo Obama, apoiado por seus aliados Europeus( Grã-Bretanha, França e Alemanha), é o líder encarregado de impor novas sanções ao Irã. Eles
parecem ter ganho o apoio relutante de tradicionais sanções inimigas como a Rússia, mas não a de Membros do Conselho, Brasil e China.
Hillary, disse ao Congresso na semana passada que ela esperava novas sanções em apenas 30 a 60 dias. Mas na segunda-feira parece que o cronograma foi revertido, pois ela informou que seria “nos meses próximos.”

O comentário, feito quando ela voou do Uruguai para Argentina, durante um tour de uma semana da América Latina, parecia refletir dificuldades em ganhar amplo apoio às sanções impostas, mesmo após o chefe da Agência Nuclear das Nações Unidas avisar que não poderia confirmar que todas as atividades nucleares do Irã são pacíficas.
O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que Moscou está pronto para considerar novas sanções. Mas a China, que também detém poder de veto no Conselho de Segurança, permanece oposta à idéia.
O Irã já está sob três conjuntos de sanções da ONU por recusar o congelamento do enriquecimento de urânio – um caminho potencial para armas nucleares – além de outras atividades, gerando preocupações de que
visam produzir uma ogiva de material físsil. A ONU insiste que é só fazer o enriquecimento de combustível nuclear para uma rede de reatores previstos.(Traduzido pelo editor com auxílio das ferramentas de idioma do Google).