Em palácio de pouco voto, todos brigam, ninguém tem razão!

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Relata o site O Bastidor, de Diego Escosteguy:

O dono do PL, Valdemar Costa Neto, e o chefão do PP, Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, tentaram defenestrar Carlos Bolsonaro da campanha de reeleição do presidente nessa semana. Os dois contam com o apoio de Flávio Bolsonaro.

De forma muito sutil, seus emissários tentaram convencer o presidente de que o filho zero dois, ao contrário da eleição de 2018, quando comandou a estratégia das redes sociais do pai, tem potencial mais destrutivo que construtivo.

A avaliação é de que o vereador desagregaria as alianças do presidente.

Flávio e Carlos têm uma relação difícil desde a candidatura do irmão do meio. Ele topou se candidatar a vereador para tirar o mandato da mãe nas eleições de 2000.

De lá para cá, o zero dois culpa o zero um pelos desgastes políticos do pai, como o caso das rachadinhas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Carlos é investigado pelo mesmo crime pelo Ministério Público do Rio.

Flávio avalia que haverá um desgaste ainda maior na relação com irmão, sendo ele coordenador da campanha e tendo Carlos apitando sobre os rumos da disputa.

Já os chefes partidários avaliam que o filho do presidente, por sua instabilidade e radicalidade, é um risco desnecessário. O argumento é que com PL, PP, PTB e Republicanos, Bolsonaro tem tempo de TV para defender seu governo de ataques de adversários.

Bolsonaro rejeitou de pronto impedir que seu filho trabalhe na campanha. Mas, de acordo com fontes que frequentam a intimidade do presidente, Bolsonaro avalia esconder o filho – não porque concorda com os aliados, mas por considerá-lo emocionalmente vulnerável.

Além dessas rusgas de raposas criadas e peludas, tem os irmãos Weintraub e o Ernesto Araújo, três descarados de marca na paleta, que estão botando a boca no Satanaro, ameaçando lavar a roupa suja em público.

Nessa briga de canalhas, torço sempre pela briga.

O coro dos descontentes vai aumentar muito até as eleições.

Para melhorar a situação, ainda surgiu um velho amigo, para dedurar o esquema das rachadinhas:

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Polícia Federal prende carros de Collor de Mello

collor

A Polícia Federal apreendeu uma coleção de carros de luxo na casa do ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB), em Brasília. A ação faz parte da operação Politeia, considerada uma “filhote” da Lava Jato – os mandados cumpridos nesta terça-feira (14) fazem parte de inquéritos referentes a processos que tramitam no STF.

Segundo a Folha de S. Paulo e o Bahia Notícias, já foram levados uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e uma Lamborghini prata. Além da casa no DF, os agentes da PF também visitaram o imóvel do Senador em Alagoas.

A polícia também esteve na casa do ex-ministro Mário Negromonte, em Salvador, do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira e do ex-ministro Fernando Bezerra (PSB).

Nota da Polícia Federal

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal deflagrou hoje, 14, a Operação Politeia* que tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.

Os mandados, que foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12), bem como nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.

Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.

Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.

*Politeia, em grego, faz referência ao livro “A República” de Platão, que descreve uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção.

Câmara aprova criação de banco de DNA e matéria segue à sanção presidencial

A criação de um banco nacional de DNA para auxiliar na elucidação de crimes violentos foi aprovada hoje (2) pelo plenário da Câmara dos Deputados. De autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), a matéria segue agora para sanção presidencial.

O projeto visa a instituir no Brasil uma unidade central de informações genéticas, gerenciada por uma unidade oficial de perícia criminal, formada por vestígios humanos como sangue, sêmen, unhas, fios de cabelo deixados em locais de crimes que poderão ser usados pelas autoridades policiais e do Judiciário nas investigações.

De acordo com a proposta, também fará parte do banco o material genético de criminosos condenados por violência dolosa, quando há intenção de praticar o crime. Todos os dados coletados serão sigilosos e os perfis genéticos deverão seguir normas constitucionais e internacionais de direitos humanos.

Para o senador Ciro Nogueira, autor da proposta, o uso do DNA, já muito frequente em vários países, ajudará a diminuir a impunidade no Brasil. “Evidências biológicas são frequentemente encontradas em cenas de crimes, principalmente aqueles cometidos com violência. O DNA pode ser extraído dessas evidências e estudado por técnicas moleculares no laboratório, permitindo a identificação do indivíduo de quem tais evidências se originaram”, disse.

“Obviamente que o DNA não pode por si só provar a culpabilidade criminal de uma pessoa ou inocentá-la, mas pode estabelecer uma conexão irrefutável entre a pessoa e a cena do crime. Atualmente, os resultados da determinação de identificação genética pelo DNA já são rotineiramente aceitos em processos judiciais em todo o mundo”, acrescentou o senador.

A proposta é uma reivindicação antiga dos peritos criminais federais e de pais e parentes de vítimas de estupro e assassinatos cometidos por maníacos. Para os especialistas, se o banco de DNA já existisse, teria sido possível identificar criminosos antes que eles fizessem novas vítimas. Da Agência Brasil.

Resta saber se já o DNA será feito no registro da candidatura ou na diplomação dos eleitos.