Quem se nutre hoje das veias abertas desta pátria morena

veias abertas
As reservas de petróleo do pré-sal valem, a preços correntes, 8 trilhões e 800 bilhões de dólares. Com 1% desse valor pode se comprar vários partidos políticos, umas 5 dezenas de senadores, umas três centenas de deputados, uma ou duas redes de TV, uma meia dúzia de jornais em estado pré-falimentar e alguns expoentes da magistratura.

As teorias conspiratórias sobre os interesses no sistema extrativista brasileiro são as mais diversas. Mas no resumo da ópera chega-se apenas a uma conclusão: a oposição brasileira é movida pelo vil metal e por uns 30 milhões de usuários das mídias sociais, analfabetos funcionais, que fazem questão de divulgar suas opiniões da maneira mais canhestra.

A agressão ao monopólio dos minérios do País dissemina-se desde 1938, quando o governo decidiu explorar um poço em Lobato, bairro de Salvador, na Bahia, e técnicos constatam a existência de petróleo.

Hoje japoneses depositam minério de ferro, a preços aviltantes, no fundo de uma enseada na costa do Japão e a China cria montanhas artificiais com as entranhas das montanhas de Minas e do Pará.

Sem contar com minerais mais importantes, como Terras raras, tálio,  Escândio e urânio, a maioria encontráveis no subsolo de um dos estados mais pobres do País, a Bahia.

A Nação precisa conquistar respeito próprio e colocar um ponto final na exploração selvagem e colonialista das riquezas brasileiras. Mesmo que isso custe a vida de alguns bons brasileiros que hoje ainda são obstáculos a esses processos.

O Brasil é o playground do colonialismo, do capitalismo selvagem e dos interesses de 400 famílias que dominam a economia ocidental e que inventaram, na calada da noite, o tal neoliberalismo, que pode ser traduzido em entreguismo explícito.

As veias da América Latina e, em particular do Brasil, continuam abertas para o vampirismo pirata e sem bandeira do resto do mundo.

 

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