Hoje quem está de luto são os gremistas

Manchete do jornal ZERO HORA: Grêmio não consegue se impor, perde para o Caracas e se complica no Grupo 8. A equipe de Vanderlei Luxemburgo saiu na frente, mas acabou perdendo de virada na Venezuela. Relata ainda o principal jornal gaúcho:

“Com um segundo tempo irreconhecível, repleto de erros de passes e fartura de espaços no meio-campo para o Caracas jogar, o Grêmio dificultou a sua vida no Grupo 8 da Libertadores. Perdeu por 2 a 1, de virada, na Venezuela. Agora, o jogo contra o Fluminense, na Arena, dia 10 de abril, se transformou em decisão. E das mais tensas e dramáticas, já que o Fluminense segue líder.”

cornetaRecuperados do luto pela perda do seu líder, Hugo Chávez, morto justamente no dia em que levaram um chocolate do Grêmio, os venezuelanos podem agora ser responsáveis pela desclassificação do tricolor. Os colorados, mordidos por estarem fora da Libertadores, preparam uma banda só de cornetas, clarins, trombones, tubas, flautas, clarins, vuvuzelas e outros instrumentos de sopro para manter os gremistas devidamente corneteados até a decisão do Gauchão. Salve a rivalidade!

anunciooexpressoblogI

Temblorcitos

gremioNotícias da CNN do Chile: “Según el Servicio Sismológico de la Universidad de Chile, la magnitud del sismo fue 4.4 Richter, localizado a 65 Kms al Norte de Valparaíso.”

O epicentro do “temblorcito” foi localizado no “Colosso da Lagoa”, em Erechim, bem no meio da torcida colorada que lotou o Estádio.

O dia em que o Maracanã ficou boquiaberto com o Internacional.

Este time de 1975 era melhor ainda que o de 1979, campeão invicto do Brasileirão. Exageros à parte na narração de Ranzolin, sentia-se que o time seria campeão em 1975, inscrevendo em definitivo o futebol gaúcho no cenário nacional. Com praticamente o mesmo time, o Internacional repetiu o feito em 1976 e 1979, encerrando assim o decênio de glórias. Só os anos 90 conheceram um Colorado ainda maior, bi-campeão da Libertadores e Campeão Mundial.

O Ministério da Saúde adverte: o vídeo acima pode causar danos colaterais irreversíveis aos gremistas. Se a síndrome de abstinência de títulos persistir, procure outro time para torcer.

O DIA EM QUE O VASCO INICIOU SUA CARREIRA DE VICE-CAMPEÃO DE TUDO

Lembro-me deste dia como se fosse ontem. Reunidos numa agência de propaganda, a AMPLA, do saudoso Jesus Iglésias, um covil de colorados fanáticos, nos preparávamos, com uísque e churrasco para o ritual do início das finais do campeonato brasileiro de 1979. Este modesto editor foi designado para a função de assador. Chico Spina, um apagado reserva do lendário Waldomiro, teve seu dia de glória marcando dois gols. Acho que nunca mais marcou um gol pelo Internacional.

E a vitória tão avassaladora, bem  como a fartura do uísque determinaram um jejum de mais de 40 colorados presentes: a carne queimou até virar carvão na churrasqueira. Na próxima partida, no Beira Rio, o Internacional derrotou novamente o Vasco, tornando-se tri-campeão brasileiro. E invicto.