Deputado pede fim da paralisação nas obras da BR 135

“Há mais de vinte anos luto pelo asfaltamento dessa rodovia. Precisamos de uma solução por parte do Governo Federal. A população da região e os usuários da rodovia já não suportam mais tanta demora.”

Foi assim que o líder do PR, deputado José Rocha abriu a reunião com representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ibama e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes(Dnit), para debater os entraves ao asfaltamento de diversos trechos da BR 135, entre São Desidério/Correntina/Jaborandi/Coribe/Cocos/Divisa com Minas Gerais, nesta terça(11), em Brasília.

A rodovia possui diversos trechos asfaltados, alguns em chão batido e pontes inacabadas. O líder do PR disse estranhar a falta de autorização para asfaltamento e conclusão das pontes, ao mesmo tempo em que diariamente caminhões com mais de 50 toneladas trafegam pela rodovia sem qualquer restrição. José Rocha defendeu a mediação entre os envolvidos para atender as demandas dos diferentes órgãos e buscar alternativas que permitam a conclusão das obras da BR 135.

Conclusão da BR 163 deverá economizar R$1,4 bilhão para o País

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A conclusão das obras da BR-163, cuja construção foi iniciada em 1973, levará o Brasil a uma economia anual de R$ 1,4 bilhão com o transporte de cargas, conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A rodovia, também conhecida como Cuiabá-Santarém, é a principal ligação entre a maior região produtora de grão do país, em Mato Grosso, para os portos da região Norte.

A estrada enfrenta um caos, com milhares de caminhões parados em atoleiros, em um trecho não asfaltado de 100 km no sudoeste do Pará.  O estado crítico na rodovia gerou, nos últimos dias, prejuízo de US$ 6 milhões só com a taxa de navios parados em portos do Pará, conforme o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e vem levando a prejuízos milionários para exportadores industriais e agrícolas.

O projeto de mais de 40 anos permanece em obras, privando as indústrias e os produtores rurais do Centro-Oeste e do Norte de um importante corredor logístico para o escoamento da produção. 

De acordo com o estudo da CNI, “BR-163 – Quebra de Paradigma no Transporte do Comércio Exterior”, divulgado em 2013, mas ainda atual, a economia quando as obras forem concluídas resultará da redução de gastos logísticos ao mudar a via de exportação para os portos do Norte brasileiro, uma rota mais curta e mais barata.

Para se ter uma ideia, a conclusão da estrada reduziria de três a cinco dias a viagem de navio entre o Brasil e a Europa se comparado à rota partindo de Santos (SP) ou Paranaguá (PR). 

Uma viagem entre os portos das regiões Sul ou Sudeste e a Europa demora cerca de 15 dias.

“Se as obras estivessem prontas, a economia para o Brasil seria enorme em razão da maior proximidade dos portos do Pará com os Estados Unidos, a Europa e a Ásia, importantes destinos de produtos agroindustriais brasileiros”, destaca o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso.

 “A conclusão das obras é urgente e colaborará para a retomada da competitividade do produto brasileiro”, acrescenta.

ROTAS

Para a CNI, a conclusão da obra não só tornaria a indústria da região mais competitiva, como ajudaria a desafogar os portos das regiões Sul e Sudeste, onde hoje é embarcada a produção oriunda do eixo da BR-163.

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