Tudo começa quando Carlos Koch, ilustre e douto vereador da nossa cidade, saiu em defesa do prefeito Oziel Oliveira na sessão de ontem da Câmara Municipal, para provar que as ambulâncias da Prefeitura não estão paradas por falta de combustível e que o erário público não está pagando R$4,00 por quilômetro, mas sim a módica quantia de R$1,89.
“Fake News”, apregoou Koch da tribuna, criticando o vereador Márcio Rogério que fez um comentário irônico no link da notícia de O Expresso.
É fácil provar que O Expresso publicou uma notícia inverídica, apresentando o contrato de fretamento das ambulâncias, com os aditivos. Os contratos estão à disposição dos vereadores no Tribunal de Contas dos Municípios, apesar de não serem publicados na Transparência Municipal.
Carlos Koch, depois de ocupar vários cargos no governo anterior, agora virou ferrenho defensor de Oziel Oliveira, líder ad hoc do Governo, e todos sabemos por que.
Ao invés de querer se tornar o corregedor geral da imprensa não alinhada, deveria contar, em público, como foi demitido da Secretaria de Governo de Humberto Santa Cruz, depois da realização da II EXPOLEM.
Reinildo Nery e Vítor do Ferro Velho também apoiaram Carlos Koch, por que “esse jornal político, derrotado, só “defama” as pessoas”, os dois dando uma demonstração de sua pouca intimidade com o vocábulo.
Reinildo chegou a defender o respeito entre os seus pares, numa longa arenga, o chamado corporativismo, quando na verdade deveria estar preocupado em defender os contribuintes e os eleitores que representa em particular.
“Defamador” é o apelido que mais serve ao Expresso na ótica canhestra do Presidente da Casa.
Então é fácil concluir porque o município de Luís Eduardo Magalhães virou essa mistura sinistra de politicagem e abandono da infraestrutura, da saúde, da segurança e da educação.
Se o Executivo claudica, a Câmara, o poder legislador e fiscalizador, faz olhos poucos e ouvidos moucos, a tudo que acontece, esmagando uma aguerrida oposição, composta apenas pelos vereadores Filipe Fernandes, Kenni Henke e Márcio Rogério.
O trânsito fácil de vereadores pelas facilidades do poder executivo não atende aos anseios dos contribuintes.
Como afirmou com sabedoria Márcio Rogério, a “política é como as nuvens”, confirmando que os cenários políticos mudam a cada instante e nem tudo que é hoje, amanhã também o será.


