Os malfeitores que deverão ser investigados

O ex-senador Andrés Guzman e o empresário Olacyr em Moscou. Foto da Folha.
O ex-senador Andrés Guzman e o empresário Olacyr em Moscou. Foto da Folha.

Algo me diz que a investigação do assassinato do Senador boliviano, perpetrado por um motorista do empresário Olacyr de Moraes, passará por um longo período de segredo de justiça e de tramitação lenta, até cair no esquecimento. As relações do Senador com figuras de proa da República, até o fim da década passada, podem respingar em gente importante, principalmente no período eleitoral.

Outro assunto relacionado: ainda não sei como Dona Dilma não ordenou à sua bancada no Congresso a imediata condução ao patíbulo do vice-presidente da Casa, Airton Vargas, petista profundamente relacionado com a operação Lava Jato, com passagens mal descritas no episódio Petrobras. O sacrifício da ovelha desgarrada do redil vermelho urge.

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De golpistas, amadores e insidiosos

200px-Almino_AfonsoQuem assistiu, nesta madrugada, a entrevista de Almino Afonso, no programa Jô Soares, relembrando os episódios de 1º de abril de 1964, pôde chegar a uma conclusão: os golpistas eram amadores, o Governo de Jango era amador, assim como foi amadora a resistência armada ao golpe. Se somadas aos índios presos e torturados para dar espaço às grandes obras na Amazônia, as vítimas fatais da repressão chegam perto de 3.000 pessoas. Uma perda irreparável, até porque entre as vítimas estavam as melhores cabeças pensantes do País.

O amadorismo acabou. Hoje, os governantes são capazes de analisar – e aprovar – cláusulas de “Put Option” em complicados tratados comerciais internacionais. Ou continuam amadores e são enganados pelos insidiosos diretores de uma estatal brasileira?

 

Topvel Sonic

 

Rouba-se como sempre no Brasil!

refinaria Abreu e Lima, no Recife: 9 vezes mais cara que o estimado.
Refinaria Abreu e Lima, no Recife: 9 vezes mais cara que o estimado.

Vá somando os últimos escândalos registrados pela imprensa e veja em que cifra chegamos:

A operação Lava a Jato da Polícia Federal investigou e prendeu quadrilhas relacionadas com R$10 bilhões de operações financeiras atípicas. Se esse dinheiro tinha origem legal, o que duvido, só a sonegação fiscal custou mais de R$3 bilhões aos cofres públicos.

O propinoduto tucano, em São Paulo, distribuiu no mínimo R$835 milhões.

A refinaria Pasedena custou à Petrobras no mínimo US$1 bilhão a mais que o seu valor real.

A refinaria de Pernambuco já custa R$16 bilhões a mais do que os valores licitados e os sócios venezuelanos não colocaram nem um centavo na obra. 

Eliana Calmon: “A corrupção está dominando tudo”

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Frase da ex-corregedora do CNJ e pré-candidata ao Senado pela Bahia, Eliana Calmon:

“Eu fui eleitora do PT porque sempre quis mudanças e ele tinha dois propósitos: inclusão social e ética na política. Os programas sociais foram bem sucedidos, mas a ética na política foi embora. Cada vez mais eles se comprometem com a bancada econômica e prejudicam a política social. A corrupção está dominando tudo. É possível perceber, em Brasília, a degradação ética de forma muito palpável.”

Em longa entrevista ao Bahia Notícias, a Magistrada declarou também:

 “O maior problema do Judiciário baiano não é a corrupção, é a inação”.

Notícias da corrupção: condenações e processos em Brasília e na Bahia

milionc3a1rios3O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foram condenados nesta segunda-feira (16) em uma ação de improbidade administrativa derivada do mensalão do DEM. Os dois, assim como Manoel Neto, marido de Jaqueline, deverão pagar R$ 200 mil de danos morais, ressarcir R$ 300 mil ao erário e ainda ficar oito anos inelegíveis. A decisão, de primeira instância e publicada no fim da tarde de hoje, cabe recurso.

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal Álvaro Ciarlini atendeu a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) para condenar Arruda, Jaqueline e Manoel Neto. Eles foram considerados culpados de improbidade administrativa por conta do vídeo onde a hoje deputada federal aparece recebendo R$ 50 mil das mãos do delator do mensalão, Durval Barbosa. O próprio Durval foi condenado no processo, mas recebeu uma pena menor por ter colaborado com as investigações. Do Congresso em Foco.

Bahia: novas contas reprovadas na Capital e Interior

O Tribunal de Contas dos Municípios votou pela rejeição das contas da Prefeitura de Salvador, na gestão de João Henrique de Barradas Carneiro, relativas ao exercício de 2012. Assim, o ex-prefeito acumula junto ao TCM quatro contas reprovadas, sendo todas referentes ao último mandato da sua administração.

O relator do parecer, Conselheiro Raimundo Moreira, solicitou que, por intermédio da Assessoria Jurídica deste Tribunal, se formule representação ao Ministério Público Estadual para adoção das medidas cabíveis, sobretudo em virtude do descumprimento do quanto disposto no art. 42 da Lei Complementar nº 101/00 – Lei de Responsabilidade Fiscal, e imputou multa máxima no valor de R$ 38.065,00, pelas falhas contidas no relatório.

A relatoria determinou ainda o ressarcimento aos cofres municipais, com recursos pessoais, da importância de R$ 568.757,20, sendo o montante de R$ 507.700,00 relativo a despesas com publicidade com características de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, R$ 31.104,11 por gastos com multas por infração de trânsito indevidamente suportadas pela Comuna, e R$ 29.953,09 por pagamentos indevidos a Secretários Municipais.

Municípios importantes

Também foram reprovadas pelo TCM as contas de 2012 dos gestores de Juazeiro, Jequié, Santo Amaro e Vitória da Conquista.

Justiça Federal

O Ministério Público Federal (MPF) em Paulo Afonso propõe, até o fim deste mês, 13 ações civis públicas contra ex-prefeitos e servidores dos municípios baianos de Fátima, Paulo Afonso, Jeremoabo, Paripiranga, Heliópolis, Macururé, Euclides da Cunha, Quinjique, Glória, Rodelas e Sítio do Quinto por improbidade administrativa. Desvios de verbas da União, fraudes em licitações e superfaturamento de contratos foram alguns dos ilícitos apontados pelo procurador da República Marcelo Jatobá Lobo nas ações. Os esquemas envolvem, ainda, empresas, empresários e profissionais como advogados, engenheiros e contadores, também acionados pelo MPF.

Das 13 ações, 11 já foram ajuizadas. As que envolvem os municípios de Glória e Rodelas ainda serão encaminhadas à Justiça Federal. Em caráter liminar, as ações requerem a indisponibilidade dos bens dos envolvidos que, se condenados, deverão ressarcir os cofres públicos pelo prejuízo causado. Os réus ainda estão sujeitos a pagamento de multa e às penas previstas no artigo 12 da Lei nº 4.829/92, entre elas a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público.

Cícero Lucena e o MPF

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso do senador Cícero Lucena e admitiu a hipótese de que seus bens sejam colocados em indisponibilidade, como consequência de ação de improbidade administrativa a que ele responde por fatos relacionados à sua gestão como prefeito de João Pessoa.

A decretação da indisponibilidade de bens, porém, ainda será analisada pelo juiz de primeira instância que preside a ação de improbidade.

Segundo o ministro Humberto Martins, relator do recurso, a jurisprudência do STJ se firmou no sentido de que, para decretação da indisponibilidade, basta que haja verossimilhança na alegação de existência de ato ímprobo, causador de prejuízo ao erário, e não é necessário haver provas de que os acusados estejam se desfazendo ou na iminência de se desfazer do patrimônio.

Operação Confraria

Os atos de improbidade administrativa imputados ao Senador pelo Ministério Público Federal (MPF) estão relacionados às provas colhidas na Operação Confraria. A investigação visava um suposto esquema de licitações irregulares e desvio de verbas na prefeitura de João Pessoa, em obras que receberiam repasses do orçamento da União, à época em que Cícero Lucena era prefeito.

Paralelamente à ação de improbidade, o MPF entrou com ação cautelar em que pediu a decretação da indisponibilidade de bens. O juiz considerou a medida desnecessária, pois não haveria provas de que o réu estivesse se desfazendo dos bens. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), alinhado ao entendimento do STJ, reformou a sentença para afirmar que essa prova é irrelevante.

Uma boa leitura para preparar o evento de amanhã, em Sauípe.

jogo sujoAndrew Jennings denuncia em “Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa” esquemas de compras de votos e negociatas milionárias para a escolha de países-sede da Copa do Mundo.

Joseph Blatter, Ricardo Teixeira e João Havelange estão entre os nomes citados. De acordo com o jornalista, Teixeira e Havelange receberam propina da ISL, ex-agência de marketing da entidade. O caso é considerado o maior escândalo da história da entidade.

O autor é favorável ao futebol. Seus alvos são os corruptos. “Aquela gente distante dos gramados, mas suficientemente próxima para manipular o esporte mais popular do planeta”, escreve Juca Kfouri na edição.

Em uma conferência em Túnis, no dia 23 de janeiro de 2004, Jennings pegou o microfone. Blatter sabia que algo constrangedor sairia daquele jornalista.

“Depois que o último contrato de marketing foi assinado com a ISL, para as Copas do Mundo de 2002 e 2006, um pagamento secreto de 1 milhão de francos suíços foi depositado acidentalmente na conta bancária da Fifa”, disse. “Supostamente o senhor, à época secretário-geral, deu ordens para que o dinheiro fosse transferido imediatamente para a conta de um dirigente da Fifa”.

Então, Jennings concluiu, “para quem foi?”. Blatter fugiu da pergunta dizendo que o tema estava completamente fora de questão. “A cara de Blatter ficou verde!”, disse maravilhado o editor de uma revista do Golfo.

Jennings se tornou o primeiro nome na lista negra da Fifa, proibido de participar de qualquer evento oficial da entidade.

“Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa”
Autor: Andrew Jennings
Editora: Panda Books
Páginas: 352
Quanto: R$ 44,90 (preço promocional*)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Vergonha: Flamengo teria comprado final da Taça do Brasil

PauloO jornalista Vickery, da BBC Brasil, denuncia em sua coluna uma grande fraude na Copa do Brasil:

“Quando o competente e comprometido diretor Dagoberto dos Santos saiu do Atlético-Pr sem qualquer motivo (relembre aqui), muitos não entenderam o porquê. Mas aos poucos tudo vai se esclarecendo. Já não é de hoje que fãs deste que um dia foi o esporte mais popular do planeta vem sendo confrontados com uma dura realidade: futebol virou um negócio. Nada mais.
Desde outubro começou a rondar nos bastidores o medo de que o Atlético-Pr não conseguisse terminar a tempo as obras da Arena da Baixada e, assim, perdesse o direito de sediar a Copa do Mundo. Não apenas o clube paranaense, mas também a CBF ligou o “alerta vermelho”. O time, porém, vinha correspondendo muito bem em campo, e é atualmente vice-líder do campeonato brasileiro, com vaga na Libertadores da América praticamente garantida.
A derrota na final da Copa do Brasil levantou suspeitas: como um dos melhores plantéis do país poderia perder para um time como o Flamengo, que lutou para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro? Os fatos que serão aqui expostos estão sendo apurados e muito em breve aparecerão na grande mídia, tão logo as provas definitivas sejam colhidas.
No dia 26 de Novembro, véspera do jogo final, o Sr. Mario Celso Petraglia (presidente do Atlético), o técnico Vagner Mancini, e o Sr. Jorge Fontes Hereda, diretor geral da Caixa Econômica Federal, se reuniram com os jogadores e apresentaram uma curiosa “proposta”: perder o jogo, dando ao Flamengo seu terceiro título no prestigiado torneio nacional.
De acordo com o que foi proposto, clube e jogadores seriam beneficiados: ao Atlético-PR, a garantia de que o estádio ficaria pronto e apto a abrigar os 4 jogos da Copa do Mundo e uma renovação do patrocínio da Caixa Econômica Federal, que alegadamente vinha pagando menos ao clube do que ao rival, Coritiba.
Para os jogadores, houve um pagamento em dinheiro (R$ 50.000 para cada um e mais um bônus de R$2 milhões a serem divididos entre os titulares, reservas e comissão técnica) e a garantia de transferência para a Europa, envolvendo um clube polonês: o Wisla Cracóvia transferiria atletas para o Atlético-PR, que viabilizaria bons contratos na Europa para alguns dos principais jogadores, especialmente Delatorre, Weverton e Ederson.
O título do Flamengo ainda não está homologado na CBF: Grêmio e Goiás já entraram com recurso solicitando suspensão imediata dos dois finalistas.
Terá sido um bom negócio para o Atlético?”
Tim Vickery
BBC Brasil/SPORTV
http://www.bbc.co.uk/blogs/timvickery/

Ontem mesmo denunciávamos aqui que os resultados da primeira divisão do campeonato brasileiro cheiravam a fraude. Malas pretas existem e não são apenas uma figura de retórica.

Super marajás ainda continuam ganhando até R$40 mil no Senado.

Fred, cartunista
Fred, cartunista

Um grupo de 27 super marajás do Senado ainda continua ganhando acima do teto legal de R$28 mil. É o que constatou o site Congresso em Foco, depois de corte de salários de 518 funcionários  em setembro. Mesmo esses 518 ainda não devolveram as quantias ganhas indevidamente.

O grupo de funcionários que, ainda em outubro, ganharam acima do limite legal, é formado por seis analistas legislativos, seis consultores, cinco administradores, quatro profissionais de informática, dois técnicos legislativos, um gráfico, um policial, um bibliotecário e um revisor. Juntos, receberam R$ 939 mil brutos, média de R$ 35 mil para cada um. Porém, só tiveram R$ 117 mil retidos para se adequarem ao teto. Nesse grupo, o maior salário bruto foi de R$ 40.883, o menor, de R$ 28.991. Em comum, todos recebem gratificações por cargos comissionados. A maioria ingressou no Senado nos anos 1980.

Mesmo considerando-se só as verbas que entram no cálculo do limite de remuneração, como salários e cargos comissionados, esse grupo de funcionários continuou com salários acima dos R$ 28 mil, sem ter um corte suficiente para compensar a diferença. Como resultado, foram gastos pouco mais R$ 7 mil para bancar suas remunerações. O maior valor pago indevidamente foi de R$ 1,4 mil; o menor, R$ 40.

Apesar disso, o número é pequeno se comparado ao R$ 1,3 milhão revelado na terça pelo Congresso em Foco para demonstrar o desperdício com supersalários na folha de pagamentos de setembro, antes do corte nos rendimentos dos servidores. Questionado, o Senado não soube esclarecer porque funcionários continuam ganhando acima.

Com tanto desmando, dá para entender porque um professor ganha tão pouco no Brasil. Se no centro do poder, os marajás permanecem intocáveis, imagine-se nestes sertões sem fim como as coisas andam.

Polícia Federal desarticula outro golpe em Olinda.

 A Polícia Federal começou a desarticular, em Olinda (PE), uma organização acusada de desviar recursos federais destinados ao pagamento de seguro-desemprego e de benefícios do Bolsa Família. A Operação Fake Work cumpre neste momento nove mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e dois de condução coercitiva, além de mandados de sequestro de bens.

Segundo a PF, já foram bloqueados e apreendidos R$ 4 milhões das contas de investigados. Em nota, o órgão informou que as investigações foram iniciadas há dois meses, após o Ministério do Trabalho e Emprego ter notificado uma “falha no sistema informatizado”, o que acabou permitindo a liberação de benefícios fraudulentos “por meio de registros de números aleatórios de processos trabalhistas inexistentes, com a criação de falsos vínculos empregatícios”.

Os investigadores identificaram que a organização atuava desde janeiro de 2012 manipulando dados do Sistema Nacional de Empregos (Sine), em Olinda. Pelo menos 1.463 benefícios ilegais foram liberados. A fraude desviou aproximadamente R$ 8 milhões. Da Agência BR.

Esta semana foi o escândalo da Assembleia Legislativa de Alagoas, onde se configurou que funcionários desviaram mais de 60 milhões dos cofres públicos. Agora, a notícia de Olinda. Rouba-se como nunca nesta pátria morena.

Mais roubalheira, agora no Ensino Técnico

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União, faz hoje (8), no Paraná e em São Paulo, a Operação Sinapse. A ação busca prender uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos destinados à educação técnica. Até o momento, foram confirmadas 14 das 18 prisões determinadas pela Justiça.

O grupo é suspeito de desviar R$ 6,6 milhões pelo setor de ensino a distância do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná. Cerca de 200 Policiais Federais cumpriram 18 mandados de prisão, três deles contra funcionários públicos, 10 mandados de condução coercitiva, e 43 de busca e apreensão. Além disso, dois servidores do instituto serão afastados de suas funções.

A ação ocorre nas cidades de Curitiba e Cascavel, no Paraná, e em São Carlos e Sorocaba, no estado de São Paulo. As investigações começaram em março de 2012 e apontam que a quadrilha desviava dinheiro proveniente do Ministério da Educação desde 2009.

A organização criminosa atuava por meio de acordos de parceria firmados entre o instituto e duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Projetos para cursos a distância eram superfaturados e serviços previstos em contrato não eram prestados. Para mascarar os crimes, o grupo falsificava contratos e prestações de contas, além de pagar propina a funcionários da autarquia federal e integrantes das organizações envolvidas.

A quadrilha conseguiu que alguns de seus integrantes fossem aprovados em concursos públicos para o instituto federal de forma fraudulenta. Os acusados responderão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, estelionato e crimes previstos na  Lei de Licitações.Da Agência Brasil.

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Empresa denuncia formação de cartel em material ferroviário

Metro_São_Paulo

A manchete da Folha de São Paulo hoje é sobre a formação de cartel nas concorrências públicas federais para a compra de material ferroviário para as regiões metropolitanas.

Em reportagem de Catia Seabra, Juliana Sofia e Dimmi Amora, a Folha denuncia que a multinacional alemã Siemens delatou às autoridades antitruste brasileiras a existência de um cartel -do qual fazia parte- em licitações para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.

Gigante da engenharia, a empresa já foi condenada em outros países por conduta contra a livre concorrência.

A Folha apurou que o esquema delatado pela companhia envolve subsidiárias de multinacionais como a francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui.

Essas empresas e a Siemens são as principais candidatas a disputar o megaprojeto federal do trem-bala que ligará Rio e São Paulo. O leilão deve ser no mês que vem.

O trem-bala brasileiro deverá custar acima de US$30 bilhões. A expansão prevista de trens metropolitanos em outras capitais do País, inclusive Salvador, deve alcançar duas vezes essa quantia. Aí está o dinheiro grosso, do qual deputado não vê nem o cheiro. Fica tudo nos altos escalões.

Maxxi Rome

Corrupção agora é crime hediondo.

O plenário do Senado aprovou hoje (26) projeto de lei que inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e excesso de exação (a famosa criação de dificuldades para vender facilidades) na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena. O projeto agora segue para a Câmara.

O autor do projeto, senador Pedro Taques (PDT-MT), justifica que esses crimes são delitos graves praticados contra a administração pública que “violam direitos difusos e coletivos e atingem grandes extratos da população”. “É sabido que, com o desvio de dinheiro público, com a corrupção e suas formas afins de delitos, faltam verbas para a saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de outras políticas públicas”, diz o autor do projeto.

O texto original de Taques, contudo, previa a qualificação como hediondo apenas para os crimes de corrupção ativa e passiva e de concussão (obter vantagem indevida em razão da função exercida). O relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), incluiu em seu parecer também os crimes de peculato (funcionário público que se apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares em razão do cargo) e excesso de exação (funcionário público que cobra indevidamente impostos ou serviços oferecidos gratuitamente pelo Estado).

“Sem a inclusão do peculato e do excesso de exação, a proposição torna o sistema penal incoerente, pois não há razão justificável para considerar crimes hediondos a corrupção e a concussão e não fazê-lo em relação ao peculato e ao excesso de exação”, alega Dias.

O relator também acatou emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para incluir homicídio simples cometido de maneira qualificada na categoria de crimes hediondos. Sarney alegou que um crime praticado contra a vida está entre os mais graves e não poderia ficar fora da lista.

Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias (PT-PI) que aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando ele for considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e agentes políticos. Da Agência Brasil com edição desde jornal.

As penas dos crimes hediondos como latrocínio, homicídio de grupo de extermínio, extorsão qualificada pela morte, estupro, falsificação de medicamentos devem ser cumpridas em regime fechado, com progressão de regime após 2/5 de cumprimento da pena (para primários) e 3/5 para reincidentes.

Se a lei não virar uma salada de frutas como virou a Lei da Ficha Limpa, teremos, sabe Deus, uma fase em que corruptos pensarão duas vezes antes de cometer seus atos indignos. Se hoje a lei fosse aplicada integralmente, teríamos dezenas de milhares de gestores, políticos, empresários e lobistas, alguns bastante conhecidos, na cadeia.

 

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Manifestação de jovens em Luís Eduardo em clima de tranquilidade

Foto de Hélio Lima. Concentração na praça Ayrton Senna
Foto de Hélio Lima. Concentração na praça Ayrton Senna
Foto Uau Mais
Foto Uau Mais

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Obras fantasmas que apenas deixaram rastros

Santa Genoveva, o novo aeroporto de Goiânia: roubalheira impediu a construção, como sempre
Santa Genoveva, o novo aeroporto de Goiânia: roubalheira impediu a construção, como sempre

A Infraero aguarda  parecer do TCU para informar o valor estimados das obras do novo aeroporto de Goiânia,   paralisadas desde 25 de abril de 2007 após o tribunal apontar suspeita de irregularidades – 13, das quais 11 foram consideradas muito graves, como indício de sobrepreço no valor de R$ 66,6 milhões. Por conta disso obra teve somente 33% do cronograma executado, o que acarretou em mais de 2 mil dias de atraso e um “esqueleto de concreto, às margens da BR-153.

A confusão nos faz lembrar do prédio da Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, cujas obras iniciaram também na década passada e continuam paradas. Como se explica que no Brasil as coisas aconteçam assim. Gasta-se o dinheiro, não se faz a obra e fica tudo o dito pelo não dito e ninguém vai para a cadeia.

Nós soubemos para onde foi desviado o dinheiro. Como não se pode provar, pois o dito numerário circulou na mala preta, ficamos aqui, com essa cara de imbecil, a cacarejar. Mas pode ser que um dia o Ministério Público Federal dê pela falta do dinheiro e pergunte onde foi parar. Se prender o empresário que emitiu o recibo e voltou o troco ele entrega tudo.

A prefeitura: sem chance de construção. Enquanto isso o aluguel come as finanças do Município.
A prefeitura: sem chance de construção. Enquanto isso o aluguel come as finanças do Município.

 

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Governador Alckmin diz que se povo soubesse da corrupção ia faltar guilhotina

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez nesta quarta-feira um discurso em tom de desabafo em que criticou a impunidade no Brasil e afirmou que o “povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele (povo)”.  “Se não, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro”, afirmou. O tucano fez o discurso no lançamento de um programa estadual que auxilia prefeituras a disponibilizar portais de acesso a informações públicas. Começou dizendo que grandes casos de corrupção foram descobertos por acidente. “O controle é zero.” As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

“O sujeito fica rico, bilionário, com fazenda, indústria, patrimônio e não acontece nada. E o coitado do honesto é execrado. É desolador”, disse o governador. As críticas de Alckmin foram feitas em frente ao chefe do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e do corregedor-geral da Administração do Estado, Gustavo Ungaro, representantes dos dois principais órgãos paulistas de combate à corrupção. A situação causou constrangimento entre aliados, já que o tucano não dirigiu suas críticas a uma esfera específica de Poder nem isentou o próprio governo dos ataques. “Salários, ninguém põe na internet, porque o sindicato pediu liminar. Olha eu gostaria de pôr, mas a Justiça proibiu”, ironizou. O Legislativo de São Paulo, de maioria alckmista, se enquadra no ataque – não divulga salários por decisão judicial obtida por servidores. Alckmin criticou ainda a morosidade do Judiciário. “A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: Na hora que for para Justiça vai resolver. Vai levar 20 anos.”

Que sirva o exemplo.

A matéria assinada pelos jornalistas Fábio Almeida e Roberta Salinet, da RBS TV, publicada no G1, em que descrevem como funcionava o esquema de corrupção nos órgãos ambientais do Rio Grande do Sul merece uma leitura atenta, principalmente para nós, oestinos, que vivemos uma situação tão sensível no setor.

A criação de dificuldades para vender facilidades ganha um cenário complicado, quando se trata com laudos técnicos tão complexos como os da área de biologia, geologia e carece de pareceres como de  engenheiros químicos, historiólogos e até antropólogos. 

Barreiras: Vereador vai pedir devolução do título de cidadão do dr. Juquinha

Vereador Lúcio Carlos, em foto do Mural do Oeste
Vereador Lúcio Carlos, em foto do Mural do Oeste

Preso pela operação “Trem Pagador” da Polícia Federal em julho de 2012 por suspeita de desvio de recursos públicos, José Francisco das Neves, o “Dr. Juquinha”, ex-presidente da Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, foi um dos personagens da revista eletrônica Fantástico, da TV Globo, deste domingo (21/abr).

O programa tratou sobre as várias irregularidades envolvendo as obras da Ferrovia Norte-Sul. De acordo com a matéria, Juquinha evoluiu seu patrimônio de R$ 560 mil em 1998 para quase R$ 100 milhões em 14 anos, um crescimento espetacular de 18.000%.

Diante da exposição negativa da imagem do ex-presidente da Valec, o vereador Lúcio Carlos (PMDB) garantiu há pouco, em conversa telefônica com o ZDA, que irá propor à Câmara Municipal a extinção do “Título de Cidadão Barreirense” recebido por José Francisco das Neves em 2011. Afirma o Vereador:

“Não podemos aceitar com tranquilidade que um homem como este, que usou dos recursos do povo brasileiro para enriquecimento pessoal, possa gozar da honra de ser considerado barreirense, envergonhando nossa gente e nossa história. Na sessão de amanhã (terça-feira) usarei da tribuna da Câmara para exigir a devolução ou a anulação do título que ele recebeu”

De Fernando Machado, no ZDA.

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Folha: Chinaglia é o homem que caiu nas escutas do Ministério Público

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O jornalista José Ernesto Credendio, da Folha de São Paulo, revela, em matéria publicada nesta madrugada, que o líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), é apontado por um lobista apanhado em operação da Polícia Federal como responsável por direcionar verbas para empresas que financiavam candidatos do PT.

Além disso, um ex-chefe de gabinete de Chinaglia, identificado como Eli, é citado como intermediário de uma reunião na qual a empreiteira Leão Leão buscaria recursos do BNDES. Em troca da verba, a empreiteira apoiaria a campanha de um assessor de Chinaglia, o Toninho do PT, em Ilha Solteira (SP).

Chinaglia aparece em escutas da Operação Fratelli, do Ministério Público Federal e do Estadual. Os alvos da operação são fraudes em licitações que somam R$ 1 bilhão em dinheiro federal.

As verbas, oriundas de emendas parlamentares, eram dos ministérios das Cidades e do Turismo.

Nas escutas telefônicas há menções a três deputados do PT na operação: além de Chinaglia, Cândido Vacarezza e José Mentor.

Os petistas são autores das emendas sob suspeita. Todos dizem que não têm ligação com as supostas fraudes.

O procurador Thiago Lacerda Nobre vai encaminhar os trechos da investigação sobre Chinaglia ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Também serão enviadas as menções a Vacarezza e Mentor. Leia mais na Folha.

 

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O próximo escândalo do Governo, prestes a vir à luz.

No momento em que se discute a PEC 37 no Congresso, que limita os poderes do Ministério Público, uma operação fruto de investigação dos procuradores do MP, que apura desvios em municípios que podem chegar a R$ 1 bilhão, vem trazendo à tona novos desdobramentos e o envolvimento de deputados federais do PT e ao menos um ministro do governo Dilma.

O Ministério Público denunciou 19 pessoas investigadas em fazer parte de um grupo que fraudava licitações em municípios de São Paulo, especialmente de pavimentação e recapeamento asfáltico, que foi deflagrado na Operação Fratelli, realizada na semana passada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

O grupo negociava emendas nas pastas de Turismo e Cidades. De acordo com o Ministério Público, essa é a primeira de uma série de denúncias que devem ser apresentadas nos próximos meses. Relatório da Operação mostra que o grupo acusado de fraudar licitações em prefeituras do interior paulista cita o uso de emendas até mesmo do líder do governo Dilma na Câmara.

Os denunciados nesta ação penal vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e fraude em licitação.

Já vai longe o tempo em que a militância do PT vivia do dízimo exigido pelo Partido daquelas que trabalhavam em órgãos oficiais. Hoje eles metem a mão com colher grande.

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Grande operação policial em 12 estados do País

O Gaeco de São Paulo  está cumprindo mandados em 80 cidades da região nordeste do Estado, como parte da Operação Nacional Contra a Corrupção.

Mais de 150 promotores e 1.300 policiais estão envolvidos em ações em pelo menos 12 Estados brasileiros. Ao todo, são 92 mandados de prisão, 337 mandados de busca e apreensão, 65 mandados de bloqueio de bens e 20 mandados de afastamento das funções públicas. A informação é de Sonia Racy, no Estadão.

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Os nomes, todos os nomes

Já se sabe quem ganhou lote para aprovar loteamento, o nome dos laranjas para os quais foram escriturados os lotes, o nome do empreendedor que foi, digamos, “instado” a doar os lotes, enfim, a maracutaia toda. Agora, pergunta-se: quem vai abrir o inquérito e condenar os desonestos? Crime feio é que resulta em morte é ficar devendo para traficante, é roubar roupa no varal, é dar cheque sem fundo. O resto é negociata.

Como dizia o gaúcho Barão de Itararé, negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

Aviso aos navegantes e tomadores de lotes

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (12) propostas que atenuam penas de crimes cometidos contra o patrimônio e aumenta a punição para delitos que atentem contra a vida.

Os parlamentares apoiaram ainda o endurecimento de penas para crimes de corrupção, peculato e formação de quadrilha, práticas que levaram a condenações no processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). As propostas seguirão para votação no plenário da Câmara.

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O furacão Sandy chega a Nova Iorque.

Nós, aqui no Brasil, não temos nem furacões, nem terremotos, muito menos nevascas. Para compensar, temos corrupção, malandragens e as tenebrosas transações. No hemisfério norte, depois das grandes tempestades, vem a bonança. Aqui, depois da roubalheira, vem a lavanderia e a poupança.

Clique na imagem para ampliar.

O maior delito

Reinaldo Azevedo, de Veja, em artigo:

“É mentira que o Supremo está aplicando um rigor inédito ao mensalão. Inéditos são o tamanho e importância do delito.”

Apesar que não existe delito menor quando se trata de uso de dinheiro público para comprar partidos e parlamentares, sejam eles de que importância forem. Vai passar ainda um longo tempo neste País até que todos entendam que o dinheiro público pertencem a todos e fazer cara de paisagem para roubalheiras é crime de omissão.

“Ah, mas ele distribui aos pobres!”.

É crime e um grande e sonoro ponto final. Retirar dos cofres municipais de Barreiras, um município caótico em sua administração, dinheiro para ajudar campanhas em municípios da base eleitoral, como foram os 15 mil litros de gasolina para Correntina é crime.

 

Um divisor de águas?

José Dirceu e José Genoíno: condenados

Dizem que o homem é governado e influenciado por radiações externas, como os raios gama, que atravessam o corpo humano e produzem alterações na capacidade de pensar e reagir. Deve ter alguma explicação técnica a onda de rejeição à corrupção e o desejo de retorno a uma sociedade ética e plural que assola o País neste momento.

São fatos emblemáticos, a atuação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, as decisões do Supremo Tribunal Federal, a presença animadora da Lei da Ficha Limpa e até o resultado de uma grande parcela de eleições municipais. Claro, que ainda prosperam as nulidades, mas sinto uma onda que se levanta em prol da moralidade pública.

As decisões do STF, condenando os cidadãos acima de qualquer suspeita, como foi o caso, hoje, do ex-deputado José Dirceu e de seus comparsas, fragilizam o ícone consagrado de que só malandro prospera neste País. O voto de hoje, do ministro Marco Aurélio de Melo, é o divisor de águas desta nova vertente. Foto de Ed Ferreira, da Agência Estado.

As barbaridades da corrupção na Saúde.

Mães surpresas com as internações dos filhos que nunca existiram.

A reportagem da Globo, ontem à noite, no “Fantástico”, demonstra que a corrupção no setor de Saúde é generalizada no País. Quando se vê que as ferramentas de controle do Governo Federal são simplistas, o horror é maior ainda. Então quando se repete que a classe política é corrupta porque o setor privado é corruptor se está, infelizmente, certo em gênero, número e grau.

Greve do sexo em Togo pode ajudar Brasil?

As integrantes do grupo opositor “Salvemos Togo” convocaram todas as mulheres do país a iniciar uma greve de sexo a partir desta segunda-feira para obrigar os homens a se somarem à luta contra o governo. O grupo quer a anulação das modificações do código eleitoral adotadas pelo parlamento sem consenso.
“Convocamos todas as mulheres a privar de atividade sexual seus maridos durante uma semana a partir de segunda-feira. Trata-se de obrigar todos os homens a se comprometerem mais na luta levada adiante pelo grupo Salvemos Togo”, disse a militante Isabelle Ameganvi.

A idéia é boa e pode servir de exemplo ao Brasil. Quem sabe com uma guerra de sexo as mulheres brasileiras não acabam com a corrupção, por exemplo, o câncer desta nação. Só teremos que avaliar quantos, entre os corruptos, estão pouco ligando para o sexo com mulheres.

The Economist: a corrupção e a justiça lenta.

A má reputação historicamente não tem sido impedimento  para uma longa carreira na política brasileira. Fernando Collor, ex-presidente cassado em 1992 e considerado culpado de corrupção durante seu mandato, está de volta ao Senado. Paulo Maluf, que foi acusado nos Estados Unidos com o roubo relacionado a um esquema de propina durante seus mandatos como governador e prefeito de São Paulo, é agora um congressista. 

Assim a revista semanal inglesa The Economist começa um detalhado retrato da política brasileira. O artigo foi escrito pela oportunidade do início do julgamento do mensalão. Veja o artigo na íntegra, clicando no link.

E a cadeia para os corruptos? Quando chegaremos lá?

Cláudio Humberto, hoje em seu site:

O bandido, na plenitude de sua pompa e circunstância

O presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, não resistiu à denúncia de que um cheque de R$ 100 mil para financiar kits sanitários em casas pobres de Ipu (CE) teria parado, em 2009, na conta de um posto de gasolina do qual era sócio com um engenheiro da prefeitura.

Um pouco de lucidez no processo é necessária, dada a avalanche insana da corrupção no País. Ao menos alguns tem que tombar do lado de lá também. Não podemos ser sempre as vítimas silenciosas, os cordeiros rumo ao altar do sacrifício sem ao menos um balido de protesto.

Falta agora é cadeia para os corruptos. Como um “aviãozinho” vai para a cadeia por portar 10 pedras de crack e um ricaço desses permanece impune? Cadeia neles, com o requinte da marmitinha de 400 gramas que o Governo oferece, uma vez por dia, à guisa de alimentação. Como diz o Sigisvaldo Vilares, “vamos botar esses bandidos na cadeia”. Os nordestinos que fazem cocô na moitinha agradecem.

Corruptos cuidam dos concursos públicos no País

A rede Globo de Televisão mostrou ontem, no programa Fantástico, que a corrupção e a vergonha estão disseminadas nos concursos públicos de admissão de servidores. Segundo a reportagem, 10 milhões de brasileiros participam anualmente de concursos públicos e uma grande maioria pode estar sendo fraudada por gestores corruptos, a maioria deles a nível de municípios. Na Bahia, 36 concursos estavam eivados de algum tipo de irregularidade.

Como sempre se diz aqui, enquanto não houver o senso de cidadania entre os brasileiros, os gestores públicos continuarão fazendo o que querem e quando querem.

Três gerações depois, o coronelismo permeia as fímbrias da Nação.

Um casarão no meio do semiárido pernambucano guarda duas memórias de poder e corrupção. Pelos corredores e salas do Chalé Villa Maria, construído em 1919, em Salgueiro, a 518 quilômetros do Recife, entrecruzam-se uma história do coronelismo e outra do tempo presente. O palacete serviu de residência para Veremundo Soares (1878-1973), um dos mais conhecidos coronéis do sertão, e mais recentemente foi cenário de festas juninas que contaram com a presença do bisneto dele, Fernando Soares Cavendish, dono da Delta, empreiteira envolvida no escândalo Cachoeira.

Vale à pena ler a matéria completa do Estadão, escrita por Leonencio Nossa, em que se analisa o elo que liga o coronelismo do sertão nordestino com o atual quadro de corrupção desenfreada no País.

Ministério Público denuncia 4 desembargadores do TJ-Tocantins

Uma consistente matéria do jornal O Estado de São Paulo  denunciou, na noite de ontem, um grande esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do estado do Tocantins:

“Ao longo de quatro anos, uma ampla e detalhada investigação mostra que 4 dos 12 desembargadores montaram esquemas no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) para vender sentenças, satisfazer interesses de políticos locais, cobrar pedágio para liberar o pagamento de precatórios, confiscar parte dos salários dos assessores para financiar viagens ao exterior e cobrar dos cofres públicos indenização vultosa por danos morais por terem sido investigados.

Os indícios e provas colhidos levaram o Ministério Público a denunciar quatro desembargadores, dois procuradores do Tocantins, sete advogados, três servidores do tribunal e outras duas pessoas envolvidas no esquema.”

Veja mais clicando no link para acessar o portal do Estadão.

Que vergonha, tchê!

No blog de Marlene Galeazzi, do Jornal de Brasília, notícia veiculada no dia 15 de julho de 2011:

“O senador  Demóstenes Torres e a advogada Flávia Coelho se casaram na noite da última quarta-feira em cerimônia reservada à família no restaurante Da Giovanni, em Goiânia. A noiva disse “sim” usando um elegante vestido da casa La Novia, uma das mais prestigiadas lojas do ramo no mundo. Felizes e realizados, eles partiram para lua-de-mel na Costa Positana, na Itália, para aproveitar o verão europeu.” (foto de Maria Célia Siqueira).

Faltou o seguinte trecho: após a viagem, voltaram para casa para fazer comidinhas depois do amor, na romântica cozinha doada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Que vergonha, tchê!

A corrupção está engastada na alma do gestor e do povo.

O naturalista SAINT-HILAIRE viajou pelo Brasil no século 19 e cunhou a frase: “Ou o Brasil acaba com as saúvas ou as saúvas acabam com o Brasil”. O Brasil acabou com a formiga muito tempo depois, lá por meados do século 20. Menino, acompanhava meu pai na lavoura de trigo à procura das “panelas”, os grandes formigueiros, para aplicar Blemco, um formicida gaseificado, importado, a base do pavoroso DDT, depois banido do País.

Agora nos deparamos com outra luta hercúlea pela frente: ou o Brasil encara de frente a corrupção e acaba com ela ou a corrupção vai congelar o País no século 20, sem jamais alcançarmos o futuro. A corrupção é insidiosa. Está de tal maneira encravada nos três níveis da administração pública, no judiciário e no legislativo, que aos olhos do cidadão comum perderam-se os limites do que é gestão pública e o que é corrupção. Mais: a corrupção está engastada na alma do povo, ao ponto de que, quando um varredor devolve uma carteira cheia de dinheiro ao dono, ganha espaço nos jornais e na televisão como herói nacional. Não seria o normal?

A corrupção está tirando do povo a saúde, a educação, a qualificação profissional e a segurança, obrigações precípuas e vitais do Estado. O operário, o cidadão de vergonha na cara, aquele que trabalha de sol a sol, não deveria aceitar as migalhas do poder público. Deveria exigir, em praça pública, o que é seu de direito. E ponto final.

Augusto Nunes, apocalíptico: Veja vai denunciar poder, sexo e corrupção.

O jornalista Augusto Nunes afirma em seu blog, pendurado no portal da Veja, que a reportagem de capa da revista que circula amanhã vai estragar o carnaval dos pecadores do Planalto. Leia o texto e espere até amanhã pelas denúncias:

Forçado pelos fatos a desfilar por oito páginas da edição de VEJA, um animado bloco de pecadores vai reafirmar, uma semana antes do Carnaval, que é sábado é o mais cruel dos dias para figurões com culpa no cartório. O título da reportagem de capa ─ PODER, SEXO E CORRUPÇÃO ─ reúne os três ingredientes de outro escândalo federal. “As revelações explosivas da advogada que a máfia infiltrou no governo”, avisa o subtítulo. Um juiz do Supremo Tribunal Federal será instalado a falar fora dos autos. E um ministro acampado no Planalto há nove anos terá de buscar desculpas menos bisonhas para recusar-se a explicar a mais recente enrascada em que se meteu.

Os brasileiros decentes vão gostar do fim de semana.


Levantamento mostra que País tem 1.700 juízes sob suspeita.

Por José Antonio Lima, da revista Época.

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e publicado nesta terça-feira (3) pelo Valor Econômico mostrou que o Brasil tem, atualmente, 1.710 juízes sob investigação nos Tribunais de Justiça estaduais. Segundo o jornal, o número cresceu muito no último mês, passando de 693 em 14 de novembro para os 1,7 mil atuais, mas nem todos esses processos devem chegar ao fim. Isso porque o tema da polêmica entre o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, e a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, ainda não está decidido.

Apesar do crescimento nas investigações, elas podem não sair do papel, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que o CNJ não pode avocar para análise própria os processos que estão em ritmo lento de apuração em vários tribunais do país. Se essa decisão se confirmar, os tribunais vão poder gastar o tempo que quiserem na apuração e o CNJ não terá como fazer nada a respeito, a não ser esperar que um dia os casos sejam enviados para que o conselho tome providências.

Ainda segundo o Valor, o crescimento do número de processos se deu depois que Peluso determinou o repasse de informações dos TJs para o CNJ. O jornal nota que a medida foi tomada para dar mais transparência às acusações contra os juízes, mas diz que muitas informações são mantidas em sigilo.

Nem as iniciais dos juízes sob investigação aparecem. Já o nome de quem fez a denúncia contra os juízes aparece por inteiro em vários Estados, como em Pernambuco, no Ceará e no Distrito Federal. Na Bahia, há até o nome de bancos que denunciaram juízes. Em São Paulo, os 191 processos contra juízes são resumidos em dois tipos de investigações: “apuração preliminar da conduta do magistrado” e “prática, em tese, de infração administrativa”. Ao prestar esse tipo de informações ao CNJ, o TJ paulista evita descrever, em detalhes, o que está sendo apurado contra os seus magistrados. (…) No DF e no Piauí, há processos contra juízes em que nem o que motivou a investigação é divulgado. No lugar onde o motivo deveria aparecer, há um espaço em branco. Mas, o nome do denunciante aparece por extenso. Há desde empresas e pessoas físicas até bancos e associações.

18% são de malfeitos?

Se contar os seis ministros que caíram no Governo Dilma, mais o que balança mas não cai, são 18% na conta dos malfeitos. Arredondando, um em cada 5 tiveram “pobrema na combi”.

Dona Dilma não pode reivindicar a condição de faxineira, se ela, para compor seu Governo, acabou nomeando os ministros que agora demite. Ou é a imprensa que está demitindo e dona Dilma só nomeou?