Que tipo de gente frequenta cruzeiros de navios?

Comandante Francesco Schettino, em foto da Enterprise para o jornal The Telegraph.

O jornalista Ancelmo Góis afirma hoje, em sua coluna, que “na mesma sexta que o navio Costa Concordia encalhou na costa da Itália, um surto de gastroenterite atacou os passageiros do transatlântico Star Princess, na costa da Argentina. Nada grave.
O navio, que saiu de Santiago com destino ao Brasil semana passada, deve aportar em Buenos Aires hoje.”

Duas perguntas que não ofendem: por quê aquele Capitão maluco tinha que passar raspando na ilha de Giglio para fazer uma surpresa ao chefe dos garçons? Que favores ele devia ao chefe dos garçons?

Outra: que tipo de gente paga fortunas para ficar confinada com mais 4 mil pessoas num objeto que quase sempre flutua, durante suas férias? Todos os anos uma multidão se confina num navio para ouvir Roberto Carlos, por exemplo. Imagine que se Roberto Carlos já é um chato na TV, quanto deve ser difícil não poder, num cruzeiro específico, desligá-lo com o controle remoto.

Navio com 4.200 a bordo encalha. Seis morrem na operação de salvamento.

Ao menos seis pessoas morreram na noite desta sexta-feira quando um navio de cruzeiro italiano encalhou e começou a afundar com mais de 4 mil passageiros a bordo no litoral da Toscana, informou a imprensa local. Além dos óbitos, várias pessoas ficaram feridas, incluindo duas gravemente.

O prefeito da ilha de Giglio, próxima ao local do acidente, revelou que a operação de retirada dos últimos passageiros e membros da tripulação apresentou complicações. Segundo a imprensa local, alguns passageiros teriam caído na água gelada durante o processo de evacuação. O Costa Concordia transportava cerca de 3,2 mil passageiros e mil tripulantes.

O navio, que zarpou esta sexta-feira de Civitavecchia, na região de Roma, encalhou em um banco de areia próximo à Giglio, no sul da Toscana. Unidades da guarda costeira e barcos de passageiros participavam do resgate. O transatlântico iniciava nesta sexta-feira um cruzeiro de uma semana pelo Mediterrâneo.

Luciano Castro, um dos passageiros do transatlântico, disse à imprensa italiana que por volta das 21h30 local (18h30 de Brasília) “todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa”. Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a inclinar. A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro. Da revista Veja online.

O navio em foto promocional