Soja bate em R$ 117,50 nos portos para setembro com dólar em alta

Segundo a consultoria Safras, a movimentação melhorou, mas ainda segue limitada pela falta de oferta. Cerca de 100 mil toneladas trocaram de mãos.

Com o dólar se aproximando da casa de R$ 5,50, os preços da soja subiram de forma generalizada nesta sexta-feira, 27, e a saca chegou a bater em R$ 117,50 nos portos para entrega em setembro. “A movimentação melhorou, mas ainda segue limitada pela falta de oferta. Cerca de 100 mil toneladas trocaram de mãos”, informa a consultoria Safras.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 110 para R$ 112. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 109 para R$ 111. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 113 para R$ 115.

Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 106,50 para R$ 108,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 113 para R$ 115.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 102 para R$ 106. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 102 para R$ 104. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 100 para R$ 103,50.

Informe do Canal Rural.

Em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras a soja balcão valia ontem R$87,67 a saca de 60 kg, com o significativo aumento de 3,95%.

Soja anda de lado no País, enquanto sobe em Chicago.

Enquanto a soja mostra sensível reação na Bolsa de Chicago, beirando os US$10,00 o bushel*, sendo cotada hoje a US$9,7575, o preço da leguminosa despenca no Brasil à deriva da desvalorização do dólar frente ao real.

Hoje Barreiras e Luís Eduardo Magalhães venderam soja disponível a R$57,10 a saca de 60 quilos, quase 25% menos que no mesmo período da safra passada, quando estava acima de R$75,00.

Hoje, no final da tarde, o dólar reagiu, subindo  1,23% e fechando a R$ 3,134, após seis quedas seguidas.

*O bushel de soja equivale a 27, 215 quilos.

Soja tem uma semana de perdas e volatilidade.

Os grãos terminaram o mês de setembro despencando na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira. Os preços da soja, do milho e do trigo fecharam o mês acumulando sérias perdas e perdendo importantes patamares. O mercado marcou mais um dia de liquidação de fundos em um momento de final de mês, final de trimestres e cenário macroeconômico bastante complicado e incerto. 

A soja encerrou as negociações com baixas de mais de 50 pontos nesta sexta-feira sentindo o peso das incertezas sobre o futuro da economia global. Os investidores estão resgatando dinheiro dos fundos e, em função disso, saindo de suas posições, favorecendo ainda mais o movimento de queda dos preços. 

Em Luís Eduardo Magalhães os preços do mercado a termo oscilaram entre 42,50 e 43,80 reais a saca.

Soja reage com excesso de chuva no plantio norte-americano

O clima adverso nos Estados Unidos continua dando bastante sustentação aos grãos na Bolsa de Chicago. Na sessão diurna desta quinta-feira, a soja encerrou com alta de quase 10 pontos por conta das fortes chuvas que atingiram o cinturão de produção norte-americano. Milho e trigo também fecharam no campo positivo.

Nas últimas 24 horas, os estados onde o plantio, não só da oleaginosa como a do milho também, ainda está bastante atrasado receberam mais de 100mm de precipitação. Diante disso, o risco de uma séria quebra na produção da milho e soja cresce e impulsiona as cotações na Bolsa.

Em Luís Eduardo, a cotação oscilou entre R$41,50 e R$42,50 no dia de hoje, segundo a AIBA.

Soja fecha em queda pelo terceiro dia.

A soja teve seu terceiro dia de queda consecutiva na Bolsa de Chicago. Afirmam os especialistas que se espera a recomposição dos estoques com a safra em andamento do hemisfério sul. Outros que a China estaria planejando compras menos relevantes. Outra opinião ainda afirma que as baixas são motivadas pela realização de lucros e pela ansiedade do relatório periódico da USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deve ser anunciado amanhã. A verdade é que a soja deu uma boa despencada no mercado regional. A AIBA diz que ontem os fechamentos se realizaram entre R$ 41,50 e R$ 42,50 a saca. Já o Sindicato dos Produtores Rurais informou preços médios de R$ 44,20.

Na verdade, com as primeiras colheitas (já temos soja precoce em fase de colheita), a pressão de mercado troca de lugar, saindo da indústria e caindo nos braços do produtor.

Soja tem alta expressiva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduz previsões de produção e estoques americanos. Com isto, a Bolsa de Chicago teve alterações positivas da cotação da soja em quase 60 centavos de dólar por bushel, em todos os vencimentos, de janeiro a junho. Em Luís Eduardo Magalhães a cotação da saca de 60 kgs bateu em 48 reais. Se a presidente Dilma segurar a cotação do dólar, passa fácil dos 50 na safra. A seca no Cone Sul é outro fator altista.

Cotação da soja recupera-se de perdas do dia anterior.

A cotação da soja recupera-se hoje de perdas ocasionadas pelo advento de chuvas pontuais no Cone Sul e, principalmente, pelo fato do dólar ter batido no fundo do poço, a R$1,65. Hoje o dólar e as cotações da leguminosa tem ganhos em todos os fechamentos. Em Luís Eduardo, oscilava entre 46 e 47 reais a saca de 60 kilos.

Cotação volátil da soja recupera perdas dos últimos 7 dias.

Após sessões consecutivas de perdas, o mercado de soja registrou fortes ganhos no dia de hoje em recuperação técnica com grande suporte externo. A recuperação do euro frente ao dólar com a expectativa de que a Irlanda solucionará (pelo menos temporariamente) o problema da dívida do país junto ao FMI e União Européia, renovou o interesse dos investidores nos ativos de risco. Em Luís Eduardo Magalhães, a soja voltou a ser comercializada a 46 reais a saca de 60 quilos, recuperando perdas que se acumulavam desde quinta da semana passada.

Cotação da soja com bons ventos.

A cotação da soja bateu em até R$46,40 ontem em Luís Eduardo e no Planalto Médio (Passo Fundo, Carazinho e Cruz Alta) foi vendida por até R$60,00. As cotações subiram de maneira significativa em Chicago no dia de ontem e já estão acima de 13 dólares o bushel ( 27,21 kg) para maio, auge da colheita no Cone Sul. Agora só falta a cotação do dólar ficar meio nervosa no início do Governo Dilma e romper a barreira de 1,80 reais para tudo ficar mais estável para a economia oestina.

A análise semanal de Safras&Mercado: soja com posições firmes.

O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe uma série de surpresas e movimentou o mercado brasileiro de soja neste encerramento de semana. O sentimento de maior procura por grãos e soja dos Estados Unidos sobrepujou dados negativos do quadro norte-americano, que indicou produção americana em 2010/11 acima das expectativas do mercado.

Para a safra 2010/11, o Departamento estima uma produção mundial de 253,69 milhões de toneladas, com estoques finais de 64,73 milhões de toneladas. Em julho, as projeções do USDA eram de 251,29 milhões e 67,76 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção americana está estimada em 93,44 milhões de toneladas, contra 91,04 milhões do mês passado. Para a América do Sul, o Departamento manteve números inalterados. O Brasil deverá produzir 65 milhões e a Argentina, 50 milhões de toneladas. A safra da China deverá ficar em 14,6 milhões de toneladas, repetindo julho. As importações chinesas tiveram projeção elevada de 50 milhões para 52 milhões de toneladas.

Para a safra 2009/10, o USDA elevou a estimativa no mundo de 259,7 para 259,9 milhões de toneladas. O estoque de passagem foi reduzido, passando de 65,35 milhões de toneladas em julho para 63,52 milhões de toneladas em agosto.

A produção americana está estimada em 91,42 milhões de toneladas, mesmo número de julho. Para a América do Sul, a projeção é de safra de 69 milhões de toneladas para o Brasil e de 54,5 milhões para a Argentina, repetindo o relatório anterior. O relatório de agosto indica que a China deverá produzir 14,7 milhões e importar 49,5 milhões de toneladas. Em julho, os números eram de 14,7 milhões e 48 milhões de toneladas, respectivamente.

O relatório trouxe algumas alterações significativas para os Estados Unidos. Para a temporada 2010/11, a estimativa de produção foi elevada acima das projeções do mercado. O USDA manteve os estoques finais inalterados, enquanto a expectativa era de corte. Exportações e esmagamento foram elevados. Para 2009/10, o Departamento reduziu os estoques acima da expectativa e elevou as previsões de esmagamento e exportações.

Para a safra 2010/11, o USDA estima produção de 3,433 bilhões de bushels, em uma área plantada de 78,9 milhões de acres e área colhida de 78 milhões de acres, com produtividade média de 44 bushels por acre. Em julho, os números eram de 3,345 bilhões, 78,9 milhões, 78 milhões e 42,9 bushels por acre, respectivamente.

A exportação está estimada em 1,435 bilhão de bushels, contra 1,370 bilhão do relatório anterior. O esmagamento foi elevado de 1,645 bilhão para 1,650 bilhão de bushels. Os estoques de passagem permaneceram em 360 milhões de bushels.

Cotações da soja e falta de chuvas

As cotações da soja ontem oscilaram entre R$35,00 a saca, segundo o Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e na faixa de R$32,00 a R$34,00 segundo a AIBA, o que demonstra que pouco a pouco o preço de venda da leguminosa se descola da emblemática cotação mínima de R$30,00, que se verificou há poucos dias.

O que preocupa agora é a falta de chuvas, que não tem boas perspectivas até o dia 24. Existem localidades do Oeste baiano onde não chove há mais de 22 dias. O período é crítico para as variedades de ciclo longo: floração e início do pegamento das vagens. A arquitetura das plantas, para as variedades mais tardias, também pode ser comprometida com a falta de umidade no solo. Esperamos as águas de março.

Soja tem bons negócios no mercado interno

A soja foi comercializada hoje, para o mercado interno (Uberlândia), em Luís Eduardo Magalhães, “dentro de uma janela de oportunidade, descolada da Bolsa de Chicago”, segundo a AIBA, a 47 reais a saca. A AIBA também informa que, para o mercado do Nordeste, a soja está sendo negociada entre 45 e 46 reais.

No mercado balcão, entretanto, a soja foi negociada hoje a 38 reais a saca, alcançando, no disponível, 39 reais a saca.

O dólar comercial encerrou as negociações desta segunda-feira em terreno negativo e acumulou três pregões consecutivos de baixa frente ao real. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,745 para venda, em queda de 0,74%.