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A minha avó já dizia: a boca fala, o fiofó paga!



A CPMF é criticada porque pega o Caixa 2 de empresas e dinheiro sujo em geral

Pergunta do jornal O Globo ao Chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, em grande reportagem publicada hoje:
A CPMF tem sido muito criticada. É possível prescindir dela?
A CPMF é necessária. O problema mais delicado é que atinge o caixa dois. Qualquer empresa que tenha um caixa dois tem que dar um cheque. E aparece. Então, gera uma preocupação, mas isso não pode ser o fundamental. Lógico que ninguém gosta de imposto. Se gostasse, não chamava “imposto”. Neste momento, precisamos enfrentar as dificuldades. Quanto mais rápido ajustarmos as contas, mais rápida vai ser a queda da taxa de juros, da inflação, e mais rápido retomaremos o crescimento.
A CPMF pega até o dinheiro da droga, da corrupção, do jogo do bicho, dos mal havidos em geral. Como o traficante paga o seu correspondente no Paraguai ou na Bolívia? Vai levar uma mala de dinheiro? Não vai correr este risco. Vai distribuir dinheiro em contas laranjas e mandar o cartão de débito para o fornecedor. Todo mundo sabe que dinheiro sujo na cueca pode não dar certo.
Rico tem medo da CPMF pelo imposto proporcional e pela sonegação
A equipe econômica do governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) que vai propor o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) com alíquota de 0,2%. A contribuição foi extinta em 2007, pelo Senado Federal, após vigorar por mais de uma década. Para que volte a valer, a proposta de retorno do imposto precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Segundo os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, o imposto servirá como alternativa para cobrir o déficit previsto da previdência. “A CPMF irá integralmente para o pagamento de aposentadorias e será destinada para a Previdência Social”, garantiu Levy.
O conjunto de medidas fiscais anunciadas pelo Executivo pode trazer para os cofres públicos R$ 64,9 bilhões. A volta da CPMF, segundo os cálculos divulgados pelo governo, vai ser responsável por metade desse valor, com arrecadação prevista em R$ 32 bilhões.
Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o objetivo é que a CPMF seja provisória e não dure mais do que quatro anos. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, declarou ser “muito pouco provável” a aprovação, no Congresso, do retorno da taxa.
Parece claro que o povo não aceita mais impostos. Mas o que deixa a classe dominante mais refratária ao imposto sobre movimentação financeira é que todos pagam, na proporção do volume de dinheiro movimentado, a mesma alíquota, com o valor absoluto proporcional. Além disso, no cruzamento da malha fina da Receita Federal, quem ganha muito e sonega Imposto de Renda vai sempre se dar mal.
Imposto no Brasil é pago por pobres, na boca do caixa de supermercados, postos de gasolina, farmácias e lojas de eletrodomésticos.
Rico só paga quando lhe dá na telha ou quando tem temor de cair na malha fina. Está aí a Operação Zelotes para provar.
Rui Costa quer consulta popular para volta da CPMF
Três governadores eleitos de estados do Nordeste são a favor da volta da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) com o dinheiro arrecadado direcionado para a saúde. Os políticos se posicionaram sobre o assunto nesta terça-feira (9), durante o encontro de governadores eleitos do Nordeste, que acontece em João Pessoa.
Camilo Santana (PT), do Ceará, é o que mais defende a volta do imposto. Renan Filho (PMDB), de Alagoas, concorda com o petista e Rui Costa (PT), da Bahia, defende que seja feita uma consulta popular antes de definir a volta da CPMF. Eles conversaram com a TV Cabo Branco quando chegavam para participar da reunião de trabalho, que acontece no Centro de Conveções. A meta é discutir uma pauta única para a região e o encontro deve ser encerrado com o lançamento da Carta dos Governadores Eleitos.
Os governadores que vão assumir a gestão dos estados nordestinos em 2015 participam. Além do anfitrião Ricardo Coutinho (PSB), que foi reeleito governador da Paraíba, também devem participar Camilo Santana (PT), do Ceará; Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte; Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Rui Costa (PT), da Bahia; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Flávio Dino (PC do B), Maranhão; e Wellington Dias (PT), do Piauí. Também participa o vice-governador Belivaldo Chagas Silva (PSB), de Sergipe. Do G1 da Paraíba.
Dilma afirma que precisamos gastar o dobro ou mais em saúde.
“Para dar Saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. O Brasil precisará aumentar o seu gasto com Saúde. Inexoravelmente”. Foi o que afirmou ontem a presidente Dilma Rousseff, ao afirmar que o País gasta 42% em saúde do que é gasto na Argentina, que tem 1/3 da nossa população e menos da metade do nosso PIB.
Se Dilma consertar, ao menos em parte, a saúde pública brasileira, passa para a história como a reformadora do setor, tão abandonado nos últimos 20 anos. A Presidente deixa claro que o Congresso tem a obrigação de legislar sobre a criação de uma nova origem de verbas para a saúde.
72% não querem volta da famigerada CPMF.
A volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não é vista com bons olhos por 72% brasileiros, de acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada nesta quarta-feira (16). Entre os mais de dois mil entrevistados, 81% concordam total ou parcialmente que, considerando o valor dos impostos, a qualidade dos serviços públicos deveria ser melhor no Brasil. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que encomendou a pesquisa, a opinião é mais frequente quanto maior o nível de renda familiar da pessoa.





