A continuidade da CPMF poderia ter evitado a maior parte dos problemas da Saúde.

Este homem chorando na foto é o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Chora pelo colapso da Saúde em Manaus, que já está enterrando seus mortos em valas comuns. Ele clama por um auxílio do Governo Federal que ainda não chegou.

Em 2007, quando o Congresso extinguiu a CPMF, retirando milhões de reais de verbas do SUS, ele comemorou com pulinhos de alegria no plenário.

Diga-se de passagem, a CPMF, imposto acusado de prejudicar os pobres por causa do efeito cascata em gêneros de primeira necessidade, na realidade era o único imposto que pegava as movimentações dos muito ricos, dos corruptos, dos traficantes, contrabandistas, sonegadores e todo tipo de cidadão com atividade econômica marginal.

Na época, os bancos chegaram a coibir o endosso em série de cheques, uma maneira de burlar o imposto. A volta anunciada da CPMF em 2017 estimava uma arrecadação de até R$40 bilhões, algo como um terço do déficit do ano de 2019.

A CPMF é criticada porque pega o Caixa 2 de empresas e dinheiro sujo em geral

Foto de Givaldo Barbosa / Agência O Globo
Foto de Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Pergunta do jornal O Globo ao Chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, em grande reportagem publicada hoje:

A CPMF tem sido muito criticada. É possível prescindir dela?

A CPMF é necessária. O problema mais delicado é que atinge o caixa dois. Qualquer empresa que tenha um caixa dois tem que dar um cheque. E aparece. Então, gera uma preocupação, mas isso não pode ser o fundamental. Lógico que ninguém gosta de imposto. Se gostasse, não chamava “imposto”. Neste momento, precisamos enfrentar as dificuldades. Quanto mais rápido ajustarmos as contas, mais rápida vai ser a queda da taxa de juros, da inflação, e mais rápido retomaremos o crescimento.

A CPMF pega até o dinheiro da droga, da corrupção, do jogo do bicho, dos mal havidos em geral. Como o traficante paga o seu correspondente no Paraguai ou na Bolívia? Vai levar uma mala de dinheiro? Não vai correr este risco. Vai distribuir dinheiro em contas laranjas e mandar o cartão de débito para o fornecedor. Todo mundo sabe que dinheiro sujo na cueca pode não dar certo. 

 

Visto cartão

 

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Rico tem medo da CPMF pelo imposto proporcional e pela sonegação

A equipe econômica do governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) que vai propor o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) com alíquota de 0,2%. A contribuição foi extinta em 2007, pelo Senado Federal, após vigorar por mais de uma década. Para que volte a valer, a proposta de retorno do imposto precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, o imposto servirá como alternativa para cobrir o déficit previsto da previdência. “A CPMF irá integralmente para o pagamento de aposentadorias e será destinada para a Previdência Social”, garantiu Levy.

O conjunto de medidas fiscais anunciadas pelo Executivo pode trazer para os cofres públicos R$ 64,9 bilhões. A volta da CPMF, segundo os cálculos divulgados pelo governo, vai ser responsável por metade desse valor, com arrecadação prevista em R$ 32 bilhões.

Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o objetivo é que a CPMF seja provisória e não dure mais do que quatro anos. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, declarou ser “muito pouco provável” a aprovação, no Congresso, do retorno da taxa.

Parece claro que o povo não aceita mais impostos. Mas o que deixa a classe dominante mais refratária ao imposto sobre movimentação financeira é que todos pagam, na proporção do volume de dinheiro movimentado, a mesma alíquota, com o valor absoluto proporcional. Além disso, no cruzamento da malha fina da Receita Federal, quem ganha muito e sonega Imposto de Renda vai sempre se dar mal.

Imposto no Brasil é pago por pobres, na boca do caixa de supermercados, postos de gasolina, farmácias e lojas de eletrodomésticos.

Rico só paga quando lhe dá na telha ou quando tem temor de cair na malha fina. Está aí a Operação Zelotes para provar.

Rui Costa quer consulta popular para volta da CPMF

Rui-Costa

Três governadores eleitos de estados do Nordeste são a favor da volta da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) com o dinheiro arrecadado direcionado para a saúde. Os políticos se posicionaram sobre o assunto nesta terça-feira (9), durante o encontro de governadores eleitos do Nordeste, que acontece em João Pessoa.

Camilo Santana (PT), do Ceará, é o que mais defende a volta do imposto. Renan Filho (PMDB), de Alagoas, concorda com o petista e Rui Costa (PT), da Bahia, defende que seja feita uma consulta popular antes de definir a volta da CPMF. Eles conversaram com a TV Cabo Branco quando chegavam para participar da reunião de trabalho, que acontece no Centro de Conveções. A meta é discutir uma pauta única para a região e o encontro deve ser encerrado com o lançamento da Carta dos Governadores Eleitos.

Os governadores que vão assumir a gestão dos estados nordestinos em 2015 participam. Além do anfitrião Ricardo Coutinho (PSB), que foi reeleito governador da Paraíba, também devem participar Camilo Santana (PT), do Ceará; Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte; Renan Filho (PMDB), de Alagoas; Rui Costa (PT), da Bahia; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Flávio Dino (PC do B), Maranhão; e Wellington Dias (PT), do Piauí. Também participa o vice-governador Belivaldo Chagas Silva (PSB), de Sergipe. Do G1 da Paraíba.

 

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Dilma afirma que precisamos gastar o dobro ou mais em saúde.

 “Para dar Saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. O Brasil precisará aumentar o seu gasto com Saúde. Inexoravelmente”. Foi o que afirmou ontem a presidente Dilma Rousseff, ao afirmar que o País gasta 42% em saúde do que é gasto na Argentina, que tem 1/3 da nossa população e menos da metade do nosso PIB.

Se Dilma consertar, ao menos em parte, a saúde pública brasileira, passa para a história como a reformadora do setor, tão abandonado nos últimos 20 anos. A Presidente deixa claro que o Congresso tem a obrigação de legislar sobre a criação de uma nova origem de verbas para a saúde.

72% não querem volta da famigerada CPMF.

A volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não é vista com bons olhos por 72% brasileiros, de acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada nesta quarta-feira (16). Entre os mais de dois mil entrevistados, 81% concordam total ou parcialmente que, considerando o valor dos impostos, a qualidade dos serviços públicos deveria ser melhor no Brasil. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que encomendou a pesquisa, a opinião é mais frequente quanto maior o nível de renda familiar da pessoa.