Ex-prefeito acusado de pedofilia tem pena de 11 anos de prisão extinta

Acusado de chefiar uma rede que explorava sexualmente meninas de 9 a 15 anos, conforme mostrou série de reportagem do Fantástico em 2014, o ex-prefeito de Coari (AM) Adail Pinheiro recebe indulto natalino, ganha liberdade e se livra de processo.

Adail sempre negou as acusações, mas foi identificado por vítimas e outras testemunhas como chefe de rede de exploração sexual infantil

Condenado a 11 anos de prisão por exploração sexual de crianças e adolescentes, o ex-prefeito de Coari (AM) Adail Pinheiro recebeu indulto e teve sua pena extinta nessa quarta-feira (24).

Com isso, o político acusado de chefiar uma rede que explorava sexualmente meninas de 9 a 15 anos, conforme mostrou série de reportagem do Fantástico em 2014, ganhará liberdade e se livrará das acusações.

A decisão que o beneficiou foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), com base em parecer favorável do Ministério Público estadual, que concluiu que Adail se encaixava nos requisitos do perdão presidencial, definido em decreto assinado no final de 2016 pelo presidente Michel Temer. O ex-prefeito cumpria pena em regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Vale a pena ler a matéria na íntegra no Congresso em Foco. 

Quando se diz que Justiça no Brasil só funciona com preto, pobre e desvalidos da sorte, nos parece evidente que não se está exagerando. Escreve aí: em 2020 o crápula já é candidato a prefeito e, por óbvio, estará eleito.

Será que o povão entende isto?

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Será que o povo entende que a sonegação é três vezes maior que o déficit público? Leia mais sobre a Operação Zelotes, que anda a passos lentos e sem vontade.

Será que ao menos 10% da população entende que se paga quase 5 vezes de juros aos rentistas nacionais e internacionais, sem que ao menos se saiba quem são e quantos são, do que o déficit público? E que os juros que o Governo paga são mantidos na maior taxa do mundo, 13,75%, artificialmente?

Melhor nem comentar isso, não é? Os rentistas são os caras que trocam os governos, que mandam e desmandam a partir de seus escritórios em Wall Street, da City of London e de Amsterdam.

Os 400 picaretas são apenas os cachorrinhos da Madame, que se contentam com as migalhas que caem das suas mesas ricamente fartas.

Com esse dinheiro sempre muito caro, falta dinheiro para investimentos na lavoura, na indústria, na pesquisa, na infraestrutura – a ferrovia Norte Sul levou 25 anos para ser inaugurada – na Saúde e na Educação.

Ainda vamos ter, talvez em um tempo futuro, a visão do que é crime hediondo e o que é crime de lesa-pátria. 

O que a máfia não quer que você saiba

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Quer se arrepiar um pouco logo de manhã cedo? Acesse a página “Tráfico de órgãos no Brasil“, no Facebook. A página é mantida por Paulo Airton Pavesi. Se apenas a metade das histórias arrepiantes que ele conta forem provadas em juízo teremos que construir mais de uma dezena de novos presídios, dedicados a uma das classes mais privilegiadas do País.

Pavesi descreve sua luta:

“Hoje eu completo 49 anos. Paulinho foi assassinado quando eu tinha 33. Desde então a minha vida tem sido lutar CONTRA a justiça brasileira que tem como meta, defender bandidos. Vi durante estes anos, o Brasil ser dominado vagarosamente pela criminalidade. Ninguém está mais seguro. São todos alvos potenciais de assassinos de todas as espécies. Não há paz nas escolas, nos clubes, nas ruas, nos hospitais, e em nenhum lugar. Eu não tenho mais 49 anos disponíveis, mas prometo continuar lutando todo o tempo que ainda me resta.”

 

Corrupção agora é crime hediondo.

O plenário do Senado aprovou hoje (26) projeto de lei que inclui as práticas de corrupção ativa e passiva, concussão, peculato e excesso de exação (a famosa criação de dificuldades para vender facilidades) na lista dos crimes hediondos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena. O projeto agora segue para a Câmara.

O autor do projeto, senador Pedro Taques (PDT-MT), justifica que esses crimes são delitos graves praticados contra a administração pública que “violam direitos difusos e coletivos e atingem grandes extratos da população”. “É sabido que, com o desvio de dinheiro público, com a corrupção e suas formas afins de delitos, faltam verbas para a saúde, para a educação, para os presídios, para a sinalização e construção de estradas, para equipar e preparar a polícia, além de outras políticas públicas”, diz o autor do projeto.

O texto original de Taques, contudo, previa a qualificação como hediondo apenas para os crimes de corrupção ativa e passiva e de concussão (obter vantagem indevida em razão da função exercida). O relator do projeto, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), incluiu em seu parecer também os crimes de peculato (funcionário público que se apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares em razão do cargo) e excesso de exação (funcionário público que cobra indevidamente impostos ou serviços oferecidos gratuitamente pelo Estado).

“Sem a inclusão do peculato e do excesso de exação, a proposição torna o sistema penal incoerente, pois não há razão justificável para considerar crimes hediondos a corrupção e a concussão e não fazê-lo em relação ao peculato e ao excesso de exação”, alega Dias.

O relator também acatou emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para incluir homicídio simples cometido de maneira qualificada na categoria de crimes hediondos. Sarney alegou que um crime praticado contra a vida está entre os mais graves e não poderia ficar fora da lista.

Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias (PT-PI) que aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando ele for considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e agentes políticos. Da Agência Brasil com edição desde jornal.

As penas dos crimes hediondos como latrocínio, homicídio de grupo de extermínio, extorsão qualificada pela morte, estupro, falsificação de medicamentos devem ser cumpridas em regime fechado, com progressão de regime após 2/5 de cumprimento da pena (para primários) e 3/5 para reincidentes.

Se a lei não virar uma salada de frutas como virou a Lei da Ficha Limpa, teremos, sabe Deus, uma fase em que corruptos pensarão duas vezes antes de cometer seus atos indignos. Se hoje a lei fosse aplicada integralmente, teríamos dezenas de milhares de gestores, políticos, empresários e lobistas, alguns bastante conhecidos, na cadeia.

 

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Corpo carbonizado encontrado em carro incendiado

O corpo de um homem totalmente carbonizado foi encontrado dentro de um veículo queimado no bairro Florais Léia, em Luís Eduardo Magalhães.
A polícia militar chegou ao local, por volta de 06h desta sábado, 18, através de denúncias de moradores. Os peritos da Polícia Técnica fazem o levantamento, através do plantão do SILC – Homicídios.
O carro é um Fiat Siena, de cor vermelha, placa JSI 7754/LEM.
A polícia militar está no local aguardando a chegada de possíveis parentes para tentar identificar o homem morto.
A polícia técnica ainda não chegou ao local para realizar a perícia.
Só o exame de necropsia vai revelar se o homem foi queimada vivo, ou assassinado antes de ter o carro incendiado.
A polícia não descarta nenhuma hipótese, nem mesmo a de um possível acidente. Do repórter Sigi Vilares.

 

Morre vítima de estupro em Barreiras. Quem são os culpados?

A jovem Camila de apenas 18 anos morreu hoje as 7:30 da manhã, no Hospital do Oeste onde estava internada desde quinta-feira (9) de março, após ser violentada por um homem conhecido apenas por Macaquinho. O bandido tem várias passagens pela polícia e já está preso.
O estupro e a morte da jovem comoveram a população de Barreiras. Centenas de pessoas foram ao Hospital do Oeste para consolar os familiares e obter informações. Do site Mural do Oeste.

Se o criminoso tem várias passagens pela polícia como estuprador ou tentativa de estupro não deveria estar solto. Os maiores problemas da segurança no País passam obrigatoriamente pela caneta leve da Justiça e por uma legislação leniente, complacente, tolerante e recursória.

Enquanto o País não aprovar uma política de internação rígida para crimes hediondos, inclusive aqueles de colarinho branco, que também os são, ninguém pode acusar os órgãos de repressão por falta de trabalho. Estes, abandonados à sua própria sorte pelos gestores da segurança pública no País, acabam caindo numa roda viva de crimes violentos, que acabam sendo compreendidos como banais depois de tantas repetições.

Ninguém, nem o carinho de toda a sociedade, a atenção de policiais e judicantes, vai recuperar a vida destas e outras jovens, que caem na mão das feras criadas no convívio da população. Trata-se de imolação sem castigo e sem recompensa à vítima.