O 7% do duodécimo transferido à Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães deve elevar o orçamento do Legislativo para o período 2021/2024 para um valor acima de R$80.000.000,00 – 80 milhões de reais.
É muito dinheiro. Isso significa que cada um dos 17 ilustres vereadores custará quase 100 mil reais por mês ao contribuinte. Ou 4,7 milhões de reais em 4 anos.
Como os salários dos vereadores não são aumentados desde os tempos de Éder Fior na Presidência, pode adivinhar que se avizinha um aumento, mesmo que só valha para a legislatura posterior a esta.
Por enquanto, sobra muito dinheiro todo mês, que na legislatura passada foi transformado na obra caríssima do estacionamento e seus diversos aditivos contratuais. E não é dada nem a chance de fiscalizar os gastos da Câmara, pois o site se encontra em construção e a transparência no momento é zero.
O povão, aquele que amassa o barro pra ir votar em seu vereador, não tem ideia de quanto custa cada Edil. Para depois os eleitos chegarem lá e se venderem ao Prefeito, com poucas e raríssimas exceções.
A democracia custa caro. Ou como dizia Churchill, a democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela.
Cabe portanto aos eleitores cobrar efetiva ação dos seus vereadores, para que possam retornar, em ações, a dinheirama que gastam.