Ministério Público representa contra Cachoeira e Demóstenes Torres.

O Tribunal de Justiça de Goiás recebeu hoje (22) denúncia proposta pelo Ministério Público contra o ex-senador Demóstenes Torres,  o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e o ex-diretor da Construtora Delta, Claudio Dias de Abreu. Eles são acusados de crimes de corrupção, que foram apurados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, deflagrada em 2012. 

Segundo o Ministério Público, Demóstenes Torres recebeu vantagens indevidas para favorecer Cachoeira e Dias de Abreu entre junho de 2009 e fevereiro de 2012, período em que ele ocupava o cargo de senador.  O MP apurou que o ex-senador recebeu mais de R$ 5 milhões, garrafas de bebidas importadas e eletrodomésticos de luxo.

Os procuradores também identificaram que Demóstenes participou ativamente da negociação de interesses da Delta na prefeitura de Anápolis (GO) em julho de 2011. Não há indício de que o prefeito tenha aceitado o valor oferecido.

As denúncias resultaram da participação do ex-senador nos episódios relativos às operações Vegas e Monte Carlo, que apuraram esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos em Goiás e no Distrito Federal. Primeiramente, o material relativo a Demóstenes foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas, com o afastamento dele do cargo político e a perda da prerrogativa de foro, os autos foram encaminhados à Justiça goiana. O ex-senador renunciou ao mandato em 2012. Do  Jornal de Brasília e Agência Brasil.

Algodoeira 130823_Blog

shopingnovo

Demóstenes e Humberto Costa batem boca, agora no twitter.

Diálogo insólito, agora no início da noite entre Demóstenes Torres e Humberto Costa, no twitter.

Demóstenes:

Vou recuperar no STF o mandato que o povo de Goiás me concedeu. Os motivos são suficientes: fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebrado o decoro.

Humberto Costa:

Certos comportamentos não são aceitos na atividade política. Demóstenes Torres tinha um discurso de austeridade, mas relações promíscuas.Demóstenes não foi vitima de acusação leviana ou armação política. Fizemos um trabalho cuidadoso. Agora, caberá a justiça analisar o caso.

Demóstenes:

Onde estão as provas dessas relações promíscuas? São as mesmas que o sr. sofreu no escândalo dos sanguessugas?

“Chupando o pau da barraca”, da série “Tem Culpa Eu?”

O veterano jornalista, Chico Dias, escreve, de Brasília, um texto delicioso no facebook, o qual vale a pena ser reproduzido, relatando os últimos acontecimentos no Senado Federal:

“Cassado o Demóstenes e anunciado o nome de seu suplente, Wilder de Morais, imediatamente foi dada a notícia de que ele também recebeu dinheiro do Cachoeira. O novo presidente do Conselho de Ética, que ainda não tomou posse, ja disse que será preciso apurar com calma. E bota calma nisto porque, pelo visto, o terreno político está todo minado.
Demóstenes saiu “chupando o pau da barraca” (no dizer de um ex-governador daqui, homem sem muitas luzes). Em seu discurso, quando preferiu rodar a metralhadora giratória do que a baiana, destacou e lembrou que o relator de seu caso no Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE), foi acusado de envolvimento na máfia dos Sanguessugas –esquema de liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias– quando era ministro da Saúde.
A troca de gentilezas não causou espécie. A maior parte da seleta platéia preferiu ficar na moita, porque em boca fechada não entra mosca. E muita gente ali, nas acusações antigas do cassado, “tinha roupa na corda”.
Mas a coisa não para por aí. Wilder Pedro de Morais, de 44 anos, nascido em Taquaral, Goiás, é o primeiro suplente do senador cassado. O babado é complicado, segundo notícias publicadas. Wilder de Morais foi marido de Andressa Mendonça, com quem teve dois filhos. Ela é a atual mulher de Carlinhos Cachoeira.”

Randolfe, incisivo, chama Demóstenes de mentiroso.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) discursa neste momento na sessão do Senado que vai decidir sobre a cassação de Demóstenes Torres. O libelo acusatório do jovem senador é de tal incisividade que Demóstenes deveria levantar e ir para casa sem assistir o resto da sessão. A acusação mais leve de Randolfe foi chamar Demóstenes de mentiroso. O PSOL foi o autor da representação contra Demóstenes por quebra de decoro parlamentar.

Senado, hoje, na encruzilhada da credibilidade mínima.

Demóstenes Torres, no Senado, provavelmente ao som da Sinfonia nº6, de Tchaikovsky, a “Patética”.

“Sou a vítima da vez, e isso me custou a paz e a tranquilidade. Se eu tivesse culpa, talvez fosse mais simples suportar, mas a dor se amplia devido à certeza de que está sendo sacrificado um inocente. Cheguei até aqui, vivo após 132 dias de massacre, num bombardeio sem precedentes. Cento e trinta e dois intermináveis dias sofrendo o tempo inteiro as mais horrendas ofensas, sendo chamado pelos nomes mais ferozes, sentindo na pele a campanha incessante de injúrias, calúnias e difamação.”  

Hoje, no Senado, as vestais da honorabilidade conduzem o Senador ao patíbulo. Ou condenam a Câmara Alta do Parlamento Nacional ao vexame e à infâmia eternos.

Houve um tempo em que aqueles que caiam em desgraça, na Roma antiga, eram exilados para as províncias longínquas. Demóstenes Torres viajará, em estrada duplicada, num carro de luxo, por 2 horas, até Goiânia, para gozar as delícias da aposentadoria sem stress. E quem sabe jogar, em breve, uma canastrinha, aos sábados, regada por um bom uísque, com os amigos Cachoeira e Juquinha. 

Da série “Demóstenes prega no deserto”

No quarto discurso para tentar convencer os senadores a votarem contra o pedido de cassação de seu mandato, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) insistiu que as gravações feitas pela Polícia Federal e que o incriminam contêm indícios de montagens e edições. Essa é a principal tese da defesa do senador, desde o início do processo contra ele, apesar das decisões judiciais que consideram as provas legais.

Hoje (6), ao se defender no plenário do Senado, Demóstenes se respaldou em um laudo do perito criminalístico Joel Ribeiro Fernandes. “O perito comprova cabalmente que houve a edição”, disse Demóstenes, ao ressaltar que frases foram divulgadas de forma descontextualizada para incriminá-lo. “Há robustos indícios de edição. Quem está dizendo é o perito, talvez o melhor perito em mídias forenses do Brasil”, destacou o senador em seu discurso de 30 minutos.

O julgamento de Demóstenes está marcado para a próxima quarta-feira (11) no plenário da Casa. Para cassar o mandato de Demóstenes, são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação é secreta. Da ABr, editada por este jornal, com foto de Wilson Dias.

Demóstenes Torres faz sua defesa no Plenário do Senado

O senador Demóstenes Torres vai ao Senado e se inscreve para discursar na sessão plenária desta tarde. O parlamentar, que teve a cassação aprovada pelo Conselho de Ética, deixou a Casa sem falar com os jornalistas. Foto de Antonio Cruz da ABr.

Demóstenes está perdendo sua segunda batalha

O senador Humberto Costa (PT-PE) recomenda, em relatório que está sendo lido neste momento (21h45m), na Comissão de Ética, a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

As dez primeiras páginas do relatório apresentado por Humberto Costa foram lidas há uma semana. Na noite desta segunda-feira ele iniciou a leitura do seu voto, que tem 69 páginas, após ouvir as considerações do advogado de Demóstenes.

O advogado do Senador defendeu que o plenário do Senado vote pela cassação ou absolvição depois que a Justiça julgue que as provas contra Demóstenes sejam legais.

Pedro Simon quer voto aberto no caso Demóstenes

Senadores pedem a Sarney para colocar em votação o fim do voto secreto em caso de cassações

Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT) e Ana Amélia Lemos (PP-RS), entre outros, decidiram hoje formalizar por meio de requerimento ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), pedido para que seja colocada em votação a proposta que acaba com o voto secreto para cassação de parlamentares. Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça(CCJ), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC-50/2006), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) está em condições de ir ao plenário.
– Depende do presidente do Senado, José Sarney, colocar a proposta em votação, o que pode ser feito a qualquer momento, afirmou Simon, ao mesmo tempo em que declarou apoio à iniciativa do senador Pedro Taques (PDT-MT) de formalizar um pedido nesse sentido à presidência do Senado. 
Além dos pedidos de cassação de parlamentares, a proposta, que altera os artigos 52, 55 e 66, elimina o voto secreto também para a escolha de magistrados, do Procurador-Geral da República e embaixadores. 
 Simon comentou também a suspeita de pressões sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para não apressar o julgamento do mensalão. Para o senador , “o julgamento do deve ser realizado antes da aposentadoria dos ministros do STF Cesar Peluso e Ayres Britto em setembro e novembro deste ano. Na opinião de Simon “o problema é outro”, disse, referindo a permanência do ministro Dias Toffoli no julgamento. “Ele foi advogado do PT e não tem isenção para votar nesse caso”, questiona.

Neste serpentário em que se tornou o Senado, chefiado pela naja-mãe, Sarney, a iniciativa de Simon, Taques e Ana Amélia vai cair no vácuo da hipocrisia e desfaçatez. 

Demóstenes se nega a falar e tumulto começa.

Foto de Antonio Cruz, da ABr, editada por este jornal.

No início da reunião hoje (31) em que prestaria depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) disse que não responderia às perguntas feitas pelos parlamentares. Demóstenes alegou que seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, solicitou ao Conselho de Ética a degravação de seu depoimento e as notas taquigráficas para entregá-las aos integrantes da comissão.

“Anteontem [terça-feira, 29] prestei depoimento por mais de cinco horas no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, cuja pertinência temática é a mesma desta CPI. Em decorrência disso, por solicitação do meu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, endereçamos ontem petição a essa comissão e comunicamos, até por uma questão de lealdade, que permaneceríamos calados, conforme faculdade expressamente prevista na Constituição Federal”, disse Demóstenes.

A atitude de Demóstenes fez com que o deputado Sílvio Costa (PTB-PE) se exaltasse e começasse a ofender o senador, acusado de ligações com o suposto esquema criminoso liderado pelo empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal. O presidente da comissão decidiu dispensar Demóstenes da oitiva, mesmo procedimento que vem adotando diante dos demais depoentes que se negaram a falar. No entanto, essa atitude acabou irritando ainda mais o deputado.

“O senhor passou cinco horas no Conselho de Ética e não conseguiu se explicar. Mas, aqui, com cinco minutos, o senhor explicou tudo. O seu silêncio é a mais prefeita tradução da sua culpa”, ressaltou o deputado. “O senhor apelou para Deus, se disse carola, mas o senhor não vai para o céu porque o céu não é lugar para mentiroso, não é lugar de gente hipócrita”, disse o deputado se dirigindo a Demóstenes.

Diante da exaltação dos parlamentares, o senador Pedro Taques (PDT-MT) reagiu: “Todos aqui, enquanto parlamentares, devem obedecer à Constituição Federal, que afirma que o cidadão, seja lá quem for, merece respeito. Fui procurador da República por mais de 15 anos e tenho a convicção de que um parlamentar não pode tratar quem quer que seja com indignidade”, argumentou Pedro Taques.

A defesa feita por Pedro Taques fez com que Sílvio Costa se voltasse contra ele com xingamentos. Em meio ao tumulto, o presidente da comissão, Vital do Rêgo, encerrou a sessão que durou 20 minutos.

Na última terça-feira, Demóstenes prestou depoimento ao Conselho de Ética do Senado e confirmou sua ligação com o empresário Carlinhos Cachoeira. Ele sustentou que não sabia do envolvimento de Cachoeira com atividades ilícitas, apesar dos mais de dez anos de convivência com o empresário e negou ter recebido dinheiro de Cahoeira.

Além disso, Demóstenes também confirmou usar um celular via rádio doado por Cachoeira e que era o empresário que pagava a conta. Ontem, os integrantes da CPMI quebraram os sigilos telefônicos, bancário, fiscal, de e-mail e de mensagens por celular de Demóstenes. Edição: Talita Cavalcante, da Agência Brasil.

Demóstenes, na cara dura: “Redescobri Deus”.

Presente ao Conselho de Ética do Senado, que investiga as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senadorDemóstenes Torres, atrasado por mais de 30 minutos, quebrou o silêncio. Na abertura de seu discurso, o acusado de integrar a organização criminosa disse que chegou a pensar na renúncia ao mandato, mas optou por responder aos questionamentos de seus pares, no plenário da Comissão de Ética.

A defesa de Demóstenes, para o ex-aliado senador Álvaro Dias (PSDB-PR), consiste em uma espécie de “missão impossível”. O próprio acusado abriu seu discurso de defesa remetendo a questão ao Divino.

– Eu só pude chegar até hoje porque redescobri Deus. Parece um fato pequeno, mas acho que minha atuação era pautada mais pelos homens do que por Deus – disse Demóstenes.

Advogado, ex-secretário de Segurança do Estado de Goiás, Demóstenes optou por seguir, passo a passo, nas denúncias formuladas contra ele, sem abranger a questão de fundo, que é a ligação mantida com o contraventor, cujas atividades o acusado disse desconhecer porque não tinha “lanterna na popa”. Do Correio do Brasil.

Estou cada vez mais convencido que esta Comissão de Ética, apesar de corporativista, vai recomendar a cassação de Demóstenes. No entanto, no plenário, com votação secreta, ele salva seu lindo pescocinho e vira um zumbi nos corredores do Senado. No Plenário, a Ética está mais para “Etíca”, como diz o globetrotter Nelcito.

Clique na imagem para ampliar

 

A defesa apaixonada da mulher de Carlinhos Cachoeira.

Andressa Alves Mendonça, mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira – preso pela Operação Monte Carlo e acusado de comandar um esquema de jogos ilegais – disse que o empresário se considera um “preso político”.

“Ele acha que fizeram ele de bode expiatório. Fiquei muito chateada quando um senador, acho que Pedro Simon [PMDB-RS], disse que ele é o futuro PC [Farias]. Pegaram o Carlinhos, julgaram, condenaram e agora querem matar”, afirmou Andressa.

Ao ser perguntada se sabia das atividades do marido, ela minimizou as denúncias e disse que o bicheiro batalhava somente pela legalização do jogo. “Lá fora, Carlinhos seria considerado um grande empresário. Aqui, é contraventor. Na Copa, milhares de estrangeiros vêm ao Brasil. Onde irão se divertir? Ele está batalhando. Ninguém quer ficar na informalidade. Ele também não”, argumentou.

Andressa ainda disse sentir “revolta e tristeza” ao ver o marido retratado como líder de quadrilha. “O Carlinhos que eu conheço faz caridade, doa caminhão de macarrão para creche, doa caminhão de brinquedo. É humano, comprometido e responsável”, declarou.

Da Folha de São Paulo, editado por Bahia Notícias, com foto de Carlos Costa, da Agência Estado.

Ninguém me tira da minha cabeça perversa que a debacle de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes começou pela troca de maridos de Andressa. A situação do suplente do Senador, Wilder Pedro de Morais, poderia transitar entre a mágoa de ter perdido a mulher e a oportunidade de assumir a titularidade do Senador. É óbvio que a Polícia Federal começou o controle de Demóstenes depois que ele caiu na rede de escuta de Cachoeira. Mas informações adicionais, no curso das investigações, seriam de muita utilidade.  Perder um piteuzinho como esse e ficar conformado, ninguém fica. 

 

Governo corre riscos calculados com a CPI do Cachoeira.

Seguro de que a CPI do Cachoeira vai ficar entre meia dúzia de nomes, o Governo pode autorizar a instalação do processo inquisitório. Eles seriam,  além do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) cinco deputados. Quatro de Goiás: Carlos Leréia (PSDB), Leonardo Vilela (PSDB), Sandes Júnior (PP) e Rubens Otoni (PT). E um do Rio: Stepan Nercessian (PPS).

No entanto, o cavalo pode tomar o freio nos dentes durante o processo e o feitiço causar prejuízos ao feiticeiro. Fica óbvio ao mais comum dos mortais que a CPI seria uma cortina de fumaça ao julgamento do Mensalão. Mas se a investigação ganhar características de abrangência, pega o PT e outros governistas no contrapé.

Demóstenes atualiza blog e twitter

Demóstenes Torres, em seu twitter, esta semana:

“O sofrimento provocado pelos seguidos ataques a minha honra é difícil de suportar, mas me amparo em Deus e na certeza de minha inocência.”

Pronto: agora chamou Deus para companheiro! Até porque o Cachoeira está preso, não é mesmo e o Marconi não quer nem ouvir falar em Demóstenes.

Uma quadrilha completa, cheia de grandes planos

A revista Carta Capital certamente aumentou a tiragem para Goiânia, na esperança que os interessados voltem novamente às bancas para comprar todos os exemplares. Clique no link para acessar o site da revista e ler parte do conteúdo editorial da edição desta semana. As notícias de como a edição foi sequestrada em Goiânia são no mínimo inusitadas.

Gravações telefônicas mostram que o senador Demóstenes Torres e o empresário Carlinhos Cachoeira planejavam se aproximar do Palácio do Planalto, segundo reportagem da revista Época.

Em uma das conversas, no final de abril de 2011, o empresário orientou o senador a aceitar um convite para trocar o DEM pelo PMDB, a fim de se juntar à base aliada do governo e se aproximar de Dilma Rousseff.

No entanto, o plano de Cachoeira não funcionou. Demóstenes teria ficado com receio de ter seu mandato cassado por infidelidade partidária, caso deixasse o DEM. Segundo a reportagem, o empresário ainda tinha o objetivo de conseguir que o senador chegasse a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quadrilha completa

Segundo a TV Globo, as investigações sobre a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira revelaram que a organização criminosa envolvia também um policial federal, que agia como espião do bando. Segundo o inquérito da operação Monte Carlo, o auxiliar administrativo e chefe da divisão de serviços gerais, Anderson Aguiar Drumond, recebia informações antecipadas sobre datas e locais de operações policiais e as repassava à quadrilha.

Andressa, que amava Carlinhos Cachoeira, que amava Demóstenes, que amava Perillo, que amava Wilder…

Andressa ao lado do ex-marido.

O dinheiro remove montanhas. A defesa de Carlinhos Cachoeira está sendo feita por Márcio Thomaz Bastos, pela módica quantia de R$15 milhões. Em três prestações mensais. A esposa do empresário, Andressa Morais, nascida Alves Mendonça, foi visitá-lo esta semana, em Mossoró, e usou um jatinho para o deslocamento. Valor da despesa: R$60 mil. Como diz um leitor, quero ser pobre apenas um dia. Ser todos os dias já me cansou.

Notáveis coincidências

Caso o senador Demóstenes Torres renuncie ao mandato ou seja cassado, a primeira opção para substituí-lo é seu primeiro-suplente, o empresário Wilder Pedro de Morais. Reportagem do jornal Correio Braziliense publicada nesta terça (3) indica que, assim como Demóstenes, ele também guarda relações próximas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Próximas e problemáticas.
A ex-mulher de Wilder Morais, Andressa Alves Mendonça, admitiu ter se separado do suplente de Demóstenes para ficar com o contraventor.

— O Wilder ofereceu um jantar uma vez e alguém levou o Carlinhos até esse jantar. Depois, me separei e fiquei muito próxima ao Carlinhos.

Andressa viveu com Carlos Cachoeira durante oito meses, até a prisão do contraventor, no último dia 29 de fevereiro. A história foi trazida a público inicialmente pelo próprio senador Demóstenes. Em entrevista, assim que foram divulgados os primeiros registros de conversas entre ele e o bicheiro, o senador comentou a troca de maridos feita por Andressa e disse ter ligado para Cachoeira para resolver o “problema”.
Na única vez em que foi ao plenário do Senado justificar seu envolvimento com o empresário do ramo de jogos ilegais Carlos Cachoeira, no dia 6 de março, o senador Demóstenes Torres repetiu a explicação.
— As ligações telefônicas apontam para conversas triviais e tiveram sua frequência ampliada durante o período em que eu e minha mulher interferimos numa questão pessoal da amiga dela, esposa de Carlos Cachoeira. Um único episódio das gravações telefônicas diretamente ligado a mim é de ordem estritamente privada.

De acordo com Andressa, Cachoeira e seu ex-marido, que é o atual secretário de Infraestrutura do governador de Goiás, Marconi Perillo – que também aparece em gravações da polícia Federal durante conversas com o bicheiro -, hoje são inimigos.

ACM Neto defende CPI para investigar Carlos Cachoeira

O líder do Democratas na Câmara Federal, deputado ACM Neto, defendeu a instauração de uma CPI para investigar os denunciados pela operação Monte Carlo, que desmontou um esquema de jogos de azar envolvendo o empresário Carlos Cachoeira. “Queremos que todos os citados no caso sejam investigados, independente de partido”, disse Neto. Ele ressaltou que o Democratas agiu de forma rígida no caso do senador Demóstenes Torres (GO).  “Vivemos um momento importante na história do nosso partido. Agimos de forma forte e robusta para superação de obstáculos que se colocam no nosso caminho. Não passamos a mão na cabeça de quem comete erros“, enfatizou Neto, em discurso no plenário. 
O Democratas decidiu abrir processo de expulsão contra o senador Demóstenes Torres “pelo seu notório envolvimento com a operação Monte Carlo e com o contraventor Carlos Cachoeira”. Ontem, no entanto, Torres comunicou ao presidente da legenda, senador Agripino Maia (RN), sua desfiliação. “O Democratas não tem duas éticas, dos aliados e da oposição. A ética é uma só, independente de coloração partidária”, reforçou ACM Neto. 
Segundo o deputado, a bancada do Democratas, com 27 deputados, apoia, com unanimidade, a criação da CPI. “Queremos que tudo seja apurado e queremos ver a postura dos outros partidos em relação a esse caso”, disse. O líder ainda ressaltou que o partido está dando exemplo ao tomar atitudes firmes contra casos de corrupção, mesmo que implique sacrifícios. “O mesmo não se pode falar de outros partidos”, disse, listando uma série de escândalos recentes de corrupção que envolve o PT. 
ACM Neto citou, por exemplo, o caso Waldomiro Diniz, CPI dos Bingos, o caso dos “aloprados”, as denúncias contra o ex-ministro Antônio Palocci e o ministro Fernando Pimentel (MDIC), além do mensalão, classificado pelo líder como o maior escândalo de corrupção da história recente do país. “Poderia ficar a tarde inteira falando de uma sucessão de escândalos que levaram a corrupção para membros do PT”, acrescentou o deputado.
ACM Neto criticou a falta de investigação de punição dos envolvidos nesses casos do PT e mostrou repúdio a comemoração de integrantes desse partido à reintegração de Delúbio Soares, um dos denunciados do mensalão. “Conseguimos preservar a nossa biografia e isso não tem preço. O Democratas sai de cabeça erguida”, concluiu o líder.

Governo com as barbas de molho no caso Cachoeira.

Parece que as águas turvas de Carlinhos Cachoeira não só estão encharcando Demóstenes Torres, agora senador sem partido, mas respingando em muita gente boa do Congresso e fora dele. O próprio Governo Federal sente que muita gente sua pode ser implicada no episódio e, ao que parece, tem recomendado cautela na instalação de uma CPI, o que ficou claro com as declarações de hoje do presidente da Câmara, Marco Maia.

Tanto que o próprio ACM Neto foi à tribuna, hoje, pedir a instalação da CPI.

Como se diz, em política e em lavagem de roupa suja, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

O dinheiro vultuoso do jogo ilegal contribuiu para as campanhas de diversos políticos. A lista de beneficiados parece ser extensa.

“Carta Capital” está sumindo das bancas.

A revista Carta Capital deve esgotar rapidamente sua edição. Segundo o deputado federal baiano Jean Wyllys, em mensagem do Twitter, carros sem placa estão recolhendo a edição nas bancas em Goiânia. Ele não informa se as pessoas encarregadas estão pagando o preço de capa da revista, antes de recolher, ou se estão levando na “marra” mesmo.

Já o site 247 afirma que as denúncias que se multiplicaram na manhã/tarde deste domingo, 1, dão conta de uma verdadeira ‘razzia’, em Goiânia, sobre a revista Carta Capital que acabara de chegar às bancas. Carros sem placa de identificação percorreram as bancas de jornal de Goiânia, capital de Goiás, com homens comprando, de uma só vez, todos os exemplares disponíveis. Suspeita-se que a ação ocorra por grupos políticos ligados ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, que está preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. O assunto já é do conhecimento de políticos de expressão nacional.

O deputado federal Ricardo Berzoini, do PT-SP, foi bem humorado no Twitter ao se manifestar sobre o caso: “Alô, Mino Carta, mande um estoque extra da Carta Capital pra Goiania, tem gente comprando todas as edições pra coleção particular”. Já o ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh chamou de “bandidos” os homens que promovem a retirada da revista das bancas e deu um link da reportagem na íntegra (acesse aqui).

Clique na imagem para ampliar

DEM decide expulsão de Demóstenes Torres.

A direção do diretório nacional do Democratas decidirá nesta segunda-feira a situação do senador Demóstenes Torres no Partido.

Se continuar assim, só ACM Neto continuará, solitário, a pregar no deserto. Ou na caatinga baiana, onde já não chove há mais de um ano. Como disse Jesus aos seus apóstolos (veja artigo abaixo, de Luiz Fernando Veríssimo), “Evitem, se possível, a política partidária”.

Lewandowski será o relator do caso Demóstenes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski foi sorteado na manhã desta quarta-feira como relator do inquérito para investigar o ex-líder do DEM no Senado Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de ligação com o empresário do ramo de jogos de azar Carlinhos Cachoeira. O pedido de investigação ao STF foi feito ontem à noite pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Impressionante como andam rápidas as coisas quando se trata de Oposição neste País. Arruda foi para a cadeia em menos de 3 meses de crise. Demóstenes já tem até os julgadores escolhidos. Enquanto isso o Mensalão, aquele dos 40 ladrões, ainda procura o Ali Babá.

Frank, Carlos Cachoeira e Demostenes Torres!

O senador José Agripino (RN) assumiu ontem a liderança do DEM, depois de o colega de bancada e de partido Demóstenes Torres (GO) pedir o afastamento do cargo em meio às denúncias de ligação com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Agripino disse que a Procuradoria Geral da República tem que divulgar o inquérito para que Demóstenes possa se defender de fatos e não de insinuações.

Que vergonha, tchê!

No blog de Marlene Galeazzi, do Jornal de Brasília, notícia veiculada no dia 15 de julho de 2011:

“O senador  Demóstenes Torres e a advogada Flávia Coelho se casaram na noite da última quarta-feira em cerimônia reservada à família no restaurante Da Giovanni, em Goiânia. A noiva disse “sim” usando um elegante vestido da casa La Novia, uma das mais prestigiadas lojas do ramo no mundo. Felizes e realizados, eles partiram para lua-de-mel na Costa Positana, na Itália, para aproveitar o verão europeu.” (foto de Maria Célia Siqueira).

Faltou o seguinte trecho: após a viagem, voltaram para casa para fazer comidinhas depois do amor, na romântica cozinha doada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Que vergonha, tchê!

E se a China quebrar? O Oeste baiano fecha?

O senador Demóstenes Torres publica um pequeno comentário, hoje, no blog de Ricardo Noblat, em que faz referência a um eventual período de estagnação da economia chinesa, que cresce hoje a razão de dois dígitos ao ano. E mostra como o País está despreparado para um cataclismo dessa proporção:

“A infraestrutura é caótica, a mão-de-obra não se modernizou e há 4 milhões de jovens fora da escola”, diz o Senador.

Veja a íntegra da nota:

A entrada da China na Organização Mundial do Comércio completou dez anos e ainda se comemora o continente de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes à disposição dos negócios. Claro que os meios de sobrevivência ali deixam grande parte sem poder de consumo, mas é uma potência.

Suas relações bilaterais com o Brasil estão se transformando em dependência, a ponto de um resfriado chinês chegar aqui como a nova versão da peste bubônica.

Por enquanto, os números de Pequim são saudáveis, mas com fortes indícios de serem inflados. O PIB, que tomou do Japão o segundo lugar no mundo, cresceu 10,3% em 2010 e 9,2% em 2011, o dobro da ascensão tupiniquim.

O gigantismo explica por que grande parte do planeta, inclusive o Brasil, resiste à quebradeira na Europa com a mesma placidez que tornou marola o tsunami norte-americano. E se os pontos na escala Richter fossem nos balancetes da China?

É preciso se preparar para o baque, pois a explosão de uma eventual bolha chinesa atingiria os sete mares e outros nunca dantes navegados. Nossas reservas cambiais, 300 bilhões de dólares (as chinesas são 11 vezes maiores), virariam pó de traque, porque o país não fez o necessário. A infraestrutura é caótica, a mão-de-obra não se modernizou e há 4 milhões de jovens fora da escola. Publicado no blog de Ricardo Noblat.

Pois se a China quebrar, o Oeste da Bahia fecha em uma semana. E o último que sair deve apagar a luz. O País não pode e não deve continuar sustentando sua economia apenas em commodities. Precisa de educação, pesquisa e inovação tecnológica. Sempre cito aqui o exemplo: por que devemos pagar por um pendrive o mesmo preço que a China paga por uma saca de soja? Não temos tecnologia para fabricar um pendrive?

E se a ação do CNJ virar lei?

O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, vai entregar a Demóstenes Torres um abaixo-assinado contendo mais de 10. 000 assinaturas em apoio incondicional à PEC ( Proposta de Emenda Constitucional) que garante os poderes do CNJ – Conselho Nacional de Justiça para investigar magistrados. Demóstenes é o autor da proposta, que está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Diz Damous:

– Tirar do CNJ o poder de investigar, processar e condenar juízes que pratiquem irregularidades ou apresentem desvios de conduta é retroceder institucionalmente, é declarar aos cidadãos que não haverá transparência no sistema.

Por Lauro Jardim, de Veja.

Imagine-se a pressão que os senadores e deputados vão receber para o sumiço desta PEC, quase todos devendo alguma coisa à Justiça.

Barraco leve no Senado: Sarney é contido por Collor para não agredir Demóstenes.

A discussão que quase virou briga aconteceu quando Sarney sugeriu a inversão de pauta de votação sobre a regulamentação da Emenda 29.
Irritado, Demóstenes Torres disse que não permitia que palavras usadas por Sarney na reunião que firmou o acordo fossem utilizadas para justificar a aprovação do requerimento.
– É burlar, de maneira torpe, o entendimento (de colocar a regulamentação da Emenda 29 em votação) – disse Demóstenes.
– Estou cumprindo o regimento – rebateu Sarney, mandando que a palavra “torpe” fosse retirada das notas taquigráficas.
Sarney estava na Mesa e Demóstenes embaixo, no plenário. Visivelmente descontrolado, Sarney desceu da Mesa acompanhado do senador Fernando Collor (PTB-AP) e partiu em direção de Demóstenes.
-Você me deve desculpas! Você me respeite! – esbravejou Sarney para Demóstenes, de dedo em riste e sendo contido por Collor para que não avançasse mais.
Demóstenes ouviu calado.
– Eu ia falar o quê para um homem de 80 anos? Ele sabe que está errado. Mas para voltar a ficar bem com o governo resolveu ajudar no tratoraço da Emenda 29 que ele mesmo colocou em votação semana passada, deixando a base em uma saia justa – disse Demóstenes.

O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou para a sessão desta quarta-feira (7) a votação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 (PLS 121/2007). O projeto, do ex-senador Tião Viana (PT-AC), assegura recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde vindos da União, dos estados e dos municípios.

O caso Pão de Açúcar sobre uma ótica lúcida.

Quem precisa ter uma visão apurada sobre o caso BNDES/Pão de Açúcar/Carrefour deve ler o artigo do senador Demóstenes Torres no Blog do Noblat. No Brasil, 95% dos eleitores não entendem o que o Governo faz, por quem faz e como faz. Uma vergonha como essa não pode prosperar.

Haja tapete!

Não é por falta de informações que o Procurador Geral da República vai varrer para baixo do tapete o caso Palocci. Os líderes da Oposição protocolaram representação contra o Ministro Chefe da Casa Civil, pedindo a investigação das relações dele, Palocci, com as seguintes empresas:

1. Pão de Açúcar

2. Íbis

3. LG

4. Samsung

5. Claro-Embratel

6. TIM

7. OI

8. Sadia

9. Embraer

10. Dafra

11. Hyunday Naval

12. Halliburton

13. Volkswagem

14. GOL

15. Toyota

16. Azul

17. Vinícola Aurora

18. Siemens

19. Royal (transatlânticos)

20. Itaú-Unibanco

21. Bradesco

22. EBX

23. Petrobrás

24. Vale do Rio Doce

25. Amil

26. Wtorre

Assinaram o documento, os líderes do DEM, Demóstenes Torres (GO), e do PSDB, Alvaro Dias (PR), além de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Haja tapete!

Congresso, puxadinho do Palácio do Planalto.

Senador Demostenes Torres, hoje no twitter:

“Quem manda e desmanda no Legislativo é o Executivo, que considera o Congresso Nacional apenas um puxadinho do Palácio do Planalto.”

O Senador sabe o que acontece no Senado e na Câmara. Quando o Pallocci telefona, todos tremem na base, temerosos de perder os seus mensalinhos de cargos, emendas e até de algum dinheiro extra via porta da propina de empreiteiras e fornecedores do Governo. A vergonha transborda nos ralos do esgoto do Congresso Nacional.

Oposição indignada com o “rolo compressor” do Executivo.

A imagem mostra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) em um momento de fúria, na quarta-feira, no Senado. A oposição ao governo Dilma Rousseff estava indignada com a tentativa de aprovação da Medida Provisória 513, que trata de oito temas tão diversos que foi classificada como “árvore de natal”. Segundo o Globo, entre os temas estavam a criação do fundo garantidor da União para empresas que vão participar de obras da Copa e das Olimpíadas, a ajuda ao Haiti e mudanças no seguro habitacional.

Revoltados com o rolo compressor do governo, os senadores deixaram o plenário em protesto, e a MP acabou sendo aprovada.

O levante da oposição foi iniciado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que rasgou e jogou no chão o texto da MP, anunciando, aos gritos, que recorreria ao Supremo para restaurar as prerrogativas do Senado: “Isso é uma indignidade! É uma imoralidade! Temos de honrar nosso mandato. Estamos rasgando a Constituição. É para isso que existe o Senado? Do blog o Filtro, de Época. Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

Igualdade racial é bobagem, com tanta miscigenação.

Depois de sete anos de debates, foi aprovado hoje o Estatuto da Igualdade Racial. O substitutivo final negociado pelo governo e pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) suprimiu do texto a previsão de cotas para negros na educação, serviço público e privado e nos partidos políticos. Deixou, ainda, de fora o ponto que previa a adoção de política pública de saúde exclusiva para população negra. Demóstenes avisou que não queria criar dissensões entre negros e brancos.

E acertou: como separar negros e brancos num país tão miscigenado? Mais de 80% dos brasileiros tem um pouco de sangue negro. A igualdade entre negros e brancos no Brasil não pode ser estatutária porque não se pode separar o que os cruzamentos genéticos misturaram. É clássico o caso da seleção por cotas na Universidade de Brasília, odiosa e burra, que classificou irmãos gêmeos univitelinos, em oportunidades diferentes, um como branco e outro como negro.

Situação de Arruda é desesperada

Águas Claras (DF) – Jornalistas fazem plantão em frente à residência oficial do governador do Distrito Federal. Hoje os dirigentes do DEM devem reunir-se para tomar uma decisão sobre a desfiliação de Arruda. Desfiliado, vai ser difícil Arruda resistir no Governo. O caminho talvez seja o mesmo do episódio do painel do Senado, quando renunciou ao mandato para não ser cassado. As máquinas que aparecem em frente à residência oficial fazem parte da maior obra que o GDF está realizando: a Linha Verde, que adicionará 6 novas pistas à ligação de Taguatinga com o Plano Piloto (Estrada Parque Taguatinga-Guará EPTG.

Pressionado internamente, o comando nacional do Democratas prepara a desfiliação e futuramente a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Acusado de coordenar um suposto esquema complexo de corrupção, Arruda vai se explicar amanhã, às 14h, à cúpula de seu partido sobre as denúncias. Ele passou este domingo telefonando para os colegas de partido.

“Existe um fato e denúncias. Contra fatos e denúncias o combate são fatos e não versões. É assim que funciona. Vamos dar ao governador o espaço que ele precisa para se explicar. Mas o clima de desconforto é grande. Aguardamos a defesa dele, mas grande parte do DEM pensa na desfiliação e até na expulsão”, disse à Agência Brasil o senador Demóstenes Torres.

Demóstenes contou que Arruda passou o domingo conversando, por telefone, com cada integrante da executiva nacional do DEM. Nas conversas, o governador tentou explicar as imagens em que aparece recebendo dinheiro do então assessor Durval Barbosa.

Segundo o senador, Arruda afirmou que as imagens são do período da sua campanha de 2006, quando recebia recursos para repassar aos que trabalhavam com ele. De acordo com as explicações do governador, tudo foi relatado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e também ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Twitter, o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), avisou que se for constatada irregularidade, haverá punição.

“O Democratas não vai se portar como o PT. Se houve erro, haverá punição de acordo com o que uma democracia prevê. O Democratas exige seriedade sempre. Não vamos empurrar nada para baixo do tapete. São denúncias graves”.

Outros líderes do DEM ouvidos pela Agência Brasil afirmaram que a tendência na legenda não é favorável a Arruda, mas que aguardam as explicações do governador para evitar possíveis injustiças.

Foto: Elza Fiúza/ABr – Com informações de Renata Giraldi e Luciana Lima, da ABr