Encontrada 15ª vítima dos deslizamentos em Salvador

Foto do Correio*: deslizamento no Barro Branco
Foto do Correio*: deslizamento no Barro Branco

Choveu a manhã toda em Salvador novamente, mas com menor intensidade que ontem. Assim, 55 encostas continuam em perigo. Agora à tarde, mais um corpo foi retirado dos escombros na região da Avenida San Martin, em Salvador.  É a  15ª vítima após deslizamentos que atingiram as regiões do Bom Juá e da localidade do Barro Branco, na capital baiana. Segundo os Bombeiros, ao menos uma pessoa ainda é procurada nos destroços.

Mais de 500 pessoas estão desabrigadas na Capital.

Na segunda-feira (27), a Secretaria Municipal de Saúde havia informado que 14 pessoas morreram após os deslizamentos em Salvador. Porém, às 7h13 desta terça-feira, a Codesal informou que, na verdade, 12 mortes teriam sido confirmadas. Outros três corpos foram retirados nesta terça-feira. Um deles foi resgatado durante a manhã e o segundo no início da tarde, elevando para 14 o número de mortes.

O 14º corpo foi retirado pelo Corpo de Bombeiros na comunidade do Barro Branco, na Avenida San Martin. Dez pessoas morreram nessa localidade. O corpo foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

dia das mães

Bahia: seca e excesso de chuvas, tragédias simultâneas.

A estiagem que atinge o Semiárido e norte baianos nos últimos meses já começou a afetar as cidades com mais de 100 mil habitantes no estado. A Coordenação Estadual de Defesa Civil da Bahia informou ontem (23) que Vitória da Conquista, terceiro maior município baiano, já sofre com racionamento de água.

“Tivemos chuvas em algumas regiões, mas não foi suficiente para dar volume nas aguadas [cavidades feitas para armazenamento de água para homens e animais], nem para mudar os níveis das barragens. E grandes cidades do interior, como Vitória da Conquista, dependem desses níveis para o abastecimento”, explicou Luciana Silva Santos, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza na Bahia.

Segundo Luciana, até agora, os agricultores eram os maiores impactados “principalmente com a perda do rebanho, não só de pequenos produtores de caprinos e ovinos. Não tem água, nem ração, porque não tem capim e nem as palmas que estavam sendo usadas como alternativa para ração”. No estado, 242 municípios estão em estado de emergência. Mais seis já são considerados em estado de risco pelo estado, mas ainda não tiveram a situação reconhecida pelo governo federal.

Luciana Santos explicou que algumas medidas estão sendo adotadas, como a venda de milho, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a preços “de balcão” para alimentar os animais e que garantem algum grau de umidade para pequenos rebanhos. Além disso, estão sendo usados recursos federais para enviar carros-pipa e alimentos para áreas rurais.

“Selecionamentos os primeiros 200 municípios que decretaram emergência no início de maio. Já foi liberada a distribuição de 2 mil toneladas de feijão e mil toneladas de arroz. Claro que não dá para atender aos 2 milhões de pessoas afetadas. Estamos priorizando as famílias com crianças de até 2 anos ou que tenham mulheres grávidas ou que estejam amamentando”, disse.

Enquanto falta água no interior, a chuva vem maltratando a população da região metropolitana de Salvador desde a última sexta-feira (18). De acordo com a assessoria da Defesa Civil da capital soteropolitana, 540 áreas estão em risco. Estima-se que 100 mil pessoas morem nesses locais.

“A expectativa é que chova menos a partir de agora. Mas, a Defesa Civil continua em alerta. O período de chuva é até junho, apenas não sabíamos a proporção de chuva que cairia. Um dos dez pluviômetros distribuídos pela cidade, no bairro do Cabula, mostrou que o índice de chuva, desde o dia 17, chegou a 372,9 mililítros (ml), enquanto esperávamos 349,5 ml em todo o mês”, informou a assessoria.

Até o momento, a Defesa Civil de Salvador registrou mais de mil solicitações de emergência, como alagamento de áreas, desabamento de imóveis, ameaça de desabamento, queda de árvores e desabamento de terra. A maioria das ocorrências foi deslizamento de terra e as áreas com maior número de solicitações foram São Marcos, Pau de Lima, Sussuarana, Bairro da Paz, Grotas, Tancredo Neves, Alto da Terezinha, Canabrava e Fazenda Grande.

A assessoria do órgão informou que já foram cadastradas 99 famílias que tiveram suas casas atingidas e distribuídos mais de 16 mil metros quadrados de lonas que são colocadas nas encostas para evitar deslizamento de terra, onde vivem outras 193 famílias. Da Agência Brasil.

 

Já são 12 os mortos nos deslizamentos do Rio Grande do Sul

Foto de Genaro Joner, da agência RBS.

Subiu para 12 o número de mortes causadas pelo temporal que atinge o Rio Grande do Sul desde sexta-feira (22), segundo informações da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros. Um deslizamento de terra na cidade de Igrejinha (RS), neste sábado (23), causou o desabamento de pelo menos seis casas e seis pessoas que estavam na região morreram.

Perto das 21h30, de sábado, 23, o Corpo de Bombeiros afirmou ter encontrado mais um corpo, o sétimo, de um jovem. Os pais e dois irmãos do rapaz estão entre as vítimas, e os corpos já foram retirados dos escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros da região, a operação de resgate foi encerrada.

Às 21h, pelo menos cerca de 30 mil consumidores das regiões atendidas pelas concessionárias AES Sul,  Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Rio Grande Energia (RGE) seguiam sem energia. Ontem, eram mais de 80 mil residências desligadas, atingindo mais de 200 mil pessoas. Do G1.