Atacadão da maconha é desarticulado em Salvador e 4 são presos

maconha apreendidaQuatro homens foram presos com uma tonelada e meia (1,5 mil quilos) de maconha na cidade de Dias D’Ávila, na região metropolitana de Salvador.

A ação, na tarde deste sábado, foi resultado de operação conjunta entre a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

Segundo informações do Blog do Marcos Frahm, a droga estava armazenada no fundo falso de um caminhão, de placa MNQ 7741, da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, sendo transportada do Mato Grosso.

Entre os presos estavam os condutores do caminhão, Willamy Luiz Carneiro Dantas e Bruno Fernandes de Freitas, ambos natural de Patos, na Paraíba. Os outros dois homens detidos eram motoristas dos veículos que atuavam como batedores: Ranieri dos Santos Medeiros, também natural de Patos (PB), que dirigia uma Saveiro Cross branca e Carlos Xavier de Oliveira, natural de Malta, na Paraíba, que dirigia um Gol, cor preta, placa OKU 0158, de Diás D’Ávila.

Os veículos e a maconha foram apreendidos. Os quatro homens foram acusados de tráfico de drogas e serão apresentados na sede da Superintendência Regional da PF em Salvador, no bairro do Comércio.

 

Visto cartão

Polícia tortura idoso inocente, pensando extorquir traficante.

tortura-policial

Sessão de tortura de um idoso inocente expõe brutalidade policial em Salvador. Agentes chegaram a introduzir um cabo de vassoura no ânus da vítima, como demonstraram os laudos médicos do caso. Em ato inusual de coragem, ele denunciou seus agressores na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, que prendeu os implicados.

Por Maria Martín, do jornal El País

Era quase meia noite do dia 14 de junho quando a porta do senhor Elias*, de 62 anos, foi arrombada por quatro policiais do município de Dias D’Ávila, a 57 quilômetros do centro de Salvador, na Bahia. Ao susto inicial lhe seguiu uma sessão de mais de hora e meia de tortura na qual os agentes chegaram a introduzir um cabo de vassoura no ânus do idoso, como demonstraram os laudos médicos do caso. Os policiais, que haviam obtido esse endereço após, supostamente, torturar um usuário de drogas, acreditaram que seu Elias era o narcotraficante que buscavam. Mas os agentes não queriam prendê-lo, queriam grana. Eles o extorquiram e roubaram o pouco dinheiro que tinha, 200 reais em cédulas e outros 200 em moedinhas.

Elias, sem ficha policial, não se cansava de repetir que era trabalhador e que não tinha envolvimento com o crime, mas foi vendado e conduzido em uma viatura para outros locais onde foi submetido a novas agressões e ameaças, como a de atear fogo em seu corpo com gasolina. Tudo indicava que os policiais iam se desfazer de Elias, no que é chamado no jargão policial de “ponto de desova”, mas o idoso foi finalmente deixado em casa. Os policiais, um tenente e três soldados, perceberam que ele não era a pessoa que procuravam.

Seu Elias, em um ato inusual de coragem, denunciou seus agressores na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia. O órgão fiscalizador da corporação abriu uma investigação e acabou pedindo a prisão dos acusados. O idoso foi examinado por médicos que certificaram feridas nos punhos, nos ombros, na mandíbula, nos joelhos, uma perfuração sangrante na região do ânus e fissuras no esfíncter. O relato detalhado nesta reportagem é parte do processo que levou o juiz militar Paulo Roberto Santos a decretar a prisão preventiva dos policiais sob a acusação de crimes de ameaças, roubo com violência e extorsão. “Os indícios suficientes de autoria emergem com clareza solar”, escreve o magistrado.

A análise do GPS da viatura constatou que o veículo encontrava-se na casa da vítima naquele dia e horário, e os investigadores não obtiveram uma justificativa oficial da visita a esse endereço. O relato das atrocidades sofridas por seu Elias foi tão contundente e detalhado que motivou a ordem de prisão na semana passada do tenente Isaias de Jesus Neves e os soldados Marcos Silva Barbosa, Alexandro Andrade das Neves e Carlos Eduardo de Sousa Torres, lotados na 36ª Companhia Independente da PM de Dias D’Ávila.

O magistrado afirmou que a prisão preventiva, considerada uma medida “extrema e excepcional”, é “de extrema necessidade” para a instrução criminal, para proteger a liberdade dos testemunhas e para garantir a ordem pública, pois a maneira como os policiais praticaram os delitos “demonstra sua periculosidade”. “Sem sombra de dúvidas a ordem pública encontra-se seriamente comprometida no caso em discussão, pois condutas tão infames, em tese, foram praticadas por policiais militares, justamente os agentes encarregados pela lei de preservar a ordem pública e garantir a paz social”, escreve o juiz na sua decisão onde acusa os policiais de assumir o papel de “algozes”. O magistrado negou o pedido de habeas corpus, que pretende evitar prisões arbitrárias, solicitado pela defesa dos acusados.

Saiba mais aqui

Simões Filho, na periferia de Salvador, é a cidade mais violenta do País.

Simões Filho, município na região metropolitana de Salvador, aparece em  primeiro lugar no ranking das cidades mais violentas do Brasil segundo o Mapa da  Violência 2012 divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Sangari, com  base em informações dos Ministérios da Justiça e da Saúde.

A cidade teve uma média de 146 homicídios por 100 mil habitantes entre os  anos de 2008 e 2010. Em 5º lugar aparece Porto Seguro, com uma média de 108  assassinatos, e em 8º Itabuna, com quase 104 homicídios por 100 mil habitantes.  Entre as 50 mais violentas do país, ainda aparecem outras quatro cidades  baianas: Lauro de Freitas, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Dias D’Ávila. 

Entre 2004 e 2007, depois da queda de Saddam Hussein, a insurgência iraquiana levou o país a registrar taxas médias de 64,9 homicídios por 100 mil habitantes, que provocaram 76.266 mortes em quatro anos e transformaram o conflito no mais violento do mundo no período.

Clique na imagem para ampliar