Trump tem obsessão pelo Brasil, diz Financial Times ao explicar que ele jamais deixará o mundo em paz

O presidente dos

Articulista argumenta que o presidente dos EUA tem instinto de negociador imobiliário e vê o mundo como um grande bazar de negócios; e isso adicionado à sua sede por atenção o transformaram no presidente mais intervencionista da América

Do Urbs Magna

Um artigo do Financial Times analisa a contradição entre a retórica isolacionista de Donald Trump e a realidade de sua atuação geopolítica e histórica.

O texto, de Janan Ganesh, utiliza a conferência imobiliária MIPIM, realizada em Cannes, como metáfora para o ambiente de negócios globalizado e resiliente onde o presidente moldou sua visão de mundo.

  1. O “Bazar Bizarro” de Cannes 

A MIPIM não é uma feira de imóveis comum; é o maior evento do setor no mundo – um ambiente em Cannes onde bilionários russos, fundos soberanos árabes, incorporadores brasileiros e corretores de luxo se misturam em iates e hotéis cinco estrelas.

O nome MIPIM é uma sigla em francês que, traduzida livremente para o português, significa Mercado Internacional de Profissionais de Imobiliário (Marché International des Professionnels de l’Immobilier).

Fundado em 1990, o evento é considerado a maior e mais influente feira do setor imobiliário e de investimentos do mundo.

Para Janan Ganesh, no texto no Financial Times, esse ambiente é a “escola” de Trump. No mercado imobiliário de alto padrão, não existem fronteiras ideológicas: o que importa é o fluxo de capital.

Ao citar esse evento, o texto sugere que Trump vê a geopolítica da mesma forma que vê um saguão de hotel em Cannes: um lugar onde todos buscam lucro, poder e influência, independentemente de regras diplomáticas tradicionais.

  1. A “Resistência ao Choque” e a Corrupção 

O texto toca em um ponto sensível para a realidade brasileira: a ética nos negócios:

A Visão Ocidental/Liberal: Líderes como Barack Obama tratam o mundo através de leis, tratados e diplomacia “limpa“.

A Visão “Imobiliária” de Trump: No mundo das grandes construções globais, o “suborno” ou o “favorecimento” são muitas vezes vistos apenas como o óleo que lubrifica a engrenagem.

O autor argumenta que Trump entende melhor o mundo real (especialmente em países em desenvolvimento ou economias emergentes) do que os intelectuais de Harvard. Ele compreende o desejo por riqueza material e o pragmatismo de quem quer “fechar o negócio” a qualquer custo.

  1. Por que isso não é Isolacionismo? 

Um isolacionista quer fechar as portas e ignorar o resto do planeta. No entanto, alguém formado na mentalidade da MIPIM faz o oposto:

♦ Ele quer estar em todos os mercados.
♦ Ele quer que seu nome esteja nas torres mais altas.
♦ Ele quer opinar sobre a justiça no Brasil ou a política em Londres porque vê o mundo como um grande tabuleiro de investimentos.

“A realidade é que o interesse primordial de Trump por dinheiro o torna uma figura bastante reconhecível para grande parte do mundo”, diz o autor do texto.

Em termos simples: o texto diz que Trump não é um ideólogo, mas um “homem de negócios de raiz“. Ele não quer que os EUA saiam do mundo; ele quer que os EUA dominem o mercado.

Para ele, o mundo não é uma comunidade de nações com valores compartilhados, mas um feirão imobiliário gigante onde ganha quem for mais esperto, mais rico e tiver o ego mais resiliente.

A Ilusão do Isolacionismo 

A análise argumenta que o rótulo de isolacionista aplicado a Trump é um equívoco. Eventos como o disparo de mísseis contra a Síria e o assassinato de um general iraniano demonstram que, apesar das promessas de campanha e do apoio de figuras como J.D. Vance (Vice-presidente dos Estados Unidos), o governo não recuou dos assuntos globais.

Pelo contrário, o autor sugere que Trump exibe um comportamento globalista, manifestado pelo interesse quase obsessivo na política interna de outras democracias, como o Brasil e o Reino Reino, e por intervenções em países como Nigéria, Iêmen e Venezuela.

Estrutura do Poder e Natureza Imperial 

Segundo o articulista do FT, Janan Ganesh, a resistência ao isolacionismo não é apenas uma característica da personalidade de Trump — cujo ego demandaria a atenção do palco mundial — mas uma questão estrutural do cargo presidencial.

O autor pontua que:

♦ Nenhum império recua por vontade própria sem ser forçado pela fraqueza ou derrota.
♦ O imenso poder militar e econômico dos Estados Unidos é uma tentação irresistível para qualquer ocupante da Casa Branca.
♦ Mesmo antecessores como George W. Bush foram inicialmente subestimados em seu interesse por assuntos externos, apenas para acabarem profundamente envolvidos neles.

O Realismo Imobiliário vs. O Idealismo Liberal 

O autor traça um contraste entre Trump e Barack Obama. Enquanto Obama possuía uma biografia internacional, sua abordagem era descrita como legalista e tradicionalmente ocidental. Já Trump, através de sua carreira no setor imobiliário, estaria mais sintonizado com a “média intelectual global“.

Janan Ganesh sugere que o foco de Trump em transações financeiras e o materialismo o tornam uma figura reconhecível em grande parte do mundo, onde o que o Ocidente define como corrupção é visto apenas como um custo de fazer negócios.

Por fim, nota-se que, apesar de seu discurso populista, as bases de Trump estão localizadas nas áreas mais cosmopolitas e conectadas ao mundo, e não no interior isolado da América, frustrando as expectativas de uma nação autossuficiente.

Se nada segurar, Trump vai em frente: agora quer a Groelândia e a Colômbia.

Groenlândia: história, economia, cultura, mapa - Brasil EscolaGroelândia: riquezas minerais e localização estratégica no Ártico

Após sequestrar Maduro, EUA ameaçam tomar território da Dinamarca.

Um dia após bombardear a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen

A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA.

“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças.

“Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável.

“Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional.

“[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca.

As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025.

A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

Colômbia

Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.  

“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.

Meu Deus! Parece que o Governo Trump é pior do que imaginamos.

Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem ‘personalidade de alcoólatra’. Susie Wiles admite que presidente quer processar inimigos por ‘acerto de contas’; Trump diz não ter lido reportagem, mas defende aliada: ‘ela faz excelente trabalho’.

Trump chief of staff Susie Wiles says president 'has an alcoholic's personality' and much more in candid interviews | CNN PoliticsSusie Wiles

A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em entrevista publicada nesta terça-feira (16) pela revista Vanity Fair que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “personalidade de alcoólatra”, que o vice, J. D. Vance, é um “teórico da conspiração”, e que a secretária de Justiça, Pam Bondi, “fez burrada” ao lidar com o caso Jeffrey Epstein.

Chris Wipple, autor de um livro sobre chefes de gabinete da Casa Branca e jornalista que assina as reportagens na Vanity Fair, conversou com Wiles ao longo de todo o ano, um raro nível de acesso ao centro do poder nos EUA. Como o próprio repórter admite no texto, “a maioria das autoridades da Casa Branca só fala com a imprensa em off [isto é, de maneira reservada, sem autorizar que seu nome seja citado] ou muito ocasionalmente. Wiles, no entanto, respondeu abertamente quase todas as perguntas que lhe fiz”.

From Quiet Strategist to Viral Headline: How Susie Wiles' Vanity Fair  Interview Changed the Narrative

Primeira mulher na história dos EUA a ocupar o cargo, Wiles é considerada a pessoa mais poderosa na Casa Branca depois de Trump. Tendo coordenado a campanha presidencial do republicano -“em momento algum cogitei a possibilidade de que perderíamos”, disse-, ela foi vista como a arquiteta da sua vitória nas eleições de 2024 e diz ter a confiança total do presidente. Trump, depois da publicação da reportagem da Vanity Fair, disse não ter lido a matéria, mas afirmou que Wiles faz um “excelente trabalho”.

Muitas decisões do governo vem sendo tomadas na base do impulso de Trump, disse um membro do Partido Republicano à Vanity Fair. Para essa pessoa, a única força capaz de direcionar esse impulso é Wiles. A chefe de gabinete, cujo pai, um famoso locutor de jogos de futebol americano, era alcoólatra, afirma ter habilidade em lidar com homens de grande ego. “[Trump] tem uma personalidade de alcoólatra. Ele funciona acreditando que não há nada que ele não possa fazer. Nada, nada mesmo.”

Susie Wiles seems to criticize Bondi, Vance and talks Trump in Vanity Fair  - ABC News

Sobre Vance, Wiles disse que o vice-presidente “é um teórico da conspiração faz dez anos”, e que o político tem preocupação especial sobre o que a juventude do Partido Republicanos -considerada por alguns analistas como a ala mais radical da sigla- pensa sobre o governo e os principais problemas do país.

No início do ano, quando o bilionário Elon Musk dominava as manchetes, Wiles disse a Wipple que o dono do X “age totalmente sozinho”. “Ele é um usuário declarado de cetamina [Musk nega usar a droga]. Ele dorme durante o dia num saco de dormir no escritório dele. É um cara muito estranho, como todo gênio. Não me ajuda muito.” Ainda assim, Wiles disse ter aprovado o trabalho de Musk quando ele desmantelou a Usaid, agência de ajuda externa dos EUA.

What Susie Wiles told Vanity Fair about Trump, Musk, Epstein

À Vanity Fair, Wiles também deu a entender que o objetivo da campanha militar de Trump na América Latina não é combater o tráfico de drogas, mas derrubar do poder o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. “[Trump] quer seguir explodindo barcos até que o Maduro peça água. E gente mais inteligente do que eu diz que é isso que vai acontecer”, afirmou a chefe de gabinete. Um total de 95 pessoas já foram mortas pelos EUA em ataques a embarcações nas águas do Caribe e do Pacífico.

Sobre a campanha de deportações em massa de Trump e o caso do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, deportado por engano, Wiles disse: “Se alguém tem antecedentes criminais, se a gente tem certeza disso, provavelmente não tem problema mandar essa pessoa pra El Salvador, ou sei lá onde. Mas se há dúvida, precisamos checar”.

Wiles admitiu ainda que Trump está em campanha para “acertar contas” com inimigos políticos e pessoas que tentaram responsabilizá-lo pela invasão do Capitólio em 2021 e por sua tentativa de reverter a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020.

“Temos um entendimento de que o acerto de contas vai acabar em breve”, disse a chefe de gabinete a Wipple no começo do ano. Quando isso não aconteceu, ela afirmou, em agosto: “Não acho que ele está em uma tour de vingança. Em alguns casos, pode parecer assim, e pode até haver certo elemento disso de vez em quando. Quem pode culpá-lo? Eu não culpo”.

A aliada de Trump criticou a secretária de Justiça, Pam Bondi, pela forma como lidou com o caso Jeffrey Epstein, o abusador morto em 2019 que foi amigo de Trump e foi acusado de operar uma ampla rede de tráfico sexual. “Ela fez uma burrada e não percebeu que a base [de Trump] ligava muito pra essa história”, disse Wiles à Vanity Fair.

 

Governador dos EUA debocha de Trump após críticas a soldados “gordos”.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, considerou que o presidente norte-americano, Donald Trump, “tem de ir embora”, depois de o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ter criticado os “generais gordos” e “barbudos” nas Forças Armadas.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, debochou do peso do presidente norte-americano, Donald Trump, um dia depois de o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ter declarado guerra aberta contra “generais gordos” e “barbudos” nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

Acho que o Comandante Supremo das Forças Armadas tem de ir embora!”, escreveu Gavin Newsom, na sua conta pessoal da rede social X (Twitter).

A publicação incluía uma fotografia de Donald Trump em um restaurante da rede de fast food McDonald’s, na qual era possível ver-se que o magnata tem excesso de peso.

Já na página do gabinete de comunicação, Newsom subiu o tom e divulgou uma fotografia gerada por Inteligência Artificial (IA), que retratava o presidente norte-americano com um hambúrguer do restaurante em cada mão, e vários outros posicionados em uma mesa à sua frente. Atrás dele, pelo menos cinco drones preparavam-se para entregar mais menus.

 

Tarifaço não deve afetar investimentos dos EUA no Brasil

Empresas pensam em horizonte de longo prazo, diz secretário do Tesouro.

A imposição da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump não deve prejudicar os investimentos diretos de empresas estadunidenses no Brasil, disse nesta quarta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. 

Segundo o secretário, as companhias pensam em horizonte de longo prazo, não em questões conjunturais. Em investimentos diretos, as empresas têm um horizonte a longo prazo.

“Elas olham para os próximos 10 a 15 anos. São questões muito mais estruturais que conjunturais em uma discussão como essa [a guerra comercial com Donald Trump]”, disse Ceron, em entrevista coletiva para explicar o resultado das contas públicas de junho. “O Brasil tem proximidade secular com os Estados Unidos. Acredito que isso vai se manter.”

Segundo o portal InvestVis, que compila dados sobre investimentos estrangeiros diretos no Brasil, os Estados Unidos são o país cujas empresas mais investem aqui. De janeiro de 2024 a junho de 2025, as companhias americanas investiram US$ 12,25 bilhões no país, correspondendo a 23,46% do total. Em segundo lugar, vêm os Países Baixos, com US$ 7,92 bilhões (15,17%).

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Plano de contingência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no início da semana, um plano de contingência para ajudar os setores afetados pela tarifa comercial de 50% sobre produtos brasileiros, que deve entrar em vigor na próxima semana. Ceron não adiantou medidas, apenas repetiu afirmações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que parte da ajuda às empresas brasileiras afetadas envolverão medidas de crédito.

De acordo com o secretário, o governo brasileiro não precisará redesenhar o plano porque o governo estadunidense isentou do tarifaço os principais produtos de exportação do Brasil para os Estados Unidos, como aviação civil, minérios, alguns alimentos e produtos de energia. “O desenho macro [do plano] está pronto. Podemos até rever valores, mas não acredito que precisemos refazer o plano”, disse Ceron.

“Dentro dos cenários possíveis, é um cenário que não está dentro do pior. Representa um cenário mais benigno, mas não quer dizer que os impactos não sejam pequenos”, afirmou o secretário, dizendo que ainda precisa entender os detalhes da ordem executiva do presidente Donald Trump.

Rio Grande do Sul

O secretário disse que a experiência com as enchentes no Rio Grande do Sul no ano passado ajudou o governo a elaborar o plano de contingência. “O plano de ação está preparado, estamos refinando. O que posso adiantar, quando fizemos, quando enfrentamos o desastre no Rio Grande do Sul, [é que] sabemos enfrentar problema com racionalidade, com técnica e na medida certa para gerar os efeitos econômicos proporcionais de mitigação do efeito que está sendo enfrentado.”

Apesar de a experiência com a tragédia climática no Rio Grande do Sul ter servido de base para a equipe econômica, Ceron afirmou não ser possível comparar o plano de contingência com o pacote de socorro para as enchentes no ano passado. “São eventos diferentes, com características diferentes, com efeitos diferentes”, afirmou.

“Estamos atentos aos efeitos”, disse o secretário. Ele ressaltou que, enquanto esse cenário não se resolver definitivamente, o plano tem os instrumentos necessários para que as coisas continuem bem, como estão atualmente.

Chega ao país voo com brasileiros repatriados dos EUA.

Aeronave trouxe mais 120 pessoas; total desde fevereiro passa de 800.

Um novo voo com brasileiros repatriados dos Estados Unidos pousou no início da tarde deste sábado (21) no Aeroporto Internacional de Fortaleza. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o voo trouxe 120 repatriados. Este foi o décimo voo de repatriação de brasileiros dos EUA. Até agora, o Brasil recebeu 892 repatriados entre os meses de fevereiro e junho deste ano, em razão da política contra a imigração adotada pelo governo estadunidense.

A previsão era que o voo chegasse em terras brasileiras as 08h, mas houve atraso, e a aeronave pousou no aeroporto às 12h46. O ministério informou que foi montada uma estrutura para a recepção dos brasileiros. Equipes de diversos órgãos do governo farão um acolhimento humanizado que inclui alimentação, distribuição de kits de higiene pessoal e apoio psicossocial, além de acolhimento.

De Fortaleza, os brasileiros seguirão para os locais de origem em ônibus, conforme o novo modelo de acolhimento de repatriados, que não terá mais apoio da Força Aérea Brasileira.

Além disso, o ministério informou que também realiza encaminhamentos para outros órgãos, como a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Sistema Único de Saúde (SUS), e a rede do sistema Único de Assistência Social (SUAS) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Em casos de acolhimento especializado, como pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e pessoas idosas, os atendimentos são direcionados dentro do próprio MDHC.

No dia 21 de junho, foram recebidos 109 brasileiros que estavam em situação de vulnerabilidade nos Estados Unidos. Do total de pessoas, 76 seguiram viagem para o Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Essa não! Trump está se apropriando do título de palhaço de Jair? Isso pode?

Os fascistas de Trump conduzindo o País para a recessão.

Num dia de turbulência no mercado global, o dólar teve forte alta e voltou a fechar acima de R$ 5,80 com temor de recessão nos Estados Unidos. A bolsa de valores acompanhou a movimentação global e caiu após três altas seguidas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,852, com alta de R$ 0,061 (+1,06%). A cotação chegou a cair durante a manhã, chegando a R$ 5,77 na mínima do dia, por volta das 12h, mas inverteu a trajetória e passou a subir em reação a declarações do presidente Donald Trump.

Na máxima do dia, por volta das 16h10, chegou a R$ 5,87.

Apesar da alta desta segunda-feira, a moeda norte-americana cai 5,3% em 2025. Em março, a divisa registra queda de 1,08%.

Bolsa de Valores
No mercado de ações, o dia também foi marcado pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.519 pontos, com recuo de 0,41%.

Mesmo com a queda, a bolsa brasileira saiu-se melhor que as bolsas norte-americanas. Em Nova York, o índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 2,08%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 4%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 2,7%.

Apesar de alguns fatores domésticos, o cenário global pesou mais.

O receio de que os Estados Unidos, a maior economia do planeta, entre em recessão intensificou-se após Donald Trump afirmar no domingo (9), em entrevista à televisão, que os Estados Unidos podem passar por um “período de transição” por causa de medidas como a imposição de tarifas comerciais e a falta de mão de obra decorrente da menor imigração.

Outro fator que prejudicou os países emergentes foi a divulgação de dados de deflação na China, provocada pelo menor consumo interno e pela estagnação do mercado de trabalho. Como o país asiático é o maior consumidor de bens primários do planeta, a notícia fez cair o preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).

No Brasil, o mercado aumentou a previsão de inflação para este ano. O boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, elevou para 5,68% a estimativa de inflação para 2025 <>.

Trump cita Brasil como mau exemplo no atendimento à Pandemia.

© Reuters/KEVIN LAMARQUE

Da Reuters, desde Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

“Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas”, disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

Existe uma linda música de Haroldo Lobo, grande compositor, pai de Edu Lobo, que relembra passagens como essa. Chama-se “Chuvas de Verão”.

“Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado no presente
Repetem velhos temas tão banais”

Isso é que aconteceu: Bozonaro entregou a Base de Alcântara, o pré-sal, abraçou a Cloroquina de Trump, votou com os EUA na ONU e agora está até nomeando indicados de Steve Bannon, o marqueteiro de Trump, para o Ministério das Relações Exteriores. Trata-se de um amor vulcânico, desse tipo chuvas de verão, agora não correspondido.

Em compensação, se é que existe uma, se exerce o verdadeiro patriotismo no Ministério da Saúde, unidade militar onde foram alojados, dizem, cerca de 40 militares. Às 7 da manhã, todo dia, toque de clarim, hasteamento da bandeira, ordem unida, leitura do boletim do dia e troca da guarda.  

Trump fará coletiva às 16h e pode declarar estado de emergência nacional por coronavírus

Nas últimas horas, Portugal, Espanha e Bulgária também fizeram o anúncio.

O presidente Donald Trump planeja declarar estado de emergência nacional nesta sexta-feira (13) por causa da pandemia de coronavírus, como forma a abrir portas para mais ajuda federal a estados e municípios, de acordo com duas fontes ouvidas pela Bloomberg.

A declaração, sob a Lei Stafford, poderia liberar até US$ 40 bilhões em ajuda imediata, segundo o site de notícia Politico.

O presidente americano anunciou na manhã desta sexta-feira (13), pelo Twitter, que fará uma declaração às 15h de Washington, ou 16h no horário de Brasília, sobre o “tópico coronavírus”.

Trump está sob crescente pressão para agir como governadores e prefeitos em todo o país, intensificando ações para mitigar a disseminação do vírus, fechando escolas e cancelando eventos públicos.

Na noite de quarta-feira (11), Trump anunciou medidas para mitigar o impacto do coronavírus nos EUA, mas que levou a uma forte queda dos mercados no dia seguinte.

Ele comunicou uma série de medidas de emergência, incluindo a proibição dos voos oriundos da Europa pelos próximos 30 dias, contando desde a meia-noite desta sexta. As únicas exceções seriam para os voos do Reino Unido (que já registra 460 casos) e para americanos que já tiverem passado pelos testes apropriados.

Enquanto Trump vai à mídia anunciar medidas emergenciais, seu sucedâneo de baixa qualidade, Jair Bolsonaro, aparece nas mídias sociais dando uma banana para a imprensa.

Trump faz dívida pública dos EUA crescer em U$3 trilhões em 3 anos.

Durante a campanha pela eleição, Donald Trump disse que ia acabar a dívida pública norte-americana de U$19 trilhões em 8 anos. Pois bem: em três anos de Governo conseguiu aumentá-la em U$3 trilhões. Agora o buracão nos cofres públicos alcança mais de U$23 trilhões.

A dívida nacional aumentou significativamente nas administrações Bush e Obama, aumentando cerca de 101% entre o fim do governo Clinton e o fim do governo Bush. Os republicanos criticaram Obama por dobrar a dívida em quase U$ 9 trilhões.

É o que afirma a revista Newsweek.

Irã hasteia, pela primeira vez, a bandeira vermelha da guerra sem limites.

 

As bandeiras vermelhas, na tradição xiita, simbolizam o sangue derramado injustamente e servem como um chamado para vingar uma pessoa que é morta. É a primeira vez na história que a bandeira vermelha é hasteada no topo da mesquita de Jamkaran, na cidade iraniana, e vem após avisos de duras retaliações contra os EUA.

“A execução de um ato de guerra contra o Irã sem aprovação do Congresso – um dos usos mais imprudentes da força militar em anos – é uma base válida e justa para isso”, afirma o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, se referindo a um processo de impeachment contra o presidente dos EUA.

Glenn comentou ainda: “Infelizmente, a guerra sem fim – no Oriente Médio e em outros países – é uma ortodoxia de longa data das alas do establishment de ambas as partes. Alimenta a economia dos EUA e sua hegemonia. Trump venceu, em parte, concorrendo contra esse militarismo irracional, e agora é uma personificação dele”.

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi às redes sociais nesta sexta-feira 3 para criticar o ataque comandado por Trump contra Bagdá na noite desta quinta-feira 2. De acordo com ela, ação foi realizada “sem a consulta do Congresso”.

“Trump realizou ataques no Iraque contra oficiais militares iranianos de alto nível e matou o comandante iraniano Qasem Soleimani da Força Quds sem um AUMF (autorização de uso de força militar contra terroristas). Além disso, essa ação foi tomada sem a consulta do Congresso”, escreveu.

Retaliação já começou.

Uma embarcação ligeira do Irã dispara míssil de curto alcance durante treinamento

Especialistas em política internacional acreditam que o Irã vai tentar tirar a guerra de suas fronteiras, iniciando uma série de atentados de monta contra alvos no Oriente Médio, onde seus mísseis de médio alcance podem alcançar todas as bases norte-americanas. A guerra de guerrilha e de desgaste já começou:

A Embaixada dos EUA em Bagdá foi alvo de uma tentativa ataque de foguete neste sábado, segundo informaram fontes locais. Ao mesmo tempo, uma base militar que abriga soldados norte-americanos também teria sido atacada.

Até o momento, as informações sobre o ocorrido ainda são pouco precisas. Relatos publicados em redes sociais dão conta de ao menos um projétil disparado contra a representação diplomática dos EUA na capital iraquiana. Mas, ao que tudo indica, o prédio não teria sido atingido.

De acordo com a agência Reuters, o foguete em questão, do modelo Katyusha, teria caído dentro da chamada Zona Verde de Bagdá, mas sem deixar vítimas. A informação foi confirmada por um membro das forças de segurança iraquianas à Sputnik.

​Dois estrondos teriam sido ouvidos na capital iraquiana na noite deste sábado, mas ainda não há confirmação sobre a natureza dessa outra possível explosão. Ao mesmo tempo, fontes citadas pela AFP falam em um ataque também à base aérea de Balad, localizada ao norte de Bagdá, que abriga militares norte-americanos. Dois foguetes teriam sido disparados contra a base, também sem deixar vítimas.

Ainda segundo Reuters, policiais iraquianos informaram que ao menos cinco pessoas teriam ficado feridas após o lançamento de morteiro contra o bairro de Jadriya, também em Bagdá. Até o momento, não há informações sobre a origem e o motivo desse ataque.

Olha o Trump aí, querendo guerra com o Irã novamente.

Guerrilheiros Huthis, xiitas do Iêmen.

Os norte-americanos financiaram e forneceram equipamentos, durante 10 anos, para a sangrenta guerra Irã-Iraque. Não deu certo, pois tiveram que invadir o Iraque por duas vezes, numa delas enforcando Saddam Hussein, que tinha servido como fantoche na guerra.

Em 1990, o Iraque possuía 1.200 aviões de combate, a maioria de fabricação norte-americana, saldo da guerra de uma década. Agora, Donald Trump está novamente se invocando com o Irã, a quem acusa de apoiar os guerrilheiros Huthis e de bombardear, com drones, as refinarias sauditas.

Veja matéria da AFP, realizada por correspondentes em Riad:

O presidente americano, Donald Trump, disse neste domingo (15) que os Estados Unidos estão preparados para responder ao ataque contra infraestruturas petroleiras na Arábia Saudita, que Washington atribui ao Irã, enquanto Riad tenta retomar as operações das plantas danificadas no ataque com drones.

É a primeira vez que o presidente americano menciona uma resposta em potencial ao ataque de sábado, que obrigou o reino a reduzir sua produção de petróleo pela metade.

“O fornecimento de petróleo da Arábia Saudita foi atacado. Há motivos para acreditar que conhecemos o culpado”, escreveu Trump em sua conta no Twitter, acrescentando que os Estados Unidos estão prontos para atacar, “dependendo da verificação”, pois esperam conhecer a versão saudita para determinar como proceder.

Os rebeldes xiitas huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, e que enfrentam há cinco anos uma coalizão militar liderada por Riad, reivindicaram os ataques contra instalações ao gigante petrolífera estatal saudita Aramco.

Mas o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou diretamente Teerã, afirmando que não há provas de que o ataque tenha procedido do Iêmen, e acrescentou que Washington “trabalhará” com seus parceiros para garantir o abastecimento do mercado e “que o Irã prestará contas de sua agressão”.

O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi, assegurou neste domingo que estas acusações são “insensatas” e “incompreensíveis” e que só buscam justificar “futuras ações” contra o Irã.

Diante da redução da produção saudita, Trump autorizou o uso de petróleo das reservas estratégicas dos Estados Unidos.

“Devido ao ataque na Arábia Saudita, que pode ter impacto no preço do petróleo, autorizei, se for necessário, a liberação de petróleo da reserva estratégica de petróleo em uma quantidade a determinar”, tuitou neste domingo.

O Iraque rejeitou, por sua vez, qualquer vínculo com o ataque, depois que o jornal Wall Street Journal reportou que autoridades americanas e sauditas estudavam a possibilidade de que mísseis tivessem sido lançados contra as instalações petroleiras sauditas a partir daquele país.

O príncipe-herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, cujo país é o grande rival regional do Irã, assegurou que Riad “quer e pode” responder a esta “agressão terrorista”.

Mas as represálias diretas são “muito pouco prováveis”, segundo o especialista em Oriente Médio da S. Rajaratnam School, James Dorsey.

“Os sauditas não querem um conflito aberto com o Irã (…) Gostariam que outros lutassem em seu lugar, mas os outros são reticentes”, disse à AFP.

Nervosismo nos mercados 

A bolsa de Riad abriu a sessão de segunda-feira (16) em queda de 3%, antes de recuperar parte das perdas.

As explosões de sábado provocaram incêndios na planta de Abqaiq, a maior do mundo, dedicada ao refino de petróleo, e em Jurais, onde há um grande campo petrolífero. Mas não provocaram vítimas, disse à AFP o porta-voz do ministério do Interior, general Mansur al Turki.

Os rebeldes huthis atacaram em múltiplas ocasiões a infraestrutura energética saudita.

Mas desta vez, as consequências foram de outra envergadura: causaram uma redução brutal da produção de 5,7 milhões de barris por dia, cerca de 6% do abastecimento mundial.

Esta redução da produção pode fazer cambalear a confiança dos investidores na Aramco, gigante petrolífero que prepara sua entrada na bolsa.

 

Trump chama imigrantes ilegais de animais e promete deportar em massa

O presidente Donald Trump voltou a reafirmar que fará deportações em larga escala de imigrantes indocumentados hoje (16).

Durante uma reunião com autoridades da cidade da Califórnia, Trump causou polêmica ao chamar de “animais” um grupo de imigrantes ilegais membros da gangue Marasalvatrucha “MS-13”, organização criminosa que surgiu em Los Angeles nos anos 1980 e que hoje atua internacionalmente, com ramos em diversas partes dos Estados Unidos, Canadá, México, e América Central.

“Temos muitas pessoas que entram ou que tentam entrar em nosso país […], estamos impedindo inúmeros deles de entrar e removendo muitos dos que já estão aqui”.

O comentário de Trump foi feito no contexto em que ele dizia que são pessoas más.

“Você não acreditaria o quão ruim são essas pessoas. Não são as pessoas, são animais … E nós estamos tirando-as para fora do país em um nível nunca visto ”, disse. A gangue MS-13 é composta, em sua maioria, por imigrantes latinos vindos da América Central, principalmente de El Salvador.

Trump afirmou que, devido à falta de uma legislação eficaz, estes imigrantes voltam rapidamente. “Por causa das leis fracas, eles voltam rápido, nós os detivemos, os libertamos, os interceptamos de novo, depois os deportamos de novo”, falou e avisou: “´É uma loucura, temos as leis de imigração mais burras do mundo e nós vamos cuidar disso”.

Na reunião, que teve a presença do procurador-geral, Jeff Sessions; do secretário de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen; do diretor de Imigração e Alfândega (ICE), Thomas Homan; e de representantes e das chamadas cidades-santuário – aquelas que se opõem às ações mais rigorosas contra indocumentados.

Trump lembrou do caso de Kate Steinle, uma jovem norte-americana assassinada por um jovem indocumentado que já tinha sido deportado cinco vezes.

Estado-santuário

A Califórnia foi declarada, em outubro do ano passado, um estado-santuário pelo governo local, que se opõe de maneira direta à política migratória de Trump. Nova York, Chicago, Seattle, Austin, Boston, Houston, San Francisco, Denver e Miami estão entre as consideradas cidades santuário.

Nelas, as autoridades locais têm se recusado a cooperar com agentes de imigração em casos de deportação.

Na Califórnia por exemplo, foram aprovadas medidas que limitam ou proíbem a cooperação a policial e oficiais de imigração. Durante a reunião, Trump, Jeff Sessions e representantes da imigração afirmaram que a limitação em vigor no estado acaba por interferir na segurança das cidades, porque impede a obtenção de informações importantes, que poderiam ajudar na prisão de criminosos que atuam dentro das comunidades ilegais.

Os membros da equipe de Trump criticaram, na reunião, a aplicação de leis locais de proteção aos imigrantes indocumentados em cidades santuário.

Mas autoridades das cidades santuário afirmam que o combate à criminalidade não se resolve com deportações em massa, o que provocaria em realidade uma crise de mão de obra em vários setores, como agricultura, serviços e construção civil.

Pelo Twitter o governador da Califórnia, Jerry Brown, reagiu à declaração de Trump sobre aumentar a deportação de imigrantes ilegais.

“Trump está mentindo sobre a imigração, a criminalidade e a lei da Califórnia… Nós, os habitantes da quinta maior economia do mundo, não estamos preocupados”, afirmou.

Trump está transformando os EUA numa cleptocracia e num reality show fascista.

“Diga isso para Donald Trump. Ele pode estar transformando a política americana em um reality show fascista e cleptocrático e transformando nosso país outrora grandioso em um alvo global, mas pelo menos ele está humilhando John Bolton no processo.”

O trecho acima abre um artigo de Michelle Goldberg, no New York Times, sobre a contração da política externa e o congelamento de John Bolton, um belicista de primeira água.

Trump está ensanduichado entre os desafios externos ao Grande Império do Norte e as próximas eleições.

Faz carinhas e boquinhas, atualmente, para Putin, Xi Jinping e até para o gordinho sinistro da Coréia do Norte, Kim Jong-un. E na semana passada abriu as pernas, lascivamente, para os aiatolás do Irã.

Está ouvindo Trump vociferar contra a Venezuela?

Veja o artigo clicando aqui.

“Grande Capital”, com Glenn, condena Bolsonaro e Moro à morte política

Um artigo inquietante de Alfredo Herkenhoff*

Um setor do capitalismo mais voraz estaria usando Glenn para derrubar pela ordem Moro, DD, Guedes, Bolsonaro, millicianada, Centrão e o escambau. Mesmo Mourão e Rodrigo Maia não têm garantia de substituição.

Um setor poderosíssimo nesse esquema entende que a prioridade é impedir a reeleição de Trump; e nesta hipótese, derrubar a farsa da Lava Jato e a óbvia eleitoral de 2018 seriam só o cartão de entrada para o problema geopolítico global. A especulação aqui nem vai tocar na suspeita de que a parte mais poderosa desse voraz capitalismo mundial exige Lula de volta.

Mas vamos aos detalhes e às etapas dessa crise institucional que está só começando pelo Brasil e deve levar Moro e DD à prisão como mero início de uma campanha mundial de banqueiros contra Donald Trump.

Glenn está fuzilando jornalisticamente os péssimos jornalistas brasileiros que não estão entendendo nem os seus patrões. Os donos do oligopólio vão se livrar rapidinho desses meros vassalos de redação ainda cascateando na Veja, Folha, Estadão. Band etc; quem está derrubando Moro, DD, Bolsonaro e com isso tentando derrotar Trump é um setor do capitalismo, e não é um setor bonzinho. É briga entre eles dentro e fora do Brasil.

Glenn está numa toada alentada, mas inclemente, implacável. As mensagens são absolutamente autênticas. Pequenos erros na descrição editorial, ou na parte explicativa das reportagens referentes a essa documentação autêntica, provocaram excitações revoltosas por parte de juizes, procuradores e editores de veículos que já pubiclam Glenn e vão demitir esses chefetes de redação. Isso é armadilha de Glenn.

Intercept e Wikileaks são concorrentes entre si, mas as duas plataformas têm dois pontos pétreos em comum: não entregam as fontes e não exibem material apócrifo ou adulterado.

As fontes podem ser honestas ou desonestas, isso é trabalho da polícia, não de jornalistas que precisam considerar o interesse público de documentos relativos a atuações de políticos e servidores.

Exemplos rápidos.

1 – Glenn não entregou a fonte Snowden porque foi alcançado por Snowden que lhe disse: te procurei porque vi que tu é bom, vou ser apanhado pelos serviços de inteligência com alguma brevidade. Eu poderia até tentar permanecer anônimo por um tempo maior, mas eu com isso infligiria dor em amigos e parentes, alguns seriam até torturados.

Dois filmes retratam esse momento do jornalismo mundial. Um documentário, que ganhou Oscar, e um narrativo com atores desempenhando os papeis de Glenn e Snowden. Ambos os filmes são ótimos e são o terror de jornalistas brasileiros achando que dá pra falar mal de Glenn como se este profissional fosse um falsificador de documentos e provas sobre como fazem criminosamente os denunciados pelo Intercept. O escândalo está jogando a Lava Jato na lama podre de onde veio.

2 – A principal fonte do caso Watergate se manteve no anonimato. Caiu Nixon, os jornalistas foram premiados, rolou filme Todos os Homens do Presidente e tal, os anos de passaram, morreu Nixon e morreu a fonte. Só ficamos sabendo quem era aquela fonte, que tinha o apelido de Garganta Profunda, o Deep Throat, aquele cara que numa garagem em Washington mandava o repórter do Washington Post seguir o dinheiro, follow the money, enfim, ficamos sabendo só há poucos anos que a fonte era um caso pessoal, era um ressentido com o governo Nixon, a fonte pensava que ia ser nomeada chefe do FBI e não foi.

3 – As fontes da orcrim, organização criminosa de Curitiba, podem ser plural ou uma única. Pela quantidade avantajada de documentação em mãos do Glenn, não parece ser a tal fonte um caso pessoal, isto é, um procurador, um juiz ou delegado federal saindo dos grupos de troca de mensagens e capturando toda a fofocagem em que se desnuda crime de toga organizada. Parece ser trabalho de equipe, portanto, de fontes no plural. Esta hipótese abre caminho para se especular que o time vazador pode ser dos States, da Rússia, da China, do Reino Unido etc. Pode ser também trabalho formiguinha no mocó de um grupo de legalistas dentro da PF, ou da PGR ou da própria magistratura. Esta última hipótese é a menos provável. Juízes não são dados a investigar em países com muita corrupção endêmica, são chegados a manipular corruptos e a serem manipulados por corruptos.

4 – A fonte não seria nenhuma das várias possibilidades dentro dos três itens acima. A fonte poderia ser individual ou de equipe, mas ainda assim permanecendo fora das classificações até aqui elencadas.

Individual seria uma fonte high tech, um cracaço como Snowden ou como um hacker, ou um cracker, alguém que sozinho rompe, clona e divulga. Snowden nunca buscou dinheiro, vazou os serviços de inteligência por motivações morais, espirituais, norte-americanas. Merece Nobel da Paz.

O Julian Assange, australiano, também merece Nobel da Paz, ele não inventou a plataforma para ganhar dinheiro. Mas um expert agindo solitariamente poderia ser a fonte de Glenn, sem cobrar grana de Glenn. Poderia cobrar de outrem para vazar ao ínclito Glenn Prêmio Pulitzer.

A fonte nesta quarta especulação escapando das três primeiras, também pode ser uma equipe, um time, uma agência, sem que tal coletivo ou grupo esteja agindo por dinheiro.

Ou seja, como o solitário Snowden, existe a possibilidade de a fonte ser motivada por idealismo moral, ideológico ou religioso, sem grana de um grupo. Resumindo pra encerrar: uma pequena equipe de hackers e/ou crackers pode ser integrada por bambas anônimos de países com muita gente bamba em matemática e TI, regiões como Índia, Moscou, Turquia, Irã e até Peru… Sim, há grandes cientistas hoje sem convergência topográfica, etnográfica ou mesmo religiosa.

A fonte está em aberto. O que se fecha é o mico de querer denunciar a documentação em mãos de Glenn como adulterada e ou criminosa. Repito o começo pra fechar.

Glenn está querendo isso mesmo, que os denunciados pela documentação e seus últimos jornalistas amigos em veículos já estampando o lance do Intercept, que eles insistam em querer denunciar a autenticidade como produtos falsificados e de origem criminosa.

Esses errinhos de descrição da reportagem do Intercept parecem sim armadilhas para enredar os corruptos da Lava Jato com as provas cabais que logo virão em forma de foto, vídeos e áudios. Virão lacradoras. Veremos prisões em flagrante decretadas pelo Supremo.

Glenn não faz jornalismo pra discutir com Merval, Zé Neumanne, Antagonista, Denise Frossard, Carvalhosa e outros pequenos na imprensa e judicatura, Glenn veio pra finalizar.

Mas não tem pressa. Ele está solapando os alicerces da mentira global. São os que votaram em Bolsonaro e chamaram Moro de Herói que vão exigir a queda destes dois, e não deve demorar, coisa de um ano ou menos…

Minha hipótese favorita: a fonte do Glenn Greenwald ou as fontes estão com o capitalismo derrotado por Donald Trump. São os banqueiros que temem que Trump esteja ameaçando não Putin, Kameney ou Xi Jinping.

Temem que Trump e Bolsonaro sejam uma ameaça não apenas ao próprio capitalismo rentista, este péssimo neoliberalismo trazendo miséria e transtornos crescentes ao mundo, quem está detonando Moro, Deltan Dallagnol, Bolsonaro e possivelmente Trump é um segmento do capitalismo americano e mesmo multinacional temendo que Trump e Bolsonaro, como Hitler, Mussolini e o imperador em Tóquio estejam ameaçando a própria existência ou sobrevivência da Humanidade.

Acabou aquela supremacia tecnológica e militar dos EUA do Pós Guerra. As armas nucleares de então garantiram um equilíbrio de Guerra Fria. Finda esta, os americanos não levam nada nas guerras quentes. Ferraram Saddan, ferraram Kadhafy e fizeram a lambança da guerra civil na Síria.

Mas não levaram nada do petróleo e nem dos pontos estratégicos que estes três países possuem. Perderam tudo na Ucrânia. Os europeus ocidentais estão ainda obedientes a Washington, mas irritados com Trump.

Trump foi impedido de bombardear o Irã dez dias atrás porque foi informado na última hora que perderia ali não apenas uma guerra quente, perderia a reeleição no ano que vem.

A única região do mundo em que os Estados Unidos, sem guerra fria, sem guerra quente, estão vencendo é a América do Sul. Já pegaram ou estão pegando quase tudo da Colômbia, da Argentina, do Equador etc.

Pegam o Brasil sonhando com a Venezuela. E pegam na maciota da chamada Guerra Híbrida porque no Brasil não há mais forças patrióticas ou nacionalistas entre os marajás no topo das corporações de servidores que conformam sistema de justiça com MP, os chefes do Poder Executivo, os altos oficiais das Forças Armadas e a elite burguesa, entre os poucos donos do oligopólio midiático do mainstream e os principais rentistas, ou seja, os banqueiros.

Nessa especulação de que são capitalistas internacionais que estão derrubando Moro, DD, Guedes, Bolsonaro, seus filhotes, milicianos e devotos temos de considerar que a sociedade dos maiores bilionários norte-americanos também está polarizada.

Triste é constatar que não parece haver ar democrático nas Forças Armadas, parece haver uma geração perdida de altos oficiais. Triste momento antinacional.

*Jornalista formado na PUC-Rio em 76. Morou dois anos em Roma. Trabalhou 20 anos no JB em várias funções, de secretário a colunista do Caderno B. Colaborou com o semanário Opinião nos anos 70. Organizou O Livro do Jobi, em 2002. Co-produziu o CD O Tom do Leblon com show na Plataforma, em 2003. Co-produziu o CD Lapa-Leblon, em 2004. Editou, no JB, em 2003, a publicação (lombada dura) dos 50 anos da Petrobras. Foi o pesquisador iconográfico do livro O Brasil e Os Holandeses, organizado por Paulo Herkenhoff. Produziu e editou, no JB, o Caderno Paralelos de Arte sobre a Colección Cisneros. É autor da entrevista Conversa entre Antonio Dias e Helio Oiticica, em 1981. Assinou reportagem de capa da Revista Sistema da Fecomércio-RJ, em 2005, sobre a Coleção Roberto Marinho. Foi o mediador, em 2006 e 2007, do Arquivo Cultural, série de oito espetáculos com patrocínio da Petrobras no pátio do Arquivo Nacional, com mesa-redonda reunindo personalidades da cultura e da MPB. De fevereiro a novembro de 2008, editou o jornal diário, impresso, Correio da Baixada, do Grupo Monitor Mercantil. Lançou, em fins de fevereiro de 2009, o blogue-jornal Correio da Lapa, com edições diárias desde então.

A política de terror de Trump com imigrantes tem imagem emblemática

Corpos de pai e filha de apenas 1 ano e 11 meses são encontrados após tentativa de atravessar rio que separa o México dos Estados Unidos.

A família havia deixado El Salvador há mais de dois meses em busca de uma vida melhor em solo americano.

Medo de um endurecimento da política migratória de Trump teria desesperado o pai.

A estreita colaboração entre Russia, China e Índia, anunciada em série de reuniões de cúpula nesta semana, devem ser o início do fim do terror de Estado que os EUA vem  praticando desde o fim da segunda guerra mundial.

O Brasil foi alijado da cúpula dos BRICs pela sua estreita colaboração com os Estados Unidos. Estamos destinados a ser o quintal do yankees, perdendo paulatinamente o comércio com os países que representam metade da população mundial.

Os chineses já estão plantando soja na costa leste da Russia e em países africanos. Nosso agronegócio vai perder mercados.

New York Times: Trump discutiu planos de golpe com militares venezuelanos.

Agência Brasil

Do Opera Mundi

O governo do presidente americano, Donald Trump, participou de reuniões secretas com militares rebeldes da Venezuela para discutir planos de derrubar o presidente Nicolás Maduro, segundo reportagem do The New York Times publicada neste sábado (8).

As reuniões teriam sido realizadas ao longo do último ano, segundo 11 funcionários e ex-funcionários do governo dos Estados Unidos e um ex-comandante militar venezuelano ouvidos pelo jornal.

Estabelecer um canal com articuladores do golpe na Venezuela foi uma manobra arriscada para Washington, considerando seu histórico de intervenções clandestinas na América Latina, diz a reportagem.

“Muitos na região ainda se ressentem profundamente dos Estados Unidos por seu apoio a rebeliões, golpes e conspirações anteriores em países como Cuba, Nicarágua, Brasil e Chile, e por fechar os olhos para abusos cometidos por regimes militares durante a Guerra Fria”, aponta o texto.

Os altos funcionários de Washington teriam decidido que, diante da crise humanitária na Venezuela, valia a pena ouvir o que os militares que planejavam derrubar Maduro tinham a dizer, apesar dos riscos.

De acordo com o The New York Times, um dos comandantes venezuelanos que participaram das conversas secretas está na lista de funcionários venezuelanos corruptos sancionados pelos EUA. Assim como outros membros do aparato de segurança da Venezuela, o militar em questão foi acusado por Washington de crimes que vão de tortura a tráfico de drogas e colaboração com as Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (FARC), organização que os Estados Unidos classificam de terrorista.

Numa série de reuniões, realizadas a partir do segundo semestre do ano passado, militares venezuelanos teriam pedido apoio ao governo americano, solicitando que lhes fornecesse rádios criptografados para que eles pudessem se comunicar de maneira segura. O governo americano não forneceu apoio material e, por fim, acabou decidindo não ajudar os conspiradores. Segundo o ex-comandante venezuelano ouvido peloThe New York Times, os rebeldes nunca pediram aos americanos que realizassem uma intervenção militar na Venezuela.

Apesar de não ter apoiado os planos de golpe, a disposição de Washington de se reunir várias vezes com articuladores venezuelanos pode sair pela culatra, diz a reportagem. Em meio à grave crise política e econômica que assola a Venezuela, Maduro lançou mão repetidas vezes da tese de que imperialistas americanos estão tentando tirá-lo do poder. Agora, as reuniões secretas podem lhe servir de munição.

Tensão EUA x Venezuela

As relações entre Estados Unidos e Venezuela vivem um clima de tensão há anos. Depois que Trump assumiu a Casa Branca, Washington anunciou uma série de medidas restritivas contra a Venezuela, incluindo sanções econômicas diretas contra Maduro e altos funcionários do governo do país.

Em agosto do ano passado, Trump declarou não descartar uma “opção militar” como resposta à crise na Venezuela, afirmando que o país vivia uma “bagunça perigosa”. As declarações foram condenadas por aliados na região, mas teriam estimulado militares venezuelanos rebeldes a procurar Washington.

Em julho deste ano, a imprensa americana noticiou que, em reunião com membros de seu gabinete em 2017, Trump sugeriu a possibilidade de invadir a Venezuela, alegando questões de segurança nacional.

Antes disso, em fevereiro, o então secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que um golpe militar poderia ser uma das possíveis soluções para o fim do regime de Maduro na Venezuela, destacando, no entanto, que Washington preferia uma “transição pacífica” no país assolado por uma crise humanitária.

Trump demite o ministro da Segurança Nacional, à moda Temer

O Governo Trump mal começou e já adotou o modelito Temer. O general aposentado Michael Flynn, ministro da Segurança Nacional, foi “renunciado” ontem.

O boca mole andou batendo uns papos telefônicos com o Embaixador Russo e garantiu que Trump iria eliminar todas as sanções econômicas sobre a Rússia.

As sanções foram determinadas por Barack Obama para reprimir o avanço da Rússia sobre a Ucrânia.

 UPI / Barcroft Images, para o The Guardian
Flynn em foto UPI / Barcroft Images, para o The Guardian

O anti-cristo está atuando. Fujam para as montanhas!

donald-trumps-hair_zpswqc4ev8gDonaldo Coringa, essa é a tradução mais apropriada para o nome do novo presidente dos Estados Unidos, está aprontando dentro dos parâmetros da sua espalhafatosa campanha eleitoral de 2016.

Vai mesmo perseguir imigrantes, principalmente os latino-americanos e aqueles de origem árabe; vai proceder o fechamento da economia; vai mesmo partir para o confronto com a China e está incentivando a briga entre palestinos e israelenses. E os negros norte-americanos como ficam?

É o perfil esculpido em mármore de Carrara do anti-cristo. Se ninguém sabe como vai terminar o primeiro ano de mandato deste maluco belicoso, imagine só depois de quatro anos.

Trump não tem como interromper a invasão dos cucarachas.

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A teoria do estado tampão não é nova, mas a primeira vez que ouvi falar foi na década de 70, no livro “Tempo de Mudar”, do então ministro e empresário Severo Gomes.

O México sempre foi o estado tampão dos Estados Unidos. Com mão de obra abundante e barata, inclusive de outros países latino-americanos, foi descoberto pelas grandes indústrias há quase 3 décadas. Quase acabou com Detroit e Chicago. 

Agora, Trump quer recuperar a indústria de auto-peças e a indústria automobilística para os Estados Unidos e seus cidadãos.

Está errado. O custo de manter o muro em pé e de reprimir as tentativas de invasão vai sair mais cara e quebrar o precário equilíbrio geopolítico da região.

Como a Alemanha não pode abrir mão dos turcos na sua recuperação econômica, os Estados Unidos não poderão prescindir dos imigrantes “cucarachas” para a realização do serviço braçal. Mais que isso: os imigrantes respondem pelo fortalecimento do mercado de consumo interno nos EUA.

Segundo projeção feita em 2008 pelo Pew Research Center, em Washington, os hispânicos devem triplicar e representar a maior parte do crescimento populacional americano de 2005 a 2050, saltando de 14% para 29% no período de 45 anos. Com Trump ou sem Trump, sendo está última hipótese a mais provável.

O porcentual de 29% de latinos, somado à proporção de negros (13%) e asiáticos (9%), significará que em 2050 a maior parte dos americanos não será de brancos não-hispânicos, que cairão de 67% para 47% em proporção populacional em 45 anos.

Políticos fabricantes de espuma como Trump são vistos em todos os países do mundo e, principalmente, no Brasil. Mas eles duram o mesmo tempo que as bolinhas de ar começam a estourar. Isto é: muito pouco.

Trump vende o topete mas não adota medidas restritivas contra o México

Trump, em foto do The Guardian, fazendo beicinho.
Trump, em foto do The Guardian, fazendo beicinho.

Não está nada fácil do presidente eleito Donald Trump fazer o muro na divisa com o México. Mais de 51% das importações do México vêm dos Estados Unidos. Por muito menos disso meteram uma bala no John Kennedy, depois no seu irmão, Bob Kennedy, pré-candidato à Presidência da República.

A política econômica da direita caipira dos Estados Unidos conserva a faca nos dentes.

Jogo e dobro a aposta que Trump não faz o muro e não deporta os ilegais, que sustentam a mão de obra barata do comércio e serviços.

Está mais fácil Trump vender o aplique do penteado exótico do que adotar 10% das medidas que anunciou durante a campanha.

Da mesma maneira, não fará maiores restrições ao Brasil, que tem nos Estados Unidos seu segundo maior parceiro comercial.

Entenda como a eleição de Donald Trump pode afetar o Brasil

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Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Contrariando expectativas para o pleito presidencial norte-americano deste ano, o empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump venceu na madrugada de hoje (9) a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. A Agência Brasil ouviu especialistas para saber o que muda para o Brasil com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Economia

O que muda para o Brasil, sob o aspecto econômico, pode ser o que vai mudar para o comércio mundial como um todo. A avaliação é do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin. A leitura dos efeitos da vitória de Donald Trump, segundo ele, é bem mais abrangente sob o ponto de vista econômico e diz respeito a todo o comércio internacional.

“Como o discurso de Trump é muito protecionista e um tanto xenófobo, o receio é que isso represente uma restrição maior do mercado norte-americano em relação às exportações. O discurso apontava para a defesa de empregos norte-americanos e, especificamente, para a China como uma destruidora de empregos nos Estados Unidos, o que faria supor que eles seriam menos receptivos com relação ao comércio com países que pudessem representar uma menor oferta de empregos lá.”

O especialista acredita que as exportações brasileiras podem ser prejudicadas caso o discurso do então candidato se converta na prática do agora presidente eleito Donald Trump.

“Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil.  As exportações brasileiras para lá têm alto valor agregado. São produtos manufaturados, ao contrário do que vai, por exemplo, para a China, que são commodities. Qualquer restrição com relação ao mercado norte-americano seria ruim para o nosso setor exportador, principalmente de bens manufaturados. Esse é o maior risco para a economia brasileira”.

Rochlin defende ainda que, diante do novo cenário de vitória de Trump, os mercados devem “reprecificar” câmbio e bolsas de valores. “As bolsas e o câmbio refletiam a aposta da eleição da Hillary. Como a expectativa não se confirmou, o mercado deve precificar essa nova realidade. Na prática, teremos queda na bolsa de valores a curtíssimo prazo e uma alta do dólar em relação às demais moedas”, concluiu.

Relação bilateral

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Tanto lá, como aqui, essa raça de lobos prolifera.

donald

Matéria da Isto É desta semana:

Populista e xenófobo, Donald Trump é o retrato de um mundo cada vez mais intolerante.

Diz a abertura da matéria:

Agora é para valer: o magnata que se tornou celebridade depois estrelar um reality show disputará a Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano.

E não é o mesmo que se vê por aqui? Populismo, xenofobia, homofobia, misoginia, intolerância e radicalismo de direita.

No Brasil só somos tolerantes com corruptos de todos os matizes.