Quem perde mais com as greves dos professores em Barreiras?

Como todas as greves, a dos professores municipais de Barreiras está chegando perto de um ponto de ruptura. Na assembléia de sexta-feira, nenhum representante do Executivo compareceu. Nesta terça-feira, os professores têm audiência com o promotor Eduardo Bittencourt. E prometem devassar as contas da Prefeitura nas questões dos recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Profissional da Educação) e FMS (Fundo Municipal de Saúde).

Por outro lado, a sustentabilidade institucional de uma greve em que só os alunos são prejudicados, na condição de marisco na briga entre o mar e o rochedo, fica cada vez mais difícil. Jusmari espera, do fundo do seu coração, que o movimento perca força e os professores voltem aos seus salários miseráveis e, na maioria das vezes, atrasados. Entre as suas preocupações maiores estão as sucessões municipais em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, tarefa que se apresenta hercúlea para os seus planos de preservação no poder.

Transporte público de Barreiras tem decisão importante.

Acontece hoje (14/jan) no prédio do Ministério Público da Bahia (MP/BA), em Barreiras, audiência de tentativa de conciliação entre a prefeita municipal Jusmari Terezinha (PR) e o representante do MP, promotor Eduardo Bittencourt, quanto à obrigatoriedade para realização de licitação pública do sistema de transportes da cidade.

A audiência é parte da decisão em 1ª Instância do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) em favor da 1ª Vara da Fazenda Pública de Barreiras, por conta da Ação Civil Pública de autoria do promotor Bittencourt. Além de Jusmari e a prefeitura, são réus as empresas de ônibus: Real Maia, Soluções Transportes; Viação Cidade de Barreiras e Viação Cidade de Luis Eduardo.

O processo, que foi dado entrada no dia 29 de dezembro último, traz em sua decisão à obrigatoriedade a realização imediata de certame público para exploração dos serviços de transportes em Barreiras em conformidade com a Lei Federal nº 8.666. Texto de Fernando Machado, do Sítio do Zé Dendágua.