Como todas as greves, a dos professores municipais de Barreiras está chegando perto de um ponto de ruptura. Na assembléia de sexta-feira, nenhum representante do Executivo compareceu. Nesta terça-feira, os professores têm audiência com o promotor Eduardo Bittencourt. E prometem devassar as contas da Prefeitura nas questões dos recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Profissional da Educação) e FMS (Fundo Municipal de Saúde).
Por outro lado, a sustentabilidade institucional de uma greve em que só os alunos são prejudicados, na condição de marisco na briga entre o mar e o rochedo, fica cada vez mais difícil. Jusmari espera, do fundo do seu coração, que o movimento perca força e os professores voltem aos seus salários miseráveis e, na maioria das vezes, atrasados. Entre as suas preocupações maiores estão as sucessões municipais em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, tarefa que se apresenta hercúlea para os seus planos de preservação no poder.
