Temer afronta a lei ao negar a renegociação de dívidas dos agricultores

Proibição de bancos públicos renegociarem dívidas dos produtores aprovadas em Lei é classificada como ‘absurda’ por Eduardo Salles

O clima de revolta tomou conta dos deputados estaduais que compõem a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia na sessão desta terça-feira (15). O presidente do colegiado, Eduardo Salles, era um dos mais indignados com a decisão presidencial de proibir os bancos públicos de renegociarem as dívidas dos produtores rurais, mesmo após a aprovação, no Congresso Nacional, da Lei 13.606.

“Confesso que nunca vi um presidente da República determinar aos seus subordinados para descumprir a lei. É uma decisão absurda em todos os aspectos”, reclamou Eduardo Salles.

A alegação de Michel Temer para a proibição é que os descontos de 95% na renegociação das dívidas impostos pela lei devem vir do Tesouro Nacional, mas não teria previsão de recursos no orçamento.

Contra esse argumento, Eduardo Salles cita que orçamento pode ser remanejado, assim como foi feito recentemente pelo governo federal para quitar uma dívida com a Venezuela.

“Estamos falando da vida de milhares de agricultores da Bahia e do Nordeste, que precisam renegociar suas dívidas, causadas por anos de estiagem, para podermos retomar a força da agropecuária, um dos setores que mais gera emprego neste país. Não podemos asfixiar os agricultores, mesmo tendo uma lei que permite a renegociação”, disse o presidente da Comissão de Agricultura.

Os parlamentares decidiram entrar com ação no Ministério Público exigindo que o presidente cumpra o que determina a Lei 13.606 e vão encaminhar ofício aos ministérios do Planejamento e da Fazenda, deputados federais e senadores para sensibilizar da necessidade de cumprimento da lei.

“Essa luta parecia ter terminado em abril, quando o Congresso Nacional derrubou, de forma quase unânime, os vetos presidenciais à Lei 13.606. Mas parece que ainda temos outras batalhas. Vamos até o fim para garantir que a agropecuária baiana e nordestina possa ter acesso aos seus direitos”, garantiu Eduardo Salles.

Deputado alerta para ação de criminosos em ocupações de fazendas no sudoeste baiano

Ocupações em Itapetinga

Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Eduardo Salles está preocupado com a situação que os produtores do sudoeste da Bahia, em especial na região de Itapetinga, têm enfrentado com a ação violenta de criminosos que se dizem índios e estão invadindo propriedades.

“Famílias e trabalhadores estão sendo expulsos de suas terras e são obrigados a abandonar suas fazendas. Em três dias, mais de dez propriedades já foram invadidas. Vários homens armados estão roubando e sequestrando quem encontram nas fazendas”, alertou o parlamentar.

Com o objetivo de resolver o impasse, o deputado conversou com o governador Rui Costa, no último sábado, durante a exposição agropecuária de Itabuna, e também com o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o subcomandante da Polícia Militar, Coronel Reis, e os alertou sobre o atentado que a agropecuária baiana está sofrendo com essa situação.

“O governador já me sinalizou que assim que as reintegrações de posse dessas propriedades forem expedidas, o estado fará todos os esforços necessários para que sejam cumpridas. Já o secretário e o coronel me garantiram a realização de rondas e blitzes para prevenir a ação desses criminosos. Agora, também precisamos contar com a sensibilidade dos juízes e do Ministério da Justiça (Polícia Federal), para que as decisões sejam rápidas e que a ordem pública e a normalidade da atividade agropecuária na região sejam restabelecidas, antes que um conflito aconteça”, disse Eduardo Salles.

O parlamentar aproveitou para ressaltar que é preciso identificar os criminosos e que respeita os verdadeiros índios.

“Deixo claro que os verdadeiros índios têm o meu respeito. Entretanto, para os criminosos, o rigor e peso da Justiça. Precisamos agora nos unir para mobilizar os diversos setores, como a imprensa, judiciário e segurança pública para que ações imediatas sejam adotadas”.

Renegociação de dívidas dos produtores rurais baianos será discutida na Assembleia amanhã  

A dificuldade dos produtores rurais em conseguir renegociar suas dívidas junto às instituições financeiras é pauta da reunião que acontece amanhã (29/08),  a partir das 9h, na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia. A sessão será presidida pelo deputado estadual Eduardo Salles e contará com a presença dos superintendentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste, além de representantes de várias entidades ligadas ao setor agropecuário.

A proposta para realização do encontro foi aprovada pelo colegiado, por unanimidade, na sessão do dia 22 de agosto. Segundo Eduardo Salles, o encontro tem por finalidade esclarecer quais são os problemas relacionados ao processo de renegociação.

 “A intenção é encontrar um caminho para que seja solucionado o impasse nessas negociações. Produtores de diversas regiões do estado têm relatado, a nós, deputados estaduais, que estão enfrentando dificuldades para renegociar suas dívidas junto aos bancos”, explica o parlamentar.

Além disso, Salles ainda ressalta que irá propor às instituições financeiras, que seja realizado um mutirão de renegociação. “Já que o prazo para que os produtores possam aderir à renegociação vai até o final deste ano , a nossa intenção é agilizar este processo. A nossa expectativa é que esta reunião possa beneficiar os produtores baianos”, ressalta.

A RENEGOCIAÇÃO

A Resolução 4.591 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada no final do mês de julho, estabeleceu que a renegociação das dívidas de produtores rurais contempla àqueles que contraíram dívidas até dezembro de 2016. O benefício é destinado a produtores rurais de locais onde foi decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência da estiagem.

Segundo Eduardo Salles, os produtores afirmam que a renegociação está travada porque as entidades financeiras alegam que é facultativo ao banco realizar o acordo.  “A situação é delicada, pois pode comprometer a produção e os milhares de empregos gerados no setor. A autorização para a renegociação do crédito concedido aos produtores rurais vem para minimizar os prejuízos causados pela maior seca dos últimos 80 anos e precisa ser cumprida”, ressalta o parlamentar.

A Resolução 4.591 é complementar à Lei 13.340, regulamentada no final de 2016 e que permite a quitação da renegociação de dívidas rurais, com descontos. A legislação contempla as dívidas contraídas até dezembro de 2011, nas regiões Norte e Nordeste.

Os interessados têm até 29 de dezembro deste ano para manifestar a intenção de renegociar seus débitos. Para isso, devem procurar a agência bancária onde o empréstimo foi contratado.

Comissão de Agricultura da Assembleia baiana aprova sessão itinerante na Bahia Farm Show

Os deputados que compõem a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia aprovaram, por unanimidade, nesta terça-feira (12), a realização de sessão itinerante do colegiado durante a Bahia Farm Show, uma das três maiores feiras agropecuárias do Brasil em volume de negócios. A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão, o deputado estadual Eduardo Salles, e pelo também deputado Antônio Henrique .

“É importante levar os deputados da Comissão de Agricultura à sessão itinerante para ouvir as demandas dos produtores e buscar soluções que ajudem essa que é uma das regiões mais importantes da agropecuária no país”, explica o parlamentar.

A Bahia Farm Show chega à sua 13ª edição e vai ocorrer de 30 de maio a 03 de junho, em Luís Eduardo Magalhães. Ano passado, conforme dados da AIBA (Associação dos Agricultura Irrigantes da Bahia), responsável pela organização do evento, o volume de negócios atingiu a marca de R$ 1,014 bilhão, assumindo a segunda posição de vendas por visitantes no Brasil em eventos do agronegócio.

“Faremos também o convite aos membros que não fazem parte da Comissão para que possam visitar e entender a magnitude desse evento para o estado”, pontuou.

LEM: a desorganização municipal também atingiu o RETRAN

Oziel deu uma rasteira no Retran

Por conta da disputa surda de Oziel Oliveira com o deputado Eduardo Salles, pela nomeação de apaniguados no RETRAN de Luís Eduardo Magalhães, o órgão, antes tão eficiente, está prestando um enorme desserviço aos motoristas e ao trânsito da cidade. Pra começar o Prefeito retirou 8 funcionários cedidos ao órgão ( de 12 caiu para apenas quatro). Está faltando, além de mão-de-obra, material como lacres e 250 processos já preenchem as prateleiras.

Antes eram distribuídas senhas para organizar a fila. Hoje as senhas servem apenas para limitar o atendimento.

A história chegou aos ouvidos dos vereadores Carlos Koch, Reinildo Neres e Kelmuth McLaren que resolveram fazer uma visita e tentar salvar o Retran, melhorando o atendimento. O assunto foi debatido na última sessão da Câmara.

Também foi alvo dos pronunciamentos em plenário,  a funcionária concursada, Helânia, que tem tratado com pouca urbanidade os contribuintes. Mas a chefe do Retran, Daiane Pires, inexperiente no assunto, é quem mais sofre com as reclamações.

A vontade do Prefeito ainda vai contribuir para perdemos o Retran e aí voltaremos a ser, como antes, dependentes do DETRAN de Barreiras.

Vamos melhorar a qualidade desse dedo indicador, Prefeito.

Ceda o pessoal necessário e não queira, discricionariamente, colocar um apaniguado em cada cargo. Quem perde é a comunidade e, principalmente, seus eleitores.

Agricultores da Bahia debatem prorrogação de dívidas

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Nesta terça-feira (17), o deputado estadual Eduardo Salles esteve em reunião com o presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), João Martins, com os vices-presidentes da FAEB (Federação da Agricultura do Estado da Bahia), Guilherme Moura e Humberto Miranda, e o chefe jurídico, Carlos Bahia, para debater ações imediatas em defesa da agropecuária baiana.

Foram diuscutidos dois assuntos considerados pelo deputado como “muito importantes à agropecuária baiana”. O primeiro é a questão da grave seca que assola o estado e prejudica lavouras e a pecuária em todas as regiões. “Em praticamente toda a Bahia só choveu no mês de janeiro e isso tem causado perdas significativas aos produtores”, explica o parlamentar.

No último dia 9 de maio, Eduardo Salles esteve em audiência com o então ministro da Integração Nacional, Josélio Moura, solicitando que os custeios da safra 2015/16, com vencimento neste ano e as parcelas de investimento que vencem em 2016/17, dos produtores do oeste da Bahia, sejam prorrogados.

“A ideia é que o custeio seja prorrogado por cinco anos e que as parcelas de investimento que vencem em 2016/17 sejam transferidas para o final dos financiamentos”, propõe Eduardo Salles. A intenção do deputado era que o assunto fosse enviado pelo ministro para ser inserido na pauta de discussões da reunião do Conselho Monetário Nacional que acontecerá no final deste mês. Foi encaminhado ao ministro, pelo secretário estadual de Agricultura, Vítor Bonfim,um ofício com este pleito.

Prorrogação em todo o Estado
Após essa ação, Eduardo Salles foi procurado por muitas lideranças da agropecuária de diversas regiões do estado, não só produtores de grãos e algodão do oeste, mas de cacau, café, pecuaristas de corte e leite, entre outras atividades do setor.

Eles alegaram que a situação em suas regiões também era dramática e solicitaram que o deputado se empenhasse também na defesa da prorrogação dos compromissos de agropecuaristas de todo o estado porque eles não teriam condições de quitar seus débitos e, caso fiquem na inadimplentes, Eduardo Salles discutiu com o presidente da CNA ações para prorrogar dívidas de produtores baianos

“Como temos observado que a seca prejudica também outras regiões da Bahia, como as que produzem cacau e café, por exemplo, vamos enviar ofício ao novo ministro da Integração Nacional Nacional, Helder Barbalho, solicitando a ampliação da prorrogação para produtores de todo o território baiano”, promete Eduardo Salles. O ofício será enviado pelo secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, após solicitação feita pelo deputado.

Na próxima segunda-feira (23), o Salles participa de audiência no Ministério da Integração Nacional, acompanhado do vice-governador da Bahia, João Leão, e do secretário Vitor Bonfim, para entregar o ofício. “O apoio da CNA é fundamental para esse pleito. Em nossa reunião, combinamos que o órgão vai reforçar a importância desse assunto ser enviado à reunião do Conselho Minetário Nacional”, diz o parlamentar.

MP 707
Outra saída para a questão do endividamento seria a inclusão de emendas na Medida Provisória 707, que será votada, ainda nesta terça-feira, no Senado. “Essa lei prevê a renegociação de todas as dívidas agropecuárias do Nordeste”, explica Salles. No entanto, como a votação acontece hoje, não há mais possibilidade de emendas. “Além disso, se pleiteássemos aos senadores que efetivassem emendas agora, a MP teria que voltar para votação da Câmara dos Deputados”, completa.
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Recomendação do MPF e MPE à FEBRABAN pode ‘inviabilizar’ agropecuária baiana

EDUARDO SALLESDurante a reunião desta terça-feira (10) da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Eduardo Salles propôs aos membros do colegiado a realização de sessão extraordinária para debater a recomendação feita pelo MPF-BA (Ministério Público Federal na Bahia) e o MPE (Ministério Público Estadual) à FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) em que solicitam aos bancos públicos e privados não concederem empréstimos destinados ao custeio e investimentos aos agropecuaristas baianos que não apresentarem licença ambiental atualizada.

“Essa recomendação trava e prejudica a economia rural baiana”, disse Eduardo Salles. Segundo o parlamentar, a Bahia possui cerca de um milhão de propriedades rurais, sendo mais de 700 mil pertencentes à agricultura familiar, e o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), órgão vinculado à SEMA (Secretaria Estadual do Meio Ambiente), não possui capacidade de expedir o documento em tempo hábil a todos os agropecuaristas.

Outro ponto lembrado por Eduardo Salles é que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a presidente do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Marilene Santos, já reconheceram que na Bahia a legislação estadual deve prevalecer. “Em nosso Estado a lei não obriga ao agropecuarista possuir licença ambiental a cada nova safra, exceto em caso de supressão vegetal”, disse o deputado estadual.

A proposta de Eduardo Salles, aprovada por unanimidade pelos deputados presentes, foi a realização da sessão extraordinária no próximo dia 31. Serão convidados a participar do evento o MPE, o MPF-BA, IBAMA, INEMA, FETAG (Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia), FETRAF (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), FAEB (Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia), AIBA (Associação dos Agricultores Irrigantes da Bahia), o secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, e representantes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Desembahia.

“Minha intenção não é ir de encontro à Constituição. Entendo e respeito o trabalho do MPE e MPF. Mas como uma pessoa que tem a vida dedicada à agropecuária, porque sou engenheiro agrônomo, sou ex-presidente e ex-diretor de diversas associações de produtores, ex-secretário estadual de Agricultura e presidente, por duas vezes, do CONSEAGRI (Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura), sugiro que encontremos um caminho de consenso”, declarou Eduardo Salles.

Construção do Hospital do Câncer do Oeste é tema de debate na Secretaria de Saúde

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Eduardo Salles e o Rotary de Barreiras debateram com o secretário Fábio Vilas-Boas possibilidades para a captação de recursos, compra de equipamentos e custeio de uma unidade de tratamento oncológico que beneficie pacientes de toda a região

Oferecer serviço de tratamento contra o câncer para quase 1,2 milhão de pessoas que residem nos municípios do oeste da Bahia foi a pauta da reunião desta segunda-feira (4) agendada pelo deputado Eduardo Salles entre as representantes do Rotary de Barreiras e o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas. A presidente da entidade, Marizete Zuttion, a vice-presidente, Neiva Jaskulski, e a diretora administrativa, Carla Zuttion, participaram da audiência.

“Sempre fui um dos representantes e defensores das causas do Oeste por conhecer de perto muitas de suas dificuldades. Morei na região devido a um momento profissional”, justificou Eduardo. “Convidei, inclusive, o deputado Antônio Henrique Júnior, mas ele não pôde vir por ter compromissos agendados anteriormente”, acrescentou o parlamentar. Continue Lendo “Construção do Hospital do Câncer do Oeste é tema de debate na Secretaria de Saúde”

Eduardo Salles: falta d’água coloca em risco 240 mil empregos

Eduardo Salles em Sobradinho - Cozinha Show

Afirmação do deputado Eduardo Salles, sobre os irrigantes que dependem do lago de Sobradinho, hoje com apenas 18% de sua capacidade:

“Na mesma época do ano passado, o volume útil do lago era de mais de 50%. Nunca vi uma situação tão dramática.” E ratifica:

“Os números são assustadores e as providências tem que ser imediatas. Ele lembrou ainda que, somente no Vale do São Francisco, cerca de 240 mil empregos em mais de 120 mil hectares irrigados movimentam toda a economia da região, que está ameaçada nesse momento.”

Eduardo Salles faz grande festa de lançamento da sua candidatura.

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O candidato à Assembleia e ex-secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, reuniu ontem mais de 1.500 pessoas, vindas de mais de 100 municípios do interior, para o lançamento de sua campanha. Do Oeste, estiveram presentes Júlio Busato e Odacil Ranzi (AIBA), João Carlos Jacobsen ( Abapa e Abrapa), o atual secretário de Agricultura em Luís Eduardo, Renato Faedo, e os vereadores Voga Pelissari e Jarbas Rocha. Salles deve formar “casadinha” com Mario Negromonte Júnior, que deixa a Assembleia para candidatar-se à Câmara Federal.

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Muniz e as pesquisas. Eduardo Salles e a campanha.

Roberto Muniz

Na Bahia Farm Show, encontro o ex-secretário geral do Ministério das Cidades e suplente de Senador, Roberto Muniz. Na conversa rápida, pergunto de bate-pronto: Como o Senhor, na condição de coordenador da campanha do Partido Progressista, encara as pesquisas recentes divulgadas pelo IBOPE?

Como ex-seminarista, educado e paciente, sai pela tangente:

-Ainda é muito cedo. São pesquisas muito precoces.

É claro que soubemos que os empresários de pesquisas são os cafetões no lupanar da política. E que as pesquisas, como as provas testemunhais em juízo, exercem a profissão de prostitutas. No entanto, o impacto desta última pesquisa, a pouco mais de 60 dias do início da campanha, deu nome aos bois. Quem sai na frente é a Oposição, quem corre para superá-la é a Situação.

 

 

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Outro encontro agradável na Bahia Farm Show foi com o ex-secretário de Agricultura e pré-candidato à Assembléia, Eduardo Salles, que se confessou leitor assíduo do blog de O Expresso. De pronto, teço considerações:

– Se Luís Eduardo tem 40 mil eleitores e um universo de 32 mil votos válidos, considerado o apoio integral do prefeito Humberto Santa Cruz à sua campanha, dá para sair daqui com 16 mil votos?

A resposta é entusiasmada:

– Isso seria muito bom, não seria?

É isso aí, Prefeito. Veja aí como o senhor vai conseguir 16 mil votos para o meu leitor.

 

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Cacá Leão será o herdeiro político de João Leão na Câmara

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Está confirmado: o deputado estadual Cacá Leão é mesmo candidato a deputado federal e deve formar, ao menos em Luís Eduardo Magalhães, dobradinha com o ex-secretário de Agricultura, Eduardo Salles. O herdeiro político de João Leão deve ter uma votação expressiva no Oeste baiano, dadas às profundas raízes que seu pai estabeleceu por aqui. Roberto Muniz, também pré-candidato a deputado federal, deve abandonar o combate em proveito da coordenação da campanha governista. 

Cidades baianas vão utilizar água de esgoto, tratada, para irrigação.

Assinatura de acordo de cooperação entre Seagri e Embasa. Foto de Heckel Júnior.
Assinatura de acordo de cooperação entre Seagri e Embasa. Foto de Heckel Júnior.

O desenvolvimento de práticas de reuso de efluentes tratados das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Bahia em benefício da agricultura do Estado, foi o teor do acordo selado nesta quarta-feira (15), entre a Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri) e a Embasa, que prevê a utilização de esgoto tratado em diversos municípios do Estado para irrigação. Além dos benefícios econômicos e ambientais gerados pelo aproveitamento da água de reuso, esse material, rico em potássio, nitrogênio e fosfato, pode substituir fertilizantes e pesticidas.

“Este é um projeto que vai marcar a história da irrigação na Bahia. Trabalhamos desde o ano passado e apresentamos à Embasa proposta de um projeto pioneiro para a Bahia, de reaproveitamento da água proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto de Vitória da Conquista para irrigação. Depois de várias reuniões, visitas à campo e elaboração do projeto, o presidente da Embasa aceitou o desafio”, ressaltou o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, destacando que, “a Embasa possui aproximadamente 90 estações de tratamento de esgoto no Estado, uma fonte perene de água, que pode ser tratada e destina à irrigação”.

A primeira experiência será desenvolvida no município de Vitória da Conquista, região que tem condição diferenciada e grande potencial agrícola. A proposta é que o projeto seja implantado numa área de 20 hectares, observando-se os resultados com o cultivo de forrageiras e a partir desse projeto piloto essa prática será atrelada às demais ETEs instaladas no Estado. O projeto de sistema de irrigação é uma iniciativa do governo estadual, através da Secretaria da Agricultura (Seagri), em parceria com a Embasa, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e a prefeitura de Vitória da Conquista. Continue Lendo “Cidades baianas vão utilizar água de esgoto, tratada, para irrigação.”

Secretário da Agricultura homenageado por entidades do agronegócio

João Carlos Jacobsen, Vanir Köln, presidente do Sindicato Rural, Odacil Ranzi, do Sindicato e da Aiba, e Isabel da Cunha, da ABAPA
João Carlos Jacobsen, da Abrapa, Vanir Köln, presidente do Sindicato Rural, Odacil Ranzi,  do Sindicato e da Aiba, o Secretário e Isabel da Cunha, da ABAPA

“Nós, todos juntos, temos que mudar esse cenário. Não é possível que se leve até 12 anos para se registrar um produto. Não possível que o governo federal corte R$ 150 milhões da defesa agropecuária e deixe o País com as portas escancaradas para a entrada de pragas que podem dizimar a agricultura brasileira e causar estragos irreparáveis à pecuária”.

A afirmação foi feita na noite desta segunda-feira pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao ser homenageado pelas associações brasileira e baiana (Abrapa e Abapa) de produtores de algodão, por suas ações para combater a lagarta Helicoverpa Armigera, que surgiu de repente na Bahia e em cinco outros estados ao mesmo tempo, e que já causou mais de R$ 11 bilhões de prejuízos.

Salles lembrou que na última reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura, (Conseagri), durante a Fenagro em Salvador, os secretários aprovaram o envio de uma Carta da Bahia à presidente Dilma e aos ministros da Agricultura, Fazenda e Planejamento, alertando para o perigo que o Brasil está correndo com o cancelamento dos convênios plurianuais com os Estados, que ficaram com o encargo de fazer a defesa agropecuária, e reivindicando mudanças profundas nessa área. Nesse documento, o Conseagri reiterou solicitação de audiência com a presidente Dilma Rousseff, para discutir esta questão vital para o País.

No Auditório Ruy Barbosa, do Hotel Saint Louis, onde aconteceu o evento, o vice-presidente da Abrapa, Paulo Kenji Shimohira, que representou o presidente Gilson Pinesso, e a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, destacaram que “sempre contamos com o apoio do secretário na luta pelo desenvolvimento e fortalecimento do algodão da Bahia e pelo crescimento do Oeste, e sua atuação destemida para obter o registro do Benzoato de Emamectina, único produto capaz de combater a Helicoverpa Armigera, enfrentando até problemas com a Justiça”. O Ministério da Agricultura não autorizou o registro da Emamectina, mas o governo federal emitiu decreto autorizando o uso de substâncias não registrada, impondo contudo inúmeras condições que ainda dificultam o combate a esta praga.

HOMENAGEM ABAPA

Salles agradeceu a homenagem e afirmou que “estar” secretário da Agricultura tem sido o melhor momento de sua vida profissional, “por ter a oportunidade de mudar para melhor a vida de milhares de baianos que vivem no campo”.

O secretário agradeceu também o apoio de recebeu dos produtores do Oeste na Campanha SOS Seca, através da qual foram doados mais de dois milhões de quilos de milho, farelo de soja, feno e caroço de algodão para ajudar os pequenos criadores do nordeste baiano que estavam perdendo seus rebanhos por falta de alimento em consequência da seca”. Foi uma lição de solidariedade pela qual somos gratos”, disse Salles, entregando aos produtores certificados de responsabilidade social.

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Eduardo Salles se despede da presidência do Conselho de Secretários

_CONSEAGRI FOTO HECKEL JUNIORO secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, despede-se nesta sexta-feira (6) do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri). A reunião dos secretários de Agricultura prossegue durante todo dia, discutindo pautas de interesse nacional, e termina com a eleição do novo presidente.

Os secretários queriam a reeleição de Eduardo Salles, mas ele explicou a impossibilidade, pelo fato de que no dia 31 de dezembro deste ano estará deixando a pasta para enfrentar novo desafio. Eduardo é pré-candidato a deputado estadual.

O “bonitão” João Leão é cidadão barreirense.

O vereador Rui Mendes discursa em homenagem aos novos cidadãos, Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia, Sérgio Pitt, representado pelo prefeito Humberto Santa Cruz, e João Leão. Foto de Josalto Alves.
O vereador Rui Mendes discursa em homenagem aos novos cidadãos, Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia, Sérgio Pitt, representado pelo prefeito Humberto Santa Cruz, e João Leão. Foto de Josalto Alves.

O deputado João Leão, presenteado com título de Cidadão Barreirense, ontem, durante o discurso de agradecimento:

“Vou confessar que já me sentia um cidadão de Barreiras. Isso por conta da minha afinidade com a cidade e com a região. Este reconhecimento formal só demonstrar que a recíproca da sociedade de Barreiras com a minha pessoa e com o meu trabalho é extremamente verdadeira. Esse fato me deixa muito feliz”, disse o novo cidadão barreirense, que chamou a atenção, ainda, para o trabalho que ele realiza na região desde 1994 e completou. “Continuamos com a missão de trabalhar mais para alcançar objetivos que beneficiem a população e melhorem o dia a dia de Barreiras”.

João Leão é mais popular na região que cuscuz com café preto ou galinha caipira com quiabo. Todos gostam do baixinho, que chama todo mundo de bonitão. Posição que o autoriza a reivindicar, hoje, uma vaga na chapa oficial da Situação, depois de 5 mandatos como deputado federal.

Neozelandeses anunciam expansão da Leitissimo em Jaborandi

Expandir a área industrial em 2014, construir silos para armazenar leite e produzir leite com baixa lactose. Essas ações fazem parte do plano de crescimento da Fazenda Leite Verde, no município de Jaborandi, no Oeste baiano, onde o grupo neozelandês produz o leite Leitissimo. A informação foi prestada por Simon Wallace e David Broad, em reunião nesta segunda-feira (2) com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, no gabinete da Seagri, transferido para o Parque de Exposições de Salvador, onde até domingo acontece a Fenagro 2013. 

Simon - sec Salles e Dave Board
Simon, secretário Salles e Dave Board

Durante o encontro de hoje, Simon Wallace e David Broad anunciaram também que mais dois grupos de empresários neozelandeses estão vindo para a Jaborandi para montar fazendas para produzir em sistema de integração com a Fazenda Leite Verde. Antes desses novos empresários, o casal Ana e Dave Broad, e o conterrâneo Rodge Douglas deixaram seu país e se tornaram fazendeiros na Bahia, investindo na produção de leite, gerando novos empregos e renda na região de Jaborandi. Segundo disse Dave Broad, depois das apresentações feitas pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário Eduardo Salles de que a Bahia oferece boas oportunidades de investimento, principalmente na agropecuária, eles resolveram participar do projeto em Jaborandi.

Participando pela primeira vez com um estande na Fenagro, a marca Leitissimo já é conhecida do público, segundo constatou Simon. “Temos crescido bastante no mercado baiano e hoje 60% da nossa produção é consumida na Bahia”, disse Simon. A Fazenda Leite Verde tem hoje 5,5 mil animais, dos quais dois mil em fase de lactação.

“A revolução que os neozelandeses estão fazendo na pecuária leiteira em Jaborandi, com o sistema de produção a pasto em piquetes irrigados, está transformando a região Oeste da Bahia numa das maiores bacias leiteiras do País, e pode mudar a realidade do Estado neste setor” afirma o secretário Eduardo Salles.

Estado construirá treze novos frigoríficos no interior da Bahia

A construção de matadouros frigoríficos nos municípios de Araci, Barra, Iguaí, Itaberaba, Itanhém, Medeiros Neto, Paramirim, Santa Rita de Cássia e Valente, se tornou uma realidade na tarde desta terça-feira (19), com a assinatura de contrato entre o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a construtora que realizará a obra e os respectivos prefeitos das cidades contempladas.  As unidades terão capacidade para abater 30 animais/dia e vão atender a demandas de municípios que englobam a região onde serão instalados os empreendimentos. As nove novas unidades somam-se à de Morro do Chapéu, Valença, Remanso e Bom Jesus da Lapa, que terão capacidade de abater 100 animais/dia, cujas empresas ganhadoras de licitação já assinaram contrato.

O prefeito de Barra, Artur Filho, destacou as dificuldades enfrentadas pelo município diante da ausência do matadouro frigorífico. “O mais próximo fica localizado a 350 quilômetros da cidade e o deslocamento dos animais para abate gera um custo muito alto para os produtores, principalmente para os pequenos, que são a maioria. Este será um ganho para os consumidores, produtores e para toda a economia do estado”, comemorou. Continue Lendo “Estado construirá treze novos frigoríficos no interior da Bahia”

Secretaria da Agricultura comemora campanha contra a Aftosa

O "capataz" Jaques Wagner faz a primeira vacina da campanha
O “capataz” Jaques Wagner faz a primeira vacina da campanha

Segundo a Secretaria de Agricultura, os criadores dos oitos municípios – Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Remanso, Buritirama, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes – alcançaram mais um marco na pecuária baiana, na vacinação do rebanho de até 24 meses, dentro da chamada zona de proteção contra a aftosa.

Para o secretário da Estadual da Agricultura, Eduardo Salles, “o ótimo resultado de imunização alcançada na primeira etapa de vacinação só reforçam a responsabilidade do criador e o compromisso do governo do Estado em desenvolver e fortalecer pecuária, garantindo a sanidade das 11.173.003 cabeças existentes no território baiano, mantendo o status de Livre da Febre Aftosa com Vacinação”.

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Eleições 2014: quem seriam os candidatos do Oeste.

Mário Negromonte Júnior, para federal, e Eduardo Salles, para estadual podem formar a casadinha apoiada por Humberto Santa Cruz.
Mário Negromonte Júnior, para federal, e Eduardo Salles, para estadual podem formar a casadinha apoiada por Humberto Santa Cruz.

Comentário do jornalista Luís Augusto Gomes, no seu blog Porescrito, que diz respeito direto à política do Oeste baiano:

“O deputado João Leão (PP) tem várias alternativas para seu futuro político. O objetivo principal é fazer parte da chapa majoritária da base governista. Não sendo possível, dificilmente se candidatará à reeleição.

Nesse caso, o candidato seria o filho, Cacá Leão, e o grupo teria dois nomes para a Assembleia Legislativa: a presidente da UPB e prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria, e o secretário Carlos Costa.

A questão é que Cacá resiste a ir para Brasília na próxima legislatura, por julgar que deve ganhar mais experiência como deputado estadual. A solução seria, então, Quitéria para federal.”

A representação do Oeste na Câmara Federal pode então ficar mais fluída. Mário Negromonte Júnior é nome certo no PP; Oziel Oliveira é candidato à reeleição pelo enfraquecido PDT. Forte se ficar na legenda principal da situação, com PP e PT. Arthur Maia, do SDD, é outro nome forte à reeleição, pois está junto com candidatos fortes, ex-pedetistas, Luiz Argolo e Marcos Medrado. 

Eduardo Salles assina protocolo para trazer indústria têxtil portuguesa ao Oeste

O secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, assinou na manhã desta segunda-feira (23), em Lisboa, no Congresso Nacional de Portugal, protocolo de intenções com a Associação Comercial e Industrial de Barcelos (Acib), formalizando a intenção de implantar na Bahia indústrias da zona geográfica de Barcelos. A Acib representa 65 grandes indústrias portuguesas.

O secretário explicou que a implantação dessas indústrias se concentrará no setor têxtil, podendo ser complementada com outros setores, a exemplo dos calçados e de acessórios. O objetivo é verticalizar a oferta de produtos têxteis e de moda, desde a produção de fios até a confecção de roupas.

“A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão de alta qualidade, com fios tão bons quanto os produzidos no Egito”, acrescentou Salles.

Os prefeitos de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, e de Barreiras, Antônio Henrique Moreira; o presidente da Associação dos Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato; o vice-presidente da Aiba, Celestino Zanella; e o diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luís Carlos Bergamaschi, participaram do ato, que contou também com a participação da deputada portuguesa Mônica Ferro.

As indústrias têxteis portuguesas trabalham desde a fiação até a confecção, mas muitas empresas estão paralisando as atividades de fiação por causa da crise internacional, que estagnou o mercado europeu. Neste contexto, os empresários escolheram o Brasil e a Bahia para investir e devem transferir os equipamentos para a região Oeste baiana.

O superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, explicou que o termo assinado concretiza iniciativas que são desenvolvidas há mais de um ano, quando uma comitiva da Seagri esteve em Portugal e apresentou aos empresários as oportunidades e vantagens de se investir na Bahia. “Essa é mais um resultado das missões internacionais que são feitas pelo governo do Estado, através da Seagri, visando atrair investimentos para a agropecuária”, disse Vaz.

Queijos com leite de cabra

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Outro resultado prático da missão da Seagri à Portugal foi a assinatura do protocolo de intenções entre o governo da Bahia, através da Seagri, o Laticínio Marianna e a Queijo Saloio Indústria de Laticínios, para implantar, na cidade baiana de Alagoinhas, uma indústria de processamento de leite de vaca, cabra e ovelha, para produzir queijos especiais.

logoA Saloio é a terceira maior indústria de Portugal e a maior em especialidades de queijos, e também a maior em queijos de cabra. No mercado desde 1968, a empresa produz e vende queijo fresco, requeijão e especialmente queijo curado, transformando aproximadamente 150 mil litros de leite por dia.

A assinatura do protocolo de intenções é fruto das reuniões de trabalho realizadas no final do ano passado, quando uma missão chefiada pelo secretário Eduardo Salles esteve em Portugal e Espanha, demonstrando as potencialidades da ovinocaprinocultura na Bahia. Salles explicou que o protocolo assinado vai permitir a criação de uma joint venture entre a empresa baiana Laticínio Marianna e a portuguesa Saloio, gerando empregos e possibilitando a fabricação de produtos inéditos e ao mesmo tempo estruturar a atividade da ovinocaprinocultura no Estado.

“A Bahia tem o maior rebanho de cabras e o segundo maior de ovelhas do País, mas se não temos quem compre leite a preços viáveis não desenvolvemos a atividade. Queijos finos com alto valor agregado incentivarão a cadeia como um todo”, avalia Salles.

Agricultura baiana quer sede da Embrapa em Luís Eduardo

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O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, solicitou mediante ofício encaminhado ao presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, a implantação de uma unidade de pesquisa da Empresa no Oeste da Bahia, em Luis Eduardo Magalhães, região do Mapitoba. De acordo com o secretário, o Mapitoba é uma das regiões que mais crescem na produção de alimentos do país, e “é inconcebível que não tenha uma unidade da Embrapa instalada no local, destinada a pesquisar tudo que é produzido ali”.

O secretário chama atenção para a necessidade de criação de alternativas tecnológicas para mitigar os efeitos de fatores naturais como riscos climáticos, cada vez mais frequentes, e a ocorrência de doenças e pragas, a exemplo da Helicoverpa Armigera, que vem devastando as principais lavouras do Oeste baiano, causando prejuízos incalculáveis na economia regional. “A instalação da unidade na região vai contribuir mais efetivamente na procura de soluções para os problemas e na superação dos desafios impostos pela competitividade do mundo globalizado. A união do poder público estadual e da iniciativa privada, de forma integrada, fortalece e estimula o desenvolvimento da agropecuária do Estado”, disse.

O Mapitoba

A região do Mapitoba, definida pela junção das divisas dos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, com aproximadamente 414 km² de superfície, consolidou-se como um dos principais polos de produção agropecuária do país, com cerca de 6,5 milhões de hectares de área plantada e cultivos diversificados tendo a soja, o milho, o algodão e o café como principais produtos. Paralelamente à expansão da área cultivada, observa-se uma grande evolução dos índices de produtividade dos seus diversos produtos e a introdução de novas atividades, a exemplo da avicultura e da fruticultura irrigada no Oeste da Bahia.

Governo e produtores comemoram vinícola na Chapada Diamantina

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Nesta sexta-feira, com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e uma comitiva composta por empresários franceses, o Governador participou da segunda colheita de uvas de Morro do Chapéu, da degustação de vinhos produzidos com a primeira safra, e do lançamento da primeira Sociedade Vinícola da Chapada Diamantina, um condomínio de 20 hectares que terá também uma indústria com capacidade inicial para produzir 200 mil garrafas de vinho/ano.

O diretor do empreendimento, Eraldo Cruz, explicou ao governador que a Sociedade Vinícola terá 20 lotes de um hectare, cada um com custo de implantação de R$ 198 mil. A formação do condomínio deverá estar concluída em dois anos, e cada condômino terá direito a uma área de 200 metros quadrados para construção residencial. Serão plantadas uvas das variedades Cabernet Sauvignon, Sirah, Malbec, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvingnon Blanc e Muscat Petit Grain.

Autoridades e produtores degustam vinhos produzidos com uvas da Chapada
Autoridades e produtores degustam vinhos produzidos com uvas da Chapada

“Começamos a colher os frutos do que fomos buscar na França há alguns anos. Acho que aqui será o vetor de desenvolvimento e enriquecimento da região, principalmente para Morro do Chapéu. Muita gente não acreditava que poderíamos plantar uvas e daí produzir um vinho de qualidade. Hoje, a resposta está aí e os investidores começam a aparecer”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Para Eurico Benedetti, do Conselho Diretor da Miolo, o mercado baiano e brasileiro é promissor. Segundo ele, “na França, o consumo percapta de vinho é de 60 litros/ano, enquanto que no Brasil é de 6,8 litros/ano. Temos que fazer trabalho de base, educação e degustação para ensinar o brasileiro a consumir vinho”.  Essa opinião é compartilhada por Giuliano Pereira, pesquisador da Embrapa Uvas e Vinhos, um dos responsáveis pela implantação do projeto na Chapada Diamantina.

Cultivo protegido de tomate na Chapada.
Cultivo protegido de tomate na Chapada.

Vila Francesa na Chapada

Além da primeira vinícola da Chapada, morro do Chapéu terá também uma vila de produtores franceses. Visando acelerar a vinda de produtores da França, o produtor Aderbal Cesar de Oliveira doou 12 hectares de sua propriedade à associação de produtores franceses, sendo dez para o plantio de uvas e dois para a construção de uma vila residencial. “Estamos satisfeitos com tudo que vimos aqui, com o potencial da Chapada, e queremos vir. Mas precisamos levar o assunto para ser discutido com os demais membros da associação”, disse Edouard Pinon, presidente da Associação de Jovens Produtores da França.

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Um outro foco – Pacto pela agropecuária

Eduardo Salles (*)

O que tem acontecido nos últimos dias representa a maturidade democrática do País. Importante, autêntica e apartidária, a mobilização nacional que tem levado centenas de milhares de jovens às ruas das principais cidades brasileiras clamando contra a corrupção, exigindo saúde, educação de qualidade, melhoria nas questões de mobilidade urbana, segurança pública e, enfim, condições dignas e qualidade de vida, demonstra que a população está atenta e quer os impostos pagos retornando ao povo na forma de serviços públicos de qualidade.

Nos últimos anos, em função das facilidades para viajar para o exterior, a classe média brasileira, formadora de opinião e uma das bases dessa mobilização, tem podido observar que em diversos países os impostos pagos retornam eficientemente à sociedade. E questionam: por que no Brasil é diferente?

Somado a isto, através das redes sociais, meus filhos, assim como milhares de jovens, falam com “amigos” de toda parte do mundo, e se sintonizam com o que está acontecendo, emitem opiniões, recebem respostas e se mobilizam para questionar as ações dos legisladores e governantes. Em minha opinião, tudo isso foi o estopim do movimento.

As questões levantadas pelo movimento são relevantes, mas quero chamar a atenção para o fato de que elas são os sintomas de uma grave doença que assola o País há muitas décadas.

Este movimento tem uma característica clara e marcante: é urbano, com base nas grandes cidades. Daí, como tenho uma vida inteira dedicada ao setor agropecuário, neste momento tento colocar na mesa o que considero uma das origens desta doença.

As famílias que migram do interior para as cidades grandes, por não ter condições de permanecer no campo, por falta de oportunidades ou devido a intempéries climáticas como a seca que assola o Nordeste brasileiro nestes últimos anos, ou ainda pela ilusão de que encontrará melhores condições de vida para seus filhos, quando chegam aos centros urbanos geralmente vão morar na periferia, e passam por um período inicial de desemprego e adaptação à nova vida.

eduardo salesEssas famílias sofrem então fortes impactos sociais. Seus filhos, que tinham liberdade na zona rural, acabam entrando em contato com pessoas envolvidas com a marginalidade, o que pode levá-los a caminhos tortuosos como o das drogas, da prostituição infantil e da delinquência.

Este processo migratório incha as grandes cidades, aumenta a demanda por serviços públicos e gera a favelização. Por isso considero que esta é uma das origens desta doença. A questão não é nova. Não é culpa dos atuais governos municipais, estaduais e federal. São problemas crônicos, que tem atravessado décadas.

Se as pessoas que migram fossem atendidas no interior por serviços básicos eficientes; se déssemos o apoio devido ao homem do campo, valorizando-o como responsável pela produção do alimento que chega às nossas mesas, e se as questões de convivência com a seca fossem efetivas e definitivas, será que o inchaço urbano aconteceria?

As pautas colocadas pelo movimento são importantes, mas um pacto pela agropecuária também é, porque iria trabalhar a origem do que está ocorrendo hoje, fruto de algo que há décadas acontece no campo: o êxodo rural.

É hora de efetivarmos um pacto pela agropecuária do País, para termos a garantia do fornecimento do alimento, mas, acima de tudo, a garantia da permanência do homem no campo com dignidade e sustentabilidade.

Nestes três anos à frente da Secretaria Estadual da Agricultura, tenho certeza que eu e a minha equipe temos nos esforçado enormemente, com apoio incondicional do governador, mas tudo isto sempre será pouco, pois os recursos são escassos e a estruturação definitiva do setor demanda uma força tarefa com recursos oriundos do pré-sal ou de outras fontes constantes e definitivas, que permitam nas próximas décadas investimentos decisivos que realmente cumpram o papel de fixação do homem no campo e contribua para a melhor qualificação social do País.

A Bahia e o Brasil são grandes celeiros de produção de alimentos e precisam de um pacto pela agropecuária, para que tanto o campo como as cidades vivam em paz.

*Eduardo Salles é engenheiro agrônomo, mestre em irrigação e drenagem, secretário de agricultura do estado da Bahia e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri)

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Helicoverpa “pula” para agricultura familiar e segue dando prejuízos, agora em 11 estados

O secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, anunciou, hoje, 18, que a Helicoverpa Armigera, que devastou as grandes lavouras do Oeste, está causando prejuízos, agora, na agricultura familiar:

“O efeito dessa praga para a agricultura é pior do que o efeito da febre aftosa para a pecuária. Além de provocar enormes prejuízos aos produtores, vai causar reflexos nos supermercados, com impactos na inflação”, afirmou Salles, que desde o começo do ano vem, em conjunto com as associações de produtores, buscando soluções junto ao Ministério da Agricultura (MAPA) e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

O secretário voltou a lamentar a insensibilidade do Ministério Público, que moveu Ação Civil Pública contra ele, acatada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Barreiras, proibindo a aplicação do Benzoato de Emamectina, e determinou a apreensão do produto. O produto foi importado com autorização do Ministério da Agricultura que, no entanto, não autorizou o registro emergencial, condição exigida pelo Ministério Público.

Para o secretário, a reportagem exibida neste domingo (16), pelo Globo Rural, confirma a gravidade da situação, que ele vem alertado. “O prejuízo no Oeste da Bahia está consolidado e não há como reparar. O que nós temos buscado são condições para que a próxima safra possa acontecer”. Ele disse ainda que, passo a passo com o controle químico, que visa reduzir a população da lagarta, “vamos entrar com várias ações, entre elas o controle biológico e o manejo integrado da praga, além da utilização de variedades resistentes à praga, a exemplo da soja Intacta RR2, cuja importação acaba de ser autorizada pelo governo da China”. O plano já está elaborado e deverá ser apresentado à presidente Dilma Rousseff.

Em Luís Eduardo, os presidentes da Associação de Produtores de Algodão da Bahia (Apaba), Izabel da Cunha; da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato, e do Fundo de Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão, Ademar Marçal, e o vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, se reuniram com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e com os diretores geral e de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab/Seagri), Paulo Emílio Torres e Armando Sá, buscando fórmulas para resolver esse grave problema, que agora tem novo agravante. O avanço pelo País.

Eles decidiram levar o assunto à presidente Dilma Rousseff e aos ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, para colocar a gravidade do problema. Pensando na próxima safra, os líderes dos produtores querem discutir com a presidente Dilma a instrução normativa, o registro emergencial e o cadastro desse produto agroquímico.

A lagarta

Agressiva e de apetite voraz, a Helicoverpa Armigera, registrada na Austrália, Japão, China, Índia e países da Europa, até então era inexistente no Brasil. Seu súbito aparecimento está ainda sem explicação. O inseto se multiplica com tanta velocidade que, depois de atacar as lavouras de milho, soja e algodão em nove municípios do Oeste Baiano, já foi confirmada no Paraná, Goiás, Mato Grosso e Piauí. Há notícias de sua presença, sem confirmação oficial, em Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, atacando também o feijão de corda, feijão fradinho e tomate.

Helicoverpa no tomate: prejuízos graves
Helicoverpa no tomate: prejuízos graves

Do ovo à lagarta, e da lagarta à mariposa, que pode voar longas distâncias, a Helicoverpa Armigera tem ciclo médio de 40 dias, multiplicando-se assustadoramente. Cada inseto pode por em média mil ovos. “O problema não é mais localizado na Bahia. Trata-se de uma questão nacional, que precisa ser enfrentada com urgência, sob pena de graves consequências”, afirma o secretário Eduardo Salles.

Entenda o caso

No inicio do ano, os produtores do Oeste perceberam a presença crescente da lagarta e levaram a questão ao secretário baiano, sendo iniciada a busca de soluções, concluindo-se que o único produto eficaz para combater a lagarta era o Benzoato de Emamectina, usado com eficiência no Japão, Austrália e outros países, sem danos à saúde nem ao meio ambiente. No entanto, o produto não possuía registro do Brasil, processo que pode levar mais de três anos.

Para obter-se o registro emergencial, era necessário que a presidente Dilma decretasse situação de emergência fitossanitária no Brasil, o que foi feito, depois que o governador Jaques Wagner articulou-se com o Palácio do Planalto. No dia 18 de março, oComitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA) formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, reuniu-se para examinar o pedido de registro da Emamectina, mas apesar da gravidade da situação, negou o registro, encaminhando a demanda para o gabinete do ministro da Agricultura. Este não determinou o registro provisório, mas autorizou a importação do produto.

A partir daí, todas as providências e cuidados foram adotados para a aplicação do produto, mas no dia 24 de abril os Ministérios Públicos Estadual e Federal convidaram o secretário da Agricultura e os diretores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligado à Seagri, para ouvir explicações. Os promotores ficaram positivamente surpresos com os planos de aplicação apresentados, mas mesmo assim não se sensibilizaram e informaram que sem o registro do produto não concordariam com a aplicação.

Dias depois, no inicio de maio, nova reunião foi realizada, desta vez em Brasília, na 4ª Região do Ministério Público Federal, sendo fechado um acordo. O produto seria aplicado durante 90 dias, em dez propriedades de três municípios (Barreiras, Luís Eduardo e São Desidério) com acompanhamento dos promotores e todo controle de técnicos especializados da Adab, atendendo a todas as exigências dos promotores. Esse piloto geraria um relatório, demonstrando a eficiência e a segurança na aplicação da Emamectina.

No final do mês de maio, no entanto, quando o produto já havia chegado a Luís Eduardo e a aplicação seria feita, o Ministério Público Estadual rompeu o acordo, e ingressou na Justiça com Ação Civil Pública contra o secretário e o governo do Estado da Bahia.

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Regularização fundiária na Bahia poderá ter reforço de avião não tripulado

VANT - FOTO mauro coelho

O processo de regularização fundiária na Bahia poderá ganhar um importante aliado tecnológico: a Secretaria da Agricultura (Seagri), através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), deverá implantar um projeto piloto para testar o uso de uma aeronave não tripulada (vant) para auxiliar a elaboração de geoprocessamento de terras. A questão foi debatida durante reuniões no gabinete da Seagri e na sede da CDA, entre o secretário estadual de Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o coordenador executivo da CDA, Luis Anselmo Pereira de Souza, o pró-reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBaiano), Vandemberg Salvador, o coordenador de pesquisa, José Rodrigues, e o diretor executivo do IFBaiano, Nilton de Santana dos Santos.

A secretaria estadual de Agricultura estuda firmar parceria com o Instituto para conhecer e estudar a possibilidade da utilização de um modelo de aeronave, sendo que a proposta apresentada ao secretário Eduardo Salles, contempla a compilação de dados e mapeamento das áreas rurais executadas por um modelo de aeronave denominado Veículo Aéreo não Tripulado, capaz de sobrevoar as áreas que precisam ser levantadas para efeito de regularização fundiária pela CDA através de dados precisos.

Salles disse que “a recomendação do governador Jaques Wagner é no sentido de avançarmos significativamente na questão da regularização fundiária, e para tanto nos próximos dias ele estará mandando publicar um decreto governamental desburocratizando as normas para a emissão de títulos de terra para pequenos agricultores”. Para o secretário, “a aquisição de um Veículo Aéreo não Tripulado será mais um instrumento que tornará possível realizarmos nos próximos anos o sonho de milhares de agricultores, que terão as escrituras das suas terras”. Toda equipe da Seagri/CDA está animada com estas possibilidades.

O secretário explicou que a Seagri pretende, caso seja comprovada a eficácia do VANT e o atendimento à legislação vigente, adquirir o avião com base em acordo de cooperação técnica firmado com o IFBaiano para tentar diminuir o passivo fundiário.

O coordenador executivo da CDA, Luis Anselmo Pereira de Souza, explicou “que este foi o primeiro contato do Instituto com a Instituição e as negociações devem continuar, uma vez que a VANT pode ser uma ferramenta importante no processo de regularização fundiária”. Ele afirmou que “queremos conhecer mais esta tecnologia, e se saber mais sobre sua utilização nos processos de regularização fundiária. Acredito que esta ferramenta poderá nos ajudar no geoprocessamento das áreas com mais celeridade, o que possibilitará maior escala no nível de titulação dos imóveis rurais na Bahia”.

Ao apresentar o projeto aos técnicos do CDA, o pró-reitor Vandemberg Salvador assegurou que o objetivo do Instituto é difundir tecnologia e esta ferramenta é o carro chefe do IFBaiano. Ele acredita ser possível condensar, através do georreferenciamento, dados concisos sobre os imóveis rurais do Estado.

IFBaiano é pioneiro na utilização desta tecnologia

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano é um dos pioneiros a utilizar aeronaves não tripuladas em processos de elaboração e mapeamento de dados sobre a agricultura. Segundo o professor e coordenador de pesquisa da Pró-reitoria do IFBaiano, José Rodrigues, esse mapeamento tem o objetivo de fornecer dados ao Estado e às prefeituras, tendo ainda o compromisso de mapear os campi da instituição, e a difusão da tecnologia através do ensino, pesquisa e extensão aos seus alunos. “O intuito é formar alunos para trabalhar nossas áreas de agricultura de precisão e monitoramento ambiental”, afirmou.

Este tipo de aeronave é muito usado como reforço em operações estratégicas militares, podendo ainda atuar na elaboração de geoprocessamento, onde é possível colher dados precisos que podem auxiliar o CDA, a identificar com precisão as terras que precisam ser legalizadas, assegura José Rodrigues. No Brasil, de acordo com dados do IFBaiano, há em média de cinco milhões de propriedades a serem regularizadas, e na Bahia há cerca de 10% deste total necessitando de regularização.

Para efeito de investimento, para cada título de terra doado a um agricultor familiar, é possibilitado ao mesmo acessar linhas de crédito rural como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf), em torno de R$ 20 mil com o objetivo de melhorar sua infra-estruturar produtiva.

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Secretário confirma curso agrotécnico em Luís Eduardo Magalhães

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O secretario estadual da Agricultura, Eduardo Salles recebeu, na manhã desta quarta-feira (12), a confirmação de que a Bahia terá, em Luís Eduardo Magalhães  um Centro de Educação e Excelência em Agricultura de Precisão até novembro deste ano:

 “Esse era um dos maiores anseios dos produtores da região. Eu vinha cobrando isso há muito tempo e pontuando a necessidade e importância de avançar com a agricultura de precisão, mas para isso havia a demanda de técnicos capacitados, o que será possível a partir da criação desse centro”.

O anúncio foi feito pelo vice-diretor do Instituto Federal IF Baiano, Nilton Santana, no gabinete da Secretaria de Agricultura (Seagri). “Este Centro vai capacitar 300 alunos que vão operar máquinas de precisão”, disse Nilton.  A agricultura de precisão  é um sistema de produção adotado por agricultores de países de tecnologia avançada. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos, por exemplo.

Na visão do secretário Eduardo Salles, que estagiou há alguns anos em uma fazenda de familiares de um produtor de LEM, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos e já acompanhou o funcionamento do sistema, “a Bahia e o Brasil estão incipientes em relação a outros países no uso de tecnologias como esta, é preciso avançar no uso”. Com a formação, os técnicos poderão operar colheitadeiras de precisão, adubadeiras, utilizando-se das tecnologias para minimizar gastos e obter mais eficiência.

Salles conta que o IF Baiano fez uma sondagem para saber qual a melhor região onde deveria ser implantada. “Indiquei LEM pela característica de agricultura praticada no Oeste”, explicou. Em contato com o prefeito Humberto Santa Cruz, Eduardo incentivou uma conversa entre ele e os representantes do IF Baiano, que culminou com a disponibilização de um prédio em LEM com dez salas para a capacitação de técnicos. “Pretendemos começar o curso já em novembro deste ano”, disse Nilton Santana.

Aulas da UFOB começam em junho de 2014

O Prefeito e os professores
O Prefeito e os professores

Na manhã desta quarta-feira,12, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães e a secretária de Educação, Verinha Stresser, reuniram-se com o professor Valter Bastos Cunha Filho e o professor Roberto Braganttini Portella, membros da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). O objetivo do encontro foi definir a área onde será o campus da Ufob no município e detalhes sobre o início das aulas, que está programado para junho de 2014.

A área do campus foi doada pelo município e abrange 55 hectares.

De acordo com o professor Roberto Portella, membro da Comissão de Implantação da Ufob, “Luís Eduardo Magalhães receberá significativos impactos positivos, principalmente em torno da área do campus”. Portella ainda destacou exemplos de outras Universidade no Brasil, que iniciaram da mesma maneiras que a Ufob e hoje são referência em ensino.

O campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Barreiras, dobrou o número de cursos em relação a cinco anos atrás. Essa será a tendência da Ufob em Luís Eduardo Magalhães, além de inovações com cursos para controle das demandas sociais urbanas e tecnologias em produção.

A Ufob iniciará as aulas de maneira provisória, em junho de 2014, em uma escola cedida pelo governo municipal. De começo serão 300 vagas disponíveis a cada semestre na modalidade Bacharelado Interdisciplinar (BI).

O prefeito Humberto Santa Cruz salientou que com a vinda de uma instituição de educação deste nível, a população terá a oportunidade de receber capacitação e diretamente elevará o nível técnico profissional, uma das grandes demandas municipais.

A Ufob dará ênfase inicialmente para os cursos de Engenharia da Produção, Engenharia da Computação, Engenharia Agroindustrial, Engenharia Biotecnológica e os cursos tecnólogos em Gestão do Agronegócio e Tecnologias de Controle e Automação.

Armazém em Luís Eduardo vai estocar milho para o Nordeste

Por David Mendes, para o Bahia Notícias

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, reconheceu a ausência de políticas para segurança alimentar dos rebanhos em todo o semiárido brasileiro, castigado pela pior seca dos últimos 50 anos. O chefe da pasta citou, durante encontro nesta terça-feira (15) com jornalistas do Nordeste na sede do Ministério, em Brasília, a ausência de armazéns na Bahia para estocar milho para ração animal, o que prejudicou a distribuição para os produtores baianos afetados pelo fenômeno climático.

“Você exporta milho e quando você o traz para o Nordeste não tem onde guardá-lo. Não faz sentido ter os armazéns nas áreas que você produz. Você tem que ter armazéns nas áreas onde o milho será consumido. No primeiro estado que recebeu o milho, a Bahia, cerca de 25 mil toneladas, os caminhões passavam dez dias no ponto de distribuição para descarregar o milho, porque não tinha armazéns para receber e distribuir. Essas são fragilidades que merecem uma crítica. Temos que ter uma visão crítica e a montagem da estrutura de logística tem que ser uma coisa imperativa, porque não tem”, afirmou.

Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça durante a abertura oficial da 24ª Feira Nacional da Agricultura Irrigada (Fenagri) e da 7ª Exposição de Caprinos e Ovinos do Vale do São Francisco (Expovale), realizada em Juazeiro, no norte baiano, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, assegurou que o problema já foi resolvido, mas reconheceu a ausência de infraestrutura necessária:

 “Na verdade são duas falhas. Uma é um armazém, já prometido pela presidente Dilma para o município de Luís Eduardo Magalhães, com capacidade de 100 mil toneladas. Esse armazém seria uma espécie de ‘pulmão’, que receberia a safra e a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento compraria na época de preço barato e venderia na época do preço caro. Como nós não tínhamos um armazém que recebesse a safra, infelizmente, esse milho foi parar em armazéns do Centro-Oeste, no Mato Grosso, Goiás, e o retorno era inviável porque as carretas não se interessavam em retornar  enquanto existiam demandas de frete por lá”.

Apesar das dificuldades, o problema da falta de milho já foi resolvido, diz o Secretário:

“Nós ligamos para cada um dos prefeitos e conseguimos ampliar de cinco para 23 polos de distribuição de milho e isso tem feito com que os municípios do semiárido baiano não fiquem mais do que 200 km de distância do produto que é vendido a balcão. Inclusive, a gente anuncia que os produtores procurem a Conab para fazer o cadastro e pegar o milho. Já normalizamos e estamos hoje com os armazéns da Bahia cheios de milho”.

 

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Secretário da Agricultura confirma em nota hipótese de bio-terrorismo no caso da lagarta Helicoverpa

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O jornal A Tarde, de Salvador, divulgou hoje nota do secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, confirmando notícia, adiantada nesta sexta à noite pelo O Expresso, em primeira mão: o aparecimento da lagarta Helicoverpa Armigera na soja do Oeste pode ser resultado de bio-terrorismo. Veja a nota:

“O ataque da lagarta Helicoverpa Armigera que atinge plantações de algodão e soja em nove municípios do Oeste baiano e em outros quatro estados pode ser resultado de bioterrorismo, de acordo com o secretário estadual da Agricultura (Seagri), o engenheiro agrônomo Eduardo Salles. Ele disse, por meio de nota, que a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigam a suspeita.

A praga já causou prejuízo de mais de R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão apenas na Bahia. Também há registro do problema no Paraná, Goiás, Piauí e Mato Grosso. O secretário diz que há risco do problema atingir outras regiões do Brasil. A praga quarentenária A1 não existia no país”.

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Bahia e Tocantins fazem acordo pelas divisas

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A disputa territorial entre os estados de Tocantins e Bahia, discutida na Ação Cível Originária (ACO) 347, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) chegou ao fim no início deste mês. Este assunto foi motivo de uma audiência, a pedido do presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato, ao secretario de Agricultura Eduardo Salles, para que ambos se reunissem com o procurador geral do estado, Rui Moraes. O encontro aconteceu na ultima sexta-feira (19), na Procuradoria Geral do Estado. Continue Lendo “Bahia e Tocantins fazem acordo pelas divisas”

Autoridades falam sobre medidas contra a seca

faebA Secretaria de Agricultura do Estado distribuiu hoje release à imprensa em que relata reunião com presidentes de sindicato do semi-árido, com objetivo de alinhar iniciativas para “mitigar a seca”. O secretário Eduardo Salles falou sobre as 80 mil toneladas de milho que a CONAB prometeu; Elmo Vaz, presidente da CODEVASF falou sobre os 150 poços artesianos que vai perfurar e cisternas plásticas; todos falaram sobre prorrogação de débitos.

No entanto, o caro leitor pode ter certeza, que a seca no Nordeste só se resolve por decisão do primeiro-ministro do Senhor, São Pedro. Fora disso são anos de politicagem e leniência dos governos.

Eduardo Salles tem vitória, conseguindo navio de milho para flagelados

Vinte mil toneladas de milho, das 80 mil anunciadas pela presidente Dilma Rousseff para atender aos criadores familiares da Bahia, chegarão de navio ao Estado, conforme decisão tomada durante reunião do secretário estadual da Agricultura e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles, no Palácio do Planalto, com os secretários executivos de diversos ministérios e do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e dos secretários de Agricultura dos estados nordestinos.

O total de 80 mil toneladas de milho, (das 340 mil destinadas ao Nordeste), chegarão à Bahia entre os meses de abril e maio.

As 20 mil toneladas que virão de navio serão administradas pelo governo baiano, que adotará as providências para a venda balcão aos criadores familiares, ao preço de R$ 18,12, com o limite máximo de 6 mil quilos por produtor.

Os recursos gerados com a venda de parte dessas 20 mil toneladas serão aplicados na produção de volumosos para distribuição aos criadores familiares. “Nesse momento, alimentar os animais somente com milho é como querer engordar uma pessoa com caviar. Nós precisamos viabilizar também o volumoso para juntar ao milho, e dar sustentabilidade ao rebanho destes produtores”, disse o secretário.

 

Boi magro da Bahia renova passaporte para pastagens de outros estados

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Em virtude da escassez de pastagens nas áreas afetadas pela pior seca dos últimos anos no Nordeste, o governo da Bahia, renovou esta semana, com o Conselho Nacional da Política Fazendária (Confaz), protocolo que vai beneficiar os pecuaristas da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Sergipe e Tocantins. O convênio havia vencido no fim do ano passado e desde então, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, solicitava que o acordo fosse mantido, permitindo a suspensão da cobrança de ICMS nas saídas de gado efetuadas entre os estados citados, bem como nos respectivos retornos, enquanto durar os efeitos da estiagem.

 Segundo o secretário, mesmo em áreas mais úmidas da Bahia, como é o caso do Extremo Sul, a disponibilidade de pastos para os animais oriundos do Semiárido diminuiu bastante e, em conseqüência disso, a procura de pastos em outros estados tornou-se necessária. “Esta alternativa é chamada de “recurso de pasto”, quando os animais podem se alimentar nos pastos de outros estados, sem que seja desembolsado o ICMS de entrada e saída, como normalmente é cobrado. A medida, solicitada pelos pecuaristas baianos é fundamental para minimização dos prejuízos ocasionados pela seca”, explicou Eduardo Salles.

Liberado para a Bahia produto que pode salvar lavoura da soja e do algodão

O Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA) formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, autorizou no final da tarde desta segunda-feira (18), exclusivamente para a Bahia, o pedido de registro do Benzoato de Emamectina, produto específico para combater a praga Helicoverpa spp., lagarta que está atacando a soja e o algodão no cerrado baiano.

 

A Helicoverpa migrou entre as diversas culturas do Oeste, auxiliada pelas boas condições de proliferação, como os repetidos veranicos.
A Helicoverpa migrou entre as diversas culturas do Oeste, auxiliada pelas boas condições de proliferação, como os repetidos veranicos e a ausência de predadores naturais.

A aprovação do registro aconteceu menos de duas semanas depois que, autorizado pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicou a Portaria nº 42, declarando emergência fitossanitária no País devido ao ataque da praga em lavouras de algodão e soja na safra 2012/2013.

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cesar Busato, comemorou a notícia, e agradeceu a participação do governador Jaques Wagner, “que foi sensível à solicitação das associações de produtores e intercedeu junto à presidente Dilma Rousseff para que ela autorizasse a decretação de emergência fitossanitária, condição indispensável para acelerar o registro do produto”.

Busato destacou que “os produtores já estavam sem ter o que fazer, vendo a praga devastar a plantação, sem produto agroquímico específico e eficiente para o controle desta praga”.

Informado por Cósam Coutinho, diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV/SDA/Mapa), do resultado da reunião do CTA, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, elogiou e agradeceu aos ministérios da Saúde, Meio Ambiente e da Agricultura e em especial ao Departamento de Sanidade Vegetal pelo empenho e atendimento em tempo hábil para que o agricultor possa ter acesso a este produto que, segundo especialistas, tem comprovada eficiência em outros países na supressão populacional desta lagarta.

O próximo passo agora, conforme explicou Cósam Coutinho, deve ser dado pela empresa detentora da marca no Brasil, a Syngenta, com o pedido de registro no Mapa e na Adab. Os produtores dos nove municípios do Oeste afetados pela praga, através de suas associações, vão negociar com o fabricante do Benzoato de Emamectina a disponibilidade e preço do produto.

A decisão do CTA foi respaldada no laudo técnico preparado durante toda a semana passada e encaminhado ao Mapa pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), Embrapa e associações de produtores.

A notícia alegrou e trouxe novo alento aos produtores dos municípios de Barreiras, São Desidério, Luis Eduardo Magalhães, Baianópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Correntina, Jaborandi e Cocos, onde as culturas de soja e algodão estão sendo atacados.

Na próxima semana, dia 26, o Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária, coordenado pela Adab, reúne-se em Barreiras para fechar o Plano de Ação de Controle da Praga, conforme informou o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá.

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Instalado grupo de trabalho para combate à Helicoverpa

O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Seagri, Paulo Emílio Torres, além da Superintendente do Ministério da Agricultura da Bahia, Virgínia Hagge, instalaram na tarde desta quinta-feira (7), o Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária no âmbito da Seagri, com o objetivo de identificar, propor e executar a implantação de ações emergenciais e eficazes para o controle da praga Helicoverpa zea, que está atacando as culturas de algodão e soja no Oeste da Bahia. Continue Lendo “Instalado grupo de trabalho para combate à Helicoverpa”

Helicoverpa: declarada emergência fitossanitária no Oeste baiano

Menos de uma semana depois da articulação feita entre os produtores do Oeste baiano, governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seagri) e Ministério da Agricultura (Mapa), através da Secretaria de Defesa Agropecuária, a presidente Dilma autorizou e o Mapa publicou portaria no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6), declarando como emergência fitossanitária a situação do intensivo ataque da praga Helicoverpa zea em lavouras de algodão e soja na safra 2012/2013. A portaria nº 42, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa visa a implementação do plano de supressão da praga, e adoção de medidas emergenciais para as safras seguintes, até 2015, e conseqüentemente permitirá o registro de produtos agroquímicos específicos para as culturas do algodão e da soja.

O Brasil não possui defensivos específicos registrados para o combate a esse tipo de praga no algodão e na soja. A declaração de emergência permite a aceleração dos processos de registros de produtos agroquímicos, já em largo uso e eficiência comprovada em outros países, reduzindo o trâmite burocrático na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde; Ministério da Agricultura, e Ibama, do Ministério do Meio Ambiente, que normalmente pode demorar até três anos.

De acordo com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV/SDA/Mapa), Cósam de Carvalho Coutinho, o produto Emamectina Benzoato, que está sendo solicitado o registro imediato, já havia sido autorizado pelo Ibama e pelo Mapa, faltando apenas a liberação da Anvisa. Segundo ele, já existem genéricos utilizados em outros países, com eficiência comprovada, o que fará com que o preço seja acessível ao produtor.

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Governo da Bahia e Mapa buscam estratégias para enfrentar Helicoverpa

Safra de algodão e soja na Bahia pode ter prejuízos de R$1 bilhão

A Nova diretoria da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), eleita para o biênio 2013/2014, tomou posse na última sexta-feira, (01), em Barreiras, região Oeste, e discutiu ações de controle à praga Helicoverpa, (nome científico da lagarta que ataca a cultura do milho, e que neste momento ataca as culturas de algodão e soja).  Em reunião realizada com associações de produtores, no auditório da Aiba, na tarde de sexta-feira, o secretário estadual de Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, apresentou as ações discutidas pelo ao governo do Estado e Ministério da Agricultura para auxiliar o produtor, neste momento considerado extremamente crítico para as lavouras de algodão e soja, no Oeste baiano.

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Durante a reunião, os produtores fizeram os cálculos dos prejuízos sofridos até o momento, e concluíram que, as perdas na produção de algodão chegam a 15%, num total gasto de U$ 100 milhões/ha. Enquanto que a soja teve uma perda de 10%, num total gasto de U$162/milhões/ha, tendo as duas somas o montante de U$ 262 milhões. Já os gastos com defensivos agrícolas para combater a lagarta no algodão, somam o prejuízo de U$ 300 mil por hectare, o que equivale a U$81 milhões/ha, baseado numa área de 270 mil hectares. Para a soja, os gastos com defensivos somam U$ 100 mil/ha, que equivale a U$ 130 milhões por ha, numa área de U$1,3 milhões de hectares. Diante destes números, o prejuízo deve chegar a U$ 500 milhões, R$1 bilhão aproximadamente, disse Salles.

O titular da pasta falou ainda que, a situação chegou ao status de emergência fitossanitária, tendo em vista, que num prazo médio de 72 horas, conforme relato de produtores, a Helicoverpa é capaz de dizimar 100% da lavoura. E que devido à gravidade do problema serão montados dois escritórios de situação de emergência, um no escritório da Adab e outro no Ministério da Agricultura. Vale lembrar, que ainda faltam cerca de 80 dias para a conclusão da colheita de algodão no Oeste, dado que confere aos produtores, calcular prejuízos ainda maiores, segundo o presidente da Aiba, Júlio Busato.

Eduardo Salles e Busato, na cerimônia de apresentação da diretoria da AIBA
Eduardo Salles e Busato, na cerimônia de apresentação da diretoria da AIBA

Na ocasião, o governador Jaques Wagner ligou para o secretário informando que já havia entrado em contato com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e a presidenta Dilma Rousseff, bem como com o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, para relatar a situação de emergência sanitária, e em função disto, acelerar o registro de produtos agroquímicos, já em largo uso e eficiência comprovada em outros países.

Providências

Na última semana, os produtores da região Oeste se reuniram no município de Luiz Eduardo Magalhães, para discutir alternativas para solucionar o problema. Após a discussão, os produtores argumentaram ao secretário de Agricultura, Eduardo Salles, que a solução imediata é justamente acelerar o processo de registro dos produtos agroquímicos, uma vez que não existe nenhum produto desta natureza registrado especificamente no uso dessas culturas, para combater a lagarta, que antes atingia apenas a cultura do milho. Por vias normais, o registro pode demorar anos para ser aceito, pois depende da aprovação do Ministério da Agricultura (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Ibama e do Ministério da Saúde, via Anvisa.

Em comunicado ao secretário de Agricultura, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV/SDA/Mapa), Cósam de Carvalho Coutinho, informou que consta no cronograma de ações, recepcionar os pareceres técnicos gerados pela Embrapa e Adab na última, segunda-feira; bem como a Caracterização de situação de emergência fitossanitária, pelo DSV e o acionamento das instâncias do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. Ainda na segunda-feira (04), está programada a convocação do Comitê Técnico de Assessoramento de Agrotóxico e notificar ao Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (FONESA), sobre o andamento da situação e ações executadas. Para esta quarta-feira (06) está previsto o encaminhamento de solicitação à Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (DFIA/DAS) para adotar os procedimentos de registro de agrotóxico para uso em emergências fitossanitárias, e instalação do gabinete de situação de emergência fitossanitária na Adab e Mapa (grupo nacional de emergência fitossanitária) já nesta sexta-feira. No último final de semana, a Adab junto com a Embrapa está fazendo um laudo detalhando os estragos causados pela Helicoverpa a ser encaminhado para o Mapa para dar celeridade ao processo do decreto de estado de emergência, assegura Eduardo Salles.

 

Atitudes

A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Isabel Cunha, comunicou que a entidade promoveu a viagem de alguns pesquisadores, especialistas e consultores da região para Austrália, país que desde a década de 90 aprendeu a conviver com esta praga, no intuito de conhecer as técnicas usadas no controle da mesma, e disseminar estas tecnologias para os produtores. Ela afirma que não se pode, ainda, mensurar exatamente o prejuízo real causado pela Helicoverpa, mas que a estimativa próxima de um bilhão de reais já é bem preocupante.

Sobre o assunto, o produtor, agrônomo e presidente da Aiba, Júlio César Busato, recém-empossado, disse que dará seguimento às parcerias da Associação firmadas pela antiga diretoria junto aos governos municipal, estadual e federal, e tentar implementar uma aproximação com universidades no sentido de fomentar pesquisa e transmiti-la aos produtores.

Ele assegura que a Helicoverpa surpreendeu a todos os produtores da região pela sua ação destrutiva e rápida, mas que a tempo, estão respondendo da mesma forma. “O secretário Eduardo Salles entendeu bem o problema, já mobilizou a Adab, a EBDA, e já estamos conversando com o Ministério da Agricultura, respaldados pelo empenho do governador da Bahia, que levou o problema para a presidenta Dilma, para algumas ações emergenciais.” Comentou Busato. Uma comitiva formada pela presidente da Abapa, Isabel Cunha, diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Paulo Emílio Torres; Celito Breda, presidente da Associação dos Consultores, e outras entidades representativas dos produtores, levaram ao Mapa uma lista de produtos agroquímicos, usados em outros países, que podem combater a lagarta, mas que aqui no Brasil, ainda não obtiveram seu registro ainda, e estão lá para serem registrados. Queremos uma acelerar este processo para que possamos ter mais uma arma no combate desta praga, disse Busato. Ele acrescenta que sua classe deseja que o Mapa lance um decreto em que se permita usar estes produtos listados.

Outra ação orquestrada pelos produtores e seus representantes é reunir todas as ações do setor do Oeste da Bahia para traçar um plano de combate integrado a esta lagarta, nos moldes do que foi feito com o plano da ferrugem asiática e o com o plano do bicudo; “só que é um plano bastante complexo porque vai envolver todos os produtores de praticamente todas as culturas, mas é uma medida que tem de ser tomada, não existe um plano B, precisamos implementar este plano e que ele tenha sucesso”, ressalta Busato.

Um dos grandes problemas na visão dos produtores é que esta praga ataca aquilo que os interessa, a vagem e o grão, no caso da soja, e no algodão ela ataca as maçãs que são as estruturas reprodutivas. “Talvez a produtividade diminua bastante, já que uma vez atacada à lavoura, perde-se toda produção”, conclui o presidente da Aiba. Continue Lendo “Governo da Bahia e Mapa buscam estratégias para enfrentar Helicoverpa”

Ministério da Agricultura analisa pleito do Oeste baiano

Atendendo ao pedido de apoio do Governador, Jaques Wagner, em prol dos produtores de soja, algodão e milho da região Oeste contra a lagarta Helicoverpa zea, aconteceu ontem  (28),em Brasília, reunião convocada pelo Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques,para discutir os problemas gerados pela praga nas lavouras da Bahia e outros estados da Federação. A gravidade da situação subsidiou o pleito pelo decreto de situação de emergência, propondo ações imediatas.

O secretário Eduardo Salles afirmou hoje, durante evento de apresentação da nova diretoria da AIBA, que prejuízos com a seca e  com a helicoverpa são imensos.
O secretário Eduardo Salles afirmou hoje, durante evento de apresentação da nova diretoria da AIBA, que prejuízos com a seca e com a helicoverpa são imensos.

A medida visa acelerar as ações para amenizar os prejuízos para a próxima safra, como o registro de defensivos agrícolas seletivos que já possuam largo uso e eficiência comprovada em outros países. Algumas orientações de manejo da praga apresentadas nesta reunião foram estabelecidas em conjunto com as entidades de classe e consultores da região Oeste e de outros estados. Continue Lendo “Ministério da Agricultura analisa pleito do Oeste baiano”

AIBA apresenta nova diretoria

Hoje, às 17 horas, a AIBA – Associação de Produtores e Irrigantes da Bahia realiza, na sua sede, em Barreiras, cerimônia de apresentação da nova diretoria, com a presença do secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles. Durante a cerimônia, homenagem aos agricultores cooperantes da campanha SOS Seca e divulgação do plano de ações da Entidade.

Governador intercede com dona Dilma pelo combate à Helicoverpa

Nesta safra, a Bahia passa por um momento difícil. Uma praga denominada Helicoverpa Zea,lagarta específica da cultura do milho, este ano avançou para outras culturas do Oeste, principalmente a soja e o algodão, chegando a dizimar algumas áreas e acarretando prejuízos incalculáveis para a socioeconomia local. Por conta desse problema, na semana passada, os produtores da região Oeste se reuniram no município de Luiz Eduardo Magalhães, para discutir alternativas para solucionar o problema.

Após a discussão, os produtores argumentaram ao secretário de Agricultura, Eduardo Salles, que a solução imediata é a aceleração no processo de registro dos produtos agroquímicos, uma vez que não existe nenhum produto desta natureza registrado especificamente no uso dessas culturas, para combater a lagarta. Por vias normais, o registro pode demorar anos para ser aceito, pois depende da aprovação do Ministério da Agricultura, do Ministério do Meio Ambiente, através do Ibama e do Ministério da Saúde, através da Anvisa.

Em função disso, os produtores solicitaram ao secretário da Agricultura que encaminhasse o pleito para acelerar o processo de registro. Nesta quarta-feira (27), Eduardo Salles se reuniu em seu gabinete com o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Cosam Coutinho, que veio à Salvador para discutir o problema e resolver algumas questões sanitárias. Na ocasião, foram delimitadas algumas alternativas e, em função disso, o secretário enviou ofício para o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro e levou o pleito para o governador Jaques Wagner e citou que a solução seria declarar estado de emergência, com o objetivo de acelerar o registro desses produtos agroquímicos, que já tem largo uso e eficiência comprovada em outros países.

A Helicoverpa migrou entre as diversas culturas do Oeste, auxiliada pelas boas condições de proliferação, como os repetidos veranicos.
A Helicoverpa migrou entre as diversas culturas do Oeste, auxiliada pelas boas condições de proliferação, como os repetidos veranicos.

Sensível á questão e entendendo que a Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, o governador ligou de imediato para a presidente Dilma Rousseff, explicando a urgência na solução do problema, onde parte significante das culturas de algodão, soja e milho foram perdidas e apelou para que a questão seja resolvida o mais rápido possível.  Logo em seguida, o diretor Cosam Coutinho recebeu o retorno da solicitação, através de uma ligação do secretário de Defesa do Ministério da Agricultura, Enio Marques, informando que nesta quinta-feira (28) Coutinho deverá retornar para Brasília para participar de uma reunião com  a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), com o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ABAD) e outras entidades representativas dos produtores, para juntos encontrar a forma mais rápida de encaminhar o problema. Continue Lendo “Governador intercede com dona Dilma pelo combate à Helicoverpa”