Colégios estaduais não têm professores suficientes.

Professores do segundo grau de colégio público, de Luís Eduardo Magalhães, anunciaram para os alunos, no primeiro dia de aula, que algumas matérias ficarão sem seus mestres, porque o concurso público do Estado só foi realizado no dia 29 de janeiro e as efetivações vão demorar.

Pelo jeito não é só na segurança pública que a Bahia vai mal. Como assim, “algumas matérias vão ficar sem professores?” Até quando? Como serão compensadas estas aulas?

Os professores foram ainda mais longe: em determinados dias é possível que não seja dada nenhuma aula, portanto os alunos estarão dispensados de comparecer. É um caso tipo de incúria, desmando e descaso com a principal responsabilidade do Estado, a Educação, já que Segurança e Saúde andam pelas tabelas.

A Diretoria Regional de Educação tem que vir a público e esclarecer o problema. Tem que ter responsabilidade com seus clientes, os contribuintes. Porque se alguém pensa que colégio é gratuito no Estado e no Município, está muito enganado: todos os dias pagamos o ICMS na gasolina, nos gêneros de primeira necessidade, no fornecimento de energia, de água e, pasmem, até nos remédios. Sim: pagamos caro e adiantado.

País está perdendo a corrida para levar todos a escola.

O Brasil se afastou da meta de universalização de ensino para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. De acordo com monitoramento feito pelo ONG Todos Pela Educação com base nos dados demográficos e no Censo Escolar, há no País 3,8 milhões de pessoas nesta faixa etária fora da escola.

A meta intermediária estabelecida pela organização para que, até 2022, estejam estudando 98% da população nesta faixa etária não  foi atingida por nenhum Estado em 2010.
Os dados são acompanhados desde 2006, quando a ONG lançou 5 metas que considera relevantes para a educação no País. A universalização do ensino é a número 1. O relatório de 2011, apresentado na manhã desta terça-feira, é o mais preciso porque leva em conta a população exata medida pelo Censo de 2010. Até 2009, quando o cálculo era feito com margem de erro porque a contagem populacional era apenas estimada pelo IBGE, sete Estados estavam acima da meta: Roraima, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia e Distrito Federal. Na época, estimava-se 3,6 milhões fora da escola. Revistos os números, os dados pioraram.

O movimento Todos Pela Educação aponta o problema da falta de obrigatoriedade da educação infantil e do ensino médio como um dos agravantes para que a universalização não tenha avançado na velocidade esperada. Só em 2009, uma emenda constitucional previu que até 2016 as redes deveriam garantir acesso também nestas etapas.
Traduzidos em números, os porcentuais são alarmantes. Apenas no Estado de São Paulo, 607 mil crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos não frequentam a escola. No Amazonas, uma em cada sete pessoas nesta faixa etária não estuda.
O Estado mais próximo da meta é o Piauí que precisava alcançar 93,9% de matrículas em 2010 e chegou a 93,8%. Mesmo assim, 50,6 mil crianças e adolescentes estão fora dos bancos escolares.

A Bahia tem uma população escolar, na faixa de 4 a 17 anos, de 3.569.209 e 207.690 estão fora da escola, uma taxa de 7,8%. A meta do Estado para 2022 é que 93,3% estejam na escola.

Enquanto houver uma só criança fora da escola em todo o País, não se pode classificar o Brasil como estado civilizatório avançado. Esta geração é responsável pela extinção do analfabetismo no País. Não existem mais desculpas. Mesmo estados avançados na Educação, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as taxas de ausência beiram os dois dígitos. Com informações e texto, editados por este jornal, de Cinthia Rodrigues, do portal IG.

Na próxima quarta, começa a Jornada Pedagógica

A Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães a Secretaria de Educação estão convidando a todos interessados na área de Educação para participar  da ” Jornada Pedagógica 2012 “, que acontecerá nos dia 01, 02, 03 de fevereiro de 2012. O evento objetiva a análise de diversos temas específicos da área e capacitação dos profissionais. A abertura oficial será no dia 01 de fevereiro de 2012, às 8 horas, no Auditório do Hotel Saint Louis.

Crianças negras atrasadas na escola são o dobro das brancas

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O percentual de crianças negras de 7 a 14 anos que estão mais de dois anos de atrasadas na escola é o dobro do registrado entre as brancas. Enquanto 16,7% dos alunos negros estão nessa situação, entre os brancos, o índice é apenas 8%. Os dados compilados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) são referentes a 2009 e reforçam a tese de que as desigualdades entre negros e brancos se repetem no ambiente escolar.

O fator socioeconômico geralmente é o mais usado para justificar o “atraso” escolar dos estudantes negros em relação aos brancos. Isso porque a condição social do aluno tem grande impacto na aprendizagem e a maioria da população de baixa renda do país é negra. Mesmo quando são considerados alunos de um mesmo nível econômico, os não negros têm desempenho superior aos negros.

É o que aponta um levantamento feito pelo economista Ernesto Faria, do Portal Estudando Educação. Comparando as notas de matemática e português da Prova Brasil de 2007, alunos de uma mesma faixa de renda e cor da pele diferentes também têm notas desiguais. Entre os 25% de estudantes mais pobres do 5° ano do ensino fundamental, a nota dos brancos é, em média, 8 pontos superior nas duas disciplinas. Entre os 25% mais ricos, a distância é ainda maior: os alunos brancos atingem 24 pontos a mais em português e 25 a mais em matemática. Texto e fotos da Agência Br.

Hoje UFBA abre pedido de vestibular gratuito.

Hoje, 19, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) abre inscrições para pedido de isenção do pagamento da taxa de inscrição do vestibular 2012. Os candidatos podem se inscrever até o dia 30 de maio.

Serão concedidas oito mil isenções para os estudantes de ensino médio que atendam às condições do edital publicado pela Ufba na última segunda-feira (16). Os estudantes podem se inscrever pela Internet, na página da unversidade, ou em postos de atendimento nas cidades de Salvador, Barreiras e Vitória da Conquista.

Enquanto Governo patrocina a loucura, crianças não têm escola.

Lagoa do Gaudêncio, Lapão (BA) – A vida e a força de vontade de Alexandra dos Santos Rocha, 23 anos, fazem a diferença para os moradores do quilombo Lagoa do Gaudêncio. Mesmo sem concluir o ensino médio, Alexandra é a responsável pela alfabetização de dezenas de crianças quilombolas de sua comunidade, localizada no município de Lapão, a cerca de 10 quilômetros de Irecê, em pleno Sertão da Bahia. O curso de pedagogia ainda é um sonho distante. A única escola próxima com o curso de magistério fechou há 3 anos. A instituição era particular e ficava em Aguada Nova, uma comunidade a cerca de 5 quilômetros do quilombo. Leia toda a reportagem no Portal da Metrópole.

Enquanto isso, o Governo do Estado, responsável pela educação, patrocina a loucura institucionalizada nas ruas de Salvador.

Patrocínio de futebol é apenas cortina de fumaça?

O presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, assina, nesta sexta-feira (14), às 15h, na sede da Federação Baiana de Futebol, contrato de patrocínio do Campeonato Baiano de Futebol deste ano. A parceria vai assegurar R$ 1,5 milhão para os dez clubes do interior que vão disputar a primeira divisão, que começa neste sábado (16) e vai até o mês de maio.

A pergunta que não quer calar: se o sistema de abastecimento de água proporcionado pela empresa estatal não é satisfatório; se o saneamento é altamente deficitário em todo o Estado; se o Governo está, depois do leite derramado, treinando, em regime de urgência, pessoal para tentar estancar a epidemia de dengue, por que a EMBASA vai patrocinar futebol? Isto é ou não uma insanidade? Num estado pobre de recursos em saúde pública, pobre em educação, justifica-se uma empresa estatal patrocinar futebol? Ou isto é apenas um marketing diversionista e cruel?

Não existe água em 300 escolas brasileiras.

Cerca de 300 escolas públicas que não têm água potável receberão R$ 30 mil do Ministério da Educação (MEC) para fazer a instalação ou a ampliação da rede hidráulica, perfuração de poços artesianos ou cisternas e aquisição de bombas elétricas. Para isso, as secretarias de Educação devem enviar ao MEC até 10 de dezembro um termo de compromisso, preenchido e assinado, além de fotos do prédio da escola e das imediações.

O repasse será feito pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do programa Dinheiro Direto na Escola. Entre as 834 escolas do país que não têm abastecimento regular de água, segundo o Censo Escolar de 2009, o fundo identificou 299 que preenchem os pré-requisitos para receber o dinheiro.

A maior parte dessas escolas está nas regiões Norte e Nordeste, especialmente na Bahia (109) e no Pará (83). As informações para os gestores que querem receber os recursos e a relação das escolas selecionadas estão disponíveis no site do FNDE.

Como podem dormir em paz um Governador, um Secretário Estadual de Educação, um Prefeito que sabe que existem 109 escolas em seu Estado e Município nas quais os alunos não têm água para beber e lavar as mãos? Pobre Bahia, pobre Pará, pobre Nordeste brasileiro vivendo a Idade Média em pleno século XXI! Pobre País que repousa em berço esplêndido quando suas crianças passam sede e fome! Uma notícia destas é para envergonhar o mais humilde dos brasileiros.

Nossa educação é igual ao do Zimbábue

Miriam Leitão, no jornal Bom dia Brasil, da Globo:

“O Enem é a ponta do iceberg de um problema maior. Falta um compromisso de todos nesse país com a educação. O Enem foi pensado, inicialmente, para ser um teste de aferição da qualidade do Ensino Médio que sempre foi um problema no Brasil. Mas ele virou um teste parecido com o vestibular. Então, quer dizer que teve uma mudança.

Todo economista com quem converso eu pergunto: qual é o desafio econômico do Brasil? Ele responde: educação. Naquele teste internacional de educação, que tem 57 países, nós somos o número 52. Nós estamos lá no final.

O Brasil tem que entender nesse momento, que é um momento decisivo, nós temos a chance de estar no primeiro países do mundo, de ser a oitava economia do mundo. A gente não pode ter esse dado que a gente teve do IDH. Nós temos o mesmo nível de escolaridade do Zimbábue que é um país que está em crise econômica de grande proporção em atraso, em retrocesso, em recessão”.

FASB realiza congressos.

Com o objetivo de reunir a comunidade acadêmica em torno de pesquisas e discussões relevantes para o oeste baiano, a Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB) abre as suas portas para a comunidade, a partir do dia 12 de maio, quando tem início o VIII Congresso de Iniciação Cientifica (CIC) / VII Encontro de Educação e V Simpósio da Saúde. “Educação e Desenvolvimento local e regional” será o tema do evento, que entra com um número recorde de atividades.

O CIC deste ano conta com 63 minicursos, 18 oficinas, 16 palestras, e 2 mesas-redondas nas áreas de administração, agronomia, ciências contábeis, comunicação, direito, educação física, enfermagem, fisioterapia pedagogia e psicologia. A principal novidade deste ano será o CIC Jovem, que abrange quatro minicursos específicos para estudantes do ensino médio, com temáticas como desenvolvimento pessoal, o mundo da propaganda e do marketing, e doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo o coordenador do setor de Pesquisa e Extensão da FASB, Ernani Sabai, outra novidade será o aumento da carga horária, que passa a ser de 36 horas/aula, sendo os universitários da FASB e das outras instituições de ensino superior da região o principal público-alvo. “Com o CIC a Fasb quer democratizar a pesquisa científica na região”, afirma.

A organização espera que durante os três dias cerca de mil pessoas passem pelo evento. As inscrições já estão abertas, e podem ser realizadas na FASB, na BR-135, saída para São Desidério, e na Unidade de Serviços (antiga Vebal). As inscrições para os professores da rede pública de ensino, estudantes e egressos da FASB serão de R$ 50,00. Para a comunidade estudantil de outras instituições de ensino superior o valor será de R$ 60,00, e para profissionais diversos de R$ 70,00. O CIC Jovem, destinado aos estudantes do ensino médio, terá um investimento de R$ 25,00.

Oziel quer reabertura de escola no Jardim das Acácias

O Secretário e Oziel de Oliveira

O ex-prefeito Oziel de Oliveira esteve com o secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, pedindo a reabertura da escola de 2º grau do Jardim das Acácias:

“O fechamento da escola causou inúmeras queixas e pedidos da população. Os moradores do loteamento reclamam do deslocamento. Nem todos podem ir para o centro da cidade ou outros bairros para assistir às aulas. Ficamos sensibilizados pela angústia com a qual os moradores desse bairro estão passando. Por isso, como cidadão, fui a Salvador solicitar ao Governo do Estado que reveja essa situação”, comentou Oziel Oliveira. Leia mais no Jornal Nova Fronteira.

Oziel de Oliveira não é um cidadão comum como declara. É ex-prefeito da Cidade e pré-candidato a deputado federal.

Cristóvam Buarque, ontem no twitter.

Cristóvam Buarque, uma das reservas de lucidez deste País, escreveu ontem 3 mensagens no twitter, sobre a polêmica da partição dos royaltes do pré-sal:

Única maneira de fazer o petróleo permanente é transformá-lo em massa cinzenta,pela educação.Árabes descobriram, tarde.

Minha primeira prioridade é educação. Depois, todas as outras.Tudo é importante,mas educação é que transforma.

Discussão distribuição entre estados é antinacional.Distribuição deve ser entre Brasil de hoje e do futuro.

Informação relevante: não faltam vagas na rede escolar municipal!

Questionada sobre a eventual falta de vagas na rede de escolar municipal, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Luís Eduardo informou o seguinte:

“Não há alunos da rede municipal de ensino fora de sala de aula por falta de vaga . O que pode ocorrer é não  existir vaga em alguma escola da preferência dos pais. Nesses casos eles são encaminhados para outra unidade de ensino . Mas há vaga para todos .”

A verdade é que o Prefeito Municipal autorizou a construção emergencial de salas de aula, surpreendido que foi, como no ano passado, pelo incremento considerável da demanda. No ano passado, segundo o próprio Prefeito, foram necessárias mais 2.000 vagas. Este ano não soubemos. Mas soubemos que a migração interna é forte, o que ocasiona crescimento significativo na demanda por vagas. E que no início do ano letivo, muitos pais e alunos foram aconselhados a esperar o remanejamento de vagas para ver onde poderiam ser alocados os novos alunos. A demanda maior é no bairro Santa Cruz.

Alunos de Luís Eduardo mergulham na robótica

robotica

Na manhã do sábado, 14, das 8h às 12h a Escola Municipal José Cardoso de Lima vai sediar o 1° Desafio de Robótica, iniciativa do departamento de tecnologia da Secretaria de Educação de Luís Eduardo Magalhães. O projeto conta com a participação de estudantes do 8° e 9° ano das escolas José Cardoso de Lima, Ottomar Schwengber e São Paulo do Novo Paraná.

A idéia, segundo Liege Saraiva de Freitas, coordenadora do núcleo de tecnologias da Secretaria de Educação é aliar a teoria das disciplinas de matemática e ciências à questão prática. “Esta é uma forma dos alunos trabalharem o conteúdo estudado nestas disciplinas utilizando a tecnologia e a robótica como suporte” comenta.

Nesta primeira edição prevaleceu o desenvolvimento de trabalhos que podem vir a ser incorporados à realidade do município, conta Liege. Cada escola trabalhou com um tema/assunto diferente: Trânsito (Ottomar Schwengber), Lixo e Meio Ambiente (José Cardoso de Lima) e Ferrovia Leste-Oeste (Escola São Paulo)