Lago de Sobradinho cresce para a sua plenitude.

Cemig negocia parceria para exploração do São Francisco | Exame

O reservatório de Sobradinho, responsável por mais de 58% da geração hidrelétrica de todo o Nordeste, atingiu neste sábado o nível de 75,41% de sua capacidade.

Com as chuvas que caem constantes neste final de semana no Oeste da Bahia e em toda grande bacia coletora do rio São Francisco, no final da próxima semana Sobradinho deve estar beirando o nível de 80%. A previsão meteorológica é de chuvas constantes até o início de fevereiro.

Três Marias, responsável por 31% da geração do sistema do São Francisco, também está na plenitude do lago, no nível 80%.

A demanda de carga do Nordeste estava, agora às 18h45m, subindo para o pico de consumo, em 12.683 MW, com exportação de 551 MW. A geração eólica estava em 5847,7 MW, enquanto a Hidráulica era de 6901,9 MW.

O golpe da privatização de 40% da energia brasileira está em marcha.

“Tudo foi calculado para a venda da Eletrobras”, diz Leonardo Stoppa sobre risco de apagão elétrico.

Para engenheiro elétrico, o problema de energia não é de falta de chuva, mas sim de coordenação para “criar a ideia de que estamos num risco sistêmico, que somos ineficientes e não somos capazes de produzir energia nas nossas empresas públicas.”

Na última sexta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou um decreto que regulamenta a realização de leilões para contratar usinas “reservas” de geração de energia.

Segundo o governo, a medida foi adotada para evitar um apagão elétrico, que seria causado por uma crise hídrica no momento no país.

Para o engenheiro e especialista em sistemas elétricos de potência Leonardo Stoppa, “o que estamos vivendo hoje não é um problema de meteorologia e de falta de chuva, é um problema de coordenação”. Stoppa foi entrevistado no programa Fórum Onze e Meia desta segunda-feira (31).

“Estamos repetindo a mesma picaretagem que Fernando Henrique fez anos atrás para criar desespero social, e enfiar dinheiro nos bolsos dos empresários geradores de energia. Não existe risco técnico de apagão, o que acontece é que Bolsonaro jogou água fora para nos levar a um momento em que vamos ter que produzir energia usando combustíveis fósseis, e quem vai pagar o alto preço da energia é o povo”, explica.

Ele questiona por que num momento de recessão econômica, diante da crise sanitária, econômica e social, que o país atravessa, há falta de energia:

“Por que durante todo o período dos governos Lula e Dilma, em que as indústrias estavam produzindo, o povo tinha poder de consumo, estava gastando eletricidade a rodo, a gente não teve risco de apagão? E agora neste momento, em que as indústrias estão fechadas com Bolsonaro, o povo está gastando pouco com medo de passar fome, a gente está com risco de apagão?”

Segundo ele, a resposta é simples: “Desde o início do governo Bolsonaro, foram coordenando medidas para levar a este ponto e traz o risco de apagão no momento em que a Eletrobras vai para a privatização no Senado”.

Pequenos governos, grandes negócios!

Da Revista Fórum, editado

Agências reguladoras foram criadas para beneficiar as empresas que deveriam regular

As bandeiras tarifárias são uma forma de confisco do dinheiro do contribuinte pelas empresas distribuidoras de energia.

Por Heitor Scalambrini Costa – Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

As agências reguladoras foram criadas para fiscalizar a prestação de serviços públicos praticados pela iniciativa privada. Além de controlar a qualidade na prestação do serviço, estabelecendo regras para o setor.

Ao longo do tempo foram completamente descaracterizadas de seus objetivos iniciais. Houve na verdade uma “captura”  destas agências por parte das empresas.

Dedicados quase 40 anos de minha vida profissional à temática Energia, acompanhei de perto o “nascimento” destas agências, em particular da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Autarquia criada em 1996, teria como função a regulação e fiscalização  da geração, a transmissão, a distribuição e a comercialização da energia elétrica. Vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), também tem como atribuição atender as reclamações de agentes e consumidores, e mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. Todavia é influenciada por fortes “lóbis” das empresas, futuros empregadores dos diretores destas agências.

A Aneel é uma forte aliada do setor privado, sendo uma das maiores responsáveis pelos lucros exorbitantes apresentados nas demonstrações financeiras anuais das empresas distribuidoras. No Brasil o “negocio de energia” é lucro certo, um capitalismo sem risco.

A “última (?)”, de tantas outras medidas tomadas pela Aneel contra o consumidor, foi a criação das bandeiras tarifárias. O sistema de Bandeiras Tarifárias implantada em 2015 introduziu uma novidade nas contas de energia, apresentando modalidades: verde, amarela e vermelha, indicando se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade. Assim os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das tarifas dessas distribuidoras, e são repassados aos consumidores.

À sociedade foi justificado, este acréscimo ao caixa das distribuidoras,  como “trazer transparência aos consumidores atendidos pelas distribuidoras (mercado cativo), com relação ao custo de energia, e contribuir para um uso eficiente no consumo”.

Com certeza o caixa das distribuidoras foi “reforçado” com o dinheiro pago pelo consumidor, tornando a tarifa de energia uma das mais caras do mundo.Todavia, o uso eficiente por parte do consumidor é questionável. E a transparência é algo invisível para o consumidor.

Hoje a efetividade das  bandeiras tarifárias quanto as mudanças no comportamento de consumo da população, como medida de prevenção de eventuais racionamentos, tão propalado para justificar a implantação desta medida, está sendo questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Sem dúvida, muito importante a posição do TCU, e aguardamos ansiosos a auditoria anunciada. Todavia é evidente que as relações promíscuas da Aneel com as empresas, contra o consumidor,  com a implantação das bandeiras tarifárias desde 2015, na verdade introduziu no sistema tarifário mais uma ferramenta de arrecadação de recursos para as empresas.

Nota do Editor: não contente com o escalonamento das bandeiras tarifárias, a ANEEL permitiu que no mês corrente, outubro de 2017, fosse cobrada a dupla bandeira vermelha, dobrando o valor arrecadado a mais.

Bandeiras da energia já confiscaram R$18 bilhões dos consumidores

Estamos voltando céleres ao tempo das lamparinas a querosene

Com chuvas abaixo da média em quase todo o País nos primeiros três meses do ano, o governo pretende adotar medidas para reduzir o consumo de energia, embora o Brasil ainda atravesse a maior recessão de sua história.

Nos últimos dois anos, o brasileiro já pagou quase R$ 18 bilhões em sobretaxa na conta de luz, com a adoção do sistema de bandeiras tarifárias, de acordo com levantamento da Compass Energia. O valor equivale a praticamente tudo que foi investido na construção da usina de Jirau, em Rondônia, uma das maiores hidrelétricas do País: R$ 19 bilhões.

Mas a conta ainda está longe de fechar. A bandeira tarifária repassa para o consumidor o aumento do custo da energia, que ocorre quando é necessário acionar usinas termelétricas. A expectativa dos analistas é que a bandeira vermelha passe do patamar 1, como está atualmente, para o nível 2, em maio, fazendo com que o valor cobrado a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos passe de R$ 3,00 para R$ 3,50.

As bandeiras indicam o custo real da geração de energia elétrica. Quando a energia é gerada a partir de hidrelétricas, a bandeira é verde (sem cobrança adicional). Quando é necessário recorrer a termelétricas, mais caras, começa a ser cobrada tarifa extra, primeiro com a bandeira amarela e depois com a vermelha.

Para reduzir custos e preservar o nível dos reservatórios, o governo criou um grupo de trabalho a fim de desenvolver iniciativas como uma campanha nacional para alertar consumidores quanto ao uso racional de energia. Outra hipótese em estudo é importar do Uruguai.

A informação foi revelada pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata. “A capacidade de importação é de cerca de 400 megawatts médios. Outra iniciativa é a possibilidade de colocar em operação algumas usinas termelétricas de custo mais baixo e que estão paradas, em manutenção. O objetivo é tornar a situação mais confortável.

Não há previsão de chuva no Rio São Francisco, que passa pelo seu quinto ano de recessão hídrica. No Brasil, a perspectiva é que nos próximos meses, no período seco, tenhamos chuvas abaixo da média”, adiantou o diretor-geral do ONS.

A previsão é que o nível dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 70% do armazenamento no País, passe dos atuais 41% para cerca de 20% em novembro, quando acaba o chamado período seco (com poucas chuvas).

O patamar será menor que o de 2001, ano de racionamento de energia, quando estava em 37%. Apesar do cenário, Barata, do ONS, descarta qualquer risco de racionamento. Segundo ele, o País tem capacidade instalada de 140 mil MW, suficiente para atender a demanda interna. O problema, diz ele, é o custo.

Para compensar a falta de água, é preciso acionar mais termelétricas. Por isso, foi criado o grupo de trabalho no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do Ministério de Minas e Energia, que vai iniciar os estudos nesta semana e terá um prazo curto para apresentar as soluções.

“Temos capacidade, mas falta combustível, que é a água. A dependência da chuva reduziu, mas não acabou. A hidrologia está aquém da média. A energia vai ficar mais cara. É essa a informação que queremos passar para a população. O movimento do uso racional tem que ser generalizado. Quem sabe a gente não consegue sensibilizar para fazer essa campanha do bem. Precisamos construir uma matriz que dê conforto e que aumente a geração térmica. Vamos identificar um percentual ideal na matriz”, disse Barata.

Segundo o ONS, as hidrelétricas respondem por cerca de 76% da geração de energia elétrica atualmente, contra apenas 15,5% das térmicas, além das eólicas (com 5,3%) e nuclear (3%). O consumo diário está na faixa dos 67 mil MW.

Consumidores pedem reavaliação de indenização a transmissoras

O Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen) quer que o governo reavalie o cálculo dos valores que terão que ser incluídos na conta de luz dos brasileiros para pagar indenizações às transmissoras de energia elétrica. O assunto foi tratado na última semana em reunião da diretoria do Conacen com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

Recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que nove concessionárias de transmissão de energia deverão receber indenizações de R$ 62,2 bilhões nos próximos oito anos. A remuneração é uma gratificação paga pelos investimentos feitos pelas empresas que renovaram suas concessões antecipadamente em 2012.

“Consideramos que deveria ser melhor avaliado se esse é o número que deve ser praticado. Também questionamos por que isso está sendo cobrado dos consumidores, pois a portaria inicial falava que qualquer indenização desse tipo iria ser coberta pelo Tesouro. E, de repente, saiu uma medida tirando do Tesouro e passando para o consumidor”, disse o presidente do Conacen, José Luiz Nobre Ribeiro.

Segundo ele, o ministro mostrou-se aberto a fazer uma reavaliação dos números e a encontrar uma forma de amenizar a cobrança para os consumidores ao longo dos anos. A diretoria do Conacen também foi recebida na Aneel, onde conversou com o diretor Reive Barros sobre o assunto.

Caso a indenização seja mantida, o Conacen defende que ela seja cobrada dos consumidores de uma forma “mais palatável”, com prazo maior, por exemplo. “Poderia aproveitar momentos em que a tarifa já tenha que ser reduzida, e não significar um aumento na tarifa de energia”, disse Ribeiro.

A estimativa da Aneel é que o impacto das indenizações às distribuidoras nas contas de luz seja de 7,17%, que será aplicado nos reajustes das tarifas dos próximos oito anos. – Do Jornal do Comércio/RS

Leilão de linhas de transmissão beneficiará região Oeste da Bahia.

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A segunda etapa do Leilão de Transmissão Nº 13/2015 foi concluída com sucesso pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O certame negociou 21 lotes de empreendimentos localizados nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. 

A licitação, realizada nesta sexta-feira (28/10) na BM&FBOVESPA em São Paulo, propiciou a contratação de 6126 km de linhas de transmissão e 6 mil mega-volt-amperes (MVA) de potência de subestações. Com o resultado positivo do certame haverá investimentos em torno de R$ 11,6 bilhões em transmissão.

O leilão apresentou deságio médio de 12,07% ao preço inicial ofertado. Isso significa que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente, contribuindo para modicidade tarifária de energia. A Receita Anual Permitida* contratada ficou em R$ 2,1 bilhões. A negociação das linhas propiciará a geração de 25.658 empregos.

Entre as redes contratadas, está a de Rio das Éguas (subestação próxima ao Rosário) até Barreiras, com valor de R$77,8 milhões e a de Buritirama a Barreiras, com valor de R$70,5 milhões. As duas linhas de transmissão terão capacidade de 500 Kv.

Bandeira amarela volta em novembro nas contas de energia elétrica

 O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de novembro será a amarela, com custo de R$ 1,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida se deve às condições hidrológicas menos favoráveis, o que determinou o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.

consumo de energia em dezembro de 2013 foi 4,5%
Definição das bandeiras tarifárias depende de número de termelétricas acionadas para produção de energia no país Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Desde abril deste ano, a bandeira tarifária estava verde, ou seja, não havia custo extra para os consumidores. No ano passado, todos os meses tiveram bandeira vermelha, primeiramente com cobrança adicional de R$ 4,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha patamar 1, que significa acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, mai cara do que a energia de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia elétrica em função das condições de geração de eletricidade. Por exemplo, quando chove menos, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Cobrança

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que já era incluído na conta de energia, por meio do reajuste tarifário anual das distribuidoras. A agência considera que a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente. Da Agência Brasil.

Que venha a chuva. O rio São Francisco ainda está com pouca água.

Dois dias seguidos de chuvas resultaram numa soma de 52 mm, medida na redação de O Expresso. Apesar das boas chuvas de março, o reservatório de Sobradinho, no rio São Francisco, responsável pela geração de 58% da energia de origem hidráulica no Nordeste, está apenas com 20% de sua capacidade. A hidrelétrica de Três Marias, que gera 31% da energia hidráulica do Nordeste, está com o reservatório acima de 33%.

O risco de falta de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste caiu de 6,1% em março para 4,9% neste mês. O dado foi divulgado hoje (8) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), grupo técnico do governo que estuda o setor. O índice está bem próximo à margem de 5% de risco, considerada tolerável pelo Conselho Nacional de Política Energética. No Nordeste, o índice se manteve em 1,2%.

 

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Os perigos do racionamento pela boca do Ministro

Eduardo-Braga

O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou, taxativo, ontem, no programa Roda Viva, da TV Cultura: teremos, até o final do ano, “uma Belo Monte” de energia eólica, mais uma de energia de biomassa com o início da colheita da cana. Ele referia-se certamente ao futuro rendimento médio da hidrelétrica paraense, em torno de 4,5 mil mw.

“E temos disponibilidade, no mercado internacional, de usinas térmicas a óleo e gás, de pronto emprego,” afirmou.  Tudo para explicar que o Governo não está parado frente à ameaça do racionamento e à situação precária dos reservatórios do Sudeste/Centro Oeste. Foto Veja/Abril

O Ministro impressiona pela capacidade de articulação. Deu um espetáculo de informação, frente às perguntas de jornalistas e especialistas do setor. É o candidato que o PMDB anda buscando para uma candidatura própria à presidência em 2018.

Na semana passada, a Aneel aprovou a revisão extraordinária das tarifas para 58 das 63 distribuidoras de energia do país. O aumento, que começou a valer ontem (2), ficou em média em 28,7% para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e em 5,5% para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste.

Além da revisão extraordinária, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão. Também começaram a valer nesta semana os novos valores para as bandeiras tarifárias: quando a bandeira estiver vermelha, que significa custo maior de geração, haverá acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos e, quando a bandeira estiver amarela, a cobrança será R$ 2,50 para cada 100 kw/h. Em janeiro e fevereiro deste ano, a bandeira tarifária aplicada foi a vermelha, que também deve ser adotada em março.

 

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Caso de apagão não tem outra causa: é má gestão e ponto de exclamação.

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Em janeiro de 2013, era prevista a entrada em operação de 10,12 mil MW em novas usinas, mas o efetivo realizado até dezembro foi de 7,16 mil MW. Dos mais de 40 mil MW já outorgados, 35% não tinham obras iniciadas ou estavam com obras paralisadas em outubro, conforme o último boletim de expansão da oferta, da Aneel, que frisa que nem toda essas usinas estão com o cronograma atrasado.

A obra da usina nuclear Angra III, que deveria ficar pronta no ano passado, só estará concluída, Deus querendo, em 2018.

A diferença entre a implantação e a previsão de energia nova em 2014 ocorreu principalmente por atrasos na hidrelétrica de Jirau. A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável por Jirau, explica que “os atrasos da execução das obras da UHE Jirau são, basicamente, decorrentes de incêndios criminosos ocorridos nos anos de 2011 e 2012 e que resultaram na destruição da quase totalidade do canteiro de obras do empreendimento”. Também a hidrelétrica de Belo Monte apresenta atraso de quase três anos em relação ao cronograma original previsto no PAC. A obra, que deveria ficar pronta em 2016, agora é prevista para 2019.

Que o povão não se preocupe! Um dia depois do apagão Dona Dilma mandou comprar energia da Argentina. Agora só resta mandar o Jaques Wagner invadir a Bolívia e o Paraguai, ficar com todo o gás do Evo Morales e retomar a metade da energia de Itaipu, que os paraguaios vendem pelo dobro do preço ajustado com o Brasil.

Bandeiras tarifárias: ataque ao bolso do consumidor

Heitor Scalambrini Costa

Professor da Universidade Federal de Pernambuco

 Mesmo com um sofrível serviço elétrico prestado aos consumidores brasileiros, segundo indicadores de desempenho da própria Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as companhias distribuidoras seguem recebendo as benesses de um capitalismo sem risco.

Nos últimos anos as empresas dependeram de repasses do Tesouro Nacional e de aumentos tarifários bem acima dos índices inflacionários, o que lhes garantiu lucros líquidos e dividendos excepcionais aos seus acionistas, quando comparados com a realidade do país. Tudo para garantir o malfadado equilíbrio econômico-financeiro das empresas – como rezam os “contratos de privatização”. Em nome deste artifício contratual, as empresas têm garantido até a possibilidade de reajustes tarifários extraordinários. E é exatamente isso, segundo a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE), que será solicitado a ANEEL pelas empresas no início de 2015, justificado pela “conjuntura do setor elétrico”.

O que se verifica na pratica é que, mesmo com a qualidade dos serviços prestados se deteriorando, os reajustes nas tarifas aumentam seus valores abusivos, beneficiando empresas ineficientes que deveriam ser cobradas e punidas, e não premiadas.

Mas a tragédia que se abate sobre o consumidor de energia elétrica não acaba ai. A partir de janeiro, haverá uma cobrança adicional nas tarifas, com a implantação das bandeiras tarifárias. Então, além dos reajustes tarifários anuais ordinários (na data da privatização das empresas), cujas estimativas para 2015 apontam percentuais que podem chegar a ser de 3 a 5 vezes superiores à inflação, e da possibilidade de um reajuste extraordinário, se somarão os acréscimos das bandeiras tarifárias.

Este mecanismo indicará como está a situação do parque gerador de energia elétrica do País, utilizando as cores verde, amarela e vermelha. A bandeira verde indicará condições favoráveis de geração, e a tarifa não sofrerá nenhum acréscimo. A bandeira amarela indicará que as condições de geração são menos favoráveis, e a tarifa sofrerá acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha indicará as condições mais custosas de geração (uso das usinas térmicas), e a tarifa sofrerá acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos. A ANEEL divulgará mês a mês as bandeiras que estarão em vigor em cada um dos subsistemas que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo médio brasileiro é de 163 kWh/ residência, e a tarifa média para o consumidor residencial é de R$ 400,00/ MWh. Assim, uma conta de R$ 65,20 na bandeira verde subiria para R$ 67,65, ao passar para a bandeira amarela; e para R$ 70,09, no caso da bandeira vermelha. Nestes cálculos não estão sendo levados em conta os encargos e impostos incidentes na tarifa elétrica. Continue Lendo “Bandeiras tarifárias: ataque ao bolso do consumidor”

Água das barragens tende a diminuir nos próximos 75 dias.

O ONS – Operador Nacional do Sistema de energia estima que o nível dos reservatórios das usinas no Sudeste/Centro-Oeste do país caia a 29,9 por cento ao final de agosto, ante os atuais 34,36 por cento. No Sul, o nível deve passar de 90,47 por cento para 78,9 por cento ao fim do mês. O armazenamento no Nordeste deve passar a 26 por cento e, no Norte, a 70,6 por cento.

No final de agosto ainda teremos que esperar por chuvas volumosas no mínimo por 45 dias no Centro Oeste e nas cabeceiras da bacia do Rio São Francisco.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, “a previsão por consenso para o trimestre agosto, setembro e outubro de 2014 indica para a Região Semiárida comportamento climatológico, com igual probabilidade (33%) para as categorias abaixo da normal, dentro da faixa normal e acima da normal climatológica.” Isto significa pouca possibilidade de chuvas no período.
Com relação à temperatura, a previsão climática para o trimestre ASO/2014 indica um comportamento variando entre normal e acima da normal climatológica para toda a Região Semiárida.

No entanto, de acordo com boletim da Somar Meteorologia, a partir de setembro, as chuvas fortes começam a retornar na maior parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil. Segundo a previsão, as precipitações vão aparecer entre os dias 15 e 20 de setembro, mas deve vir com acumulado menor que o normal. A previsão para o mês é de chuva abaixo da média nas três regiões, com exceção do Espírito Santo.
De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, no Estado capixaba e no centro e leste da Bahia, a expectativa é de um padrão semelhante ao de agosto. Entre 10 e 25 de setembro, esperam-se novamente ventos fortes provenientes do mar, gerando chuvas constantes e com elevado acumulado.
Já no interior da Bahia e nos demais estados do Nordeste, o mês de setembro será seco. Para a Região Sul do Brasil, inclusive no Paraná e em Santa Catarina, a previsão é de chuvas acima da média por conta do fenômeno El Niño.
As temperaturas devem ficar acima da média no Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul e abaixo da média no Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Chuvas dão prejuízo no Sul, mas garantem energia elétrica

Ponte submersa no interior. Foto de Renan Lunardi.
Ponte submersa no interior. Foto de Renan Lunardi.

As chuvas continuadas na Região Sul podem dar uma mão para o Governo. Cerca de 24% da energia do País é gerada nos 3 estados do Sul e barragens cheias são segurança para a hora da seca mais pronunciada no sudeste e nordeste do País.

O tempo instável que predomina no Rio Grande do Sul desde o início da semana deve ganhar novos contornos neste domingo. A formação de umciclone extratropical ainda durante a madrugada pode provocar ventos fortes em Porto Alegre e região litorânea do Rio Grande do Sul ao longo do dia. A previsão é que atinjam entre 60km/h e 80 km/h nesse locais.
Por conta da chuva intensa e da umidade do solo, uma das principais preocupações na Capital é para a queda de árvores. Com informação de Zero Hora.

Chuvas no Sul estão ajudando complexo de energia

Nesta terça-feira (17) os reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste fecharam com em 39,97% da capacidade máxima (contra 36,97% do fim de maio); em 85,73% no Sul (contra 54,93%); no Norte em 91,97% (contra 92,97%); e no Nordeste em 38,39% (contra 40,8% da capacidade registrada no fechamento de maio). Segundo o Operador Nacional do Sistema, o risco de falta de energia no Sudeste é de apenas 2,5% até o início das chuvas. Os feriados e os jogos da Copa estão ajudando a economizar energia.

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A chuva foi embora e os reservatórios estão lá embaixo.

Projeto de Belo Monte: alvo de ambientalistas, se traduz na esperança real de, a médio prazo, aumentar disponibilidade de energia.
Projeto de Belo Monte: alvo de ambientalistas, se traduz na esperança real de, a médio prazo, aumentar disponibilidade de energia.

Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil 

O nível dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste chegou ao fim do período chuvoso menor do que o esperado pelo governo. Nessa segunda-feira (28), o armazenamento estava em 38,16% da capacidade máxima, o menor registrado desde 2001, quando

A expectativa inicial do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) era que o nível de água dos reservatórios desse sistema, responsável pela geração de 70% da energia consumida no país, estivesse em 43% no final de abril, índice considerado seguro para garantir o abastecimento até o fim do ano. De acordo com o Programa Mensal de Operação do ONS, a previsão para o armazenamento ao final de abril era 40,6% no início do mês. O índice foi revisto para 38,3% na última semana de abril. Para o fim de maio, a expectativa do ONS é que os reservatórios cheguem a 39,2% de sua capacidade máxima de armazenamento.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, informou hoje (29) que os estudos técnicos feitos com base na atual situação dos reservatórios e nas condições hidrológicas previstas não indicam a necessidade de adoção de cortes de energia. “No entanto, caso ocorra um agravamento das condições hidrológicas no período de maio a novembro, diferentemente do que é atualmente esperado, o ONS poderá propor medidas adicionais às autoridades setoriais, de forma que fique garantido o fornecimento de energia elétrica para a sociedade”, disse Chipp, em nota à imprensa.

Mapa de potencial eólico brasileiro: menor impacto ambiental e produção acelerada. Só na Bahia se constrói cerca de 2.000 torres.
Mapa de potencial eólico brasileiro: menor impacto ambiental e produção acelerada. Só na Bahia se constrói cerca de 2.000 torres.

Depois de 2001, ano em que foi determinado o racionamento de energia, o nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste no final de abril apresentou índices bem mais altos de armazenamento de água. Em 2011, por exemplo, a capacidade estava em 88%. No ano passado, o índice ficou em 62,4% no dia 29 de abril.

Só nos resta rezar para São Pedro, que mande chuvas copiosas, cedo, em outubro, para nos livrar das ondas de calor, que por sua vez gastam tanta energia. Resta, ainda, ao Governo, autorizar investimentos e até investir diretamente em centenas de novas torres eólicas, liberar mais de 500 pequenas centrais hidrelétricas e agilizar projetos hidrelétricos em todo o País. 

Por via das dúvidas, Governo decide religar termoelétricas do Nordeste.

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O governo decidiu hoje (4) ligar termelétricas no Nordeste para garantir a segurança elétrica na região por causa do blecaute que aconteceu na semana passada. Segundo o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a ativação das termelétricas a carvão, gás e óleo é temporária, deve durar cerca de 15 dias e será feita enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conclui a fiscalização da região onde ocorreu a interrupção de energia.

A decisão foi tomada durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A geração de termelétrica na região será de cerca de 1 mil megawatts. “Até que se continuem as avaliações. É uma medida de segurança que está se adotando para evitar que, se ocorresse uma nova queimada e desligasse aquelas duas linhas, levasse a Região Nordeste a um novo blecaute”, disse Zimmermann.

No início de julho, o governo decidiu desligar 34 termelétricas a óleo combustível e a óleo diesel, em todo o País, que estavam ligadas desde outubro do ano passado e somam 3,8 mil megawatts.  Zimmermann disse que o custo do acionamento das térmicas no Nordeste será dividido entre todos os consumidores do país.

O blecaute que atingiu a Região Nordeste na semana passada foi ocasionado por uma queimada que ocasionou o desligamento automático de duas linhas de transmissão que interligam os sistemas Sudeste/Centro-Oeste com o Nordeste, localizadas entre as subestações Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí, no interior do Piauí.

Segundo Zimmermann, a avaliação do CMSE é que o sistema de proteção atuou de forma correta para isolar a Região Nordeste do resto do Sistema Interligado Nacional (SIN). “O restabelecimento também foi em um tempo melhor do que nas outras vezes em que houve uma ocorrência dessas”, avaliou o secretário.

Os baixos níveis dos reservatórios no sistema do rio São Francisco criam a dependência com a energia dos sistemas do Norte e do Sudeste. Se acontecer qualquer incêndio em baixo das linhas de transmissão, ocorre novo apagão. O Nordeste está pronto para receber investimentos maciços e volumosos em energia eólica, que hoje tem custo baixo. É a região mais propícia à energia eólica e pode substituir rapidamente os 3,8 mw das termoelétricas.

Economia do horário de verão é anulada pelo uso das térmicas

Diferentemente dos anos anteriores, o horário de verão, que está em vigor desde 20 de outubro do ano passado e acaba à meia-noite deste domingo (17) em dez Estados do país, deixou de reduzir gastos com energia porque o governo precisou manter a capacidade de funcionamento das usinas termelétricas a pleno vapor para evitar o racionamento de energia.  Em 2012, o governo deixou de gastar R$ 160 milhões com as térmicas durante o horário de verão.

O horário de verão economizou 2.477 megawatts (MW) no período de pico (entre as 18h e as 21h) nos Estados onde foi implementado, número equivalente a 4,5% da demanda máxima nos três subsistemas onde a mudança de horário vigorou, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (15) pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Se as termelétricas não estivessem ligadas no período, essa redução significaria uma economia de R$ 200 milhões em energia, mas como elas continuaram a todo vapor, a isso o governo chamou de “despesa evitada”. Isso porque a economia de energia proporcionada pelo horário de verão contribuiu para a recuperação dos reservatórios do sistema, mas não para a economia de energia.

Com gasto médio de 250 MW de energia no período do horário de verão, a redução do consumo de energia foi incorporado aos ganhos de armazenamento no período e, valorizados por um custo médio de geração térmica.

Essa redução de 250 MW/med representa 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos e equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro, mais 10% do consumo mensal de Curitiba, somados a 2% do consumo mensal de Palmas, por exemplo.

Histórico

Por causa do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas registrado nos últimos meses, o governo teve que acionar as térmicas, que produzem energia mais cara e são mais poluentes. Atualmente, 14 mil megawatts de energia térmica estão acionados.

As usinas termelétricas devem continuar em funcionamento pelo menos até abril, declarou o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética ), Maurício Tolmasquim, na semana passada.

Segundo Tolmasquim, a situação dos reservatórios das hidrelétricas está se normalizando. “Está chovendo o que se esperava, está uma situação boa, mas mesmo assim devemos manter as térmicas funcionando”. Ele explicou que as térmicas funcionam como um seguro, e seu acionamento garante que não haverá problema de desabastecimento.

Buriti valeu esperar

Dona Dilma esconde a verdade quando diz que racionamento de energia está afastado



Dona Dilma falou à televisão que não estamos em racionamento de energia e não entraremos. Ela teria que informar aos mortais comuns, como nós, porque todas as termelétricas a gás natural e fuel oil estão a todo vapor. E porque os reservatórios das grandes hidrelétricas estão vazios. Ainda não choveu o suficiente no verão deste ano e se o calor continuar, vamos ter problemas com certeza. E se a economia crescer mais de 3% em 2013 também teremos uma sinuca de bico.

 A esperança é que chova muito nas cabeceiras do São Francisco e o Sul tenha um inverno muito chuvoso.

barragens no nordeste

Veja o que diz o Jornal do Comércio de Porto Alegre:

A retomada da operação plena da usina térmica a carvão de Candiota 3, no Sul do Estado, gerou alívio na direção do Operador Nacional do Sistema (ONS). Com o novo fornecimento e a entrada da térmica a gás de Uruguaiana, prevista para metade de janeiro, o diretor-presidente do ONS, Hermes Chipp, afastou eventual corte no abastecimento provocado por limitação no fornecimento. A medida poderia ser acionada, admitiu Chipp, diante de alguma emergência no sistema devido à dependência de fontes hídricas. O operador se volta agora à execução de novas linhas de transmissão consideradas vitais para assegurar energia no verão de 2013/2014 e que vão interligar geração do Paraná e Rio Grande do Sul para a Região Metropolitana de Porto Alegre e conectar os novos parques eólicos, a serem montados no Sul do Estado, com o sistema geral.

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Oposição à Dilma tranca o pé nas reduções tarifárias da energia.

Dona Dilma vai ter que jogar duro se quiser incentivar a economia com a redução nas contas de luz. As estatais de energia de São Paulo, Paraná e Minas, comandadas pela oposição já deixaram claro que não vão participar da redução tarifária. Elas são responsáveis por 25% da energia gerada no País.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, já se antecipou e  informou nesta terça-feira (4) que a conta de luz dos brasileiros deve ficar 16,7% mais barata no ano que vem, como resultado do plano do governo para redução dos custos da energia elétrica.
O índice é inferior aos 20,2% médios prometidos pela presidente Dilma Rousseff no dia 7 de setembro. Zimmermann disse que a redução se deve à recusa das empresas Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais) e Copel (Paraná) de aceitar as condições do governo para participar do plano. Com informações do G1.

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Energia é gargalo para o desenvolvimento do Oeste.

O incêndio em um equipamento entre as subestações de Colinas (TO) e Imperatriz (MA) foi a causa do desabastecimento de energia ocorrido na Região Nordeste e em parte do Norte do país, na madrugada de hoje (26). O problema ocorreu justamente na interligação entre os sistemas Norte-Nordeste e Sul-Sudeste.

A linha de transmissão é operada pela empresa Taesa. Segundo informação da assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o problema ocorreu pouco depois da meia-noite e demorou pouco mais de uma hora para ser resolvido. Portanto, por volta da 1h30, a energia na linha principal já tinha sido restabelecida. No entanto, as distribuidoras de energia levaram mais tempo para restaurar a energia nas linhas secundárias.

Uma reunião de técnicos às 14h de hoje, na sede do ONS, no Rio, vai analisar mais profundamente o problema. Pela manhã, o assunto deve ser discutido em uma reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em Brasília.

Os gargalos da infraestrutura brasileira se pronunciam nas horas de mais demanda. O incidente do incêndio é apenas a ponta do iceberg de um problema que se replica por todo o País: a quantidade e, principalmente, a qualidade da energia deixam a desejar. Aliás, este vai ser um dos temas do seminário de prefeitos eleitos no Oeste baiano, a ser realizado entre os dias 8 e 9 de novembro. A estabilidade da energia no Oeste é fator limitante para o desenvolvimento da Região, principalmente no que diz respeito à indústria têxtil e outras que atendam a cadeia produtiva do agronegócio.

Ele, de novo, dando a luz.

Lula, em Campinas, em campanha política, oscilando nervosamente entre a divindade e a soberba:

“Todos diziam que a Dilma era um poste. Diziam: ‘A Dilma não sabe governar, ela é um poste’. ‘O Marcio é um poste’. Eu quero dizer que é de poste em poste que o Brasil vai ficar iluminado.”

Márcio Pochmann é o candidato petista ao segundo turno, em Campinas.

Dona Dilma anunciará redução no preço da energia elétrica na terça-feira.

O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento à nação por ocasião do Sete de Setembro. Os detalhes da medida serão divulgados na próxima terça-feira (11), em evento no Palácio do Planalto. A diminuição do preço da energia deve passar pela redução ou extinção de alguns dos dez encargos setoriais cobrados atualmente, que representam cerca de 10% do preço da energia.

Em princípio, a tarifa de energia cai 16,2% para as residências e, pasmem, até 26% para o setor industrial.

 

Brasil pode perder 9% de sua energia com revanche paraguaia

O governo brasileiro não foi comunicado da intenção do Paraguai de suspender o repasse de energia excedente da Hidrelétrica de Itaipu para o Brasil e a Argentina.

As autoridades brasileiras rebatem a informação que a energia seja “cedida” ao Brasil, como disse o presidente paraguaio, Federico Franco.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, afirmou ontem (9) que a energia de Itaipu é paga. “Não existe cessão de energia, ela é comprada. Essa energia, o Brasil não tem de graça”, disse.

Tovar ressaltou que há um contrato com as regras que devem ser seguidas pelos dois países.

Assinado em 1973, o Tratado de Itaipu estabelece que cada país tem direito a metade da energia gerada pela usina. Como usa apenas 5% do que teria direito, o Paraguai vende grande parte para o Brasil.

O tratado não autoriza que a energia destinada ao Brasil seja vendida a outros países. Para ajustar as tarifas, recentemente houve um aumento nos preços. Da ABr.

Se o Paraguai parar de vender energia para o País, perdemos cerca de 9% do montante disponível. Seria um desastre sem precedentes. Apesar das interconexões existentes entre os vários centros produtores, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro seriam os mais prejudicados com o eventual surgimento de apagões. Enquanto isso, os diplomatas afinam uma retórica inconsequente, como foi a tomada de partido de Dona Dilma, alinhada com os sem terra e desconhecendo o problema dos produtores brasiguaios. Pelo que se vê que o primeiro apagão já aconteceu: na política internacional de Dona Dilma.

Seca contínua no Sul e Nordeste provoca queda na geração de energia.

Extravasores das usinas do Sul não vertem mais água. 

A seca no Oeste da região sul e nas cabeceiras do rio São Francisco já reduziram e ainda vai reduzir muito mais a produção de energia hidrelétrica no País. Algumas usinas do rio Uruguai, como Machadinho (RS/SC), por exemplo, simplesmente desligaram todas as turbinas por absoluta falta de água. Foi essa combinação de pouca chuva em quase todo o País que criou o apagão dos anos 2001/2002, no final do governo FHC. Ainda bem que a economia está crescendo pouco.

Se estivesse no ritmo, desejável, de 6/7% ao ano teríamos um novo apagão. Informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam que a geradora de Sobradinho, responsável por 30% da energia da Região Nordeste, ainda tem perto de 80% da capacidade de geração, mas como estamos no início da temporada de estiagem é provável que essa capacidade seja muito reduzida até outubro/novembro.

Na bacia do Paraná a situação também é boa. É calamitosa particularmente no rio Iguaçu, mas hoje estão previstas chuvas fortes para a região, que podem começar a recuperação.

É hora de aquecer as turbinas das termoelétricas e redobrar a atenção das alternativas, principalmente as eólicas. Na Bahia, onde estão sendo instalados grandes parques eólicos, a região da Chapada Diamantina é considerada a melhor do País em força e constância dos ventos.

Vale a leitura do relatório de carga mensal (março) do ONS, clicando no link.  

Vem aí a tarifa de energia diferenciada por horário.

A resolução que estabelece a implantação de medidor eletrônico para permitir a cobrança de tarifas de energia elétrica diferenciadas de acordo com o horário de consumo deverá ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) só em 2012.

A audiência pública sobre a proposta da Aneel foi encerrada em janeiro e a previsão era que a votação ocorresse em maio deste ano, mas contribuições ainda estão sendo avaliadas pela área técnica da agência e não há previsão de deliberação da matéria.

A cobrança de tarifas diferentes conforme o horário, que já é adotada no serviço de telefonia, vai possibilitar que os consumidores residenciais controlem melhor o uso da energia elétrica, evitando a utilização de alguns tipos de aparelhos em horários em que a tarifa é mais cara. Também poderá evitar a sobrecarga do sistema elétrico nos horários de maior consumo. Segundo a proposta da Aneel, as tarifas de energia devem se divididas em pelo menos quatro horários e os valores da energia devem ser informados ao consumidor.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Aneel deve exigir das concessionárias investimentos de infraestrutura para atender à demanda e não cobrar a mais do consumidor pelo uso da energia no horário de maior consumo. “A intenção da proposta é interessante, porque obriga o consumidor a racionalizar a energia e utilizá-la de maneira inteligente nos momentos em que tenha maior demanda, mas o Idec é contrário a qualquer tipo de aumento na tarifa”, diz a advogada da entidade, Mariana Ferreira Alves.

Ela avalia que é preciso uma política de descontos na fatura para quem usa a energia em horários alternativos, e não cobrar mais caro de quem utiliza quando a demanda é maior. “Até porque há pessoas que trabalham o dia inteiro e só pode tomar banho naquele horário. Ela não pode ser punida com uma tarifa mais alta.”

Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei do deputado federal Weliton Prado (PT-MG) proíbe as concessionárias de energia elétrica de cobrar tarifas diferenciadas por horário do consumo, mas permite que as empresas concedam descontos para quem reduzir o consumo em horários de pico. O projeto tramita em caráter definitivo na Comissão de Defesa do Consumidor, mas antes da decisão dos deputados deve ser realizada uma audiência pública sobre o assunto.

Além da cobrança diferenciada, a instalação de medidores eletrônicos de energia vai permitir que os usuários tenham acesso a informações sobre o consumo e o fornecimento de energia e possibilitar a comunicação remota entre consumidor e distribuidora. O prazo para a implantação dos novos relógios de medição pelas distribuidoras deverá ser de 18 meses depois da publicação da resolução. Da Agência Brasil.

Sei não! Tudo indica que vem aí mais uma safadeza oficial. Vamos ter que acabar tomando banho entre 3 e 4 horas da manhã!

 

Brasileiro paga caro pela energia. Os impostos são quase metade da conta.

A energia elétrica fornecida para as residências no Brasil é mais cara do que em diversos países ricos. O levantamento foi feito pelo professor de economia na Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite. Segundo o estudo, a conta de luz brasileira é mais cara que nos Estados Unidos, na França, Suíça, Reino Unido, Japão e Itália. Contudo, ainda é mais barata que na Alemanha e Áustria. 
No Brasil, segundo Leite, o quilowatt-hora (kWh) custa US$ 0,254. Praticamente o dobro do preço nos EUA (US$ 0,133), o maior consumidor per capita desse serviço no mundo. Do portal Contas Abertas.

Para o coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Paulo Rabello de Castro, a explicação dos elevados valores está ligada à carga tributária incidente sobre o setor elétrico nacional. “Os tributos e encargos representam 45% do valor da tarifa paga pelo consumidor residencial. Segundo a OCDE, trata-se da quinta maior carga tributária, atrás apenas da vigente em países do Norte da Europa”, especificou.

O poder privado abduziu as agências reguladoras

A decisão da Aneel de não devolver o que foi cobrado irregularmente pelas empresas de energia elétrica mostra que é preciso mudar urgentemente este sistema de fiscalização setorial.

Pela primeira vez na vida, alguma coisa que está nas mãos dos políticos está funcionando melhor do que as agências nas mãos de pseudo-técnicos.

A Aneel é o exemplo disso. Está nas mãos de burocratas que são subservientes aos interesses da iniciativa privada, e a patuléia é obrigada a bater palmas. E o pior é de vez em quando ouvir Miriam Leitão reclamar de algumas outras agências, nas mão do PCdoB e do PT.

Pelo menos estas não estão tungando o consunmidor de maneira descarada como a Aneel.

O TCU já tinha verificado  erro desde 2007, e R$ 1 bilhão era cobrado a mais na conta de luz dos brasileiros. E vai ficar por isso mesmo.

Isso só voltou à discussão em função da CPI das Tarifas Elétricas, que vem apresentando bons resultados, apesar do absoluto silêncio da mídia. Aqui em Pernambuco ainda fomos obrigados a aguentar a Celpe sendo praticamente homenageada um dia após seu Presidente depor na CPI.

Não se trata de R$ 1 mil reais cobrados a mais, mas de R$ 1 bilhão de reais. Não é possível que a Justiça não reverta essa decisão.

O importante é discutir a formatação destas agências que não servem para absolutamente nada. Não defendem o consumidor, não ajudam a formar concorrência no mercado, e ainda estão abduzidas por interesses diferentes da população. Artigo de Pierre Lucena, no blog Acerto de Contas.