Energia: com ligação das termelétricas aí vem as famigeradas bandeiras nas contas.

O lago da hidrelétrica de Serra da Mesa está com apenas 12% de sua capacidade.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu hoje (8), em reunião extraordinária, liberar o funcionamento de usinas termelétricas mais caras, a chamada fora da ordem de mérito. De acordo com o comitê, a medida foi tomada por causa da escassez de chuvas, dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas que se encontram abaixo da média histórica para o período e levando em consideração “as previsões meteorológicas para os próximos dias”.

A ordem de despacho das usinas, feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), é definida pela energia de menor custo, em geral, as hidrelétricas, até as térmicas de maior custo, fora da ordem de mérito de custo econômico. Com a decisão desta sexta-feira, serão despachadas as usinas cujo custo para a geração de energia apresenta valores superiores aos indicados pelos modelos computacionais do setor.

“Assim, serão despachadas as usinas termelétricas até o limite de Custo Variável Unitário – CVU de R$ 588,75/MWh nos subsistemas Sudeste-Centro-Oeste e Sul, a partir de 9 de fevereiro de 2019”, disse o CMSE em nota.

O comitê, responsável pelo monitoramento das condições de abastecimento e pelo atendimento ao mercado de energia elétrica do país, decidiu ainda que o ONS deve considerar a liberação da importação de energia do Uruguai e da Argentina, também a partir de amanhã, como recurso adicional, mas mantendo a geração de usinas termelétricas.

Dados meteorológicos mostram que, em janeiro, predominou no país cenário de pouca chuva, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Com isso, a quantidade de água que chegou aos reservatórios das hidrelétricas, responsáveis por 64% do parque gerador nacional, ficou abaixo da média histórica em todos os subsistemas.

As informações, apresentadas na reunião do comitê, na quarta-feira (6), mostram que o armazenamento nos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste ficou em 26,5%; no Sul, em 44,5%; no Nordeste, em 42,1% e no Norte, em 30,6%.

De acordo com o comitê, para este mês, há possibilidade de melhoria dessas condições no Sudeste/Centro-Oeste e no Norte, com a possibilidade de os armazenamentos fecharem o mês em 27,9% e 45,8%, respectivamente. As previsões indicam piora com os reservatórios no término do mês em 41,4%, no Sul e em 40,9%, no Nordeste.

De acordo com o CMSE, mesmo com o cenário de baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas, responsáveis por dois terços da geração de energia do país, está garantido o suprimento neste ano. O comitê ressalta, porém, que permanecerá acompanhando permanentemente as condições de suprimento do Sistema Elétrico Brasileiro, principalmente no que se refere ao nível dos reservatórios, e as condições de atendimento serão reavaliadas semanalmente. Da Agência Brasil.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a média do armazenamento de água nos reservatórios do Sudeste/Centro Oeste estava, nesta quinta-feira em apenas 26%. O Sudeste/Centro Oeste detém o maior potencial hidrelétrico do País, maior que o conjunto de sistemas do restante do País.

No sistema do Rio São Francisco, Três Marias está com 57% da capacidade e Sobradinho, mesmo tendo aumentada a sua vazão, com 36%. A volta das chuvas à grande bacia do São Francisco deve aumentar o armazenamento. As chuvas em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras nesta madrugada foram substanciais, causando inundações em diversos bairros.

 

Reservatórios do São Francisco ainda não começaram a ganhar força

nordesteNesta quarta-feira ainda era desesperadora a situação dos principais reservatórios de hidrelétricas do Nordeste, segundo dados do Operador Nacional do Sistema. A central de Sobradinho, responsável por quase 60% da energia gerada na região, tinha pouco mais de 16% de água em seu reservatório. Três Marias ainda está desligada apesar das fortes chuvas no centro de Minas. Serão necessárias chuvas abundantes até março deste ano para que os reservatórios do São Francisco atinjam quantidade mínima para passar toda a temporada de estio sem percalços.

Abaixo, imagem de satélite da represa Luiz Gonzaga em Itaparica, na divisa de Pernambuco com a Bahia, de 2014: menos de 20% de água acumulada.

itaparica

O Nordeste precisa usar a força política dos novos governadores para acelerar ainda mais o desenvolvimento da energia eólica. Os sítios baianos, potiguares e cearenses são muito propícios, como já está demonstrado. Só é necessário destravar os processos ambientais, instalar a transmissão e acelerar a construção dos geradores eólicos.

 

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