Fontes Alternativas de energia como PCHs, solar, eólica e biomassa terão participação de 20% do mercado energético brasileiro em 2020, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel).
Segundo o executivo, há perspectiva de crescimento na matriz energética de todas as fontes alternativas, porém, a energia eólica é que mais deve receber investimentos e aumentar seu percentual de participação no mercado. Já as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), devem ser as que menos devem ter crescimento.
Carga tributária, condições de financiamento e desenvolvimento tecnológico são os principais desafios, segundo Dias, para uma entrada com mais força dessas fontes de energia. Além disso, a demora na avaliação de projetos básicos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prejudica a competitividade das PCHs, que tem mais de 700 projetos a espera de aprovação.
Além das vantagens ecológicas das fontes alternativas de energia, temos outras: maior auto-financiamento dos empreendedores e eliminação do super faturamento e da roubalheira nas grandes obras. Parece estar claro que algum tipo de renúncia fiscal para as eólicas seria muito mais barato que permitir grandes negociatas nos gigantescos projetos hidrelétricos.
Também deve ser levada em conta a capacidade de redundância de centenas de pequenas fontes de geração de energia, em detrimento de grandes projetos, e o menor investimento em transmissão.
A Bahia tem, na região da Chapada Diamantina, o maior potencial de energia eólica do Brasil. Então, que o governador Jaques Wagner deixe de bobagens como reivindicar usinas nucleares para o Vale do São Francisco e apóie, decididamente, a energia dos ventos, coisa que já vem fazendo de maneira muito tímida.

