Depois da malandragem, um pito em Erenice.

A Comissão de Ética Pública decidiu ontem aplicar “censura ética” à ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra por tráfico de influência. A decisão refere-se ao processo que investigou denúncias de que ela teria beneficiado parentes em contratos durante sua gestão na Casa Civil.

Então, agora é assim: contratos espúrios, malandragens, ganho fácil do dinheiro público e, depois, um simples pito! Tenha dó.

Erenice passa com nota 10 na sindicância da Casa Civil.

A investigação aberta pela Casa Civil para apurar denúncia de tráfico de influência envolvendo dois assessores da ex-ministra Erenice Guerra foi encerrada sem sugerir qualquer punição aos suspeitos. De acordo com relatório final da sindicância, não há provas de que os servidores Vinícius Castro e Stevan Knezevic tenham cometido irregularidades durante a gestão da ex-ministra, que caiu do cargo em setembro do ano passado.

Liberada dessa rigorosa sindicância, Erenice passeava sua morenice ontem, na recepção às missões diplomáticas no Itamarati, dentro das cerimônias de posse da nova presidente. Como sempre se diz, aos amigos tudo; aos inimigos, os rigores da lei. Agora sabe-se que Erenice não fez tráfego de influência e nem ao menos namorou um guarda de trânsito.

Erenice, conte tudo, não esconda nada!

Erenice, fiel escudeira de Dilma, falará tudo?

Às vésperas do segundo turno, a Polícia Federal interrogará hoje dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) : a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra – envolvida em esquema de tráfico de influência – e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. – principal envolvido na quebra do sigilo de tucanos – que darão depoimentos, em inquéritos separados. De acordo com reportagem do Estadão, os dois interrogatórios influenciarão o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), marcado para hoje à noite, na TV Record.

Lobby dos Guerra é antigo e muito maior que se imaginava.

Quem quiser conhecer as aventuras do atual marido de Erenice Guerra, o destemido   engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos, deve acessar o link Política Livre, que condensa matéria da Revista Veja, em mais uma denúncia do mar de lama que cria marolas fétidas na orla da Casa Civil do Governo Federal.

PT frita PT. Agora vai ser assim.

O leitor não deve perder o artigo do jornalista brasiliense Luiz Carlos Azedo em que mostra que o próprio PT fritou em águas tépidas a ínclita ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

Não existe batalha sem defuntos de ambos os lados. A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra não suportou o bombardeio da oposição e da mídia. Mas a bala que atingiu seu coração partiu das trincheiras governistas. Não se sabe ainda se o “fogo amigo” foi de algum petista interessado em removê-la da posição no futuro governo ou de algum peemedebista inconformado com suas mexidas na diretoria dos Correios (estatal que virou casa de marimbondos no governo Lula).

Cai mais uma peça do dominó do núcleo duro do poder.

Depois da publicação pela Folha de um novo caso de lobby na Casa Civil, a ministra Erenice Guerra deixou o cargo nesta quinta-feira. O atual secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, assumirá interinamente. A coordenadora-geral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, deve ficar com a vaga.

Erenice acertou sua demissão do governo em reunião com o presidente Lula. A Presidência soltará um comunicado sobre a decisão. Mais cedo, ela havia recebido, fora do Palácio do Planalto, o ministro Franklin Martins (Comunicação), emissário de um recado do presidente –de que a situação da ministra havia ficado insustentável e que ela deveria pedir demissão.

Uma empresa de Campinas confirma, segundo reportagem da Folha, que um lobby opera dentro da Casa Civil e acusa o filho de Erenice Guerra, Saulo, de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Erenice também teria atuado, segundo reportagem publicada na revista “Veja”, para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu outro filho, Israel.

A Casa Civil ganhou o status de super-ministério com José Dirceu. A imagem manteve-se com Dilma, e a pasta ganhou ainda a gerência dos principais programas federais. O episódio de suposto tráfico de influência atinge, portanto, o coração do Palácio, e o PT evita que, por associação, atinja também o sistema nervoso central da campanha. Com informações do jornal Folha de São Paulo e de outros veículos eletrônicos.

Para Fernando Henrique, Lula é “chefe de facção”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de agir como “militante e chefe de facção” durante a campanha eleitoral e pregou que o Supremo Tribunal Federal (STF) atue para impedir esses excessos. “Eu vejo um presidente que virou militante, chefe de uma facção política, e acho que isso está errado”, disse. Segundo reportagem do Estadão, FHC citou também o escândalo envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. “Isso é o mensalão de novo, não é lobby”.