Polícia aduaneira encontra 200 kg de cocaína em big bags de soja no porto de Ilhéus.

A carga era procedente do Oeste baiano, mas as autoridades ainda não liberaram informações sobre a verdadeira origem da operação de tráfico.

Em um país europeu, o preço médio de um quilo de cocaína chega a R$ 246 mil (US$ 64 por grama) se vendido no varejo, segundo a entidade. No atacado, o valor pode chegar a R$ 148 mil (US$ 38,58 por grama), o que resultaria em negócio de R$29.600.000,00, uma montanha de dinheiro.

Mais de 200 kg de cocaína, distribuídos em tabletes armazenados em containers utilizados para entregar adubo a granel nas propriedades agrícolas, foram apreendidos nesta sexta-feira (19), no porto de Ilhéus, cidade ao sul da Bahia.

Acondicionar a soja em big bags para exportação é uma maneira inusual de exportar a leguminosa, o que chamou a atenção das autoridades alfandegárias.

A droga foi encontrada depois que funcionários desconfiaram da carga e chamaram a polícia. O carregamento da soja estava em processo de finalização, depois de ter chegado do oeste do estado. A carga com a droga seria enviada para a Holanda. Uma cadela farejadora ajudou a identificar onde a droga estava escondida, entre os sacos da soja, e a droga foi levada para a sede da Polícia Federal, em Ilhéus. Ainda não há informações sobre a quem a droga pertencia, nem quem seria o destinatário. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso.Com informações do G1, editadas e atualizadas por O Expresso.

Agricultor brasileiro sofre pra levar soja aos portos

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Cotações subindo em Chicago, dólar batendo em R$3,22 e o povo sofrendo para levar a soja até o porto na BR 163. Os traders americanos, que levam a soja por trem direto aos grandes lagos, com custo baixíssimo, devem estar morrendo de rir. As fotos são de leitores do Notícias Agrícolas.

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Caminhões carregados de soja parados há quase um mês por excesso de peso.

Dezesseis caminhões carregados de soja que deveria ser entregue no Porto de Aratu, em Salvador, estão parados desde o início do mês de junho no posto de triagem na BR-324, nas proximidades de Feira de Santana, a 108 km da capital. O motivo é que as transportadoras não querem pagar o período que os caminhões ficaram bloqueados porque excederam a quantidade de carga permitida.

A carga está parada no local desde o dia nove de junho. O material saiu de Luís Eduardo Magalhães,  com destino ao Porto de Aratu e excedeu a quantidade permitida, por isso teve que esperar permissão para seguir viagem.

Depois de aproximadamente cinco dias, os caminhões foram liberados, mas os motoristas passaram a enfrentar outro desafio. Segundo eles, a transportadora que contratou o serviço teria que pagar o valor de um real por tonelada em cada hora que os caminhões ficaram parados. O prejuízo já chega a R$ 180 mil reais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Feira de Santana, os caminhões só vão sair do local depois que a categoria chegar a um acordo com a empresa. Do G1.

China vai aumentar importação de grãos

A China, maior consumidor de grãos do mundo, irá manter os altos níveis de estoques para garantir a segurança alimentar no país e pra isso deve aumentar as importações de soja, disse Bao Kexin, presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China.

“Manter de 150 milhões a 200 milhões de toneladas de grãos a mão é necessário”, por conta do balanço apertado entre estoques e demanda na China, além de aspectos logísticos e de infraestrtura atuais, disse Bao.

A China, nação mais populosa do mundo, consome cerca de 500 milhões de toneladas de grãos por ano, com o governo mantendo os estoques equivalentes a 40% da demanda para assegurar o abastecimento alimentar e controlar os preços, explicou Bao. O premier Wen Jiabao disse na semana passada que o governo vai procurar aumentar a produção de grãos, oleaginosas, algodão e açúcar, aumentando o preço mínimo dos grãos e continuado a estocar commodities agrícolas.

“O Premier Wen tem muitos anos de experiência no setor da agricultura, então tem um julgamento de que o mercado de grãos ficará muito apertado se os estoques caírem a menos de 150 milhões de toneladas”, explicou.

Segundo o presidente da Corporação de Reservas de Grãos da China, o governo comprou soja, milho, trigo e arroz para serem estocados em silos por todo o país para uso em casos de emergência e para prevenir mudanças excessivas de preços. O país possui as maiores reservas de grãos do mundo. Da Bloomberg, com tradução de Carla Mendes, para o site Notícias Agrícolas.