Família Pesseghini: mãe foi convidada a participar de assaltos a caixas eletrônicos

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Andréia Bovo Pesseghini, cabo da Polícia Militar encontrada morta junto com seu marido, sargento da Rota, seu filho de 13 anos e mais duas familiares, foi convidada por policiais a participar de roubo a caixas eletrônicos. A informação foi recebida pelo deputado estadual major Olímpio.

— Me chegou a informação e era de conhecimento comum aos policiais da zona norte de São Paulo. Aconteceu, sim, em determinado momento, o convite. PMs teriam convidado a Bovo para participar da práticas de atos criminosos em caixas eletrônicos. Além de não participar, ela deu conhecimento para evitar que isso acontecesse.

Em entrevista ao R7, Olímpio explicou que Andréia fez a denúncia ao seu capitão – que ainda não era Wagner Dimas, comandante atual do 18º Batalhão que declarou que Andréia denunciou colegas e depois desmentiu a informação. Sem conseguir provas, o então chefe de Andréia teria sido transferido de batalhão.

— Ao não ter se chegado a provas em relação a isso [denúncia], o capitão acabou até sendo transferido para ser preservado. Do Portal R7.

O caso é emblemático. A chacina foi feita por profissionais e tem óbvio envolvimento da banda podre da Polícia Militar. A tese da Polícia Civil caiu por terra já no primeiro dia, apesar da insistência. Existe um zelo evidente, por parte das corregedorias da PM, de evitar abrir novas informações sob pena de atribular a chegada até os mandantes e executores.

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Legista derruba teses da Polícia no caso Pesseghini com provas simples

george sanguinettiO médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti, que ficou conhecido por refazer o laudo das mortes do casal Paulo Cesar Farias e Suzana Marcolino e apontar que eles foram assassinados em 1996, afirmou em entrevista ao UOL que o filho do casal de policiais militares paulistas Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, também foi assassinado junto com os pais, destruindo, com a análise de provas simples, a tese da Polícia Técnica de São Paulo.

Principalmente aquela da pólvora combusta nas mãos do menino, que segundo o DPT não foi encontrada.

O alagoano George Sanguinetti é médico legista desde 1971. Também é professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) nos cursos de medicina e direito, nas disciplinas de medicina legal. É coronel médico da PM de Alagoas. Sanguinetti ficou conhecido por refazer o laudo das mortes do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo, PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, ocorridas em 23 de junho de 1996, assinado pelo legista Badan Palhares.

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Polícia Técnica diz que Família Pesseghini estava dopada antes de morrer

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Um laudo preliminar do Instituto de Criminalística (IC) indica que quatro pessoas mortas na chacina de uma família de policiais militares em Brasilândia, na zona norte de São Paulo, estariam dopadas. Segundo análise feita pelo IC no computador que estava na casa das vítimas, dias antes do crime, alguém pesquisou como dopar pessoas e como conseguir um sono profundo.

A polícia mantém a tese de que Marcelo Pesseghini, de 13 anos foi o autor dos quatro assassinatos e ouviu até agora o depoimento de 15 pessoas, entre elas, o de um colega de escola do adolescente que disse que ouviu vários dias o filho dos PMs dizer que “hoje é meu último dia na escola, amanhã não venho mais”.

A cabo Andreia Pesseghini, 36, foi encontrada morta na última segunda-feira, na Brasilândia, zona norte de São Paulo, junto aos corpos do marido, o sargento da Rota Luis Marcelo Pesseghini, 40, e do filho, Marcelo Pesseghini, 13, apontado pela polícia como autor das mortes. Ele teria se matado após cometer os crimes. Além deles, outras duas pessoas foram encontradas mortas em uma casa no mesmo quintal: a avó e a tia-avó do menino. 

Armação – O jornal inglês Daily Mail publicou reportagem em que sugere que Marcelo pode ser vítima de armação por parte da polícia de São Paulo. Segundo a publicação, a polícia de São Paulo “é amplamente conhecida como uma das mais corruptas do mundo”, e que “oficiais da corporação estiveram envolvidos em vários escândalos nos últimos anos” e que o menino de 13 anos poderia estar sendo alvo de uma “armação”.

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