Collor diz que Bolsonaro corre risco de não terminar mandato.

Em entrevista à Veja, o ex-presidente Fernando Collor de Mello admite que um dos erros mais graves cometidos em seu governo e que o levou ao impeachment foi não ter formado uma base sólida no Congresso. Ele diz que o governo Bolsonaro pode ter um desfecho semelhante. Ou Bolsonaro muda, ou cai, afirma Collor

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment há quase 30 anos, diz que o Governo Bolsonaro pode cair se cometer o mesmo grave erro de menosprezar a formação de uma base sólida no Congresso Nacional.

Para Collor, Jair Bolsonaro, que também se elegeu discursando contra o sistema, incorre no mesmo erro e diz que, se não houver uma “mudança rápida e forte”, “não haverá possibilidade de o governo chegar ao final”.

O atual senador pelo estado de Alagoas considera que as “investigações sobre Queiroz podem provocar estragos no governo atual”. “E podem, dependendo de sua evolução, ameaçar o mandato presidencial”.

Collor aconselha Bolsonaro a “formar uma boa base parlamentar”, “dizer que é a favor da democracia e agir em respeito às instituições, não insuflando atos a favor da ditadura e do fechamento do Congresso e do STF. E tomar cuidado com as manifestações de rua. A mesma mão que aplaude apedreja”.

Collor afirma que “numa República federativa, também é importante que o presidente se entenda com governadores e prefeitos, mas [Bolsonaro] nunca teve tratamento respeitoso com eles.

Editado pelo Brasil247.

Janot acusa Collor por 30 crimes de corrupção

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Segundo investigações, o ex-presidente teria recebido ao menos R$ 29 milhões em propinas entre 2010 e 2014 referentes a dois contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

O ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB-AL) é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter recebido ao menos R$ 29 milhões em propinas entre 2010 e 2014 referentes a dois contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras que, segundo revelaram as investigações da Lava-Jato, também teria sido palco de um esquema de corrupção e loteamento de cargos políticos de maneira similar ao que ocorreu na estatal petrolífera. Do Estadão.

pastor1Como propaga um ditado popular no Rio Grande do Sul, “cachorro comedor de ovelha só matando”. Os cachorros ovelheiros são da raça collie e border collie. De vez em quando, um enlouquece e na brincadeira com as ovelhas, acaba matando-as a dentadas. Quando isso acontece, melhor matar o cachorro, pois o costume ensina que ele volta a cometer o mesmo “crime”.

Collor deve R$335 mil de IPVA dos carros apreendidos

Foto de Ueslei Marcelino para a Reuters e O Globo
Foto de Ueslei Marcelino para a Reuters e O Globo

A Ferrari e a Lamborghini Aventador apreendidas pela Polícia Federal (PF) em uma das casas do ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), em Brasília, estão registradas em nome de uma empresa da qual ele é sócio majoritário. Os dois carros de luxo foram financiados pela Água Branca Participações Ltda. junto ao Bradesco Financiamentos e acumulam juntos dívidas de IPVA que somam aproximadamente R$ 335 mil.

A companhia, sediada em São Paulo, está registrada em nome de Collor e da esposa dele, Caroline Serejo Medeiros Collor de Mello como uma holding de instituição não financeira. Essas holdings podem exercer funções de gestão e administração dos negócios das empresas de um grupo ou de uma pessoa. Segundo dados da Receita Federal, Caroline é sócia- administradora da empresa.

Hoje, um Lamborghini custa R$ 3,8 milhões. Os últimos exemplares zero-quilômetro da Ferrari disponíveis no Brasil foram vendidos por R$ 1,9 milhão. E um Porsche zero-quilômetro, hoje, sai por R$ 693 mil. Os três carros juntos totalizariam R$ 6,3 milhões.

Segundo o Denatran, a Ferrari é de 2010/2011, o Porsche, de 2011/2012, e o Lamborghini, de 2013/2014. O Porsche tem placa de Maceió. Os outros dois, de São Paulo.

Collor disse que mostrou notas fiscais dos carros e do imposto de renda, mas que o policial fez um telefonema e recebeu a ordem de “levar tudo”.

Veja outros 13 veículos registrados em nome de Collor declarados ao TSE:

– BWW 760IA
– Kia Carnival
– Ferrari Scaglietti
– Toyota Land Cruiser
– Mercedes E320
– Toyota Hilux (duas unidades)
– Volkswagen Gol 1.6 Rallye
– Citröen C6
– Cadillac SRX
– Hyundai Vera Cruz
– Honda Accord
– Land Rover

Com informações de O Globo e do G1, onde o leitor poderá ver as matérias completas.

Polícia Federal prende carros de Collor de Mello

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A Polícia Federal apreendeu uma coleção de carros de luxo na casa do ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTB), em Brasília. A ação faz parte da operação Politeia, considerada uma “filhote” da Lava Jato – os mandados cumpridos nesta terça-feira (14) fazem parte de inquéritos referentes a processos que tramitam no STF.

Segundo a Folha de S. Paulo e o Bahia Notícias, já foram levados uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e uma Lamborghini prata. Além da casa no DF, os agentes da PF também visitaram o imóvel do Senador em Alagoas.

A polícia também esteve na casa do ex-ministro Mário Negromonte, em Salvador, do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira e do ex-ministro Fernando Bezerra (PSB).

Nota da Polícia Federal

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal deflagrou hoje, 14, a Operação Politeia* que tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato.

Os mandados, que foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12), bem como nos estados da Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.

Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.

Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.

*Politeia, em grego, faz referência ao livro “A República” de Platão, que descreve uma cidade perfeita, onde a ética prevalece sobre a corrupção.

Barraco leve no Senado: Sarney é contido por Collor para não agredir Demóstenes.

A discussão que quase virou briga aconteceu quando Sarney sugeriu a inversão de pauta de votação sobre a regulamentação da Emenda 29.
Irritado, Demóstenes Torres disse que não permitia que palavras usadas por Sarney na reunião que firmou o acordo fossem utilizadas para justificar a aprovação do requerimento.
– É burlar, de maneira torpe, o entendimento (de colocar a regulamentação da Emenda 29 em votação) – disse Demóstenes.
– Estou cumprindo o regimento – rebateu Sarney, mandando que a palavra “torpe” fosse retirada das notas taquigráficas.
Sarney estava na Mesa e Demóstenes embaixo, no plenário. Visivelmente descontrolado, Sarney desceu da Mesa acompanhado do senador Fernando Collor (PTB-AP) e partiu em direção de Demóstenes.
-Você me deve desculpas! Você me respeite! – esbravejou Sarney para Demóstenes, de dedo em riste e sendo contido por Collor para que não avançasse mais.
Demóstenes ouviu calado.
– Eu ia falar o quê para um homem de 80 anos? Ele sabe que está errado. Mas para voltar a ficar bem com o governo resolveu ajudar no tratoraço da Emenda 29 que ele mesmo colocou em votação semana passada, deixando a base em uma saia justa – disse Demóstenes.

O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou para a sessão desta quarta-feira (7) a votação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 (PLS 121/2007). O projeto, do ex-senador Tião Viana (PT-AC), assegura recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde vindos da União, dos estados e dos municípios.

Não verás país nenhum como este?

Ontem, um analista experimentado, perguntava: “Quantos anos tem o caro jornalista? Mais de 60 respondi. Ao que arrematou: “Então com certeza não verás o PT fora do poder”. O bom humor do amigo não deixa de ter uma pitada de humor negro. Por outro lado, já somos experimentados em ver mudanças radicais. Por exemplo, Getúlio Vargas voltar ao poder, nos braços do povo, em 50, depois de 5 anos de ostracismo e sair, menos de quatro anos depois, morto do Catete; ou ainda, Jânio Quadros, eleito com a maior votação proporcional até hoje, renunciar 7 meses depois; ou então, torcer por Tancredo Neves e ganhar 6 anos de José Sarney. Vimos, da nossa janela no Anexo IV da Câmara, a instalação da CPI do Orçamento, em 93, e a movimentação da Polícia Federal levando e trazendo detidos para depor. Vimos ainda o Congresso fechado no final de 67, os comícios-relâmpago no centro de Porto Alegre, o fenômeno midiático Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso organizar a economia do País. Já vimos muita coisa e soubemos que a política e o poder, como as nuvens, sofrem mutações a cada minuto.

A foto, onde o general Costa e Silva medita no plenário da Câmara, fechado pelo Ato Institucional nº 5, foi uma das mais famosas capas da revista Veja. Foi tirada por fotógrafo da Folha (não conseguimos identificar o autor), e transportada dentro da camisa de um repórter para São Paulo. A capa da revista não tinha chamada. Precisava?

Collor, um “democrata”, liga para o jornalista da revista Isto é

O problema de Fernando Collor foi sempre achar que o Brasil é um curral como o de Alagoas, onde apenas 28 grandes famílias dominam o poder e a economia. Olha só como ele assedia o jornalista. Ele foi cassado e não foi preso. Deu no que deu. Está de novo aí cometendo barbaridades.