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Uma boa leitura para preparar o evento de amanhã, em Sauípe.
Andrew Jennings denuncia em “Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa” esquemas de compras de votos e negociatas milionárias para a escolha de países-sede da Copa do Mundo.
Joseph Blatter, Ricardo Teixeira e João Havelange estão entre os nomes citados. De acordo com o jornalista, Teixeira e Havelange receberam propina da ISL, ex-agência de marketing da entidade. O caso é considerado o maior escândalo da história da entidade.
O autor é favorável ao futebol. Seus alvos são os corruptos. “Aquela gente distante dos gramados, mas suficientemente próxima para manipular o esporte mais popular do planeta”, escreve Juca Kfouri na edição.
Em uma conferência em Túnis, no dia 23 de janeiro de 2004, Jennings pegou o microfone. Blatter sabia que algo constrangedor sairia daquele jornalista.
“Depois que o último contrato de marketing foi assinado com a ISL, para as Copas do Mundo de 2002 e 2006, um pagamento secreto de 1 milhão de francos suíços foi depositado acidentalmente na conta bancária da Fifa”, disse. “Supostamente o senhor, à época secretário-geral, deu ordens para que o dinheiro fosse transferido imediatamente para a conta de um dirigente da Fifa”.
Então, Jennings concluiu, “para quem foi?”. Blatter fugiu da pergunta dizendo que o tema estava completamente fora de questão. “A cara de Blatter ficou verde!”, disse maravilhado o editor de uma revista do Golfo.
Jennings se tornou o primeiro nome na lista negra da Fifa, proibido de participar de qualquer evento oficial da entidade.
“Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa”
Autor: Andrew Jennings
Editora: Panda Books
Páginas: 352
Quanto: R$ 44,90 (preço promocional*)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
Romário diz que “Copa será uma merda”.
Foto de André Coelho, da Agência O Globo
O jornalista Josias de Souza e os principais jornais e revistas do País reproduzem hoje declarações do deputado federal Romário de Souza Faria nas quais ele afirma que “é uma pena ouvir nas rádios, ver na TV, abrir os jornais e ler que o governo federal se uniu à Fifa para que a Copa do Mundo seja a maior de todos os tempos. Uma mentira descabida! Não será a melhor e nós vamos passar vergonha”, anotou. Queixou-se da ausência de representantes do Congresso na audiência concedida na véspera por Dilma Rousseff ao presidente da Fifa, Joseph Blatter.
“Se continuarem acontecendo coisas erradas e estranhas como esse encontro do Blatter com pessoas que não são ligadas a Lei Geral da Copa, ela será uma merda.”
Veja, Folha de São Paulo, Globo, Estadão e outros grandes veículos de comunicação do País reproduziram as palavras do Deputado nas manchetes deste domingo.
Pelo jeito, franqueza e foco no assunto continuam sendo características positivas do Baixinho. A grande maioria dos brasileiros que consegue raciocinar sabe que a Copa foi mais um lance político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual foi esquecida a péssima infraestrutura do País. Construir estádios, ampliar a mobilidade urbana e a capacidade de atendimento e operação dos aeroportos poderiam ser realizados sem a presença torturante dos dead-lines da Copa. O País não pode e não deve ficar a reboque das necessidades mercadológicas da FIFA.
Mais: a presidenta Dilma Rousseff deveria voltar atrás, com base em sua alta popularidade, e numa demonstração inequívoca de coragem política, dizer não à FIFA. Mas aí como ficariam as lágrimas choradas pelo presidente Lula durante a escolha do Brasil para sediar a Copa?
Sujeito abusado, esse Jérôme Valcke!
O secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, enviou nesta segunda-feira (5) uma carta ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, onde diz “lamentar profundamente” a repercussão de suas palavras na semana passada, onde teria dito que o Brasil precisava de um “chute no traseiro” para acelerar as obras da Copa 2014. Segundo ele, trata-se de uma “interpretação incorreta”. “Em francês, se donner un coup de pied aux fesses significa apenas ‘acelerar o ritmo’, explica Valcke, acrescentando que a expressão teria sido traduzida “usando palavras muito mais fortes”. Do portal Sul21.
Sujeito abusado. Não aceite as desculpas, Rebelo! Mande esse sujeito se catar. Chega de promessas de gastar de dinheiro com essa copa. Lá no Rio Grande do Sul, por exemplo, pode se programar jogos para o Remendão da Azenha ou para o campo do São José. Os dois tem linha de ônibus na porta.
Blatter admite aporte tecnológico ao futebol.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se pronunciou a respeito dos recentes erros de arbitragem nas partidas entre México e Argentina e Alemanha e Inglaterra, válidas pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O dirigente admitiu que o uso da tecnologia a serviço da arbitragem deverá ser rediscutido em julho, em uma reunião em Cardiff, no País de Gales:
– É óbvio que depois do que vivemos até agora seria um absurdo não reabrir a discussão sobre o uso da tecnologia. A princípio, só vamos voltar a discutir o uso na linha do gol. O futebol é um jogo dinâmico e, no momento em que há uma discussão se a bola entrou ou não, se houve ou não oportunidade de gol, você dá a possibilidade de uma equipe pedir replays uma, duas vezes, como no tênis. Para situações como no jogo do México, não precisa de tecnologia.”
Ou isso ou ficar pagando vexame.




