Fluminense vence e mantém Brasil invicto na Copa do Mundo de Clubes.

Tricolor bate Ulsan, da Coreia do Sul, e fica perto de vaga às oitavas.

O Brasil continua invicto na Copa do Mundo de Clubes da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Mais que isso: terminou a segunda rodada do torneio com 100% de aproveitamento. Após vitórias de Palmeiras, Botafogo e Flamengo, o Fluminense venceu o Ulsan HD, da Coreia do Sul, neste sábado (21), por 4 a 2, no Metlife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O Tricolor, que tinha empatado sem gols com o Borussia Dortmund na estreia, foi aos mesmos quatro pontos dos alemães, mas fica na liderança do Grupo F pelo saldo de gols (dois a um). Os sul-coreanos, derrotados na primeira rodada por 1 a 0 pelo Mamelodi Sundowns, da África do Sul, não têm mais chances de irem às oitavas de final.

A última rodada do grupo será na quarta-feira (25), com os jogos iniciando às 16h (horário de Brasília). Ao Fluminense, basta um empate com o Mamelodi no Hard Rock Stadium, em Miami, para se classificar à próxima fase. Se quiser avançar como líder da chave, o Tricolor tem de torcer por um tropeço do Dortmund contra o Ulsan no TQL Stadium, em Cincinatti, ou ter saldo de gols melhor que o dos alemães – caso eles derrotem os sul-coreanos.

Tricolor bobeia no 1º tempo

Para o jogo deste sábado, Renato Gaúcho promoveu cinco mudanças no Fluminense. O treinador escalou Guga, Gabriel Fuentes, Paulo Henrique Ganso, Kevin Serna e Germán Cano – este último recuperado de uma lesão no joelho – nos lugares de Samuel Xavier, Renê, Nonato, Agustín Canobbio e Everaldo, respectivamente.

Assim como diante dos alemães, o Tricolor comandou as ações ofensivas da primeira etapa. A equipe brasileira teve 61% de posse de bola e finalizou 14 vezes, quatro delas em direção à meta do Ulsan. Em uma das oportunidades, aos 26 minutos, Jhon Arias cobrou falta com perfeição, no ângulo, abrindo o marcador. Os cariocas quase ampliaram em chutes de Fuentes e Serna, que Jo Hyeon-Woo espalmou.

Os sul-coreanos, porém, foram extremamente eficientes nas duas chances que tiveram nos primeiros 45 minutos. Aos 36, Thiago Silva lançou Ganso na entrada da área. O meia tentou um passe de calcanhar, mas foi desarmado. No contra-ataque, Darijan Bojanic encontrou Um Won-Sang pela direita. O meia cruzou rasteiro e Lee Jin-Hyun apareceu livre pela esquerda para deixar tudo igual.

Pouco antes do intervalo, aos 47 minutos, já nos acréscimos, outra bola desperdiçada pelo Fluminense gerou um contra-ataque mortal do Ulsan. Após Bojanic interceptar a posse no meio-campo, na sequência de um lateral cobrado por Guga, Juan Freytes afastou mal, Jin-Hyun dominou pela esquerda e cruzou para Won-Sang, de cabeça e sem marcação, colocar os sul-coreanos à frente.

Insistência e virada

Com o Fluminense em desvantagem, Renato colocou Everaldo no lugar de Ganso na volta do intervalo, passando a jogar com dois centroavantes e quatro homens de frente. A formação – mais ofensiva, mas defensivamente desorganizada – dava espaços para o Ulsan contra-atacar em velocidade, como aos dez minutos, quando Won-Sang recebeu de Bojanic na área e, com espaço, finalizou rente à trave.

Aos poucos, porém, o Tricolor retomou o comando das ações ofensivas. O empate saiu dos pés de jogadores que foram a campo durante a etapa final. Aos 20 minutos, Nonato (que substituiu Martinelli) tomou a bola pelo meio e tocou para Cano. O argentino abriu na esquerda para Keno (que entrou no lugar de Serna) cruzar. A zaga não tirou bem e sobra ficou com Nonato, que mandou para o gol.

Com o Ulsan esgotado fisicamente, o Fluminense intensificou a pressão e conseguiu a virada aos 37. Após escanteio cobrado por Fuentes pela direita, Cano tentou finalizar, não pegou bem na bola, mas o chute serviu como assistência para Freytes concluir para as redes. Já aos 46, o Tricolor liquidou a partida com Keno, que completou, de cabeça, o cruzamento de Arias pela direita. Festa e alívio da torcida brasileira em Nova Jersey.

Uma boa leitura para preparar o evento de amanhã, em Sauípe.

jogo sujoAndrew Jennings denuncia em “Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa” esquemas de compras de votos e negociatas milionárias para a escolha de países-sede da Copa do Mundo.

Joseph Blatter, Ricardo Teixeira e João Havelange estão entre os nomes citados. De acordo com o jornalista, Teixeira e Havelange receberam propina da ISL, ex-agência de marketing da entidade. O caso é considerado o maior escândalo da história da entidade.

O autor é favorável ao futebol. Seus alvos são os corruptos. “Aquela gente distante dos gramados, mas suficientemente próxima para manipular o esporte mais popular do planeta”, escreve Juca Kfouri na edição.

Em uma conferência em Túnis, no dia 23 de janeiro de 2004, Jennings pegou o microfone. Blatter sabia que algo constrangedor sairia daquele jornalista.

“Depois que o último contrato de marketing foi assinado com a ISL, para as Copas do Mundo de 2002 e 2006, um pagamento secreto de 1 milhão de francos suíços foi depositado acidentalmente na conta bancária da Fifa”, disse. “Supostamente o senhor, à época secretário-geral, deu ordens para que o dinheiro fosse transferido imediatamente para a conta de um dirigente da Fifa”.

Então, Jennings concluiu, “para quem foi?”. Blatter fugiu da pergunta dizendo que o tema estava completamente fora de questão. “A cara de Blatter ficou verde!”, disse maravilhado o editor de uma revista do Golfo.

Jennings se tornou o primeiro nome na lista negra da Fifa, proibido de participar de qualquer evento oficial da entidade.

“Jogo Sujo: O Mundo Secreto da Fifa”
Autor: Andrew Jennings
Editora: Panda Books
Páginas: 352
Quanto: R$ 44,90 (preço promocional*)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Romário diz que “Copa será uma merda”.

Foto de André Coelho, da Agência O Globo

O jornalista Josias de Souza e os principais jornais e revistas do País reproduzem hoje declarações do deputado federal Romário de Souza Faria  nas quais ele afirma que  “é uma pena ouvir nas rádios, ver na TV, abrir os jornais e ler que o governo federal se uniu à Fifa para que a Copa do Mundo seja a maior de todos os tempos. Uma mentira descabida! Não será a melhor e nós vamos passar vergonha”, anotou. Queixou-se da ausência de representantes do Congresso na audiência concedida na véspera por Dilma Rousseff ao presidente da Fifa, Joseph Blatter.

“Se continuarem acontecendo coisas erradas e estranhas como esse encontro do Blatter com pessoas que não são ligadas a Lei Geral da Copa, ela será uma merda.”

Veja, Folha de São Paulo, Globo, Estadão e outros grandes veículos de comunicação do País reproduziram as palavras do Deputado nas manchetes deste domingo.

Pelo jeito, franqueza e foco no assunto continuam sendo características positivas do Baixinho. A grande maioria dos brasileiros que consegue raciocinar sabe que a Copa foi mais um lance político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual foi esquecida a péssima infraestrutura do País. Construir estádios, ampliar a mobilidade urbana e a capacidade de atendimento e operação dos aeroportos poderiam ser realizados sem a presença torturante dos dead-lines da Copa. O País não pode e não deve ficar a reboque das necessidades mercadológicas da FIFA.

Mais: a presidenta Dilma Rousseff deveria voltar atrás, com base em sua alta popularidade, e numa demonstração inequívoca de coragem política, dizer não à FIFA. Mas aí como ficariam as lágrimas choradas pelo presidente Lula durante a escolha do Brasil para sediar a Copa?

Sujeito abusado, esse Jérôme Valcke!

O secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, enviou nesta segunda-feira (5) uma carta ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, onde diz “lamentar profundamente” a repercussão de suas palavras na semana passada, onde teria dito que o Brasil precisava de um “chute no traseiro” para acelerar as obras da Copa 2014. Segundo ele, trata-se de uma “interpretação incorreta”. “Em francês, se donner un coup de pied aux fesses significa apenas ‘acelerar o ritmo’, explica Valcke, acrescentando que a expressão teria sido traduzida “usando palavras muito mais fortes”. Do portal Sul21.

Sujeito abusado. Não aceite as desculpas, Rebelo! Mande esse sujeito se catar. Chega de promessas de gastar de dinheiro com essa copa. Lá no Rio Grande do Sul, por exemplo, pode se programar jogos para o Remendão da Azenha ou para o campo do São José. Os dois tem linha de ônibus na porta.

Blatter admite aporte tecnológico ao futebol.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se pronunciou a respeito dos recentes erros de arbitragem nas partidas entre México e Argentina e Alemanha e Inglaterra, válidas pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O dirigente admitiu que o uso da tecnologia a serviço da arbitragem deverá ser rediscutido em julho, em uma reunião em Cardiff, no País de Gales:

– É óbvio que depois do que vivemos até agora seria um absurdo não reabrir a discussão sobre o uso da tecnologia. A princípio, só vamos voltar a discutir o uso na linha do gol. O futebol é um jogo dinâmico e, no momento em que há uma discussão se a bola entrou ou não, se houve ou não oportunidade de gol, você dá a possibilidade de uma equipe pedir replays uma, duas vezes, como no tênis. Para situações como no jogo do México, não precisa de tecnologia.”

Ou isso ou ficar pagando vexame.