Projeto Alimentação da ABAPA completa dois anos.

O centro de treinamento do Projeto Alimentação (CTA), uma iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), com apoio do Fundeagro e Agrosul, completou na segunda-feira, 26 de março, seu segundo aniversário.

O projeto que qualifica profissionais de cozinha e interessados para o mercado de trabalho permitindo que seus participantes adquiram novos conhecimentos culinários, atendeu 515 pessoas nesse período e outras 155, em 2009, quando teve início o projeto piloto atendendo exclusivamente os profissionais que trabalhavam em fazendas.

Segundo a coordenadora do projeto, a nutricionista Patrícia Castanharo, o trabalho nas fazendas continua a ser realizado, dependendo apenas de agendamento prévio. Outra novidade são as parcerias com entidades públicas ou privadas. “Já visitamos escolas e recebemos convites para levar o projeto à associações, clubes e outras público e privadas”, conta a coordenadora.

Durante o curso os participantes aprendem formas econômicas para melhorar o valor nutritivo das refeições. “A prática deste aprendizado traz benefícios tanto na questão do aproveitamento da qualidade nutricional como na qualidade sensorial (cheiro, sabor e cor)”, explica Patrícia.

O curso, gratuito para os associados da Abapa, é dividido em aulas teóricas e práticas e tem carga horária de 32 horas. Para mais informações, ligue 77 3613 3568 ou mande e-mail para coordenacao.alimentacao@abapaba.com.br. O Centro de Treinamento do Projeto AlimentAÇÃO está localizado na Rua Andrade nº 700 A, Barreirinhas, próximo a sede da Aiba e Abapa.

Estado e FGV tem relatório sobre agroindustrialização do Oeste.

“A região Oeste é o grande produtor de milho, soja e algodão do Estado. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, mas não temos indústrias têxteis instaladas na região Oeste para agregar valor à produção. Nós queremos criar alternativas para atrair investimentos e mudar essa realidade”, destacou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao receber das mãos do coordenador de Agronegócio da FGV, ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o “Estudo de Verticalização das Cadeias Produtivas do Algodão, Soja e Milho do Oeste da Bahia”. O encontro aconteceu durante toda a tarde desta segunda-feira (19) em São Paulo, na sede da Fundação Getúlio Vargas, com o objetivo de alinhar os caminhos para acelerar a agroindustrialização da Bahia.

Apresentado por Roberto Rodrigues e equipe técnica da FGV ao secretário Eduardo Salles, ao superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria e Comércio, Paulo Guimarães, e aos representantes das associações dos produtores do Oeste, o estudo focalizou três aspectos básicos: tributação e programas de incentivos fiscais; possibilidades de verticalização dos produtos e sub-produtos das cadeias do milho, soja e algodão, e os impactos da Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol) no processo de verticalização.

Responsável pela apresentação do item sobre a Fiol, o coordenador de projetos da FGV, José Bento Amaral, não tem dúvidas: “esse é o ponto marcante da Bahia para avançar na captação de investimentos”. Segundo ele, há algum tempo falava-se em terra fértil como elemento de atração, mas hoje logística e clima são fatores preponderantes.

Corredor Ferroviário

“Nosso objetivo é gerar empregos e renda no interior da Bahia, evitando o êxodo rural e conseqüentemente o inchaço nas cidades”, disse o secretário Eduardo Salles, lembrando que 30% da população da Bahia vivem na área rural. Ele considerou o estudo técnico “muito importante para verificar os gargalos existentes e buscar as soluções para obter maior competitividade”.

De acordo com ele, um estudo seqüencial deverá ser feito para verificar as possibilidades de agroindustrialização nos municípios localizados ao longo da ferrovia. Nesse sentido, Salles solicitou um orçamento à FGV.

Para Salles, “o estudo é um trabalho importante realizado por uma entidade de respaldo e credibilidade como a FGV, e que vai dar consistência à nossa caminhada para a agroindustrialização do Estado”.

Ações conjuntas

O superintendente de Desenvolvimento Econômico da Secretaria da Indústria e Comércio, Paulo Guimarães, destacou que as ações buscando novos investimentos para a agroindustrialização da Bahia são feitas em conjunto pela SICM e Seagri, e afirmou que “agora poderemos produzir folders e outras peças mostrando o potencial e vantagens de investir do Oeste baiano com a chancela da FGV”.

O estudo realizado pela FGV deixou claro que, segundo destacou Roberto Rodrigues, que não se pode falar isoladamente em verticalizar as cadeias da soja, milho e algodão sem pensar em avicultura e suinocultura. Os números e dados apresentados validaram o caminho que a Seagri e a SICM vinham seguindo nesse sentido.

“A fila anda. O mercado reage em questão de instantes”, disse o ex-ministro da Agricultura e agora coordenador de Agronegócio da FGV, revelando que, por falta de milho, uma região no Sul do Brasil, que já foi berço de frigoríficos e aves e suínos, está vendo os empreendimentos deixando o local. “Esse é um grande momento para a Bahia”, profetizou Roberto Rodrigues. De acordo com ele, a integração lavoura/pecuária tem ainda muito a avançar, o que representa uma grande oportunidade para os agricultores.

O estudo foi encomendado pelo Fundeagro; Fundação Bahia; Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, (Aiba), e Associação Baiana dos Produtores de Algodão, (Abapa), com apoio do governo do Estado através da Secretaria da Agricultura e da SICM.

ABAPA e AGROSUL: formando os novos chefes-de-cozinha.

O Projeto AlimentAÇÃO desenvolvido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), com apoio do Fundeagro e Agrosul, já está com as inscrições abertas para a formação de novas turmas.
O projeto, totalmente gratuito, qualifica profissionais de cozinha e interessados para o mercado de trabalho e permite que os participantes adquiram novos conhecimentos culinários. Durante o curso os participantes aprendem formas econômicas para melhorar o valor nutritivo das refeições. 
“A prática deste aprendizado traz benefícios tanto na questão do aproveitamento da qualidade nutricional como na qualidade sensorial (cheiro, sabor e cor)”, explica Patrícia Castanharo, coordenadora do projeto. O curso é dividido em aulas teóricas e práticas e tem carga horária de 32 horas.
O Centro de Treinamento em Alimentação está localizado na Rua Andrade nº 700 A,  Barreirinhas, próximo a sede da Aiba e Abapa. Para maiores informações o telefone de contato é (77) 3613 3568.

Industrializar nossa produção, a grande saída.

O governador Jaques Wagner e o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, assinaram, na abertura da Bahia Farm Show, acordo de cooperação técnica com a Fundação Bahia, Aiba, Abapa e Fundeagro para a elaboração do “Estudo de Agregação de Valores aos produtos da Agropecuária Baiana Através da Verticalização”. Este trabalho, com prazo de quatro meses para ser concluído, será realizado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.

Quem vê o volume da produção agrícola da Região Oeste e a real possibilidade de incremento dessa produção, que pode chegar a 100% em 10 anos, só deve lamentar que ainda estejamos destinando a maior parte dessa produção aos portos, praticamente in natura, sem nenhum tipo de processamento e sem agregar valor a essa produção.