A resposta de Putin às sanções de Trump: o afastamento do dólar com o gás do Ártico.

Por Simon Watkins

Na semana passada, as empresas japonesas Mitsui e a Japan Oil, Gas and Metals National Corporation concordaram em comprar 10% do projeto Arctic LNG (gás natural liquefeito) por um preço oficial ainda não revelado, embora o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmasse que o investimento seria cerca de US $ 3 bilhões.

O fato de o próprio Putin ter comentado sobre o acordo ressalta a importância da exploração e desenvolvimento da região ártica para o Estado russo como fonte de novos e vastos recursos de petróleo e gás e o acréscimo de mais influência geopolítica, semelhante à mudança do jogo que a indústria de shale representou.

O desenvolvimento atual da Rússia no Ártico está centrado em torno da Península de Yamal, liderado principalmente pela Novatek, mas novos investimentos estão em andamento na Gazprom e na Gazprom Neft, mesmo diante das atuais e futuras sanções dos EUA.

O projeto principal do Novatek no Ártico, o Yamal LNG (não oficialmente referido como ‘Arctic 1’) anunciou na semana passada que produziu 9,0 milhões de toneladas de GNL e 0,6 milhões de toneladas de condensado de gás estável no primeiro semestre deste ano, com todos os três trens GNL operando acima da capacidade de 5,5 milhões de toneladas por ano (mtpa) durante esse período.

Isso resultou no envio de 126 navios-tanques de GNL no período de seis meses via transbordo das transportadoras de GNL da classe de gelo para embarcações convencionais na Noruega e entregues nos mercados globais, principalmente para os principais mercados-alvo da Rússia na Ásia. No geral, o projeto Yamal LNG consiste em uma planta de liquefação de gás natural de 17,4 mtpa composta por três trens de GNL de 5,5 mtpa cada e um trem de GNL de 900 mil toneladas por ano, utilizando os recursos de hidrocarbonetos do campo de Tambbeskoye do Sul no Ártico russo.

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Conta de energia dos baianos vai subir 15%.

A conta de energia dos consumidores baianos poderá sofrer reajuste superior a 15%. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs, nesta terça-feira (30), aumentos na cobrança feita para os clientes de três estados nordestinos. Para a indústria na Bahia, a alta deve ser em torno de 13%.

Segundo a proposta da Aneel, as tarifas de energia da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) devem ter reajuste médio de 15,01%. Para os consumidores residenciais, o reajuste médio proposto é de 15,48%.

A Coelba atende 5,9 milhões de unidades consumidoras no estado da Bahia. Durante a reunião nesta terça, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou que o índice da Coelba tem um impacto relevante do aumento do custo da energia das usinas da Cemig, que foram leiloadas pelo governo em 2017.

Depois da adoção do fogão à lenha, do carro a pedal – mais conhecido como bicicleta – agora vamos resgatar a lamparina a querosene e banho de cuia, com água esquentada no fogo de graveto.

Quem está aguentando as altas constantes do gás, da gasolina e da energia?

Lá vai o Brasil descendo a ladeira. 

Goiás tem seu abastecimento comprometido e Liquigás aumenta o preço do gás

gás

A nota a seguir é assinada por Alexandre Borjaili, presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR e preocupa por atingir todos os consumidores de gás do País, a grande maioria da população. A redução da oferta do produto e os constantes aumentos são dois indícios que nem tudo vai bem no setor:

“O setor do gás de cozinha nunca viveu uma crise como a atual, hora greve dos caminhoneiros, hora greve Petrobras, agora, temos um argumento de uma suposta manutenção na Petrobras, um produto essencial a vida de todos brasileiros ignorado especialmente por quem deveria regular visando a garantia do abastecimento seguro e com qualidade.

Em Goiás a situação esta grave, nossas revendas estão ficando sem gás, sexta-feira, dia 27/11/15, um revendedor enviou mais de dez caminhões para Liquigás para recarregar, somente um saiu, sábado nem se fala, nenhum.

Muitos revendedores estão buscando gás mais caro em cidades vizinhas que ainda tem estoque, chegando a pedir ajuda com colegas revendedores no Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais. Essas operações elevam muito o custo do gás, mas mesmo tal medida não tem atingindo seu resultado, revendas estão fechando por não ter seu abastecimento.

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR recebeu do setor duas informações que merecem a atenção de nossas autoridades, em especial de Goiás, a primeira que Goiás está sem gás em função de Paulínia/SP está em greve, já as revendas desta região de Paulínia afirmam que a base da Petrobrás está funcionando dentro de uma normalidade sem falta de gás. Resta saber qual a real situação que vem provocando esta crise de abastecimento no Estado de Goiás e se há algum interesse diverso para este descaso com nossos amigos goianos.

Não bastando a crise em Goiás, a Companhia Distribuidora Liquigás anunciou mais um aumento de quase R$ 1,00 (Um Real) a partir de terça-feira dia 01/12/2015. Esta Distribuidora esta na mídia, patrocinando formula I, se destacando com a qualidade Petrobrás. Hora, onde estão os órgãos de Defesa do Consumidor, todo o gás ofertado no Brasil tem como produtor a Petrobrás, nenhum é melhor ou pior, é o mesmo fornecido a todas as Distribuidoras, muda-se uma tampinha, uma cor no botijão e este é o gás que chega em todos lares.

A Liquigás vem sendo denunciada por nossas revendas de uma suposta  obrigatoriedade de pagamento elevado para sustentação de sua campanha Botijão da Sorte, chegam a depositar 25 mil Reais sem nenhum recibo fiscal, e este “convite” é do tipo, paga calado se não quer sofrer represálias.

Poderíamos questionar a ANP, que como órgão regulador, deveria em tese preocupar com o abastecimento, com um mercado aberto, seguro,  com os direitos do consumidor, o que está fazendo para garantir a população o abastecimento do tradicional gás de cozinha?

O Estado Brasileiro precisa acordar para este setor, precisamos rever conceitos, ações, que garantam o abastecimento seguro daqueles que mais precisam do gás de cozinha em seus lares, a continuidade da omissão do Governo Federal, do Poder Legislativo pode agravar tal cenário sentido não apenas em Goiás, mas em alguns municípios, hora por greve, hora por manutenção, hora por descaso com o povo brasileiro.”

 

Botijão de gás tem aumento de 15% a partir de hoje

A Petrobras anunciou ontem (31) que o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, envasado em botijões de até 13 quilos, foi reajustado em 15% em média. O percentual, segundo a companhia, passa a valer a partir de hoje (1º).

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigas), o preço atual médio do botijão de gás de 13 quilos é de R$ 46, valor que deverá subir de imediato, pois as empresas deverão repassar o novo valor ao consumidor.

Segundo o Sindigás, atualmente existem 99 milhões de botijões em circulação em todo o país e, a cada dia, são entregues 1,5 milhão de botijões aos consumidores brasileiros. Sete grandes empresas controlam 96% do mercado brasileiro de GLP, sendo que as quatro maiores são: Ultragaz, com 23,11% do total, Liquigas (22,61%), Supergasbras (20,58%) e Nacional Gas (19,16%).

Começa perfuração de poço exploratório de gás em Luís Eduardo

Imagem de referência: postos de petróleo de baixa vazão.
Imagem de referência: poços de petróleo de baixa vazão em terra firme.

Uma informação importante, fornecida pelo presidente do CREA, Marco Amigo, no dia de ontem, ao prefeito Humberto Santa Cruz:

-Já está iniciada a obra de perfuração de um poço de exploratório de gás em Luís Eduardo Magalhães.

Há um pouco mais de 2 anos, empresa especializada e contratada pela Agência Nacional do Petróleo, realizou sondagens exploratórias sobre gás e petróleo em toda a região. Na época, engenheiros afirmaram, extra oficialmente, que os resultados eram promissores. Isto é: os terrenos detectados através da leitura de sondas eram propícios a formações de petróleo e gás.

Nesta segunda, o Prefeito esteve em evento do CREA, realizado na Câmara, assinou convênios e prometeu um plano diretor para a cidade “que dure no mínimo 20 anos”.

Artigo publicado no site perfuradores.com, no final de 2012, afirma: “A ANP também identificou áreas promissoras no Oeste da Bahia, na divisa com Goiás e Tocantins.

Em agosto de 2012, o jornal O Expresso noticiou:

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) está investigando na bacia sedimentar do rio São Francisco dados geológicos, geoquímicos e geofísicos, a procura de rastros de gases provenientes de eventuais depósitos de petróleo. Gustavo Barbosa, geólogo da Superintendência de Definição de Blocos da ANP, explica que serão feitas mais de 2.000 amostras de solo, em prospecções de um metro de profundidade, para realização de análise geoquímica que indicarão potencial para geração de petróleo e gás.

Gustavo Barbosa e Bárbara Ann Lima, das empresas responsáveis pelas sondagens realizadas no Oeste
Gustavo Barbosa e Bárbara Ann Lima, das empresas responsáveis pelas sondagens realizadas no Oeste

Barbara Ann Lima, do setor de Responsabilidade Social da IPEX, empresa que terceiriza o serviço, falou ontem sobre a importância da colaboração de produtores rurais em permitir o livre acesso dos pesquisadores. Doze pessoas, entre eles quatro geólogos, participam do trabalho, a ser desenvolvido em pontos pré-determinados nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Cocos, Buritis (MG), Posse (GO) e  Campos Belos (GO).

Um dos projetos contratados em 2011 foi a aquisição de dados geoquímicos de superfície nas bacias do São Francisco (2.000 amostras) e do Tacutu (1.000 amostras).  Este contrato foi celebrado entre a ANP e a empresa IPEXco e é caracterizado pela coleta, transporte, análises laboratoriais e interpretação dos dados geoquímicos de amostras de solo visando identificar possíveis regiões com concentrações anômalas de hidrocarbonetos de origem termogênica. Esse projeto totaliza um investimento federal de cerca R$ 5.300.000,00. 

Informe de Gabrielli

Estimativas da Agência Nacional de Petróleo (ANP) indicam que apenas a Bacia do Recôncavo, na Bahia, possui 20 trilhões de pés cúbicos (TCF) de gás natural em reservatórios não convencionais, que são aqueles retirados das rochas sedimentares de folhelho.

Para a maioria dos brasileiros este número não faz muito sentido, mas é impressionante, segundo o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli.

“A reserva de gás natural armazenada em reservatórios convencionais de todo Brasil é da ordem de 16 TCF, ou seja, apenas a Bacia do Recôncavo pode conter 25% mais gás natural do que todo gás descoberto até hoje no país, o que daria para suprir a necessidade nacional durante quase 20 anos, desde que mantido o consumo atual”, afirma Gabrielli.

Quarta do Pão 14-05-2013