Tucanato em pânico: Alckmin é indiciado por corrupção.

ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi indiciado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por suspeita de três crimes: lavagem de dinheiro, caixa 2 eleitoral e corrupção passiva.

Além dele, o ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro também foram indiciados.

Alckmin está sendo investigado inquérito que investigava, no âmbito eleitoral, as doações da empreiteira Odebrecht. Ele começou a ser investigado em 2017, depois da colaboração premiada.

Além das colaborações, a PF obteve cópia do sistema de informática da empreiteira, análise de extratos telefônicos, obtenção de conversas por Skype.

Alckmin foi governador do estado de São Paulo entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018.

Negociatas do PSDB em São Paulo poderão vir à luz depois das eleições

Paulo Preto e Geraldo Alckmin

Os jornais do Centro do País avaliam, hoje, que talvez seja chegada a hora de abrir a caixa preta das negociatas presididas pelo PSDB e Governo de São Paulo. Os jornalistas acreditam que, pressionado pelas evidências do dinheiro depositado por Paulo Preto em bancos suiços o levem ao início de um processo de delação premiada.

Parece ficar claro, também, que se essa delação acontecer, só virá à luz depois das eleições, pois Geraldo Alckmin ainda é a aposta eleitoral do Governo Temer, do Centrão, do Mercado e dos artífices do golpe de agosto de 2016.

O Ministério Público da Suíça decidiu enviar para as autoridades brasileiras detalhes sobre as quatro contas que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, manteve naquele país.

Com essa documentação, equivalente a uma quebra de sigilo bancário no Brasil, será possível saber quem fez depósitos e quem recebeu recursos de Paulo Preto.

Foi quando documentos desse tipo chegaram ao Brasil que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa decidiu fazer o primeiro acordo de delação premiada da Operação Lava Jato, em 2014, revelando o esquema criminoso que vigorava na estatal.

O saldo das contas do ex-diretor da Dersa era de 35 milhões de francos suíços quando ele decidiu transferir os recursos para Bahamas, no Caribe, no início de 2017.

O montante corresponde atualmente a R$ 144,3 milhões.

O engenheiro, que dirigiu a área de engenharia da Dersa entre 2007 e 2010, quando o governo paulista fez grandes obras como o Rodoanel e a reforma da Marginal Tietê, é apontado como operador de recursos ilegais do PSDB pelo Ministério Público Federal, o que seus advogados negam.

A Dersa é a empresa do governo paulista que faz obras de infraestrutura viária.

A documentação trará todas as transações desde 1993, quando Paulo e sua ex-mulher abriram duas contas no banco Bordier & Co., uma para cada um.

Entre 1991 e 1995, o engenheiro foi diretor de assuntos especiais do Metrô, no governo de Luiz Antônio Fleury Filho.

As autoridades suíças já enviaram algumas informações preliminares sobre as contas de Paulo Preto ao Brasil.

Em maio, a Folha de S.Paulo revelou que um documento enviado pela Suíça aos procuradores brasileiros dizia que entre 2007 e 2009, no governo de José Serra (PSDB), essas contas receberam “numerosas entradas de fundos”.

Esse mesmo documento dizia que Paulo Preto abriu quatro contas 43 dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da Dersa, em maio de 2007.

O documento mais importante sobre essas contas até agora foi apresentado pela própria defesa de Paulo Preto, feita pelo advogado José Roberto Santoro, numa reclamação feita ao Supremo em janeiro. A reclamação de Santoro revelou as contas e o saldo delas.

Nesse recurso ao Supremo, o advogado pedia que a investigação que estava sendo feito em São Paulo pela força-tarefa da Lava Jato fosse transferida para aquela corte por guardar conexões com o inquérito que trata de supostas doações da Odebrecht para Serra.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, não decidiu até agora sobre essa reclamação.

A investigação que corre em São Paulo é sobre suspeitas de desvios não na construção do Rodoanel, mas na transferência de moradores que foram afetados pela obra.

O engenheiro chegou a ser preso duas vezes neste ano, sob acusação de ter desviado R$ 7,7 milhões, mas foi solto nos dois episódios por decisão de Gilmar.

Quando retirou os recursos da Suíça, em 2017, Paulo Preto estava sob investigação das autoridades daquele país por suspeita de lavagem de dinheiro. Havia risco de as autoridades congelarem as contas do ex-diretor da Dersa.

Quem comunicou que o ex-diretor da Dersa estava tirando o dinheiro do país e remetendo os recursos para as Bahamas foi o próprio banco, o Bordier & Co. numa aparente retaliação.

A defesa do ex-diretor da Dersa confirmou para a reportagem que ele já contratou advogados na Suíça para evitar que a documentação seja remetida ao país, com o argumento de falhas formais e de mérito no processo de cooperação internacional entre os dois países.

Entre outros problemas, a defesa de Paulo na Suíça alega que não foram respeitadas as normas daquele país para a quebra de sigilo, que o titular da conta não foi informado previamente que havia suspeitas na movimentação e que houve abuso por parte do Ministério Público.

Não é uma tarefa fácil ganhar um recurso no tribunal penal da Suíça. Um levantamento feito pela reportagem no site dessa corte mostra que só 10% dos recursos são julgados favoráveis a quem recorre.

O advogado de Paulo, José Roberto Santoro, não quis comentar a decisão suíça de enviar a documentação bancária para o Brasil.

Durante a revoada de tucanos nos céus do Brasil, um papagaio some de casa.

Os sumiços misteriosos de Tom Veiga, o Louro José, do programa Mais Você, tem intrigado muitos fãs. O papagaio que há anos acompanha a apresentadora Ana Maria Braga não aparece no programa ao vivo há uns dias e, nesta sexta-feira, 3/8, sua participação só aconteceu porque o o programa foi gravado e não se sabe se ele participará dos programas na próxima semana. 
De acordo com o jornalista Leo Dias, do programa Fofocalizando, do SBT, o sumiço de Tom Veiga tem um motivo: O fim do casamento dele com Alessandra Veiga, com quem costumava compartilhar vários momentos nas redes sociais. 
A especulação sobre o sumiço do papagaio não para por aí. Segundo o jornalista Felipeh Campos, do Programa A Tarde é Sua, a relação entre Tom e Ana Maria não tem sido das mais amigáveis e a apresentadora pode estar querendo se livrar do companheiro para apresentar o programa sozinha. 
Na quinta-feira, 2/8, Louro José não apareceu na atração e sequer foi mencionado por Ana Maria, que, segundo Felipeh, ainda deu uma alfinetada no companheiro com uma mensagem enigmática. “Para manter sua sanidade mental, sugiro que você se faça de doido de vez em quando”, aconselhou.
Quem sabe o Louro José não aderiu à campanha de Alckmin ou de Aecin Never, aquele que mata antes que o delatem? Vai ver está abrigado no bunker dos seus amigos de penas coloridas, que incluem inclusive o juiz Mouro de Curitiba e o Paulo Preto, aquele que tem US$120 milhões nos bancos suíços. 

Alckmin formaliza aliança com o Centrão ao lado de 8 denunciados na Justiça

Da newsletter de O Globo aos assinantes:

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, formalizou a aliança com cinco partidos do centrão. Mas o ato, organizado para cunhar a imagem de força da candidatura tucana, mostrou o presidenciável ao lado de oito líderes partidários que foram denunciados à Justiça ou são citados em delações premiadas.

No evento, Alckmin evitou comentar tema que movimentou o ninho tucano: a ação da Polícia Federal contra o economista Roberto Giannetti da Fonseca — seu conselheiro, além de coordenador do programa de João Doria (PSDB) para o governo de São Paulo. Giannetti teve endereços vasculhados por agentes da Operação Zelotes, que já rendeu 20 denúncias. Depois, deixou a campanha de Doria.

Alckmin colheu, ainda, outra notícia negativa: o empresário Josué Gomes rejeitou oficialmente a indicação para ser seu vice. Ele enviou uma carta justificando a decisão. Em seguida, o presidenciável descreveu o perfil do companheiro que procura.

A decisão do centrão retirou um postulante da disputa: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O DEM não apresentará candidato à Presidência, mas terá nome na corrida pelo governo do Rio. Eduardo Paes confirmou sua candidatura

Ninguém mais ama o Aécio. Que peninha!

Foto de Dida Sampaio, para o Estadão.

Aécio Neves gravou vídeo declarando apoio à Geraldo Alckmin, mas o “Santo” paulista vetou a publicação do material na sua campanha.

Aécio, que deu início a todo esse caos, é desprezado até pelos seus colegas de partido. É esse o espaço reservado na história à gente cretina. De Kallil Oliveira, no Twitter.

Datafolha: Lula perdeu 6% dos votos com prisão, mas ainda ganharia em todos os cenários das eleições

Pela pesquisa Datafolha divulgada à zero hora deste domingo, se Lula participar da eleição ganha, no primeiro turno, com 31% dos votos válidos, o dobro das intenções de voto no segundo colocado, Bolsonaro (15%). Isso significa uma margem de mais de 21 milhões de votos válidos, uma herança considerável para o segundo turno. Considera-se para chegar a esse cálculo o colégio eleitoral de 146,5 milhões de brasileiros aptos a votar.

Muitos dizem que votariam em branco se Lula não concorrer.

No entanto, analisando diversos cenários, com Lula de fora das eleições, a Folha obviamente coloca seus candidatos preferidos como herdeiros dos votos de Lula, com Marina ou Alckmin, disputando taco-a-taco com Bolsonaro.

Surpreende também na pesquisa o candidato Joaquim Barbosa aparecendo com o mesmo número de indicações de Ciro Gomes, nove por cento.

Manuela d’Ávila, que acompanhou Lula nos últimos dias de sua caminhada também cresceu, aparecendo com 3% das indicações.

Henrique Meirelles e Flávio Rocha aparecem também com 1%. O restante dos candidatos não chegou a 1%.

Treze por cento votariam em branco e 3% ainda não sabem em quem votar.

Segundo Turno

Se Lula for candidato, ganha em todos os cenários, vencendo Bolsonaro ou Alckmin ou Marina.

 Se Lula não for candidato, Bolsonaro ganha de Haddad; Alckmin ganha também se enfrentar Haddad; Bolsonaro ganharia de Jaques Wagner; e Alckmin também ganharia de Jaques Wagner.

Cruzamento do listão de Furnas com Lava-Jato frita Aécio Neves e Bolsonaro

Aécio Neves, Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro, José Serra e Geraldo Alckmin, entre outros, constam nas denúncias que constam em processo da Lista de Furnas reaberto no STF.

Reaberto no Supremo Tribunal Federal (STF) após o pedido de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR), o julgamento do escândalo conhecido como ‘Lista de Furnas’ coloca entre os investigados os principais líderes tucanos.

Mas expõe, pela primeira vez no âmbito das denúncias de corrupção, o deputado Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ). Ele e o presidiário Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estão citados no documento. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também é citado no escândalo.

A ‘Lista de Furnas’ trata-se de uma prova, assim considerada segundo laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, do esquema de propina montado junto às empresas do setor elétrico brasileiro.

Vazada para o jornalista mineiro Marco Aurélio Flores Carone, a matéria foi publicada no site de notícias novojornal.com, hoje reduzido a uma sombra do que era, no ano 2000.

Após a publicação da denúncia contra os políticos citados, Carone foi preso por nove meses, em Minas Gerais. Posteriormente, a Justiça o absolveu, após um calvário de sofrimento na prisão.

Ao sair do presídio mineiro, Carone decidiu contar à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados quais eram as denúncias que ele pretendia fazer contra o senador Aécio Neves (PSDB).

Segundo Carone, o hoje presidente nacional do PSDB e senador da República liderava o esquema de corrupção no segmento que engloba as elétricas Cemig, de Minas Gerais, e Furnas, do sistema Eletrobras. O depoimento foi suspenso no último minuto.

Da redação do Correio do Brasil

Aécio e Alckmin são vaiados na av. Paulista

 

O que a maioria dos fanáticos de um e outro lado da atual situação não entendeu é o que o povo está de fato de saco cheio com toda a classe política. É hora de profundas reformas: políticas, tributárias, previdenciárias, da organização do Estado. Para isso, só uma assembleia constituinte, que não seja composta por políticos inscritos em partidos ou com mandato em vigência, com membros eleitos por um ano. A nova constituição deve ser promulgada sem emendas por um novo e diminuto Congresso.

Os ladrões da merenda escolar operavam dentro do Palácio Bandeirantes

Do UOL/Estadão

Interceptações da Operação Alba Branca indicam que Luiz Roberto dos Santos, o Moita, então chefe de gabinete de Edson Aparecido, secretário chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), conversava com suspeitos de participar de um esquema de fraudes na merenda escolar de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. Santos foi flagrado no grampo da Polícia Civil várias vezes dizendo a interlocutores que falava do Bandeirantes.

Relatório policial mostra que ele mantinha sucessivos contatos ao celular, de seu próprio gabinete, com integrantes da organização sob suspeita de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda escolar da rede pública.

Um dia antes de a Alba Branca ser deflagrada, em 19 de janeiro, Santos foi demitido do cargo de confiança que ocupava. O secretário Edson Aparecido o devolveu à função de origem na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Boa parte dos grampos flagra o ex-chefe de gabinete orientando o lobista Marcel Ferreira Júlio, apontado como operador de propinas da organização que se infiltrou em pelo menos 22 prefeituras paulistas e mirava em contratos da Secretaria da Educação do Estado. Ele fala sempre de um celular e diz que está “no Palácio”.

O dossiê da Alba Branca indica o campo de ação do investigado. Segundo as investigações, Santos age diretamente para atender os interesses da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), apontada como carro-chefe da fraude.

O presidente da Coaf, Cassio Chebabi, confessou à Polícia e ao Ministério Público como era o trabalho de “cooptação” de gestores municipais e que as propinas pagas eram equivalentes a 10% sobre o valor dos contratos. Segundo ele, “quando a Coaf atrasava (as comissões), devido a dificuldades financeiras, eram feitas retaliações e ameaças”.

“As apurações demonstraram que Marcel trabalhou em duas frentes para a Coaf. A primeira, num contrato firmado com a Secretaria de Educação do Estado, onde aparentemente se deu a participação de ‘Moita’, e a segunda, em contratos firmados com Prefeituras”, afirma o relatório policial.

Leia a matéria na íntegra, clicando aqui

Alckmin ataca estudantes com choque, gás de pimenta, cassetete e prisões arbitrárias

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Gás de pimenta, choque e cassetete. Assim a Polícia Militar do Governador Geraldo Alckmin recebeu, agora há pouco, os estudantes da Escola Estadual Pereira Barreto, na Lapa, na capital paulistana. Nosso repórter Luiz Carlos Nunes estava lá e fez estas fotos exclusivas para O Expresso.

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Este “secreta” do Governo Alckmin comandava a polícia militar, segundo ele com o objetivo de preservar o patrimônio público. Como nos anos de chumbo da ditadura militar.

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Gás de pimenta na mão e a vítima tentando limpar os olhos. E o tal Estatuto da Criança e do Adolescente?

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Polícia de Alckmin avança sobre estudantes na Paulista

Foto UOL
Foto UOL, agora pela manhã.

Bomba, pancada, tortura na frente das câmaras de tv e jornal. E se fossem os seus filhos, o que o caro leitor diria sobre este exemplo de democracia. Realmente, fechar escolas, transferir 300 mil alunos e professores nem é um bom exemplo em nenhum regime totalitário do mundo.

Governador Alckmin incrementa o “diálogo” com estudantes

folhapress

A Polícia de Alckmin voltou a bater e prender hoje pela manhã com os estudantes que ocupam as escolas estaduais para protestar contra o fechamento de  93 estabelecimentos e 311 mil transferências de alunos e professores.

O governo de São Paulo publicou nesta terça-feira o decreto que autoriza a transferência de professores para a implementação da reorganização escolar. O objetivo é separar as escolas por ciclos, entre os anos iniciais e finais do ensino fundamental e médio. 
É fácil de concluir: se fosse do PT, o Governador já estaria pendurado pelos pés em um posto de gasolina, como foram Mussolini e sua amante Clara Petacci.

 

As encruzilhadas da Oposição na crise política brasileira

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Da Coluna Painel, da Folha de São Paulo:

Pesquisa da SECOM, do Governo Federal procurou descobrir se os entrevistados julgavam o governo e a oposição capazes de tirar o país da crise. Para 17%, o atual governo tem essa possibilidade. Só 13% acreditam que a oposição está apta a executar a tarefa.

Geraldo Alckmin reuniu na noite de quinta oito grandes empresários para discutir o cenário nacional. O governador paulista mostrou pessimismo com a situação econômica e política e disse não ver saída com Dilma Rousseff no cargo. Mas o tucano ainda acredita que falta um motivo para o impeachment. Ele acha que, se Dilma cair por uma razão frágil, como as pedaladas fiscais, há risco para a democracia, pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o mandato.

Alckmin disse aos empresários que, nesse caso, qualquer crise poderá ser pretexto para tirar do cargo um presidente ou governadores e prefeitos eleitos. Sobre as pedaladas, afirmou que há precedentes da manobra em Estados e municípios.

Aos comensais Alckmin disse que é necessário “investigar, investigar e investigar”, para que o Congresso decida se os pedidos de impeachment cumprem as exigências constitucionais, e que ainda podem surgir provas a partir das apurações nos fundos de pensão e no BNDES.

Fora os incendiários de plantão, os oposicionistas não sabem se é hora de impeachment. Todos estão de olho “na boutique dela”, mas sabem que, se forem com muita sede ao pote, o caldo pode entornar de maneira grave. A pesquisa é realista com a possibilidade de um governo de transição ou, a seguir, legalmente eleito, enfrentar a mesma crise política e a crise financeira ainda com todas as suas nuances de desastre iminente.

Nesta terça-feira teremos um bom teste para provar o enunciado do teorema político: a apreciação dos 32 vetos de Dilma Rousseff sobre temas polêmicos. Três são especialmente delicados para o governo. Num, Dilma Rousseff barrou o reajuste salarial de até 78,56% que os congressistas haviam concedido aos servidores do Judiciário. Noutro, ela brecou a correção de todas as aposentadorias pelo mesmo índice do salário mínimo. No terceiro, invalidou a troca do fator previdenciário, criação exclusiva de Fernando Henrique Cardoso, por uma fórmula mais generosa para os candidatos ao pijama. 

Na imagem, Hécate a deusa da mitologia grega (Trívia, dos romanos), senhora dos caminhos e das encruzilhadas

Se acabou o eleitor de postes?

Ri de quê, o Padilha?
Ri de quê, o Padilha?

Pesquisas em São Paulo apontam Alckmin com 54%, enquanto o candidato de Lula, Padilha, tem apenas 4%, mesmo com o Sistema Cantareira virado numa poça de lama e previsões apocalípticas para o final de novembro.

Duas conclusões, fruto de profunda reflexão: 1) Lula não é mais aquele eleitor de postes que se apregoava; 2) Não é hora de se dizer, “vai pra casa, Padilha?”, parodiando um programa de humor da década de 80.Alexandre Padilha vai passar para história, com essa votação, como “Alexandre, o breve”.

Aqueles que cantam em prosa e verso a volta de Lula em 2018 podem ter uma profunda decepção, mesmo que a máquina continue na mão da Dona Dilma.

Ministério Público dá 10 dias para Alckmin começar racionamento em SP

O governador Geraldo Alckmin durante anúncio de ampliação do Programa PURA (Programa de Uso Racional de Água). Data: 10/02/2014. Local: Osasco/SP.  Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA
O governador Geraldo Alckmin durante anúncio de ampliação do Programa PURA (Programa de Uso Racional de Água). Data: 10/02/2014. Local: Osasco/SP.
Foto: Edson Lopes Jr/A2 Fotografia

Baseado num estudo de pesquisadores da Unicamp que indica que o chamado ‘volume morto’ do Sistema Cantareira pode secar totalmente em menos de 100 dias, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) emitiu parecer nesta segunda-feira (28) recomendando que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) implemente imediatamente um racionamento emergencial de água na região metropolitana.

O objetivo da recomendação, segundo o MPF, é evitar um colapso do conjunto de reservatórios que abastece 45% da região metropolitana da capital.

A recomendação faz parte de um inquérito civil público aberto pela instituição para apurar a crise hídrica no Estado. O MPF justifica a interferência dizendo que, embora a Sabesp seja uma empresa de capital misto cujo maior acionista é o governo de São Paulo, o órgão tem atribuição para atuar no caso porque os recursos hídricos do Sistema Cantareira pertencem à União, que concede o uso para a companhia paulista. Do Portal Terra.

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Governador Alckmin diz que se povo soubesse da corrupção ia faltar guilhotina

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez nesta quarta-feira um discurso em tom de desabafo em que criticou a impunidade no Brasil e afirmou que o “povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele (povo)”.  “Se não, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro”, afirmou. O tucano fez o discurso no lançamento de um programa estadual que auxilia prefeituras a disponibilizar portais de acesso a informações públicas. Começou dizendo que grandes casos de corrupção foram descobertos por acidente. “O controle é zero.” As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

“O sujeito fica rico, bilionário, com fazenda, indústria, patrimônio e não acontece nada. E o coitado do honesto é execrado. É desolador”, disse o governador. As críticas de Alckmin foram feitas em frente ao chefe do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e do corregedor-geral da Administração do Estado, Gustavo Ungaro, representantes dos dois principais órgãos paulistas de combate à corrupção. A situação causou constrangimento entre aliados, já que o tucano não dirigiu suas críticas a uma esfera específica de Poder nem isentou o próprio governo dos ataques. “Salários, ninguém põe na internet, porque o sindicato pediu liminar. Olha eu gostaria de pôr, mas a Justiça proibiu”, ironizou. O Legislativo de São Paulo, de maioria alckmista, se enquadra no ataque – não divulga salários por decisão judicial obtida por servidores. Alckmin criticou ainda a morosidade do Judiciário. “A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: Na hora que for para Justiça vai resolver. Vai levar 20 anos.”

Dilma quer 100 mil novas casas em São Paulo.

Ao lado do governador e da primeira-dama de São Paulo, Geraldo e Lu Alckmin, e dos ministros Mário Negromonte e Alexandre Padilha, presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de assinatura do termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo de SP.

Ao participar hoje (12) da assinatura de termo de compromisso com o governo de São Paulo para a construção de 97 mil unidades habitacionais do Programa Minha, Casa Minha Vida (MCMV), a presidenta Dilma Rousseff assegurou a construção de mais 3 mil moradias, totalizando 100 mil no estado. As unidades serão destinadas a famílias com renda mensal de até três salários mínimos e serão construídas até 2015.

“Essa é a grande novidade de hoje. Nós não vamos fazer 97 mil, governador [Geraldo Alckimin], porque 97 é conta quebrada; vamos fazer 100 mil unidades. Os 3 mil nós assumimos”, disse a presidenta. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Mário Negromonte continua firme ao lado da Presidenta. Como diz o gaúcho, “firme que nem palanque em banhado”.

Esquece, Alckmin: nem TAV, nem TMV.

Como investir 10 bilhões em um trem para executivos e turistas?

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai negociar com o governo federal e a equipe de transição de Dilma Rousseff (PT) mudanças no traçado do Trem de Alta Velocidade (TAV). O próximo governo paulista quer que o TAV deixe de passar pelos Aeroportos de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos). A ligação deles com São Paulo seria feita por um trem expresso separado, que trafegaria a 160 km/h.

O atual traçado do TAV prevê ligar Campinas ao Rio, passando obrigatoriamente por São Paulo e por Cumbica no caminho. Mas, para a equipe que trabalha na transição do governo estadual, a melhor maneira de organizar o transporte entre os dois aeroportos e São Paulo é por meio de um trem regional, que poderia ser mais barato e ter saídas mais frequentes.

A ideia é que o TAV saia de São Paulo e, no caminho para o Rio, só tenha paradas depois da Região Metropolitana. A iniciativa privada seria responsável pela construção e administração da linha, que custaria por volta de R$ 3,5 bilhões. “O valor é três vezes menor que o custo do TAV estimado para o trecho, de cerca de R$ 10 bilhões”, disse Jurandir Fernandes, ex-secretário de Transportes Metropolitanos na gestão anterior de Alckmin e líder da equipe de transição.

Segundo Jurandir, outros trens regionais cujos estudos foram iniciados na atual gestão devem sair nos próximos anos. Além da linha entre os aeroportos, as prioridades são, pela ordem, as ligações São Paulo-São José dos Campos, São Paulo-Sorocaba e São Paulo-Santos. Rodrigo Burgarelli, Tiago Dantas – O Estado de S.Paulo.

Governador: esquece essa história de TAV para a Copa do Mundo. O remédio é mesmo um TMV (Trem de Média Velocidade) ou até mesmo um TML (Trem Muito Lento). O País não tem educação, saúde e segurança, três obrigações básicas do Estado. E mais: não tem portos, aeroportos, estradas e ferrovias de transporte de cargas. Como vai então aplicar 10 bilhões em transporte para turismo e executivos? O Brasil de São Paulo não recebe notícias do Brasil do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte.