O inacreditável acontecendo todo dia.

Tudo explicado em dois períodos bem sintéticos. Gilberto Morbach é pesquisador, tradutor, ensaísta. Editor do Estado da Arte, no Estadão.

Parodiando o governador da Bahia e acadêmico Otávio Mangabeira: “Pense num absurdo. No Brasil de hoje tem precedentes.”

Até quando o Centrão, chefiado pelo “douto e sábio” Rodrigo Maia, vai sustentar a permanência desse poltrão na Presidência da República?

 

Oziel Oliveira concorreu nas eleições de 2016 abrigado em uma liminar. Sabe de quem?

Oziel: concorrerá em 2020 novamente com uma liminar, pela terceira vez?

Como nas eleições de 2012, em que perdeu para Humberto Santa Cruz, também em 2016, o atual prefeito de Luís Eduardo Magalhães só foi candidato depois de ter obtido uma liminar que afastasse o seu impedimento de concorrer.

Ele estava condenado por não apresentar comprovação da efetividade dos gastos de verbas oriundas do Estado. Na época, o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, afirmou em público, que Oziel não deveria concorrer, por estar impedido de fato e direito, em segunda instância, o que só seria possível se um absurdo jurídico acontecesse.

Pois aconteceu: Ismerim confirmou a verdade de que, se pensarmos um absurdo, na Bahia sempre terá um precedente, como lecionou o então governador Otávio Mangabeira. Oziel conseguiu a liminar, até hoje não julgado o mérito, candidatou-se, elegeu-se e já está no terceiro ano do seu “profícuo” mandato.

O interessante é constatar agora como se deu o absurdo: o magistrado que patrocinou a liminar de Oziel Oliveira é o mesmo que agora se encontra preso, no âmbito da Operação Faroeste, por venda de sentenças. Sim, Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. Que, se prevaricou agora, quando juiz em Formosa do Rio Preto, poderia muito bem ter prevaricado, quando titular da 7ª Vara da Fazenda Pública, em Salvador.

 

Parodiando Mangabeira: “Pense num absurdo. No Brasil tem precedentes”.

Otávio Mangabeira, um observador das misérias da política.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro empossa 64 parlamentares dos 70 eleitos, porque 6 deles estão presos. Como presos?

O Rio de Janeiro tem 12.408.340 eleitores. Portanto, todos eles elegíveis. Será que precisavam eleger justamente esses espécimes raros, que já começam o mandato engaiolados?