Agricultores familiares de Barra recebem 234 títulos de terra registrados em cartório

João Leão entrega títulos

A segurança jurídica e a sucessão rural estão garantidas para 234 agricultores familiares que receberam seus títulos de terra, já registrados em cartório, nesta sexta-feira (19), no município de Barra, no Território Velho Chico.

Os títulos foram entregues pelo Governo do Estado, por meio de uma parceria com o Consórcio Intermunicipal do Oeste da Bahia (CONSID), fruto do Projeto Bahia mais Forte Terra Legal, criado pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

A posse do título propicia a permanência das famílias no campo. Com o documento em mãos, os beneficiários podem acessar financiamento junto a instituições financeiras e outras políticas públicas que viabilizam melhorias na sua produção, aquisição de insumos ou outros investimentos e a aquisição de bens duráveis.

De acordo com o secretário da SDR, Josias Gomes, o diálogo com os consócios para efetivar o projeto Bahia Mais Forte Terra Legal é no sentido de permitir que o maior número de agricultores possam ter o título das suas terras: “Essa foi mais uma ação que nós fizemos em parceria com a Associação de Registradores de Imóveis da Bahia (ARIBA), o modo jurídico mais seguro que encontramos para que pudéssemos coroar essa nossa parceria com a agricultura e com os agricultores familiares da Bahia. É para nós motivo de muito orgulho entregar cada vez mais títulos já devidamente registrados e permitir que eles de fato não tenham mais nenhuma burocracia para caminhar com suas atividades agrícolas em solo deles próprios”.

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, fez a entrega dos títulos: “Esses títulos de terra representam o início da concretização do sonho desses pequenos produtores de Barra. Tenho certeza que, com o esforço do governador Rui Costa e de todos os envolvidos nesta primeira conquista, entregaremos muito mais títulos”.

Alexandre de Moraes, do Bairro do Rodeio, recebeu seu título de terra com emoção: “Eu estou muito feliz. Tem muitos anos que sonho em ter a posse da minha terra, onde eu planto cana, mandioca, que é o sustento da minha família. Era o meu sonho”.

Atenção produtores: Bahia está apta a proceder licenciamento ambiental

O desembargador Hilton Queiroz , presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, suspendeu a liminar que impedia a adoção de procedimento de Licenciamento Ambiental, criado pelo Estado da Bahia para as atividades rurais.

Com essa decisão, voltam a ter vigência os decretos estaduais nºs 15682/14 e 16963/16, que permitem o licenciamento.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi criado através da lei nº 12.212 de 4 de maio de 2011, promovendo a integração do sistema de meio ambiente e recursos hídricos do Estado da Bahia. O Inema tem por finalidade executar as ações e programas relacionados à Política Estadual de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade, a Política Estadual de Recursos Hídricos e a Política Estadual sobre Mudança do Clima.

Cabe ao Inema atuar em articulação com os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e com a sociedade civil organizada, a fim de dar mais agilidade e qualidade aos processos ambientais.

Blitzes da PM prendem 473 pessoas em setembro. Um novo choque de ordem é necessário.

governador

O aumento das ações preventivas da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) nas últimas semanas renderam bons resultados para a segurança pública. De 31 de agosto a 28 de setembro, com a intensificação das blitzes em Salvador e região metropolitana, 256 veículos foram recuperados, 125 armas de fogo apreendidas e 473 pessoas presas em flagrante.

Os dados, referentes à atuação dos militares foram apresentados na manhã desta quarta-feira (30), no Comando da PM, no Largo dos Aflitos, após reunião de trabalho com a presença do governador Rui Costa, do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e do comandante geral da PM, coronel Anselmo Brandão.

“A redução dos índices mostra que estamos no caminho certo. Com o reforço das blitzes, em trinta dias, conseguimos a redução de praticamente todos os índices. Infelizmente reduzir não significa zerar. Vamos continuar reforçando as ações de segurança para que a gente consiga ainda melhores resultados”, afirma o governador.

O aumento da produtividade da Polícia Militar é resultado da ampliação em 50% no número de blitzes em todo o estado. As operações já abordaram 262.939 pessoas, 100.565 veículos, 2.761 ônibus e 3.387 táxis. A rigidez das revistas refletiu também na diminuição de delitos. Houve redução de 20,2% no número de roubos de veículos e 26,4% de assaltos a coletivos, quando comparado ao mesmo período de 2014.

Além disso, a PM registrou 386 ocorrências com apreensão de drogas e 132 apreensões de adolescentes. Quanto aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), houve redução de 3,6% em Salvador e 11,5% na região metropolitana.

O então delegado josé Resende de Moraes Neto e o então secretário de Segurança, Eder Fior, organizaram o choque de ordem.
O então delegado José Resende de Moraes Neto e o então secretário de Segurança, Eder Fior, organizaram o choque de ordem.

O Governo não inventou a roda e não descobriu a América. Lugar de policial é na rua, investigando, abordando e prendendo.

Quando em 2011, em Luís Eduardo Magalhães, foi criada a Operação Choque de Ordem, integrada entre as forças da Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Judiciária e Polícia Militar, as ocorrências registradas caíram pra perto de zero durante quase um mês. Daí o Ministério Público achou por bem pedir o cancelamento da operação, porque os elementos da Guarda Municipal não tinham poder de polícia e não podiam abordar cidadãos.

Hoje a população clama por um novo choque de ordem. Se faltam efetivos, como parece claro, o Governador deve determinar que os burocratas da Segurança saiam de seus gabinetes refrigerados e venham para as ruas, onde o cidadão vive como refém da bandidagem de todos os calibres.

O dinheiro dos presídios do Oeste sumiu assim: Estado está com nome sujo e não pode tomar empréstimos.

Agora ficou claro porque não aparecem as obras do Governo do Estado da Bahia, inclusive os dois presídios prometidos para Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, além de um centro de policiamento integrado, que abrigaria 5ª Cia de Polícia Militar, Cipe-Cerrado e Delegacia de Polícia Judiciária, nesta cidade. O Governo não tem como assinar os convênios de empréstimos pois está inscrito no cadastro de inadimplentes por débitos previdenciários. Só em emendas parlamentares, o Estado perderia, a perdurar a situação, cerca de R$600 milhões. Veja o que diz a matéria do portal Bahia Notícias:  

 Um dos maiores problemas enfrentados pela prefeitura de Salvador desde o ano passado agora terá de ser encarado pelo governo da Bahia, que está no Cadastro Único de Convenientes, o famoso Cauc. Para quem não está familiarizado com o termo, a tradução mais fácil é a de que o Estado está com o ‘nome sujo na praça’ e não pode receber recursos do governo federal, por exemplo, via convênios ou verbas destinadas por emendas parlamentares. Documentos obtidos pelo site Bahia Notícias revelam que o governo baiano tem pendências no Tesouro Nacional em relação a contribuições previdenciárias. No registro (ver aqui) é possível observar no quesito Tributos e Contribuições – Regularidade quanto a Contribuições Previdenciárias a presença da sigla AC, que significa A Comprovar. O mesmo acontece no Registro de Prestação de Contas de Recursos Federais (ver aqui). As informações foram acessadas nesta quarta-feira (18). Após receber a denúncias, o Bahia Notícias consultou os dados da Bahia no Tesouro Nacional, disponíveis para qualquer cidadão, e comprovou que o Estado está com o nome sujo.

No site do Tesouro Nacional consta uma explicação sobre a Regularidade Quanto a Contribuições Previdenciárias. “Conforme dados da Certidão Negativa de Débito, relativa às contribuições previdenciárias e às contribuições devidas, por lei, a terceiros, incluindo as inscrições em dívidas ativas do INSS”, explica o portal federal. Na consulta aparece o nome da Bahia com os dizeres: “Pedido com restrição”. Sendo assim, fica permitido apenas que o Executivo baiano receba recursos do governo federal através do PAC ou de do Regime Diferenciado de Contratação (RDC). No entanto, o mais utilizado é o convênio. O Estado já começou a sofrer com os problemas de ter o cadastro sujo, como acontece com consumidores inscritos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa. Por causa do nome no Cauc, o governo foi impedido de receber um empréstimo de R$ 80 milhões do Banco Mundial, através do Prodetur. Além do governo, outras oito cidades baianas aparecem com bloqueios na Receita Federal.

O site entrou em contato com a Secretaria Estadual da Fazenda e solicitou mais informações sobre as restrições, como valores ou possíveis problemas de documentação que tenham levado resultado no cadastro negativo, mas não obteve resposta da pasta. Em contato com o Bahia Notícias, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) aproveitou a deixa para disparar contra o governo Jaques Wagner (PT). “Vejo os deputados lutando para conseguir recursos. Colocaram mais de R$ 600 milhões nas emendas, mas não adianta porque o governo não libera para quem está com o nome sujo. É um absurdo isso e termina prejudicando a Bahia e os baianos. O governo tem que zelar pelo bom nome da Bahia e facilitar que os recursos venham. Não adianta dizer que é do mesmo partido da presidente se não faz o dever de casa. Falta capacidade gerencial”, alfinetou o deputado, lembrando que o aliado – o prefeito ACM Neto (DEM) – decretou um contingenciamento em Salvador para tirar a prefeitura do Cauc.

Agricultores reformam estrada por um mínimo de trafegabilidade

O asfalto do Governo era uma metáfora. Voltou a ser estrada de chão batido por um mínimo de trafegabilidade.
O asfalto do Governo era uma metáfora. Voltou a ser estrada de chão batido por um mínimo de trafegabilidade.

A rodovia de acesso à região da Coaceral, entre a BR 135 e a Vila, um trecho de quase 90 km, precisou da iniciativa dos produtores rurais da região para transformar o que era um  péssimo asfalto numa boa estrada de terra. Abandonada pelas autoridades estaduais, a estrada serve a uma região onde se cultivam mais de 200 mil hectares.

Diz um produtor:

“A situação da estrada estava tão ruim que os produtores tiveram que se organizar e fazer do asfalto uma estrada de terra, ou seja, parece um retrocesso, mas é uma alternativa que se fez emergencialmente, pois já estamos cansados de pedir as autoridades do Estado. Há uns 3 anos iniciaram um trabalho de recuperação, que de tão mal feito, nem deu tempo de inaugurar e já ficou pior que antes. Um verdadeiro serviço porco, com dinheiro suado do povo.”

A produção da região ultrapassa 700 mil toneladas. Só para retirar a produção, são necessárias 500 viagens de caminhões pesados. Sem contar com o transporte de insumos e equipamentos para a lavoura.
A produção da região ultrapassa 700 mil toneladas. Só para retirar a produção, são necessárias 500 viagens de caminhões pesados. Sem contar com o transporte de insumos e equipamentos para a lavoura.

E aí Governador? Vai prometer o quê agora?

Depósitos de carros apreendidos da Polícia Judiciária

A ASSOMIBA, a ACELEM e o CONSEG-LEM têm assumido muitas tarefas espinhosas pela segurança de Luís Eduardo. Uma delas foi o novo estacionamento para veículos apreendidos pela Polícia Judiciária. Cercou, pavimentou com brita, iluminou e até transportou os veículos para dentro do estacionamento, arcando com os custos do guincho. Enquanto isso, o que fez o Governo do Estado? Mandou uma camionete para a Delegacia, uma viatura reformada para a PM, trocou o comando e mandou 16 novos praças. Dia 12 o Governador deverá ser cobrado por essa inércia. A Sociedade Civil Organizada, vereadores e Executivo querem questionar Jaques Wagner sobre os fatos ocorridos desde a morte de dois comerciantes na cidade.