Os japoneses da Honda de volta ao pódio depois de 4 anos de sofrimento

A Red Bull fez referência a uma das famosas frases de Fernando Alonso, depois que a Honda os colocou no pódio na Austrália, neste domingo.

“Agora podemos lutar!  P3 para @ Max33Verstappen em Melbourne garante um primeiro pódio para @ HondaRacingF1 desde o GP da Inglaterra de 2008!”

A frase refere-se às queixas de Alonso sobre o Motor Honda, quando a McLaren os usava: ao usar o motor Renault, o piloto espanhol elogiou a força da Renault.

A verdade é que a McLaren há muito tempo não tem um carro equilibrado (só 12ª colocada na Austrália) e só tem condições de disputar a zona inicial dos pontos. E que a Red Bull sacrificou toda a temporada passada da Toro Rosso, sua subsidiária, para testar à exaustão melhoramentos no motor Honda.

Verstappen: abrindo a temporada no pódio e com velocidade semelhante à Mercedes.

O fato de Verstappen ter feito uma corrida madura, ultrapassando Vettel com facilidade e pressionando Hamilton pelo segundo lugar, deixou a Red Bull e os japoneses da Honda eufóricos.

Período de glórias

A Honda retornou a Fórmula 1 como fornecedor de motores entre 1983 e 1992, para as equipes Spirit (1983), Williams (1983-87), Lotus (1987–88), McLaren (1988–92) e Tyrrell (1991). Seus motores eram considerados os melhores na época, potentes e confiáveis.

As vitórias dos carros que utilizaram os motores Honda somados contabilizam 71 vitórias até o fim de 92. Neste período os motores Honda conquistaram seis títulos de construtoras (duas vezes com a Williams e quatro com a McLaren) e cinco pilotos campeões (três vezes com Ayrton Senna, uma com Nelson Piquet e outra com Alain Prost).

A Honda retornou novamente em 2000, fornecendo motores para a British American Racing (BAR). Ela também forneceu motores para a Jordan nas temporadas de 2001 e 2002. Isso levaria a uma batalha pelo direito de usar os motores Honda a longo prazo. Em 2003, apesar de ter apresentado uma melhora em relação as duas temporadas anteriores, a Honda deixou de fornecer para a equipe Jordan. Em meados de novembro de 2004, a Honda comprou 45% da equipe BAR da British American Tobacco (BAT, fundadora e proprietária da BAR) após a melhor temporada da BAR, quando conseguiu o segundo lugar na temporada de 2004, um ano dominado por Michael Schumacher e Ferrari.

Honda Racing F1 Team (2006–2008)

Em 2004, ela adquiriu 45% das ações da equipe BAR, e em dezembro de 2005, a Honda comprou os 55% remanescentes. A equipe, rebatizada Honda Racing F1 Team, teve a primeira operação 100% Honda na Fórmula 1 desde 1968. A BAR continuou como patrocinador, com a marca Lucky Strike em 2006, mas se retirou em 2007.

Na primeira temporada após seu retorno com equipe própria, a Honda conquistou, com Jenson Button, a primeira vitória no GP da Hungria, em Hungaroring. Button terminou o ano em sexto lugar no campeonato com 56 pontos e Rubens Barrichello ficou em sétimo com 30 pontos. O total de 86 pontos marcados pelos dois pilotos, deram à equipe o quarto lugar no Campeonato Mundial de Construtores.

Veja os resultados do GP da Austrália a seguir:

1) # 77 Valtteri Bottas (Mercedes)
2) # 44 Lewis Hamilton (Mercedes)
3) # 33 Max Verstappen (Red Bull/Honda)
4) # 5 Sebastian Vettel (Ferrari)
5) # 16 Charles Leclerc (Ferrari)
6) # 20 Kevin Magnussen (Haas/Ferrari)
7) # 27 Nico Hülkenberg (Renault)
8) # 7 Kimi Räikkönen (Alfa Romeo/Ferrari)
9) # 18 Lance Stroll (Racing Point/Mercedes)
10) # 26 Daniil Kvyat (Toro Rosso/Honda)
11) # 10 Pierre Gasly (Red Bull/Honda)
12) # 4 Lando Norris (McLaren/Renault)
13) # 11 Sergio Pérez (Racing Point/Mercedes)
14) # 23 Alexander Albon (Toro Rosso/Honda)
15) # 99 A.Giovinazzi (Alfa Romeo/Ferrari)
16) # 63 George Russell (Williams/Mercedes)
17) # 88 Robert Kubica (Williams/Mercedes)
18) # 8 Romain Grosjean (Haas/Ferrari)
19) # 3 Daniel Ricciardo (Renault)
20) # 55 Carlos Sainz (McLaren/Renault)

Três milésimos de segundo separam Mercedes e Ferrari depois da segunda semana de testes

Ao final de 8 dias de testes da F1 em Barcelona, a tabela de tempos indica que neste ano a batalha entre Ferrari e Mercades deve continuar palmo a palmo das pistas na categoria mais veloz do automobilismo.

Por seu turno, a austríaca Red Bull Racing – agora empurrada pelos lendários motores Honda – Renault, Toro Rosso, McLaren, Haas e Alfa Romeo disputarão a bárbara luta de primeira equipe depois dos ponteiros.

A Racing Point, com novo proprietário e muito dinheiro, e a legendária Williams, de tantas vitórias na Fórmula 1, continuarão disputando as últimas posições no grid.

A primeira prova da temporada acontecerá em Melbourne, na Austrália, daqui a duas semanas, em 17 de março. Na próxima semana o grande circo da F1 se muda de malas e bagagens para a Oceania.

O Grande Circo da Velocidade

Estima-se que cada equipe costuma viajar mais de 160 mil quilômetros entre corridas e sessões de testes ao longo dos oito meses de uma temporada.

Para se ter uma ideia, na temporada de 2017 do Grande Prêmio Heineken do Brasil de Fórmula 1, realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo, foram mais de 600 toneladas de carga trazidas do México, num total de seis voos em aeronaves cargueiras Boeing 747-400 e Boeing 747-800.

Todo esse aparato foi descarregado no aeroporto de Campinas e enviado a São Paulo por nada mais, nada menos que 80 carretas com caminhões Scania em mais de 200 viagens.

A duas semanas da primeira corrida, Massa ainda tem o melhor tempo na F1

Massa
Massa

Está encerrada a pré-temporada para o Mundial de 2014 da F1. E o último dos 12 dias de ensaios e testes para o próximo campeonato teve a mesma tônica dos 11 anteriores: os carros Mercedes mantiveram o domínio com extrema folga.
Quem ficou no topo da tabela de tempos neste domingo (2), no Bahrein, foi Lewis Hamilton. Dono daquele que parece ser o mais competitivo carro do grid atualmente, o britânico cravou 1min33s278 – 0s709 mais rápido que Valtteri Bottas, da Williams.

Hamilton
Hamilton

O tempo do piloto da Mercedes, contudo, não superou a melhor marca da semana, registrada no último sábado (1) por Felipe Massa: o brasileiro foi exatos 0s020 mais rápido, chegando a 1min33s258 no penúltimo dia de testes.

Veja o calendário da F1, que começa na Austrália daqui a 2 domingos. Só novidades: um motor 1.6 turbo, com apenas 600 HP, tanques de combustível menores ( de 100 para 75 litros) e dois motores elétricos, além de uma forte dança das cadeiras entre os pilotos. Felipe Massa parece ter acertado com a escolha da Williams. A equipe de Grove contratou uma forte equipe de engenheiros e empurrado pelo motor Mercedes será séria candidata aos pódios da temporada.

Em duas semanas começam as emoções de domingo.
Em duas semanas começam as emoções de domingo.

Massa supera Alonso por apenas 0,0003 de segundo

Getty Images

Três milésimos de segundo,  uma fração de tempo só legível em cronômetros de alta performance. Pois foi por essa mínima diferença de tempo que o único piloto brasileiro, nesta temporada, Felipe Massa, na Fórmula 1, conseguiu superar seu companheiro de escuderia Fernando Alonso. Massa ficou em 4º lugar no grid de largada e Alonso é o 5º. O GP da Austrália começa agora, às 3 horas da madrugada, e um legião de aficionados do esporte, como este Editor, fazem o seu curso particular de coruja, para resistir até as 5 horas da manhã, término da competição. Na linda foto de Getty Images, Massa com o pé no fundo nas curvas do autódromo de Melbourne.

Destaques ACELEM

McLaren de ponta a ponta.

O GP de Fórmula 1 de Melbourne, Austrália, disputado nesta madrugada (horário de Brasília) confirmou os treinos da semana: as equipes McLaren e Red Bull serão as protagonistas de 2012 e a Ferrari, de novo, não vai aparecer nem na foto. A Ferrari disputará o quarto lugar entre as equipes com Lotus,  Toro Rosso e Williams, renovada com o motor Renault. Até porque o terceiro lugar parece ser da Mercedes. A equipe de Maranello só salvou-se hoje pela admirável consistência do espanhol Fernando Alonso. Enquanto isso, o brasileiro Massa sofria com a aderência do seu carro entre o 10º e o 16º lugar. O brasileiro Bruno Senna também foi mal, depois de um incidente no início da corrida e, no final, acabou batendo em Massa. Os dois encerraram precocemente a competição.

Entre os vencedores da Mc Laren, Button mostrou, por ser mais alegre e mais tranquilo, condições de liderar a equipe. Hamilton perdeu a ponta na largada e chegou em terceiro.

Ainda vai levar um longo tempo para ver um brasileiro novamente disputando o pódio. Na próxima semana, novas madrugadas insones para quem gosta de F1, com o GP da Malásia.

Veja a classificação da prova: 

1. Jenson Button (GBR/McLaren Mercedes)

2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): +2s1
3. Lewis Hamilton (GBR/McLaren Mercedes): +4s0
4. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): +4s5
5. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +21s5
6. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): +36s7
7. Kimi Räikkönen (FIN/Lotus Renault): +38s0
8. Sergio Perez (MEX/Sauber Ferrari): +39s4
9. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso Ferrari): +39s5
10. Paul di Resta (GBR/Force India Mercedes): +39s7
11. Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso Ferrari): +39s8
12. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): +57s6
13. Pastor Maldonado (VEN/Williams Renault): +1 volta
14. Timo Glock (ALE/Marussia Cosworth): +1 volta
15. Charles Pic (FRA/Marussia Cosworth): +5 voltas
16. Bruno Senna (BRA/Williams Renault): +6 voltas

Não completaram
Felipe Massa (BRA/Ferrari): a 12 voltas
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham Renault): a 20 voltas

Vitaly Petrov (RUS/Caterham Renault): a 24 voltas
Michael Schumacher (ALE/Mercedes): a 46 voltas
Romain Grosjean (FRA/Lotus Renault): a 55 voltas
Nico Hulkenberg (ALE/Force India Mercedes): a 58 voltas
Pedro de la Rosa (ESP/HRT Cosworth): não largou
Narain Karthikeyan (IND/HRT Cosworth): não largou