Produção de grãos e fibra é a maior dos últimos anos na Bahia, diz AIBA

Depois de alguns anos de resultados pouco expressivos, por conta da estiagem que assolou a região, os agricultores do oeste da Bahia comemoram o aumento da produção na safra 2016-17, com produtividade recorde do algodão e aumento da produtividade da soja e do milho. É o que apontou o último levantamento realizado nesta sexta-feira (29), pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.

O destaque desta safra fica por conta do algodão, que surpreendeu e atingiu a marca de 310 arrobas/ha, superando o recorde registrado em 2010. Otimistas, os produtores da fibra devem aumentar em 70 mil hectares a área plantada para a safra 2017-18, revelando um crescimento de 35% em comparação a safra que finalizou.

Já a soja, mesmo com a produtividade não alcançando as 56 sacas previstas, ainda assim chegou perto, com 54 sacas da oleaginosa por hectare, um aumento de 55% em relação à safra anterior. Além disso, a produção do grão também foi maior que a do ano passado, chegando a mais de 5 milhões de toneladas na região. Para a próxima safra, deverá acontecer um incremento de área de 1,3%, sendo que parte desse crescimento será sobre as áreas de milho da região.

No caso do milho, a colheita foi finalizada em 130 sacas por hectares, um aumento significativo para a cultura em relação à safra passada, de 115 sacas por hectares. Mesmo assim, a área plantada no oeste da Bahia deverá ter uma retração, chegando a 22% a menos que no ano anterior.

O engenheiro agrônomo e assessor de Agronegócios da Aiba, Luiz Stahlke, prevê que a safra 2017-18 deve ser ainda melhor no oeste baiano. “As previsões são de clima favorável para a agricultura para o fim deste ano e começo do próximo, o que contribuiu para uma boa safra na região. Os agricultores estão otimistas e devemos ter uma produção ainda melhor que esta para 2018”, ressalta Stahlke.

O Conselho Técnico da Aiba é formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais. As previsões são feitas sempre considerando fatores como perspectivas de mercado, nível tecnológico, condições climáticas e controle fitossanitário.

Confira aqui a planilha completa dos números levantados.

Alta do dólar compensa perdas na cotação dos grãos.

O dólar segue em alta nesta sexta-feira. Mesmo diante das intervenções do  Banco Central no mercado de câmbio, a moeda norte-americana continuava avançando e, por volta de 12h10, era cotada a R$ 2,264, com alta de 0,26%.

Essa movimentação aquecida do mercado financeiro, entretanto, não vem causando grandes impactos no mercado interno. Afinal, apesar do forte recuo visto na última sessão da Bolsa de Chicago, os preços contaram com essa alta do dólar e se mantiveram praticamente inalterados.

Nesta sexta, a soja é negociada a R$ 74,00 por saca no Porto de Rio Grande e R$ 71,62 em Paranaguá. Para o milho, o valor é de R$ 26,00/saca, em Paranaguá.

No mercado físico disponível, a oleaginosa é negociada a R$ 61 em Cascavel/PR, a R$ 58 em São Gabriel do Oeste/MS e variando entre R$ 51 e R$ 52 em Sorriso/MT. Nas mesmas praças, o milho valia R$ 20,00, R$ 18,00 e entre R$ 11 e R$ 12, respectivamente. É difícil alguém imaginar em vender uma saca de milho a R$11,00 sem pensar em agregar valor através do confinamento de bovinos, suínos ou frangos.

Em Luís Eduardo Magalhães, soja disponível era negociada hoje em R$53,00 a saca de 60 quilos. Com informações do Notícias Agrícolas.

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Seca no Cone Sul poderá dar sustentação aos preços internacionais.

A seca no Rio Grande do Sul fez 42 municípios decretarem estado de emergência e o número de vítimas da estiagem chega a 248.423. Em Santa Catarina, 42 cidades estão em estado de emergência e 357.887 pessoas foram afetadas pela falta de chuvas. Os dados são da Defesa Civil dos dois estados do Sul.

De acordo com a Defesa Civil gaúcha, o município mais prejudicado é Frederico Westphalen, que tem 29.003 pessoas afetadas pela seca. Parte do estado está sem chuva desde novembro de 2011 e estão sendo distribuídas cestas básicas e água para os moradores de várias cidades. Os agricultores prejudicados podem solicitar indenização para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) informou que a seca no estado deve permanecer até fevereiro. O município de Chapecó tem 183.530 pessoas sem água. A região próxima à divisa com o Rio Grande do Sul é a mais afetada do estado. Cerca de 40% da produção agrícola foi prejudicada, segundo dados oficiais.

A Defesa Civil de Santa Catarina em parceria com entidades que integram o Grupo de Ações Coordenadas determinou o atendimento imediato aos municípios, como o repasse de recursos e apoio para diminuir os danos. Da Agência Brasil.

A seca no Cone Sul pode ajudar na sustentabilidade dos preços dos grãos, que ontem experimentaram fortes oscilações positivas e negativas em Chicago. Num ano em que o crescimento chinês é uma incógnita, uma super produção poderia comprometer seriamente os preços internacionais. Argentina, Paraguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná ultrapassam facilmente a barreira dos 100 milhões de toneladas.

Alta do dólar segura cotação da soja.

Dólar subindo por cinco sessões consecutivas, ultrapassa hoje a barreira de R$1,80. Boa notícia para os exportadores de grãos e frutas. Se a soja anda meio volátil, caindo aqui e lá, o dólar sustenta a cotação, com ganhos de mais de 8% no ano. Hoje a leguminosa foi cotada a R$41,00 em Luís Eduardo Magalhães.

Grãos têm expressiva reação na bolsa de Chicago.

A terça-feira mostra forte recuperação para as commodities agrícolas. Na Bolsa de Chicago, os grãos fecharam o pregão noturno de hoje com expressiva alta encontrando sustentação principalmente no clima dos Estados Unidos.  
A preocupação vem com as áreas na região noroeste do Corn Belt – um dos principais pólos produtores norte-americanos – e com as lavouras próximas às margens do rio Missouri. 
Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório de acompanhamento de safra apontando que o plantio da soja chegou a 94%, e que 75% das lavouras de milho estão em boas ou excelentes condições. 
Entretanto, uma notícia divulgada ontem pelo Notícias Agrícolas mostra que embora os números  mostrem que a safra está indo muito bem, os agricultores dizem que não é exatamente isso que acontece. 
Em algumas regiões, por conta do excesso de chuvas no início da primavera norte-americana, os produtores tiveram que replantar uma grande parte da área. Agora, depois de outro forte período de 10 dias de fortes chuvas, o processo poderá ter que ser feito novamente.
Além disso, há ainda a previsão de que as temperaturas acima do normal podem se mover do norte para o sul das Grandes Planícies e também para o Meio -Oeste dos Estados Unidos em meados da semana que vem. Essas altas temperaturas poderiam comprometer o bom desenvolvimento das lavouras. 
Nesta terça-feira, além dos fundamentos positivos, os fatores externos também contribuem com as altas. O petróleo já ensaia uma recuperação e o euro volta a ganhar terreno frente ao dólar. Por Carla Mendes, do Notícias Agrícolas.